Jogando Com Prazer
6 Uruha
Notas iniciais
Em 1° lugar quero agradecer ao meu best friend Yuri Yamashiro que agora é meu beta oficial. Qualquer erro de português ou palavras muito complicadas é culpa dele, certo?
Em 2° quero agradecer à LikaNightmare pela recomendação linda, mesmo com a fic estando ainda no começo.
E quero agradecer a todos vocês que mandam reviews e me incentivam a continuar sempre!!!!!!!!
Sem mais delongas, divirtam-se.
Filho da mãe! Cretino! Sim, Takanori é tudo isso e um pouco mais. Em uma conversa de dez minutos dentro do banheiro da boate o safado me convenceu a aceitar seu desafio: conquistar Yuu.
E eu — muito idiota, diga-se de passagem — topei.
Os motivos?
1°: eu adoro desafios, de qualquer espécie.
2°: é do Aoi que nós estamos falando! O moreno de lábios tentadores, rebolado invejável e hetero convicto — até agora. E é esse último fator que torna tudo mais excitante.
Entendam: eu sou J-rocker, famoso, altamente cobiçado, etc. Basta um estalar de de dedo pra eu ter quem bem entender aos meus pés, simples assim.
Mas com Yuu é diferente. Ele é meu companheiro de banda, tornou-se meu amigo recentemente e nunca esteve com um cara, o que o torna praticamente virgem, certo?
Foi pensando nisso tudo que eu topei o tal desafio de conquistá-lo em apenas três meses, mas eu com certeza não esperava por suas atitudes tão peculiares. A pergunta direta sobre sexo, o pedido manhoso e infantil pra que eu dormisse a seu lado... Simplesmente me desconcertou, eu não sabia como agir. Afinal, quem é Shiroyama Yuu?
No meio da noite pude sentir seus braços rodearem minha cintura e sua cabeça repousar em meu peito. Adormeci em seguida, entorpecido pelo seu perfume.
Quando abri os olhos o sol já invadia o aposento, tornando a claridade quase insuportável.
Levantei-me lentamente, notando o espaço vazio ao meu lado. Ouvi o barulho da TV ligada e me dirigi à sala.
Yuu estava no sofá, de pernas cruzadas, pressionando uma bolsa térmica contra a cabeça.
– Dolorido? — perguntei enquanto bagunçava seus cabelos.
– Eu juro que nunca mais vou beber tanto! Parece que levei uma frigideirada na cabeça — reclamou.
– Por isso eu te falei pra tomar o analgésico ontem — repreendi.
– Sério que você vai me dar sermão?
– Não. Você já é bem grandinho pra ficar levando bronca, mas de vez em quando é bom escutar os amigos, principalmente aqueles que têm mais experiência com bebidas que você.
Ele revirou os olhos.
– Me desculpe, sensei. Prometo não decepcioná-lo uma segunda vez.
Sorri de lado.
– Ótimo. Vou pegar o seu analgésico então.
– Minha farmácia particular se encontra na 3ª gaveta do guardarroupa, lado esquerdo.
– Ok.
Entrei em seu quarto e segui até o local indicado. Ao abrir a gaveta me deparei com uma coleção de camisetas e diversos óculos escuros.
– Yuu, os remédios estão dentro de algum tipo de estojo? — gritei.
– Estão dentro de uma nécessaire vermelha — respondeu.
Rolei os olhos e passei a buscar o tal objeto. Durante minha pequena exploração meus dedos tocaram em um pequeno caderno de couro, localizado bem ao fundo.
Sabe aquela velha história de que homem não é curioso? Mentira. Eus sou um poço de curiosidade, principalmente quando se trata da minha presa.
Segurei o objeto entre as mãos e folheei-o rapidamente. Era um diário, exatamente como eu previa. E eu precisava lê-lo.
– Uruha, achou?
– Achei! — É. A tal necéssaire estava ao lado do diário.
Depositei o caderno em seu devido lugar, peguei o remédio e voltei à sala.
– Prontinho — entreguei-lhe o analgésico.
Ele engoliu dois comprimidos de uma só vez, e sem água!
– Posso deitar no seu colo? — perguntou, manhoso.
– Claro.
Segundos depois sua cabeça repousava em minhas pernas.
– Eu já disse que você é uma criança grande? — questionei.
– Já.
– Bom, não custa nada repetir: você é uma criança grande.
– Isso te incomoda?
Sorri.
– De maneira alguma.
Seu rosto tomou uma coloração avermelhada.
– Que bom.
Notando seu constrangimento resolvi mudar de assunto.
– Aoi, já são 14h00.
– E?
– E que nós precisamos comer.
– Verdade! Se importa se eu pedir Mac?
– Não.
Meus pensamentos estavam voltados para o tal diário... De repente meu cérebro deu um estalo. Kami! Como eu sou burro!
– Yuu, se importa se eu for tomar um banho?
– Não. O problema vão ser as roupas.
– Ah, não se preocupe. Eu sempre trago uma muda no carro. Vou lá pegar.
– Ok.
Fiz o trajeto apartamento — subsolo — apartamento em menos de cinco minutos, tamanha era a minha ansiedade.
– Ei, está querendo virar maratonista? — seu tom era debochado.
– Já fez os pedidos? — desconversei.
– Não. O que você quer?
– Dois Big Mac e batatas grandes.
– Certo. Ah, pode usar minha suíte se quiser, ela é mais confortável.
Bingo!
– Têm toalhas no ármario do banheiro — explicou.
– Ok. Obrigado, Yuu.
– Não por isso. É o mínimo que eu posso fazer depois de você ter cuidado de mim a noite inteira.
E ele sorriu. Aquele sorriso que fazia todas as garotas se derreterem e que me desarmava por completo. O sorriso que eu sempre admirei e nunca deixei de observar, mesmo quando estávamos brigados.
– Kouyou, você está bem?
Só então percebi que eu estava encarando-o de boca aberta, e ele estava absolutamente corado.
– Ahn... Banho!
Praticamente corri para seu quarto, e escorreguei até o chão após ter fechado a porta. Eu tinha pouco tempo.
Busquei mais uma vez o caderno de couro e folheei-o avidamente. Eu só precisava saber algo sobre a última noite, qualquer coisa que me desse uma breve ideia do que Yuu estava pensando. Para minha grande sorte e felicidade ele já havia escrito.
Puxei o ar com força e comecei a ler...
"Foi uma noite... estranha. Saí com os meninos para uma boate, até aí tudo bem. Como Uruha havia dito, estava repleta de belas garotas, mas nehuma delas pareciam boas o suficiente naquele momento...Eu bebi demais, então o que aconteceu comigo deve ter sido mero efeito da bebida... Bom, a questão é que quando eu vi Kouyou dançando com Ruki daquele jeito tão sensual, eu senti muita vontade de estar no lugar do chibi. Tocar aquela pele branquinha, apertar suas coxas, deixar meu corpo colado ao seu...Calma aí! Que merda eu estou pensando? Tudo isso é culpa do Reita e do Kai. Por que diabos eles tinham que ficar colocando caraminholas na minha cabeça? Se bem que eles têm razão quando dizem que todos os meus relacionamentos deram errado... Será que com um homem seria mais fácil?Não. Nem pensar! Uruha é meu companheiro de banda, se tornou meu amigo recentemente. Isso está fora de cogitação.Se bem que voltar a falar com ele também nunca passou pela minha cabeça...Oh meu Kami! Eu estou pensando em ficar com um cara??? Não, não e não! Isso é tudo culpa da ressaca. Vou tomar um café bem forte pra parar de ter ideias malucas."
Foi impossível reprimir uma risada. Aoi é extremamente bipolar, até pra escrever.
Me encaminhei para o banheiro, soridente. Eu tinha duas opções, só precisava escolher a melhor.
U&A
O cheiro de Big Mac podia ser sentido a uns 500 metros de distância. Meu estômago estava roncando de fome, mas eu só saí do quarto quando me olhei no espelho e me dei por satisfeito. É. Eu sou perfeccionista. A vantagem é que eu tive uma bela recompensa pelo meu trabalho...
Yuu estava com os lábios entreabertos e os olhos levemente arregalados ao me ver com um short preto curto e uma regata branca muito justa. Não que ele já não tivesse me visto assim, mas sempre no âmbito profissional. Bom, agora o jogo iria começar pra valer.
Eu equiparo o desafio de conquistar Aoi a uma partida de xadrez: cada peça deve ser movimentada com extremo cuidado, cada jogada sendo calculada milimetricamente... E eu estava prestes a fazer o primeiro movimento.
Mas antes eu queria ter uma refeição normal.
– Yuu? — chamei-o.
– Sim?
– Vamos comer antes que esfrie.
– Ah, claro.
Levei nossos lanches pra sala enquanto ele pegava os refrigerantes e os copos.
Me larguei no sofá e fiquei esperando-o.
– Pronto — anunciou minutos depois, ajeitando a garrafa sobre a mesa de centro.
– Finalmente! Estou morrendo de fome.
Aoi ligou a tv e se sentou ao meu lado.
– Você é magro de ruim.
– A verdade é recíproca.
– Já está ficando abusado?
– Estou. E daqui pra frente a tendência é só piorar.
– Idiota.
– Besta — rebati.
Rimos juntos e passamos a comer em silêncio.
Quando terminamos nossa refeição eu já havia decidido o que fazer. Entre minhas duas opções — me aproveitar da situação ou contar-lhe sobre o que eu tinha lido — a segunda com certeza era melhor. Será muito mais fácil se ele achar que mantém o controle da situação.
– Uru, você está bem?
Pisquei os olhos algumas vezes antes de me situar.
– Estou. Eu só estava pensando.
– Em...?
Mordi o lábio inferior, pressionando a carne entre os dentes.
– Yuu, eu preciso te contar uma coisa.
– Pode falar.
– Promete que não vai ficar bravo?
Ele franziu o cenho.
– É tão grave assim?
– Promete? — insisti.
– Ok. Prometo.
Prendi o ar durante alguns segundos antes de começar.
– Ahn... Enquanto eu procurava seu kit de primeiros socorros... acabei encontrando o seu diário.
Sua expressão se fechou na hora.
– Me diz que você...
– Eu li — cortei-o. — Só a parte da balada — completei.
Aoi fechou os olhos e manteve as mãos cerradas em punho durante alguns minutos antes de voltar a falar.
– Uruha, eu vou te matar!
– Yuu, por favor...
–VOCÊ NÃO TINHA O DIREITO DE FAZER ISSO! ESSA É A MINHA CASA, AQUELE É O MEU QUARTO E VOCÊ INVADIU A PORRA DA MINHA PRIVACIDADE, KOUYOU!
Se alguém me perguntasse "Você esperava por isso?". Eu responderia sem pestanejar: "Sim".
Suspirei e me ajeitei melhor no sofá.
– Acabou? Podemos conversar como dois homens adultos agora?
– EU NÃO QUERO CONVERSAR COM VOCÊ! SAIA DA MINHA CASA IMEDIATAMENTE!
Toda aquela gritaria já estava me dando nos nervos, mas eu precisava me controlar.
– TAKASHIMA, POR ACASO VOCÊ É SURDO?!
Ok. Desisto.
Me levantei irritado e empurrei-o contra a parede mais próxima. Espalmei as mãos ao lado de sua cabeça e aproximei nossos corpos o máximo possível, mas sem realmente juntá-los.
Seus olhos eram como um livro aberto naquele momento. Eles expressavam medo, raiva, descrença e uma certa expectativa pelo que viria a seguir.
Passei a mão de leve por seu rosto, testando sua reação. Não obtive nenhuma.
Permiti que meu corpo findasse com a insignificativa distância que havia entre nós. Nossos rostos estavam tão próximos que eu podia sentir sua respiração em contato com a minha pele, mas em nenhum momento seus olhos deixaram os meus, assim como eu fazia.
Segurei seu queixo entre o indicador e o polegar, forçando-o a erguer um pouco a cabeça. Lentamente fui aproximando meu rosto do seu, observando-o fechar os olhos ante o ato que estava prestes a se desenrolar, deixando que nossas respirações se misturassem, permitindo um breve roçar de lábios, apenas para sentir a textura.
– Kou...
Implorativa. Foi exatamente assim que sua voz soou.
Fechei os olhos e toquei seus lábios gentilmente, puxando o inferior em seguida, lambendo-o sensualmente segundos depois. Yuu entendeu o recado e entreabriu-os, dando passagem à minha língua sedenta de um toque mais profundo.
Demorou alguns segundos até que ele correspondesse ao beijo, mas logo nós travávamos uma batalha erótica e sensual, um dentro da boca do outro. Nossas línguas se entrelaçavam em sincronia, acariciavam-se e por vezes eram presas por dentes alheios, tirando-nos a sanidade aos poucos.
A mão que estava em seu queixo deslizou para os cabelos, embrenhando-se entre os fios. A outra escorregou até sua cintura, apertando a carne entre os dedos, puxando-o para mais perto. Timidamente seus braços circularam meu pescoço, aprofundando ainda mais o ósculo.
Vários minutos depois eu fui obrigado a encerrar o beijo por pura falta de ar. Afastei-me lentamente, depositando um selinho casto em seus lábios, tendo o cuidado de manter nossas testas coladas.
– Tudo bem? — perguntei.
– Não sei — ele continuava de olhos fechados.
– Confuso?
– Muito.
Sorri e desencostei-o da parede, conduzindo-o até o sofá.
–Vamos conversar — ditei.
– Sobre o diário ou sobre o beijo?
Rolei os olhos.
– Sobre os dois, Yuu. Quer começar pelo que eu li?
– Hai.
– Quando se sentir confortável é só falar.
– Eu não sei muito bem como explicar... Foi estranho — murmurou.
– Estranho como? — perguntei em evidente curiosidade.
Ele fechou os olhos e mordeu o lábio inferior.
– Eu queria estar no lugar do Ruki, queria estar dançando com você — corou.
– E por que você não me falou?! Eu adoraria dançar contigo. Nós tocamos numa banda de Visual Kei, Yuu! Dançar com os companheiros de banda é absolutamente normal.
– Eu sei! A culpa é toda do Reita! Ele e o Kai ficaram colocando um monte de coisas na minha cabeça.
Ergui a sobrancelha.
– O que exatamente eles disseram?
– Que era uma questão de tempo até eu sentir curiosidade, e que você era da banda, que nós estaríamos sempre juntos... E agora eu te beijei! Você leu o meu diário, e eu fiquei puto com isso, mas mesmo assim deixei você me beijar... Ahhhh! O que eu fiz? — escondeu o rosto entre as mãos.
Ok. Descobri que além de bipolar o Yuu também é dramático.
Me aproximei alguns centímetros e acariciei seus cabelos.
– Ei, fica calmo. Eu te beijei e você correspondeu, não há nada demais nisso.
Aoi ergueu o rosto e me fuzilou com o olhar.
– Você é homem, Uruha!
– Sim. Mas você não pareceu notar a diferença enquanto praticamente estuprava a minha boca — alfinetei.
Ele baixou os olhos, envergonhado.
– Me desculpe — sussurrou.
Segurei seu queixo e forcei-o a me olhar nos olhos.
– Não quero que você me peça desculpas, Yuu. Eu só estou tentando achar uma solução pra toda essa situação maluca!
– E já encontrou alguma?
Sorri de lado.
– Talvez. Depende de você.
– Estou ouvindo.
Fui me afastando lentamente, sem tirar os olhos dos seus, e me deitei sobre o estofado vermelho-sangue, repousando a cabeça confortavelmente no braço do sofá. Afastei um pouco as pernas, me deliciando ao ver o ar parar em seus pulmões, reprimindo um gemido.
– Bom, já que você fez questão de frisar que eu é que te beijei, vou deixar você se divertir um pouco.
– Co — Como assim? — seus olhos estavam arregalados.
– Tome a iniciativa, Aoi. Sinta as reações do seu corpo e depois decida o que fazer. Em nenhum momento você terá minhas mãos sobre sua pele... Pense em mim como uma marionete. E aí, topa?
Yuu revirou os olhos.
– Não ouse se mexer ok?
Assenti em silêncio. Ele havia topado. Ponto pra mim.
Obeservei-o se encaixar entre minhas pernas lentamente, evitando um contato muito próximo entre nossos baixo-ventres. Suas mãos apoiaram-se uma em cada lado da minha cabeça.
Sorri minimamente. Eu adorava sua insegurança.
– Yuu, eu não mordo... A não ser que você peça.
Ele riu baixinho e colou sua testa à minha.
– Posso parar a hora que eu quiser?
– Pode.
Seu nariz roçou de leve no meu, em um carinho singelo. Em seguida nossos lábios se encontraram, sua língua pediu passagem e eu cedi sem pestanejar, ávido por sentir mais uma vez o gosto da sua boca.
E naquele momento eu descobri o quão difícil pode ser cumprir uma promessa. Meu corpo exigia tocá-lo. Eu estava louco para marcar a cintura fina, apertar as nádegas redondinhas, puxar seus cabelos... Me remexi, inquieto.
O ar já começava a faltar em nossos pulmões, exigindo o término do ósculo. Antes que eu sequer pensasse em me recuperar sua boca já atacava meu pescoço. Lambidas, chupões e mordidas eram distribuídas no local, arrancando gemidos baixinhos dos meus lábios.
Suas mãos escorregaram para minha cintura, apertando com vontade a carne ali existente, consequentemente acabando com a distância que havia entre nossos corpos.
Os gemidos que escaparam das nossas bocas foram gêmeos, ambos morrendo dentro do beijo intenso que compartilhávamos mais uma vez.
– Yuu? — chamei depois dele ter decidido que meu pescoço era algo muito interessante.
– Quê?
Afastei-o com dificuldade da minha pele, fitando-o nos olhos.
– Melhor nós pararmos por aqui.
– Por quê? — seus lábios roçaram os meus.
Afastei-o com mais firmeza.
– Está disposto a transar comigo aqui e agora, Aoi? Sem nenhum arrependimento futuro?
Ele pareceu voltar à realidade com tal perspectiva.
– Não.
– Então é melhor pararmos. De qualquer maneira, nós ainda temos uma situação pendente, lembra?
– Lembro.
– Então vamos resolvê-la antes de pensar em qualquer outra coisa.
Aoi assentiu em silêncio e sentou-se de frente pra mim.
Suspirei pesadamente.
– Estamos quites, Yuu. Quero saber qual é a sua opinião sobre tudo isso.
Ele meneou a cabeça.
– Não sei! Foi bom, e eu quero repetir, mas... Eu tenho princípios, valores, tabus a serem quebrados.
– Eu entendo. Já passei por isso e sei o quanto é complicado — não era mentira.
– E o que você sugere?
– Não importa o que eu penso, Aoi. O que importa é o que você quer.
– Eu quero continuar... Estou disposto a abrir minha mente para buscar a tal felicidade... E você? O que quer?
– Eu quero você. Não vai ser fácil, mas eu vou tentar mesmo assim.
Seu rosto ruborizou de leve.
– E os meninos? — questionou, preocupado.
– Eles vão ter que saber. Meu pescoço está todo marcado e acho que elas não vão desaparecer tão cedo. Ruki sabe que eu estou aqui, então tentar esconder qualquer coisa dele é pura perda de tempo.
– Aquele baixinho chato e intrometido — reclamou.
Sorri.
– Ele é apenas uma criança curiosa, Yuu. Não dá pra condená-lo.
Aoi ergueu meu rosto delicadamente e me beijou, surpreendendo-me. Foi calmo e carinhoso, sem malícia. Era bom ficar daquele jeito, apenas sentindo o toque aveludado da sua língua na minha, trocando carícias suaves, sentindo sua mão acariciar minha pele só para ter o prazer de vê-la arrepiada... Era perfeito.
Yuu partiu o ósculo com uma mordida em meu lábio inferior.
– Quer saber? Que se dane o que eles vão pensar. Eu estou feliz, e pra mim já é o suficiente.
Aquela simples frase fez um choque intenso percorrer cada célula do meu corpo. Havia uma falha naquele maldito desafio, algo muito importante que eu deveria ter levado em conta: em nenhuma hipótese eu poderia me apaixonar...
E eu teria que evitar esse acontecimento a todo custo.
Notas finais
E aí? O que acharam do 1° beijo entre o casal?????
Reviews e chocolate me fazem feliz *-*
Até segunda amores =*
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