Há treze anos o destino nos separou, éramos amigos desde pequenos, idade que ainda não existe atração, desejo e coisas assim, apenas brincadeiras e a vontade de que o amigo esteja sempre perto. Por ser filho único acabei tornando esse meu amigo, Kang Ji-Hoon, um irmão, e ele tinha o mesmo sentimento por mim. Eu morava com meus pais, e ele apenas com a mãe, pois o pai trabalhava em uma grande empresa em outra cidade, apenas fazia visitas programadas e raramente permanecia mais que algumas horas.
A vida seguiu, logo estávamos com 15 anos, ainda inseparáveis, estudando na mesma escola, na mesma turma, tudo isso facilitou para que a nossa amizade fortalecesse. Todas as manhãs esperava por Ji-Hoon, ele sempre vinha de bicicleta e íamos juntos para o colégio.

Foram 14 anos sem problemas, porém aos 15 anos tudo ficou mais complicado, porque bastava Ji-Hoon se afastar de mim para que um outro garoto do colégio começasse o bullying diário, no início eram apenas ameaças, ofensas e coisas do tipo, mas não pararia por aí.
Em uma sexta-feira, final do último período, eu fui arrastado por um grupo de garotos até uma área do colégio onde todos já tinham sido dispensados. Eram três, um deles era àquele que me ameaçava e me ofendia desde o começo do ano letivo. Não sabia exatamente o motivo por tentarem fazer isso comigo, eu era apenas um garoto fraco que não atormentava nem uma mosca. Eles me bateram, os três ao mesmo tempo, não conseguia entender o porquê de estar apanhando, eles apenas tinham raiva de mim sem motivo.
Foi como um vulto, vi alguém partir em direção os três garotos, no primeiro momento não reconheci, mas assim que consegui focar a minha visão, os três garotos já estavam no chão e quem estava em pé desferindo chutes era Ji-Hoon, sim, o meu amigo de anos, apareceu para me defender. Ele é mais velho que eu apenas três meses, mas nossos físicos são o completo oposto. Enquanto eu era magro e muito branco, Ji-Hoon tinha o corpo maior, ombros maiores, braços que já tinham músculos definidos, pele mais escura, e era 5 centímetros mais alto que eu. Neste dia eu senti algo por Ji-Hoon, algo maior que amizade, mas não teria coragem de falar para ninguém.
Meus sentimentos por ele foram aflorando, e com o passar do tempo Ji-Hoon foi ficando cada vez mais bonito, não só no meu ponto de vista, mas no de todos, porque até tentaram forçá-lo a participar de um concurso de beleza na escola, mas ele se recusou, não gostava dessas coisas, e até achava ruim ser considerado bonito.
Durante 5 anos eu não tive coragem de expressar meus sentimentos por ele, até via algumas meninas se aproximarem, mas nunca tinha visto ele namorar ninguém. Tenho até vergonha de admitir ter jogado fora várias cartinhas com declarações de amor que algumas meninas me pediam para entregar, e mesmo quando eu entregava, ele mesmo jogava fora, nem abria.
Finalmente terminamos o colégio, nossa intenção era de fazer a mesma faculdade, até nossas mães concordavam, mas o pai de Ji-Hoon fez algo que acabou com nossos planos, ele o levou para morar com ele, trabalhar na mesma empresa e seguir os passos do pai, agora que tinha terminado os estudos. Foi tão de repente que não tivemos oportunidade de nos despedir, quando fiquei sabendo que ele tinha partido, chorei por horas, não queria mais fazer nada, precisei de algum tempo para superar a separação, pois sabia que não nos veríamos por muito tempo, algo que só piorou quando a mãe de Ji-Hoon se mudou para outra cidade, acabando de vez com a mínima possibilidade de me encontrar com ele, quando viesse visitar a mãe.
Foi difícil superá-lo, mas os vários compromissos da faculdade me fizeram esquecer de tudo por um tempo. Hoje estou formado, morando em uma cidade diferente, trabalhando em um emprego ruim, vivendo exatamente o contrário do meu sonho. Tinha perdido qualquer esperança de algum dia poder expressar meus sentimentos por Ji-Hoon.
Entretanto, quando achei que nunca mais teria contato com ele, fiquei surpreso quando ele recentemente me adicionou em uma rede social, aceitei na mesma hora, mas apenas isso. Não tive coragem de falar com ele, embora a vontade fosse muita.
Depois de dois meses recebi um alerta no meu celular, era Ji-Hoon, ele tinha mandado uma mensagem, era algo básico, perguntado como eu estava, como estava a família, coisas assim. Respondi de prontidão, e iniciamos uma conversa, virei noites conversando, logo já estávamos atualizados sobre o desenrolar de nossas vidas.
Cada foto postada por Ji-Hoon na rede social me machucava, vê-lo tão próximo de outras pessoas era um tormento. Uma coisa nele tinha mudado para melhor, o corpo, consegui ver em uma das fotos. Agora além de bonito ele tinha um corpo perfeito, algo que seria natural para ele, pois desde a adolescência já tinha indícios de que seu corpo se tornaria definido, e com a ajuda de alguns exercícios poderia se tornar uma arma de sedução.
Por achar que Ji-Hoon tinha se tornado um homem fútil, não quis me envolver com ele, mesmo que à distância, então comecei a ignorar algumas das suas mensagens.
Quatro meses passaram, seguia minha vida tediosa, não namorava, não saía para festas, nem em eventos da empresa em que trabalho eu ia. Simplesmente não conseguia tirar Ji-Hoon da cabeça. Me sentia mal por ter ignorado seus contatos, que foram muitos. Queria responder, queria marcar alguma coisa, para me encontrar com ele e saber se ele realmente tinha mudado, mas me faltava coragem.


Chovia como se o mundo fosse acabar, era um sábado, não me importava com a chuva, pois não tinha a intenção de sair de casa mesmo. Apenas curtia o momento que poderia ficar na cama até tarde. Então ouvi o som do interfone, deixei tocar algumas vezes, pois tinha certeza que era a vizinha do apartamento do lado que vinha reclamar que o som da TV estava muito alto, algo que não era verdade, o problema era seu aparelho auditivo que estava mal regulado. Já estava acostumado com essa rotina, portanto abri a porta meio sonolento, com vontade de arrancar aquele aparelhinho do ouvido dela e arremessar pela janela. Abri a porta e congelei, não era a vizinha, era Ji-hoon, estava todo encharcado.

—Ji Ji Ji Ji-hoon?!

—Foi difícil, mas consegui te encontrar, Kim-Tae-Jun-sshi.

Ainda sem ação perante àquela situação, continuava apenas admirando o belo homem que Ji-hoon tinha se tornado, a camisa molhada me permitia ver o contorno do seu corpo, era uma bela visão, mas não apenas isso que me atraía nele, era como se finalmente tivesse encontrado a minha outra metade que tinha sumido. Não precisei agir, pois ele tomou a iniciativa e me puxou para perto dele, foi com tanta força que ele acabou recuando, agora eu estava todo molhado também, mas isso logo não importava, pois Ji-Hoon me beijou, algo tímido no começo, mas que com o tempo foi ficando mais profundo, logo nossas línguas eram uma coisa só. Tivemos que parar, nos afastar um do outro, pois a vizinha estava abrindo a porta do apartamento e logo iria presenciar algo que ela nunca esperaria ver.
Entramos no meu apartamento, Ji-Hoon não conseguia se conter, o desejo era mútuo. Mesmo molhado eu conseguia sentir o perfume dele, não tinha mudado nada, acho que usava o mesmo desde a época do colégio. Isso só ajudou a aumentar meu tesão, mas precisava parar um pouco, precisava entender o que estava acontecendo, por isso me afastei.

—Ji-Hoon, preciso de uma explicação. Por que veio até mim? Você tem uma vida perfeita.

—Não é perfeita, você não faz parte dela.

Tive vontade de chorar com sua resposta, nunca imaginei que ele sentia tanto a minha falta, pensava que apenas eu tinha sentimentos por ele. Decidi deixar as explicações para depois, esse era o momento que tanto queria, o momento de estar com quem realmente amo.
Me aproximei de Ji-Hoon, estava bem perto do rosto, mesmo assim de tão perto ele continua perfeito. Desta vez eu quem lhe deu um beijo, estava decidido que não pararia apenas nisso, então comecei a puxar sua camisa revelando um abdômen lindo, a pele bronzeada que tanto me atraía, finalmente estava diante de mim, ele retirou a camisa molhada e revelou completamente o corpo perfeito que tem. Mesmo quando jovem ele já era tão perfeito, tão bonito, e agora com 33 anos, tudo tinha ampliado ao máximo. Era irresistível, vê-lo sem camisa, com o corpo ainda úmido, me deixava muito excitado, e mesmo eu não sendo um exemplo de beleza e masculinidade, ele parecia tão excitado quanto eu. Entretanto ele queria dominar a situação, pois ele logo já estava por cima de mim, me beijava loucamente, quase não conseguia respirar, Ji-Hoon retirou a minha camisa, beijou meu pescoço e começou a descer, beijava meu corpo até se aproximar do meu pênis, que já estava muito duro, era muito excitante ver aquele homem finalmente me tocar, me acariciar e me beijar. Eu vista uma bermuda folgada, isso facilitou, e logo Ji-Hoon já estava de frente para o meu pênis, não gosto de me gabar, mas tenho um pênis bonito, com um tamanho perfeito de 15 centímetros. Ele não se importava com essas coisas, apenas pôs meu membro na boca. Sentia sua língua deslizar meu pênis, o calor da sua boca me deixava louco, não poderia permitir que ele continuasse por muito tempo, pois logo chegaria ao orgasmo, mas cedo do que pretendia. Peguei em seus braços e falei.

—Agora é a minha vez.

Ji-Hoon veio até a minha boca, me beijou, mas logo se levantou, eu decidi ficar de joelhos, era a minha vez de lhe dar prazer. Não precisei fazer nada, pois ele mesmo retirou a calça jeans e a cueca, agora eu estava de frente para um pênis que tinha a mesma cor de sua pela bronzeada. Era tão bonito quanto o meu, tinha um tamanho um pouco assustador, mas me deixou excitado. Nunca tinha visto o pênis dele, nem mesmo na época de escola, não tinha ideia que ele guardava algo assim. Coloquei na boca, mas não tenho muita experiência com isso, então era difícil para mim saber se estava sendo algo prazeroso. Tentei o máximo que consegui, no final já estava cansado de tanto sugar o membro de Ji-Hoon, mas ele parecia estar gostando, por isso insisti um pouco mais.
Já sabia que não poderíamos parar apenas nisso, então me preparava psicologicamente para o próximo passo. Logo já estava posicionado, estava de frente para Ji-Hoon, que com a maior paciência do mundo introduzia lentamente seu pênis em mim, a dor era grande, queria desistir, mas algo me acalmava, era o fato de ser ele quem estava adentrando meu corpo, isso me deixava feliz, não apenas de modo sexual, mas de uma maneira mais amorosa, como se por ele eu poderia aguentar qualquer dor.

—Tae-Jun, está doendo?

—Um pouco, mas não pare, continue até o final.

Ji-Hoon também não fazia aquilo apenas pelo sexo, ele estava mais interligado comigo, conseguia sentir seu afeto, e isso me ajudava a superar a dor. Depois de algum tempo eu já conseguia aguentar, e então Ji-Hoon começou com movimentos lentos e delicados. Era muito excitante ver que meu melhor e praticamente único amigo, tinha se tornado um homem tão bonito, com um corpo tão perfeito e não apenas isso, ele me desejava, queria estar comigo, veio de longe em um dia chuvoso, decidido que me encontraria, não apenas por tesão, mas por uma outra atração.
Agora já estava me acostumando com a dor, já conseguia sentir prazer em ter ele dentro de mim, ele pressentiu e aumentou os movimentos, agora estava por cima de mim, conseguia sentir sua respiração no meu pescoço, seu corpo encostado no meu, o calor de nossos corpos naquele dia frio e chuvoso era um conforto. Ji-Hoon já aparentava estar cansado, e não demorou muito para chegar no orgasmo. Não sabia se ele tinha ejaculado, não conseguia sentir, pois a dor ainda estava presente. Apenas sei que senti o peso de seu corpo sobre mim, ele estava realmente cansado, já tinha retirado seu pênis de dentro de mim, e agora eu sentia o alívio da dor. Só o fato de sentir o corpo de Ji-Hoon encostando no meu pênis, foi o suficiente para que eu chegasse no orgasmo, acabei ejaculando em mim e nele.

—Desculpe, não consegui me segurar.

Ele deu um sorrisinho de satisfação, era como se estivesse satisfeito por ter me feito gozar sem ao menos tocar no meu pênis.

—Ji-Hoon-ahh, por que você veio até mim? Não existem homens na cidade grande?

—Até existem, mas são muito fúteis e sem graça. E você é.... diferente.

—Em qual sentido?

—No bom sentido, você é diferente de todos, pois é com você que quero ficar.

—Quando você vai embora?

—Não vou.

—Como assim? E a empresa?

—Eu larguei por conta do diretor chefe. Disse que tiraria um ano de férias.

—E você pode fazer isso?

—Posso, porque eu sou o novo dono daquela empresa.

—Dono, mas seu pai era apenas chefe executivo.

—Eu.... Eu consegui Tae-Jun, consegui fazer dinheiro o suficiente para vivermos juntos para sempre. Você não se lembra da minha promessa?

Eu realmente tinha me esquecido de uma promessa que Ji-Hoon tinha feito quando éramos crianças, acho que tínhamos uns 10 anos. Ele sempre dizia que quando crescesse faria dinheiro o suficiente para poder viver junto comigo para sempre. Não imaginava que ele estava falando sério e que levaria isso para a vida adulta, mas aparentemente não era coisa de criança.

—Mas você foi embora, foi viver com o seu pai.

—Eu pedi para que ele me levasse. Pedi para ele me ensinar, me apresentar o mundo empresarial, queria aprender logo para poder cumprir a minha promessa.

—Por que não me disse? Eu sofri muito sem você. (Falei em uma voz chorosa)

—Eu sei. Sofri tanto quanto você, mas não poderia tirar meu foco, precisava cumprir a minha promessa. Mas não se preocupe, eu voltei, e desta vez nada vai nos separar.

Fim.

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