Jorisse : Um Amor Além dos Pixels
4 Capitulo 4
– eu era um random aleatório sem rumo na vida quando ví o cartaz — disse jonas — estava
pregado no poste, ao lado das janelas de " meninas na sua área querem foder com você" e
mães solteiras precisam de cacetes". estava lá : " Cyber Asilo, um Lugar para ser Feliz".
anotei o endereço e fui lá ver o que era, não tinha nada para fazer mesmo. quando entrei,
tinham poucas pessoas naquele terreno. era o lugar mais fétido e podre que eu já tinha
visto na vida...tinha uma retardada com uma maçã tatuada na testa, um gordo fazendo
coisas do habitat de gordos, e um cara com roupa nazista. entretanto, tinham bons menes,
e decidi que aquele era o meu lugar. foi quando conheci o marcos e o jonatas.
– espera só um minutinho — clarisse levantou e enfiou a mão por entre as frestas do sofá
ao lado. passou a mão por todos os buracos do sofá, quando achou uma migalha de pão.
deu ela à valdir, seu carrapato. — ele estava com fome, hihihi( risadas) — pensou em fugir,
a história do jonatas ela muito chata, mas a porta ficava muito distante. se obrigou a
voltar e sentar de volta na cadeira, mas quando ia virar, o canto do olho viu de relance
alguma coisa entre as frestas do sofá.
– ei — disse — o que é isso aqui? — colocou a mão dentro, e puxou um pacote de seringas.
– nossa — disse marcos — que...que esstranho..isso...isso não é meu, é...é do will..é..
todos ao redor olhavam com olhar de reprovação
– continuando -disse jonas — o cyber asilo cresceu. cresceu muito, oito vezes mais do que
o depósito. em poucos meses, marcos voltou a ser famoso e rico denovo. jonatas também. —
pausa dramática -
mas o grupo começou a ficar um caos. novamente.
não só pessoas de varias raças e partes do mundo para causar conflitos, mas pessoas do
país da escuridão.
– país da escuridão? — disse clarisse
– sim — apontou jonas para uma parte do grande mapa que estava aberto sobre a mesa,
num lugar preto com um símbolo de interrogação com bandana — país da escuridão, aqui.
ninguém sabe o que tem lá, na verdade. é só trevas. quem foi tentar ver o que tinha,
nunca mais voltou. só saem de lá criaturas para causar o caos. dentro do país da
escuridão, está o " Morro Que Loucura Cara", de onde só habitam crianças. crianças
demoníacas que saem de madrugada para destruir outros morros.
– e como o marcos combateu essas crianças? — clarisse cutuou valdir, que fez um BIP com
um microondas. marcos notou, mas disfarçou. já estava com o filme queimado por causa
do lance das seringas encontradas.
– bem, ele me colocou de adm!,montando o conselho do cyber asilo. eu o jonatas, e o lucas
ali, na verdade. — lucas ainda se debatia, mas não em espasmos. dançava passinho do
romano, uma dança típica internética. — por que eu? bem, tem vários motivos. eu
geralmente colocava fogo nas pessoas do asilo com minha placa gráfica. era divertido, e
marcos tinha um gosto peliculiar. quando entrei, pedi para colocar o nintendo will
também. o lucas é um mistério, ninguém sabe o que ele faz aqui.
– nem eu sei — disse marcos.
– ninguém sabe -completou jonatas. — você está esquecendo do gustavo, jonas. Gustavo
Avair também era parte do conselho. na época que ele era da terra dos users.
– não é aquele lugar onde tem muitas praias? ainda quero ir lá — disse clarisse
– é Avair. grande parte do asilo ter afundado , o Inafundável Asilo , era por causa dos
menes ruins do Gustavo. — disse will. will era um figurante com frases avulsas. era o que o
cachê podia pagar.
– resumindo — por fim, disse jonas — o asilo Afundou, alguns que estavam nele morrerem,
outros Migraram para outros morros, como o Bad Mener Gustavo, que tentou adentrar de
volta ao Morro do Visa, mas foi expulso de lá. tipicamente acontecia com puxa-sacos.
depois afundou para Canserlândia. Marcos voltou para a sarjeta, assim como eu, jonatas, e o will. o que sobrou foi essa espelunca de asilo aqui, herança dos tempos áureos.agora estamos pensando em dar a volta por cima — novamente — e criar o maior morro da história da internet, e acabar com o país escuridão.
– e aí ?- disse marcos por fim, guardando o mapa — vai ajudar a gente?
– claro! — disse clarisse. tocou novamente valdir, que fez outro estranho BIP BIP. — mas
antes, preciso ir em casa pegar algumas coisas...daqui a pouco eu volto.
– claro! — disse lucas, colocando a mão na cara por que estava com vergonha...um passo difícil do passinho do romano.
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