Notas iniciais
Mais uma vez quero agradecer aos reviews lindos!!!! Vocês são fodas.
Leiam as notas finais porque é importante ok?
Sem mais delongas... Divirtam-se.

Por que ele estava sendo tão... adorável?


Sério, eu ainda não consigo entender como tudo pôde ter mudado em apenas dois dias!


Quando ele resolveu dar uma trégua já foi algo totalmente inesperado. Depois teve aquele ensaio em sua casa, onde nós conversamos normalmente. Sem provocações, ofensas ou julgamentos baratos... Ele até me chamou de Uru! Coisa que não fazia há anos.


No dia seguinte eu fiquei sabendo da discussão que ele teve com Kai apenas para me defender.


Adorável, não? Mas estranho, muito estranho.


Mais do que nunca eu quero conversar com ele e esclarecer tudo de uma vez por todas. Entender seus motivos e deixar que ele compreenda os meus, mas ainda não é o momento. Essa decisão deve partir dele, e eu não vou pressioná-lo.


–Ah, doce sexta-feira! — disse Ruki se jogando no colo de Reita.


Rolei os olhos. Eu havia tentado dissuadi-lo da ideia da balada, mas foi a mesma coisa de discutir com uma porta.


–Vou encher a cara amanhã — disse Reita.


–Desde que você esteja disposto a me dar prazer o resto da noite, pode beber — declarou o chibi.


–Excesso de informação, Takanori! Nós não estamos a fim de saber sobre a vida sexual de vocês — disse Aoi com o cenho franzido.


–Concordo plenamente — assinalei.


–Uruha, você só está assim porque não vai transar amanhã — alfinetou Reita.


Prendi o ar durante alguns segundos e soltei-o lentamente.


–Pois é. Infelizmente eu não tenho a mesma sorte de vocês. Uma pena, não?


–Eu acho que você tem e não sabe — Ruki sorriu, sapeca.


–Discordo — rebati.


–Nossa Kou, você está tão estressado! Tudo isso é falta de sexo?


Eu. Juro. Que. Vou. Matar. O. Akira!


–Reita, cala a boca. Ru-chan, você pode me fazer um favor?


–Claro.


–Fode essa calopsita ambulante com vontade ok? De preferência, deixe-o sem conseguir sentar por pelo menos dois dias.


O som da garrafa d'água se chocando contra o piso amadeirado atraiu os olhares de todos.


Aoi estava de boca aberta, corado e com um ponto de interrogação gigante na testa.


–O Reita é uke do chibi?!


–Não seu idiota! A gente reveza — explicou Ruki, impaciente.


Seus olhos se arregalaram.


–Uou!


–Aoi, se isso sair de dentro dessa sala, eu te mato — ameaçou Akira.


Ele ergueu as mãos, em sinal de paz.


–Relaxa, Ue-chan. Isso morre aqui! — sua voz era debochada.


–Acho bom.


–Mas que eu vou te zuar muito, eu vou.


–Yuu, vamos logo antes que nós sejamos mortos aqui mesmo — alertei-o.


–Vocês vão juntos? — questionou Kai.


–Hai. Meu carro quebrou — respondeu Aoi.


–Ah, entendo — ele sorriu, malicioso.


Puta que pariu. É conspiração, só pode.


–Aoi, vamos? — chamei-o


–Vamos.


Nos despedimos dos outros e saímos da sala.


–Uruha, eu sei que você não gostou do que o Reita disse, mas ele está certo. Você realmente está muito estressado.


Suspirei.


–Eu sei! Mas toda essa nossa rotina está acabando comigo. Sinto cada um dos meus músculos tensos, eu preciso extravasar de alguma maneira.


Entramos no elevador e ele mordeu o lábio inferior.


–Sexo é a única opção?


–Você tem outra sugestão?


–Tenho.


Ergui a sobrancelha.


–Qual?


–Sair pra jogar boliche hoje à noite, só eu e você.


As portas se abriram e logo já estávamos caminhando pelo estacionamento.


–Yuu, o que está acontecendo com você? Sinceramente.


Seus olhos se arregalaram um pouco.


–Não entendi.


E minha paciência finalmente havia chegado ao fim.


–Não entende? Ok, então eu vou te explicar. Você brigou comigo durante três anos, me xingou de tudo quanto é nome e deixou bem claro que só suportava minha presença por motivos profissionais. De repente você resolve dar uma trégua porque Kai nos deu uma dura, aí nós ensaiamos juntos, você me defende e agora quer jogar boliche comigo! Eu não estou reclamando, só quero uma explicação — meu tom era baixo, mas urgente.


Seus olhos perfuraram os meus, procurando por algo que eu nem imaginava o que era.


–Eu passo na sua casa às 19h00. Nós conversamos e depois vamos jogar boliche, certo?


Assenti em silêncio.


–Então vamos logo, afinal, você demora horas pra se arrumar.


Mostrei a língua, numa atitude tipicamente infantil.


–Eu não demoro! O problema é a maquiagem.


–Ok. Vou fingir que eu acredito.


Destravei as portas e me acomodei no banco do motorista enquanto Yuu se ajeitava no do passageiro.


O trajeto foi feito em silêncio, a não ser pela balada calma que tocava no rádio.


Estacionei em frente ao seu prédio pouco tempo depois.


–Pronto. Está entregue.


–Obrigado, Uru. Até mais tarde.


–Até.


Obeservei-o passar pelo hall de entrada e voltei a ligar o motor.


A primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi me jogar no sofá, mas logo meu sossego foi interrompido pela melodia de Cassis.


–O que foi, Ruki? — eu não estava com paciência.


–Afe! Você está andando muito com o Aoi, Uruha. Está ficando grosso que nem ele.


–Fala logo, Taka.


–Sabia que você está muito chato hoje?


–Sabia. Você tem um minuto.


–Argh! Acho que eu arrumei um esquema pra você.


–Hã? Com quem? — eu sabia muito bem que a palavra "esquema" significava "sexo fácil".


Ruki riu.


–Convidei os meninos da Golden Bomber pra encontrarem com a gente amanhã.


–E?


–E que o Jun te acha muito foda! Dez minutinhos de conversa e ele já está no papo.


–Hm... Interessante. Jun é o baixista, certo?


–É. Kou, eu estou te dando uma bela noite de sexo de bandeja... Você não vai desperdiçar, vai?


–Claro que não! Obrigado, Ru-chan, te devo uma.


–Eu vou cobrar com juros depois. Bye.


Mordi o lábio inferior e decidi tomar um banho, já passava das 18h...



U&A



Eu ainda estava terminando de arrumar o cabelo quando a campainha tocou.


–Pode entrar, está aberta — gritei do quarto.


Segundos depois Aoi estava encostado ao batente, eu podia vê-lo pelo espelho... E o filho da puta estava lindo! Calça de couro, camisa social preta com os três primeiros botões abertos e os acessórios prateados. Além do cabelo loiro, que havia lhe caído muito bem.


–Você não devia deixar a porta aberta, é perigoso.


–Eu deixei meu porteiro avisado, Yuu. Se fosse qualquer outra pessoa ele interfonaria.


O vi morder o lábio enquanto me observava de cima a baixo. Não pude reprimir um sorrisinho convencido.


–Gostou? — perguntei.


–Do quê? — seu rosto estava corado.


–Da roupa.


–Ah, sim. Você fica bem de branco.


–Obrigado. E então, prefere conversar na sala?


–Hai.


–Então vamos.


Enquanto ele se acomodava fui até minha pequena adega e peguei uma garrafa de sakê, servindo-o em dois copos.


–Quer que eu comece? — questionei vendo seu nervosismo.


–Quero.


Sentei-me numa poltrona defronte e pressionei o indicador contra os lábios.


–Bem, vejamos... Acho que tudo começou há uns sete anos atrás. Eu sempre me considerei héterossexual, nunca tinha me passado pela cabeça ficar com um homem, apesar de eu não ter nada contra a ideia. Se rolasse uma curiosidade eu faria e pronto. Sem dramas.


"Naquela época eu tinha terminado com a Yume, uma garota que eu gostava muito... Ela me traiu, eu fiquei muito chateado e no mesmo dia Ruki me arrastou pra sua casa. Nós bebemos muito, eu chorei no seu ombro, e vice-versa, ele me abraçou dizendo que eu era seu melhor amigo... E tudo acabou em sexo.


–Calma aí! Você transou com o Ruki?!


–Na verdade nós tivemos uma espécie de mini romance, mas a história começou a atrapalhar nossa amizade, então nós terminamos.


–Uau... Continue.


–Bom, depois do Ruki eu fiquei com vários caras, e passei a me considerar bissexual, mas conforme o tempo ia passando minha preferência por homens só aumentava. O sexo era mais prazeroso e, de certa maneira, o relacionamento era mais fácil.


"Há cinco anos atrás eu me assumi gay. Contei tudo pro Kai, mas não tive coragem de te falar nada. Nós não éramos amigos, e a cada vez que a palavra "homossexualismo" surgia em alguma conversa você fazia cara feia. Era motivo mais do que suficiente pra eu me manter quieto.


"Um ano depois Ruki e Reita começaram a namorar e decidiram assumir o romance diante de todos nós. Surpreendentemente você não disse nada, mas no dia seguinte, enquanto nós conversávamos sobre o assunto, eu tive que ouvir da sua boca um "só vou aceitar por causa da banda". O que eu podia dizer? Achei melhor ficar calado."


A essa altura meus olhos já estavam marejados, as lembranças me consumindo pouco a pouco, mas eu precisava continuar.


–Naquele dia, quando você irrompeu pela sala, me chamando de tudo quanto é nome e me acusando de coisas horríveis, eu só queria chorar. E foi o que eu fiz, assim que cheguei em casa. Você tem noção do quanto aquelas palavras doeram? Tem noção de quantas noites eu remoí tudo que você disse?


–Kou...


–Cala a boca, Aoi! Eu ainda não terminei.


Ele enxugou a lágrima solitária que havia rolado.


–Taka e Akira me apoiaram incondicionalmente, mas eles nunca souberam de verdade o que eu passava. Eu odeio me expor, Yuu. Detesto brigas, discussões ou qualquer coisa do tipo. Então quando você me provocava eu respondia no mesmo nível, ou te ignorava. Simples, não? — suspirei pesadamente. — Porra, Aoi! Pode não parecer, mas eu tenho sentimentos sabia? O problema é que eu não sei como demonstrar emoções, mas certas coisas me machucam cacete!


Um suspiro escapou de seus lábios.


–Kou, me desculpe! Eu...


–Ainda não — cortei-o. — Agora é a sua vez de contar a versão dos fatos. Pode começar, Yuu. Sou todo ouvidos.



Notas finais
Galerinha, é o seguinte: preciso de um grande favor de todos vocês... E na verdade preciso perguntar algo também, mas vamos por partes.
Eu preciso ler Lemons pesados, pode ser de outras bandas também. De autoria própria ou de outros, tanto faz. Só não me mandem Death fic please!!!!
E eu também preciso de músicas sensuais pra me inspirar pro Lemon. Não se empolguem muito ok? Vai demorar um pouco porque eu ainda estou escrevendo...
Alguém liga se tiver BDSM ou todo mundo aprova numa boa? Eu estou pesquisando bastante sobre o assunto pra não cometer nenhuma gafe...
Bom, esse negócio já ficou gigante né? Chega!
Reviews e chocolate me fazem feliz *-*