Mathias, um renomado, porém excessivamente autoconfiante jornalista esportivo natalense, se dirigia para mais um dia de trabalho na redação da TV El Mundo, a principal emissora do país. Trabalhava na filial chamada TV InterPotyguar, localizada ao bairro de Lagoa Nova.

Homem de estatura mediana, cerca de 1,74m, com pele levemente parda, cabelo preto, óculos que exibiam seus olhos castanho-escuros, barba levemente aparada, e o porte de quem havia perdido peso e agora buscava manter a aparência através de uma rotina na academia. Se apaixonara por esporte desde muito cedo, atribuindo isso a ter acompanhado, aos sete anos de idades, a vitória do Brasil na Copa do Mundo de 2002, quando triunfou na final sobre a Alemanha, dois a zero, dois gols do Ronaldo Fenômeno, que voltara a jogar futebol havia poucos meses antes da competição.

Torcedor do América de Natal, embora vindo de uma família de torcedores do ABC. Mesmo assim, cobria todos os times potiguares, em especial nas competições a nível nacional, com igual postura, dedicação e profissionalismo.

Com seu mais elegante traje de trabalho, sentou-se à sua mesa para iniciar o computador e começar a fazer seus primeiros rascunhos do dia.

A princípio, parecia que seria um dia como qualquer outro em sua rotina profissional. Porém... Mathias logo perceberia que aquele dia não seria em nada como os outros; algumas mudanças começariam a impactar sua vivência aos poucos, iniciando-se naquela manhã.

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Seu chefe passara por ele e logo depositara um envelope alaranjado em cima de sua mesa.

- Bom dia, Mathias!! Como vai?? Que dia lindo, não?? Bom, como sabe, hoje chegam os novos estagiários. Aqui está a sua vítima, isto é, a novata que terá você como “papa bear”.

Alguns pontos sobre o chefe. Um, ele era, sim, extremamente animado; quase sempre passava por eles com um copo de café, como era o caso agora, logo que falara com o jornalista. Dois, por ter morado muito tempo no Canadá, ele por vezes soltava umas expressões em inglês e com um sotaque carregado advindo do seu tempo como habitante lá do “Great White North”.

Mathias havia se esquecido por completo dos novos estagiários. Estava para pegar o envelope e abrir, quando de súbito o chefe, imbuído totalmente pela cafeína, o chamou mais uma vez.

- Seja gentil, OK, Mathias?? Nada daquele seu tom excessivamente crítico para com a jovem que estará aprendendo diretamente contigo!!!

O chefe se despediu, com um largo sorriso, que seria radiante, não fosse pelas manchas de café em alguns dos dentes da frente.

O jornalista esportivo apanhou o envelope, que estivera depositado ao lado da plaquinha com seu nome, que repousava sobre sua mesa – “Mathias Tomásio”.

Começou a ler as informações. A novata estagiária se chamava Lia, e ele estava preste a descer a folha para continuar a leitura e apurar mais informações sobre ela, quando um pigarro chamou-lhe a atenção, fazendo-o olhar para cima.

Uma moça negra, esbelta, de estatura entre mediana e baixa, o fitava com um meio-sorriso; seus olhos, muito vivos, de cor negra como ébano, o fitavam de modo profundo, como se o analisassem de cima a baixo ou de fora para dentro. Estava vestida de forma bastante formal e profissional – porém, dava para notar marcas curvilíneas em seu corpo, que mesmo o terninho que ela usava não conseguia esconder por completo. Seu cabelo era brilhante, cacheado e caía-lhe nos ombros. Dava para divisar os contornos de suas pernas e glúteos, com o olhar “clínico” de Mathias para o sexo feminino. O contorno dos seios da moça, que não eram absurdamente grandes, mas também não eram nada pequenos, também captou a atenção do repórter.

Solteirão convicto, que costumava dizer que seu principal relacionamento era para com o trabalho, nem por isso ele se privava de alguns casinhos e aventurinhas noturnas. No entanto, ele nunca havia tentado nada nem seduzido uma colega de trabalho, muito menos uma estagiária.

Mas era inegável que a moça tinha um certo appeal. Mathias sentiu uma subida na altura do baixo ventre e teve que usar toda sua força de vontade para controlar a vontade de massagear a região logo abaixo do cinto, ou de colocar mão dentro da calça para tocar uma leve punheta, sabendo que só assim seu pinto ficaria “acalmado”.

- O sr. é o Mathias Tomásio? – perguntou ela.

- Sim – disse ele. Suava, mas tentou manter a postura compenetrada e sóbria diante da novata. – E você é...

- Lia, Lia Serafim. Sou a estagiária. Fui designada para acompanhar o senhor. Mas creio que já saiba disso, sr. Tomásio, afinal o sr. está segurando minha ficha...

Ela apontou levemente para o documento nas mãos de Mathias. Para disfarçar, agora foi o jornalista quem pigarreou.

- S-sim, sim – disse, tentando disfarçar a leve gaguejada. – Estava analisando seus dados. – Enquanto falava, esquadrinhou o texto e notou diversas coisas sobre a recém-chegada. Poderia tentar convence-la de que lera o texto todo antes dela chegar e que já havia se colocado a par dos dados sobre ela. Serafim... nome de anjo. Que apropriado... Sua mente brincava com ideias maliciosas acerca da moça de corpo escultural. Porém, se forçou a manter-se no tom sério: — É um currículo impressionante para uma estagiária. Hm, talvez você não seja um desperdício de tempo ou de esforço. Creio que talvez eu possa... ensinar uma ou duas coisas para você.

- Eu agradeço, sr. Sua reputação te precede, de certa forma. Achei ótimo quando me disseram que o sr. seria meu encarregado.

- Entendo – disse ele, tentando mais uma vez disfarçar a vontade que seu pau estava demonstrando de sair “da casinha” e se debruçar sobre o corpo da moça, desfrutando de suas curvas ondulares. – Bom, é evidente que não irei pegar leve contigo. Preciso saber que estou lidando com alguém que está realmente comprometida para com a função.

- Sem dúvidas, senhor. Farei o meu melhor.

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Naquele dia, houve muitas primeiras impressões sobre Lia. Não somente da parte de Mathias, mas também de quase todos da redação. Ela se dava bem com todos.

Não fosse pela cor da pele, ele poderia jurar que ela seria filha do chefe da seção. Animadíssima e distribuía sorrisos praticamente a todo o tempo, aonde quer que estivesse ou aonde passasse dentro da redação e de outros pontos da emissora.

Por mais que a achasse gostosa, Mathias estava começando a se irritar com aquele otimismo interminável. Lia fazia elogios a quase todo mundo, era gentil, educada, um doce de pessoa, muito amigável, amorosa e sensível. Era o tipo de pessoa de quem todos gostariam.

Mas Mathias estava quase ficando enjoado de ter que aguentar a garota “100%” animada. Evidentemente, tinha que fingir que se dava bem com ela, para não levar um carão ou advertência do chefe (outro que, por sinal, também era só elogios à moça).

Já no terceiro dia, mesmo ainda imaginando o corpo de Lia desnudo e ela em diversas posições, as mais diversas, diferentes e inusitadas o possível, quem sabe na cama dele, em algum motel 6 estrelas da região que contasse com os melhores quartos e adereços, ou mesmo em cima de uma mesa ali da redação quando não tivesse mais ninguém ali a não ser eles dois (Mathias por vezes ficava até depois do expediente em sua mesa para adiantar, mesmo que um pouco, das pautas previstas para o dia seguinte), Mathias poderia fingir que iria vomitar a qualquer momento dado o nível em que “Lia Paz e Amor” estava cativando todos à volta dela no departamento.

Aquilo não fazia o menor sentido. Não fazia tanto tempo que Mathias transara pela última vez. Então por que aquela vontade interminável de rasgar as roupas da moça e de possuí-la no chão ou em cima de alguma mesa continuava persistindo no imaginário dele e, pior, na sensação que sentia vindo de seu pau, que parecia tremer de excitação toda vez que a garota estava por perto?

Ou quando ela se abaixava para apanhar alguma coisa, com a calça dela ressaltando em demasia a bunda?

Ou quando ela se debruçava brevemente sobre a mesa, fazendo com que seus seios ou o contorno deles ficasse um pouco mais visível ainda que só por algum tempo?

Ele não fizera ainda questão de saber a idade dela, embora supôs que ela estivesse na casa dos 25 anos ou um pouco mais, no máximo. Mas isso era o de menos. Mesmo a achando gostosa, algo em Mathias fazia imaginar que por ser muito nova, talvez ela não o excitasse tanto se realmente fossem para a cama. Ao contrário da maioria dos seus colegas, ele não tinha tanta fixação em ficar com moças muito mais novas – a maioria dos seus colegas dizia que preferia ficar com meninas de 18 ou de, no máximo, 21 anos. Achava que, o quanto mais “experiente” fosse a mulher, mais ousada na cama ela seria. Não sabia ainda que juízo de valor podia ou devia fazer de Lia em relação a como ela devia ser na vida sexual, justamente por julga-la mais nova. E estava dividido entre a sensação de que a garota não seria nenhuma aventura tão ousada assim, e a vontade de descobrir logo e por conta própria.

Claro que já se pegara no quarto, em seus momentos de lazer, se masturbando ao pensar em como seria a moça Serafim em um momento de mais puro tesão e putaria, entrega, ou mesmo selvageria sexual, e até mesmo se conteve para não bater punheta no banheiro da emissora, simplesmente porque em sua cabeça, bater punheta estando no mesmo prédio que Lia era mais intenso, dava-lhe mais tesão e parecia fazer mais sentido. Mas, “dentro das quatro linhas”, ele buscava manter a postura mais séria e sóbria o possível diante dela.

Observando que Lia estava entretida numa conversa com algumas das outras funcionárias e estagiárias, Mathias estalou os dedos para chama-la, ainda que fosse, tecnicamente, ainda o momento de pausa para ela.

- Vamos, srta. Serafim. Acabou o recreio. Vamos pegar no batente agora, há muita coisa para se analisar, ler, e para escrevermos.

Ela se virou para ele, e Mathias pôde jurar que viu de relance um olhar torto e contrariado em sua face, antes que Lia reassumisse sua postura doce, adorável e prestativa mais uma vez.

- Claro, senhor. Mãos à obra, então.

Ela posicionou sua cadeira próxima à dele na mesa, abriu o próprio laptop e, seguindo as orientações dele, começou a digitar.

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Como ficavam de costas um para o outro, Mathias se permitia olhar de esguelha para a estagiária algumas vezes. Vez ou outra ela arregaçava as mangas e exibia um braço torneado, claramente de uma frequentadora assídua da musculação.

Em um determinado momento, alegando estar com calor, ela tirou o blazer e ficou apenas com a camisa que usava por baixo. A camisa era branca, e Mathias não sabia se ela percebia que chegava até a ser um tantinho transparente. Podia ver o sutiã dela, e as costas delineadas. Sem falar que aquela pele cor de ébano era muito convidativa, especialmente num corpo como o da Lia.

A forma como a bunda dela se encaixava na cadeira também excitava Mathias. Mesmo e apesar dos esforços que ele fazia para manter-se parecendo desinteressado e mesmo enjoado da presença da moça. Que bunda, pensou Mathias consigo.

Deve ser uma delícia pegar essa bunda para dar uns belos de uns tapas... no "calor" do momento.

Deve ser uma delícia ir metendo, entrando e saindo, entrando e saindo, com a imagem daquela bunda recheando seu campo de visão em meio ao coito.

Como deve ser uma delícia um sexo anal bem dado e executado nessa garota. Era tudo em que Mathias conseguia pensar no momento.

Quem me dera...