Jogo de sedução

11 Capítulo 10 - Família


Notas iniciais
♥ OE MEUS LINDJOS ♥ SAUHASUH Galera estou me arrumando e a escola vai ficar um pouco mais fácil já que a etapa acabou, então haverá um capítulo por semana! ♥ Dudaao quase tive um treco quando vi sua recomendação! Socorro será que mereço tantos elogios assim? *O* Eu te amo sua linda ♥ SUAHUASHAS Muito obrigada mesmo, de coração! Dedico este capítulo à você *U* ♥ Respondendo a pergunta do capítulo anterior: Eu quero fazer faculdade de medicina, pretendo ser médica de pronto socorro ou cirurgiã xD ♥ Já estou indo responder aos seus maravilhosos reviews agora, é serio USAHUASH ♥ Boa leitura, espero que gostem!

Fiquei sem saber o que fazer. Bryan estava prestes a ter um treco e eu estava dividida entre ampará-lo ou socar a cara do irmão dele. Será que Jordan iria contar para seus pais? Mas se ele quisesse isso não teria vindo ao quarto, mas sim ido direto dizer as novidades para todos daquela casa.

– Bem, fui desmascarado. – disse Bryan dando um sorriso cansado. Ele deveria estar farto de ter que mentir para a própria família – Vai contar para nossos pais?

– Não. – respondeu simplesmente.

– Não? Sério? – falei apressadamente fazendo ambos me olharem – Quero dizer, isso é bastante legal de sua parte, mas qual motivo de toda essa generosidade?

– Quero saber somente o que aconteceu no jantar, como vocês bolaram o teatrinho. – afirmou ignorando minha pergunta e se virou para mim com um olhar acusador – E, principalmente, preciso saber quem é essa mulher aí. Uma amiga? Uma atriz? Ou ainda: uma prostituta?

É o quê?! Mesmo sem a peruca vermelha eu já era considerada uma prostituta? Que absurdo era aquele?! Minha mão estava se coçando para acertar um bom tapa da cara de Jordan que iria ficar marcado por muito tempo em sua bochecha. Como assim aquele idiota achou que eu era uma prostituta? Respirei fundo para começar a discutir com ele, mas antes que alguma palavra saísse da minha boca, Bryan interviu.

– Primeiramente eu quero que você tenha respeito com a Lola! Eu sei que você gosta da nossa família como aquelas típicas de comerciais de manteiga, mas eu não quero viver esse teatro. Eu sou gay, não vou negar isso. Lola é minha melhor amiga e se dispôs a me ajudar com essa farsa. – explicou em um fôlego só – Sabe de uma coisa? Eu cansei de me envergonhar por ser quem eu sou. Sei que nem você nem a nossa mãe e muito menos nosso pai irão entender, mas eu sou assim.

– Depois desse discurso não tenho mais nada para falar. Desculpe-me pelas minhas errôneas e cretinas suposições, Lola. – desculpou-se e deu um suspiro cansado – Estou cansado, saí de um plantão no hospital há poucas horas e mal tive tempo de dormir.

– Sem problemas. – respondi a contragosto.

A raiva fervilhava meu sangue, mas me contive. Ele podia levar nas costas um caminhão de más qualidades, porém continuava sendo o irmão do meu melhor amigo. Acho que Bryan não iria gostar de eu partir pra cima de Jordan. O homem se virou e fechou a porta fazendo com que meu corpo relaxasse e soltei um suspiro.

– Desculpe-me por aquilo Lolita, ele pode ser muito babaca quando quer. – falou abraçando-me.

– Sou eu quem deveria estar te consolando, Bryanna. – briguei de brincadeira – Não tem problema seu irmão saber? Alguma chance dele quebrar a palavra e contar?

– Eu acredito que ele irá ficar de boca fechada, mas estou caindo fora amanhã. Se ele disser algo estarei bem longe daqui na hora que ele chegar do plantão. Não se preocupe e pare de franzir a testa, vai acabar ficando com rugas. – afirmou beijando levemente minha testa.

A porta foi aberta de supetão e Jordan colocou a cabeça na fresta que fora aberta. Fala sério, aquele cara amava fazer aquilo só pode!

– Eu te amo, irmão. Você ser gay não muda isso. E se a bomba algum dia explodir, saiba que estarei sempre ao seu lado. – falou sorrindo e saiu sem esperar uma resposta.

Olhei para Bryan e sua expressão estava repleta de felicidade. Seus olhos brilhavam intensamente e ele tentava controlar um sorriso que teimava em se abrir. Mesmo sendo apenas por um membro da família, a aceitação era algo que o deixou completamente aliviado e em êxtase. Apertei meus braços ao redor de sua cintura com mais força e fiz carinho em suas costas.

– Se você quiser pode chorar, não precisa esconder de mim suas lágrimas de alegria. – falei carinhosamente.

Aquele pareceu ser o golpe final, o rompimento da represa que liberou tudo que ela havia acumulado por anos. Encaminhei-o até a cama enquanto lágrimas rolavam por suas bochechas e grande sorriso brilhava em seus lábios. Jordan podia ser um cretino idiota, mas pelo menos estava do lado de Bryan. Mesmo sabendo que todos desaprovariam aquilo, ele iria apoiá-lo. Enfrentar as dificuldades, lutar contra a maré para defender alguém que nem precisava ter o mesmo sangue que você. Para mim, aquele era o significado de família.

Após meia hora abraçados, dormimos mortos de cansaço por aquele dia tão estressante. Tive vários pesadelos em que meu amigo era desmascarado e seus pais se transformavam em monstros que nos perseguiam por um labirinto sem fim. Por isso, quando o meu celular despertou às sete da manhã, estava com um cara horrível de sono e com um péssimo humor.

– Bom dia, Lolita. – falou Bryan levantando-se da cama.

Só consegui fazer um som não identificável com a garganta. Ele me olhou parecendo me analisar e logo em seguida começou a rir. E não estou dizendo aquele risinho que você dá só levantando os cantos dos lábios, mas sim de uma alta gargalhada descontrolada. Franzi o cenho e fiz uma expressão brava. Odiava que rissem de mim sem motivo. Bryan pegou seu celular e acionou a câmera frontal mostrando minha cara. Minha bochecha direita estava marcada pelo travesseiro e meu cabelo estava parecendo um ninho de rato. Droga!

– Há, há. Muito engraçado, estou morrendo de rir. – resmunguei nervosa. – Onde é o banheiro?

– Final do corredor à direita. – respondeu segurando o riso.

Peguei minha nécessaire rosa com preto e tirei da mala roupas e uma toalha. Por sorte achei facilmente o banheiro e tranquei a porta assim que entrei. Consegui regular o chuveiro até que ele ficasse em uma temperatura morna e lavei o cabelo tentando abaixá-lo. Terminei de me lavar com rapidez, não queria que me achassem uma esbanjadora por ficar muito tempo ali gastando vários litros de água.

Vesti uma calça jeans escura e confortável e uma simples regata branca que combinava com a sapatilha da mesma cor. Penteei o cabelo, passei base e corretivo para esconder as olheiras e fiquei fazendo caretas diante do espelho para me livrar daquela cara de quem acabou de acordar de uma hibernação.

Saí do banheiro e fui para o quarto percebendo que ele estava vazio. Embolei minhas coisas e as guardei dentro da pequena mala que estava levando. Então, desci para o café da manhã com um sorriso nos lábios fingindo estar com um excelente humor. Todos já estavam na mesa e Heyde terminava de colocar o bolo na vasilha de vidro. Que vergonha, estavam todos me esperando e eu os atrasando para tomar o café da manhã!

Sentei-me rapidamente desejando bom dia à todos e, após a mãe de Bryan fazer uma oração, começamos a comer. Optei por comer as deliciosas panquecas com bacon e tomar um pouco de refrigerante. Meu amigo me olhou de modo reprovador, mas ignorei. Estávamos de férias, as dietas e recomendações do meu treinador não me atingiam mais. Depois que eu voltasse para a faculdade me preocuparia em me matar na academia, agora iria só aproveitar.

Logo que o café da manhã acabou, despedimo-nos de seus pais, pegamos nossas coisas e entramos no carro. Assim que tomamos distância da casa, Bryan relaxou visivelmente no banco do motorista e a força que fazia ao apertar o volante diminuiu consideravelmente junto à velocidade do automóvel.

– Até que fim saímos de lá. – falou por cima da música que eu não conhecia e que tocava na rádio – Achei que meu pai subiria em cima da mesa e diria poucas e boas sobre minha sexualidade. Para ser franco, achei que Jordan iria contar para eles.

– Eu também achei. – disse meio aérea observando a cidade ganhar vida e as lojas começarem a abrir.

– Pode dormir, Lolita. Vou chegar à casa dos seus pais daqui a duas horas no máximo porque o trânsito está parado.

Estávamos saindo de Manhattan e indo para o lado oposto da cidade, no bairro Brooklyn, onde ficava a casa dos meus pais. Como era uma manhã de terça-feira, tinha muito trânsito. Senti meus olhos pesarem e acabei adormecendo com a cabeça apoiada no vidro do carro.

~♥~

A verdade é que não importaria com quantos anos eu tivesse, sempre apareceria um sorriso bobo em meus lábios e sentiria um aperto no peito de saudade ao ver a residência de meus pais. Com o dinheiro que sobrava após pagar a faculdade, grande parte eu mandava para eles. Percebi, com felicidade, que eles o usaram para reformar a fachada da casa geminada de um andar. A pintura desta vez era azul, ao invés do verde claro que havia há cinco meses. O jardim estava bem cuidado, os raios solares do verão faziam a grama bem cortada brilhar devido ao orvalho.

– Vou aproveitar minhas férias e procurarei alguma praia para ir ver aqueles bofes maravilhosos de sunga. – falou ao ajudar a retirar minha malinha do porta-malas – Você volta quando para a faculdade?

– Só posso ficar por um dia, a Tatiana quase explodiu quando falei que ia me ausentar da Desire por dois dias, já que semana passada não fui nenhuma vez devido às provas. Aquela artéria no pescoço dela quase saltou para fora, achei que ia ter que gastar meu dia de folga limpando o sangue dela no escritório da boate. – respondi sorrindo – Quando chegar à faculdade me procure. Você vai ficar bem?

Tatiana era a dona da Desire. Quando alguma dançarina faltava tinha que avisá-la, caso contrário, como dizia ela, a pessoa iria ser chutada para fora antes que pudesse dizer ‘‘Me desculpe’’. Ela era rígida, mas mantinha uma certa amizade com todos que trabalhavam lá e não escondia de ninguém que, apesar da boate estar gerando muito dinheiro, as contas estavam se tornando maiores, já que o país estava em crise desde 2008. Sentia-me culpada toda vez que não ia trabalhar.

– Vou ficar ótimo. Dias na praia olhando aqueles caras gostosos seminus podem me fazer maravilhas.

Comecei a rir e o abracei recebendo um beijo na bochecha. Ele entrou em seu carro e foi embora. Ao contrário de Bryan, não hesitei ao tocar a campainha. A porta foi aberta por uma mulher baixinha e um pouco acima do peso com o cabelo preto já repleto de fios brancos presos com uma piranha. Ela usava um vestido florido e possuía várias rugas ao redor dos olhos que eram evidenciadas pelo maravilhoso e grande sorriso em seus lábios. Kassandra era uma mulher linda que já tinha cinquenta e três anos.

– Oi mamãe! – falei abraçando-a de modo forte – Estava morrendo de saudades!

– Lolinha! Sua desnaturada, fica só na faculdade e se esquece da sua família! – exclamou com os olhos marejados – Seu pai estava à ponto de ir fazer uma visita surpresa para ver se você ainda estava viva. Até parou de nos ligar, ficamos preocupados.

– Desculpe-me, a faculdade apertou e esse mês foi uma loucura. – respondi arrependida entrando em casa.

O maravilhoso cheiro do arroz sendo preparado estava impregnado no ar. Olhei para a cozinha e vi as panelas já no fogão. Minha mãe sempre gostou de almoçar cedo e era costume ela começar a prepará-lo um pouco antes das onze horas da manhã. Quando eu não tinha aula cedo acordava com o cheiro da comida pela casa e ouvia minha progenitora cantando alguma música antiga de sua época.

Olhei ao redor sorrindo. A sala permanecia quase do mesmo modo. O sofá creme com três lugares estava de frente para a nova televisão de tela plana, havia um tapete persa falso e alguns quadros de paisagens dependurados nas paredes brancas e vários portas retratos – a maioria das fotos eram embaraçosas e foram tiradas quando eu era pequena – estavam espalhados pela estante repleta de livros dos mais variados assuntos.

– Cadê o papai? – perguntei ao não vê-lo sentado no sofá assistindo às notícias diárias no telejornal.

– Foi ao supermercado comprar refrigerante. Ele já deve estar voltando, querida. – respondeu voltando sua atenção às panelas.

Neste instante, a porta da frente foi aberta e meu pai, Erick, entrou por ela segurando uma sacola de compras. Ao me ver, um sorriso abriu em seus lábios e ele correu para me dar um abraço de urso. Ele era um homem alto de sessenta anos que possuía uma pequena barriga de cerveja. Seu cabelo era mais branco do que castanho e seus olhos tinham a tonalidade esverdeada. Queria tê-los puxado ao invés dos castanhos claros iguais aos da minha mãe. Ele vestia uma bermuda com uma camiseta branca e um chinelo. Vendo-os ali, percebi o tamanho da saudade que havia sentido deles.

– Você cresceu, minha baixinha! Não consigo mais levantá-la do chão com meu abraço. – falou rindo – Nunca mais suma dessa maneira, filhota. Ficamos muito preocupados com você.

– Desculpe-me, papai. – disse abaixando a cabeça envergonhada.

– Não se preocupe com isso. O importante é que você está aqui conosco. Voltará para a faculdade no fim do mês, não é?

– Infelizmente não, amanha à tarde tenho que ir. Preciso planejar um trabalho muito importante para entregar no início das aulas. – menti um pouco para evitar muitas perguntas.

– Lolinha é muito bom vê-la se esforçando na sua faculdade, mas tem certeza que só poderá ficar um dia? – perguntou minha mãe aparecendo na sala limpando as mãos no pano de prato parecendo chateada.

– Infelizmente sim, mãe. Tenho que me dedicar de corpo e alma para esse projeto, ele será muito importante para minha futura carreira. – respondi – Mas posso vir visitar vocês alguns dias e passar a manhã e a tarde aqui.

– Tudo bem, Lolinha. – concordou meu pai – Você está comendo bem? Kassy! Venha ver só o quão magrela nossa filha está!

– Dolores Maxwell! – exclamou minha mãe – Não tem comida na sua faculdade não? Se você emagrecer mais um pouquinho vai acabar voando com um vento mais forte! Ainda bem que veio aqui, te reeducarei a comer direito.

Tive vontade de rir, meu treinador dizia que eu havia engordado, mamãe dizia que estava magra demais. Se ela soubesse que se ganhasse muito peso estaria fora da Desire não falaria aquilo.

Sentei no sofá com meu pai e ficamos vendo as notícias, o que fazíamos frequentemente quando eu estava no ensino médio. Sentia falta de seu braço protetor em meu ombro fazendo carinho em meu ombro e dos seus comentários sobre o que a repórter falava. A música de Kassandra era o plano de fundo e pude vê-la dançando um pouco ao preparar a comida.

Meio dia em pronto o almoço estava pronto. Sentamos na bancada americana que dividia a sala da cozinha e pegamos a refeição nas panelas. Sorri ao perceber que minha mãe havia feito meu prato predileto: arroz com curry, coisa que não comia há meses.

– Como está indo no trabalho, Lolinha? – perguntou meu pai.

– Meu chefe me promoveu a supervisora do restaurante e estou conseguindo ganhar mais. – respondi.

Para eles, eu trabalhava em um restaurante promissor no Queens e ganhava altas gorjetas por meu bom trabalho e um alto salário. Era mais fácil do que contar que dançava em uma boate masculina. Acho que se contasse a verdade, o mínimo que aconteceria era causar um ataque cardíaco em meu pai.

– Filhinha, não precisa nos mandar tanto dinheiro se for te complicar. Seu pai teve um aumento no salário, parece que estão precisando mais de contadores e minhas aulas particulares de literatura também estão sendo mais requisitadas. Sabemos que sua faculdade é cara, não queremos prejudicá-la. – disse mamãe preocupada dando-me um aperto no peito de culpa.

– Não tem problema, eu gosto de retribuir o tanto que já fizeram por mim. – afirmei com um sorriso falso.

Terminamos de comer em silêncio e fui lavar a vasilha enquanto meu pai as secava e guardava. Em nenhum momento naquela tarefa ele deixou de ficar me olhando com o cenho franzido e com uma expressão triste.

– O que foi papai? – perguntei apreensiva com a mudança de humor dele.

– Eu te conheço, Lolita. Já troquei suas fraldas, te levei para a escola, você chorou no meu ombro quando aquele menino idiota terminou com você no segundo ano e quando seu hamster sumiu quando tinha sete anos. – falou – Sei quando você está mentindo, filha. E tenho certeza que você não falou a verdade na mesa. Com que está realmente trabalhando?

Aquela pergunta me pegou tão desprevenida que, se tivesse segurando algum prato, ele estaria estilhaçado sob meus pés naquele momento.

Notas finais
♥ Gostaram? Odiaram? Mereço comentários? *--* Eu particularmente adorei escrever esse capítulo e prometo que os próximos serão mais agitados, mostrando a Lira com o Logan e com ela na boate ;) ♥ Pergunta do capítulo: O que vocês mais gostam da fic? USAHSUH Eu preciso saber xD É uma dúvida que todo autor tem u-u