Journey

26 Veintiséis


Notas iniciais
Eu passei a semana toda tentando postar esse capítulo, mas eu nunca tava satisfeita com ele, mas sei lá, acho que agora ficou aceitável. Pardon me. :c

– Não precisa fazer essa cara, eu não mordo.

Dean ainda continuou sem falar.

– Caso você esteja se perguntando, a blusa não foi a minha única pista. Eu já sabia quem você era. Passei o dia todo investigando e perguntando por todo o hotel quem era Dean Winchester. — virou-se para Dean — Se é que esse é mesmo o seu nome.

– É sim. — engoliu em seco — Eu...

– Não, não, não — Balthazar o interrompeu — Não fale nada agora, espere até chegarmos a minha sala.

Pararam no trigésimo andar mesmo. Dean não sabia ao certo como reagir, e fugir estava fora de questão, então só seguiu Balthazar timidamente pelo corredor. Quando chegaram lá, Dean ficou se perguntando como nunca tinha reparado naquele enorme portão branco no final do corredor.

Balthazar adentrou sua sala empurrando as duas partes da porta com ambas as mãos. A sala tinha o dobro do tamanho do quarto de Cas e provavelmente era maior ainda, pois haviam mais duas portas trancadas no seu interior.

Na primeira parte, um piano de cauda, discos de platina pendurados na parede, junto com guitarras autografadas, capas de revista e por fim, um alto falante de teto tocando A Little Party Never Killed Nobody num volume absurdo.

– E o mais incrível é que não dá pra ouvir nadinha do lado de fora. — Balthazar comentou enquanto desligava o som — Vocês deveriam colocar um revestimento assim naquele quarto de vocês, se é que me entende.

Dean deu aquele sorriso de quando as pessoas não sabem o que responder.

A segunda parte era o escritório. Mais discos na parede, junto com várias fotos de músicos famosos e a mesa de Balthazar, junto a duas cadeiras de couro, onde cada um ocupou uma. Balthazar puxou uma garrafa de champagne e duas taças de debaixo da mesa.

– Você ainda não tem 21, né? — falou, enquanto enchia uma taça para Dean — Não tem problema, só não conte pros seus pais.

– Obrigado, mas eu acho essa hora um pouco cedo demais pra beber.

– Eu não perderia uma oportunidade dessas. Você não sabe o preço que eu tenho que pagar se eu quiser beber antes das onze da manhã.

Empurrou a taça para Dean, que resolveu dar uns goles.

– Você sabe por que eu te chamei aqui?

– Pra falar da iniciativa dos Vingadores? — fez uma tentativa falha de descontrair o ambiente — Hein? Não?

– Ah, então você é do tipo engraçado. Interessante. Bem, para começo de conversa, Dean, eu queria dizer que eu nunca dei a mínima pra quem o Castiel namora ou deixa de namorar. Mas o jeito que aquele garoto confia rápido demais nas pessoas é o motivo de todos os meus calmantes.

– Olha, me desculpa, seu Baltha — demorou um segundo para perceber que não estavam exatamente no nível dos apelidos ainda — zar, mas se isso é sobre as coisas que o Castiel comprou pra mim ou o dinheiro que eu tô deixando de gastar ocupando o quarto dele...

– O quê? Não! — Balthazar riu — Típico. O Castiel deve ter dito que eu sou um monstro capitalista. Não é com o dinheiro que eu me preocupo, isso eu tenho de sobra. E por algum motivo isso irrita o Castiel em níveis espirituais, tudo culpa daquela porcaria de filosofia hippie... Quer dizer, sem ofensa ao seu estilo de vida...

– Que isso, não! — Dean parecia ofendido — Eu não sou hippie! E nem simpatizante. Eu odeio aquelas estampas coloridas e aquelas vans da Volkswagen.

– Não é? E o incenso e os cd's de mantra. Nossa, e quando ele começa a falar da aura das pessoas. — Balthazar revirou os olhos — É por isso que o Jimmy Page não fala mais com a gente.

– Jimmy Page?! — Dean mal conseguia falar — V-você conhece o Jimmy Page pessoalmente?

– Por favor, é claro. — procurou na gaveta um álbum de fotos e abriu numa página aleatória — Olha aqui ele. Já produziu alguns discos aqui na gravadora.

– Incrível! — tomou o álbum em suas mãos — E vocês eram, tipo, amigos?

– Éramos. Jimmy conhecia os melhores strip clubs da Inglaterra. — suspirou — Mas infelizmente, ele não fala mais com a gente desde o dia que o Castiel virou pra ele e disse que a aura dele era muito negativa.

– Sério?! Parece o tipo de coisa que o Cas falaria. — deu uma risada — E pra falar a verdade, eu sempre achei o cara meio sombrio mesmo. — arregalou os olhos para uma outra foto — Esse daqui é o Eddie Van Halen? Nossa, John Bon Jovi! Eu não acredito!

– Faz parte do trabalho. — desdenhou sarcasticamente

– Eric Clapton, wow! Brian May! Quem é esse com o David Bowie?

– Gabriel, quando era pequeno. Por sinal, uma péssima influência aquele homem. Depois desse dia, Gabe me fez comprar todas as botas platinadas que vendiam em Nova York. — os dois compartilharam uma risada, até que Balthazar teve que atender o telefone.

Dean ficou passando as páginas do álbum, enquanto o outro discutia em sueco com a pessoa do outro lado da linha. Desligou com uma expressão de preocupação.

– Bem, eu tenho negócios a resolver e hora marcada na acupuntura, então resumindo: o Castiel está seriamente apaixonado por você...

– Ele... — as palavras de Dean sumiram, a medida que ele abaixava o rosto estático, torcendo para não ter ficado vermelho ou algo assim.

– E por essa sua reação idiota, deve ser recíproco. Mas mesmo assim, eu vou ficar de olho, porque eu não vou deixar que ninguém mais engane o Castiel, igual como aqueles malditos hippies fizeram.

– Tá, você me desculpe mais uma vez, seu Baltha — viu que tinha usado o apelido de novo — Olha, eu vou te chamar de Baltha, tá? Mas eu acho que se você se importa tanto assim, não deveria ter expulsado o Cas de casa.

A resposta soou ríspida, mas Dean estava sendo muito sincero.

– Ei, será que você não tem nenhum arrependimento nessa sua vidinha? — respirou fundo e se recompôs — Pode ir embora já. E não estrague as coisas, garoto, eu estou começando a gostar de você.

Dean saiu da sala sem saber ao certo como se sentir, mas feliz por estar vivo e por seus batimentos cardíacos terem voltado a frequência normal.

Trocou de blusa no quarto de Cas e desceu para o restaurante, onde o mesmo o aguardava no exato lugar onde o deixou.

– Você demorou, Dean. Aconteceu alguma coisa?

– Eu conto depois, mas... Cas, você não deveria estar na passagem de som ou algo do tipo?

– Eu estava só te esperando. Você precisa ver seu irmão cantando.

Os dois pegaram o elevador e assim que a porta abriu no andar do estúdio, uma Ruby muito nervosa os atropelou.

– Sai da minha frente! Não vai ter mais ensaio!

Notas finais
Dean e Balthazar praticamente besties. Ah, eu assisti a sexta temporada toda de novo (por motivos de Balthazar) e nossa, eu tinha esquecido completamente que era o Castiel que matava ele. Olha... destruidora demais essa temporada, hein. Nada bem aqui. Anyways, obrigada por estar lendo, pessoa! Até capítulo que vem!