Jogando Com Prazer
18 Uruha
Notas iniciais
Afinal, Apple_miih e Jigoku Geisha, obrigado pelas recomendações lindas!!!!!!!!
LEMOM, LEMON, LEMON!
Enjoy!
Eu estava destruído. Não que isso se mostrasse exteriormente, pois eu era suficientemente orgulhoso para mostrar ao mundo que meu interior estava completamente despedaçado.
Era horrível tê-lo ao meu alcance todos os dias e não poder tocá-lo, abraçá-lo, beijá-lo... Uma verdadeira tortura psicológica.
Por esse motivo eu sempre fiz de tudo para não me apaixonar. Porque eu sabia que amor era sinônimo de dor. E ninguém tinha a menor ideia do quanto eu estava sofrendo.
Só tinha uma pessoa que estava pior do que eu: Ruki. Ele estava acabado, havia se tornado praticamente um morto-vivo, e Kai estava tendo longas crises de preocupação com o estado do nosso vocalista.
Toxic tinha sido lançado, com grande aprovação por parte da crítica e dos nossos fãs. Apenas mais alguns dias e estaríamos em turnê. A ovação da plateia, a adrenalina dos palcos, a alegria de tocarmos juntos... Eu esperava que aquilo desse um ânimo em Ruki, fazendo o mais novo ficar menos melancólico.
Apoiei a testa no mármore frio da pia do banheiro, tentando clarear as ideias. Senti meus olhos arderem e lacrimejarem, as lágrimas rolando sem permissão por meu rosto.
E pela primeira vez, desde que aquilo tudo havia começado, eu me permiti chorar de verdade. Não conseguia controlar os soluços doloridos que escapavam por minha garganta e faziam meu corpo tremer em espasmos.
Minha cintura foi tocada de leve, mas eu não ergui o rosto. Mal conseguia respirar por conta do choro convulsivo.
- Uru...
Meu coração disparou, reconhecendo aquela voz reconfortante.
Levantei a cabeça e enxuguei os olhos na manga da blusa, borrando quase toda a maquiagem. Desviei o olhar, deixando a franja cobrir uma parte do meu rosto.
- Ei, olha pra mim — pediu com uma voz suave.
Obedeci, encontrando seus olhos negros e preocupados.
- O que foi, Kou?
Seria difícil mentir pra ele, pois nós tínhamos uma conexão suficientemente forte.
- Dói — sussurrei.
- Aonde?
Coloquei a mão sobre o coração.
- Aqui. É normal?
- É.
- E por que dói tanto?
Ele acariciou meu rosto.
- Porque você está sofrendo.
- Eu não quero sofrer mais. Dói muito!
- Vai passar.
- Não vai! Yuu...
Fui abraçado com força, retribuindo na mesma intensidade, afundando o rosto na curva do seu pescoço e aspirando o cheiro que eu tanto sentira falta.
- Shiiiu. Se acalma.
- Não dá. Eu fodi com a minha vida, com a sua e estraguei o namoro dos meus amigos. Reita e Ruki estão separados, e a culpa é toda minha.
- Claro que não. Você teve a sua parcela de culpa, mas Ruki também teve a dele. Não jogue toda essa responsabilidade sobre os seus ombros.
- Mas... Eu quero ajudar.
Uma das suas mãos acariciava minhas costas, a outra afagava meus cabelos, quase me fazendo ronronar.
- Kou-chan, escuta bem o que eu vou te dizer: você não é responsável por tudo que aconteceu, e não tem como consertar tudo em um dia. Logo nós estaremos em turnê, precisamos estar bem fisica e emocionalmente, então descanse o máximo possível e evite se preocupar com problemas pessoais ok?
- Hai — assenti, beijando seu pescoço.
Fui afastado delicadamente, tendo meu rosto segurado entre suas mãos.
- Eu estou aqui ok? Pode contar comigo.
Sorri de canto.
- Por que você está sendo tão legal comigo? Isso é meio altruísta demais, e você não é assim.
- Eu te amo, Kou. E por mais que você tenha me machucado eu não consigo te ver mal e ficar alheio a isso.
- Isso é masoquismo.
- Aprendi com você.
- E também me machuca.
- Isso é bom. Um pouco de sofrimento não faz mal a ninguém.
Voltei a abraçá-lo.
- Sádico. Eu amo você.
- Eu também te amo.
Ficamos longos minutos abraçados em silêncio, apenas o som característico das respirações se fazendo presente. Seu coração batia meio fora do compasso, assim como o meu, mas eu estava tentando não ficar extremamente feliz ao constatar tal fato.
- Uru, nós temos que voltar. Preparativos para a turnê, lembra?
Era algo realmente difícil de esquecer, principalmente quando se tem um líder paranoico e um vocalista em estado depressivo.
- Claro. Só me deixa lavar o rosto.
Molhei o rosto rapidamente, apenas para retirar os vestígios do choro, e acompanhei-o.
Ao entrarmos na sala encontramos Reita fazendo um solo e Ruki a seu lado, acompanhando a melodia com os pés.
Era o solo de My Devil On The Bed, eu tinha certeza. A música que nos dera mais trabalho para gravar, e que nós tocaríamos pela primeira vez ao vivo. Particularmente era a minha preferida.
- Está perfeita, Akira! — disse Ruki, sorrindo pela primeira vez em semanas.
- Obrigado — respondeu o baixista, também sorrindo.
Kai entrou nesse momento, parando ao nosso lado para observar a cena.
- É muito bom ver que eles estão conseguindo lidar com essa situação mantendo o profissionalismo — cochichou.
- Eu ouvi! — grunhiu o vocalista, virando-se para nós. — Eu jamais prejudicaria nosso sonho por conta de um problema pessoal. Essa banda é a nossa vida, ninguém aqui pretende colocar tudo a perder.
- Eu sei disso, Ru-chan. Confio plenamente em vocês.
- Independente do que aconteça entre nós a banda continuará sendo a mesma — disse Aoi.
- E nós não vamos deixar esse sonho morrer — continuei.
- Nunca — completou Reita.
Sorrimos abertamente, como se com aquele ato pudéssemos consolidar tudo que já havíamos dito. Como se qualquer desavença pudesse ser esquecida apenas para proteger tudo que havíamos construído ao longo de dez anos.
Mas eu sabia muito bem que isso era uma ilusão.
U&A
Eu nunca fui de acreditar em intuição, mas naquele dia em especial eu estava inquieto, com uma estranha sensação de que algo ruim iria acontecer... E eu sabia que tinha a ver com Aoi.
O primeiro show da turnê foi perfeito. A plateia estava animada, nós estávamos com a adrenalina a mil e Ruki parecia absurdamente inspirado. Uma noite verdadeiramente mágica.
Só que no dia seguinte algo havia mudado. Aquela atmosfera de felicidade havia se esvaído subitamente, deixando de novo aquele clima denso, quase palpável de tão sólido.
E agora estávamos ali, sendo maquiados, prontos para o segundo show da longa turnê que enfrentaríamos. A casa estava cheia, o clima entre nós estava ameno, mas aquela maldita sensação de que algo de mau iria acontecer não me abandonava.
Olhei para o sofá em que Yuu dedilhava sua guitarra, com a maquiagem já pronta, e tentei ver sua expressão. Séria. Séria demais pro meu gosto.
Balancei a cabeça, tentando afastar aqueles pensamentos. Com certeza aquilo era coisa da minha imaginação. Tudo daria certo. Tinha que dar.
U&A
Os últimos acordes de Remember The Urge, a penúltima música da noite. Nunca fiquei tão aliviado ao notar um final de um live próximo. Tudo tinha corrido bem até ali, por mais que Aoi estivesse... Alheio, quase como se não estivesse presente.
Ruki se comunicava com a plateia, uma de suas últimas falas da noite.
Eu estava trocando de guitarra quando ouvi aquele barulho ensurdecedor, olhando automaticamente para a ponta esquerda do palco. Aoi simplesmente havia estraçalhado seu instrumento no chão, assustando a nós e aos fãs. E depois saiu. Sem se despedir, sem fazer reverência, com os olhos cheios d'água.
Eu e Reita fomos os próximos a sair do palco, encontrando Yuu sendo amparado por um dos membros da staff.
- Aoi... — chamei, tentando tocar sua mão.
Mas ele se afastou bruscamente.
- Não toque em mim! — a voz embargada, os olhos cheios de dor e mágoa.
Kai e Ruki apareceram em seguida.
O líder tocou o ombro do guitarrista mais velho, incentivando-o a olhá-lo.
- Eu sei que você está passando por uma fase muito complicada, mas nossos fãs não têm nada a ver com isso. Tente se acalmar. Só falta uma música.
Ele assentiu, respirando profundamente.
- Vamos voltar.
Mais dois minutos de conversa com os membros da staff e voltamos ao palco. Reita e Kai entraram primeiro, depois eu, e por último Aoi e Ruki. O menor abraçando o loiro por trás em um gesto carinhoso.
Quando Aoi assumiu sua posição mais uma vez ele se desculpou, dizendo que vinha muita coisa se acumulando.
Conseguimos tocar Linda sem maiores incidentes, finalmente terminando o show.
Mas com certeza seria uma noite longa.
U&A
Só fomos liberados para voltar ao hotel depois de Aoi ter conversado com o nosso empresário. O conteúdo da conversa não nos foi revelado, mas Yuu parecia um pouco mais tranquilo.
Dentro da van o clima permaneceu tenso. Nós não conversávamos, por mais que Kai tentasse puxar algum assunto. Tudo estava estranho, desordenado... Sem controle.
Chegamos ao hotel pouco tempo depois. Yuu, alegando indisposição, foi o primeiro a subir.
- O que deu nele? — questionou Reita.
- Eu sou o problema — informei. — Mas vou resolver isso logo mais, não se preocupem.
- Vá com calma, Kou — pediu Ruki em um tom de voz cansado.
Suspirei.
- Amanhã Yuu vai ser de novo meu namorado, escutem o que eu estou dizendo.
- Apenas estejam dispostos quando acordarem, nós temos uma longa turnê pela frente — alertou Kai.
Sorri malicioso.
- Prometo não abusar.
- Boa sorte — desejou Reita, sincero.
Abracei-o fortemente. Havíamos nos desentendido por causa da aposta, mas a amizade continuava lá, intacta, sem nenhum arranhão.
- Eu o amo — confessei.
- Eu sei. Agora vai lá e coloque tudo em pratos limpos — incentivou-me.
Assenti com a cabeça e me despedi, indo para o meu quarto.
Resolvi tomar um banho pra relaxar, tentar aliviar um pouco da tensão que eu carregava sobre os ombros. Deu certo. Minutos depois eu já me sentia mais calmo, com a mente desanuviada, pronto para resolver aquela situação de uma vez por todas.
Fechei o registro, me enxugando lentamente. Vesti um short curto e uma camiseta branca que evidenciava meus mamilos. Eu queria provocar.
Quando finalmente deixei o quarto eu tinha os cabelos presos em um rabo-de-cavalo displicente e uma pele extremamente perfumada. Pode parecer exagero, mas eu queria que nossa reconciliação fosse perfeita.
Bati na porta, que ficava ao lado da minha, tendo que esperar alguns minutos até que ela fosse aberta.
Aoi estava com os olhos inchados, o nariz vermelho e uma expressão indiferente. Antes que eu pensasse em dizer qualquer coisa ele me deu espaço para entrar. Simples assim. Sem brigas, discussões ou objeções. Tinha alguma coisa errada.
Adotei uma postura defensiva, me preparando pra qualquer uma de suas ações peculiares.
- Eu não vou te bater, Kouyou. Só... Diga o que tem que dizer e vá embora — sentou-se na cama.
Olhei ao redor rapidamente, notando que nada estava quebrado. Isso era bom.
- Como está seu pai? — eu queria ter certeza que o problema era comigo.
- Melhor. Os antibióticos estão fazendo efeito, logo ele terá alta.
- E por que diabos você surtou no live de hoje?!
Um sorriso debochado surgiu em seus lábios.
- Adivinhe.
Me ajoelhei à sua frente, podendo olhar diretamente em seus olhos.
- Sabe, quando você descobriu sobre a aposta eu esperei todo o tipo de reação vinda de você, menos aquela. Gentil, compreensível, fofo... O que você fez, Yuu? Deixou a raiva se acumular aos poucos, até não suportar mais?
Ele meneou a cabeça.
- Eu estava psicologicamente exausto. Não aguentava mais tantos joguinhos, tantas brincadeiras de duplo sentido... Não era como se eu não soubesse também. Eu sabia que tinha alguma coisa muito errada, mas eu mesmo quis mascarar qualquer evidência. E ainda tinha o que eu sentia por você. Forte, avassalador, poderoso. Mesmo desejando isso com todas as minhas forças eu não conseguia te machucar. Ainda não consigo. E isso me deixa com raiva.
- Por isso você surtou?
- Foi. Não é uma justificativa, mas eu só precisava descontar minha frustrção em alguma coisa.
- E suponho que a pobre guitarra era eu? — tentei brincar.
- Hai.
Toquei seu rosto com as costas da mão.
- Vamos colocar as cartas na mesa, Yuu. Eu não quero mais mentiras entre nós. Pergunte o que quiser.
- Você pensou em vingança quando topou essa aposta?
- Não. O único momento no qual eu pensei em vingança foi na nossa porimeira transa. Eu não tinha intenção de te machucar pra valer, acabei perdendo um pouco o controle no meio do ato.
- E o que você pretendia fazer depois que ganhasse?
Ergui a sobrancelha. Eu nunca havia pensado naquilo, jamais tinha conversado com Takanori sobre tal assunto.
- Não sei. Nunca pensei nisso.
- Mesmo? — tom de voz desconfiado.
- Eu juro! Estava tão preocupado em ter você completamente que esqueci de pensar no futuro.
Ele se calou durante um tempo, e eu o respeitei, apenas acariciando seu joelho.
- Última pergunta: por que o Ruki propôs essa ideia tão descabida?
- Ótima pergunta. Mas acho que só o próprio Ruki pode dar a resposta. Ele nunca falou nada a respeito.
- Entendo — calou-se mais uma vez.
Segurei suas mãos entre as minhas, apertando-as de leve.
- Eu sei que você está chateado, e tem milhares de motivos pra isso, mas eu não vou deixar um erro acabar com a nossa felicidade. Eu te amo, você me ama e nós dois estamos sofrendo. Quero você do meu lado de novo.
- Você fala como se fosse fácil! Como se do dia pra noite eu pudesse esquecer que você apostou meus sentimentos. Não existe relacionamento sem confiança, Uruha.
- Então deixa eu recconquistá-la! Aos poucos, do seu jeito, sem pressa. Só não me prive da sua companhia, dos seus beijos, do seu abraço, do seu calor, porque eu simplesmente não consigo viver sem isso. Essas semanas longe de você têm me matado aos poucos, arrancando um pedacinho de mim a cada dia. Merda, Yuu! Eu não sabia que doía tanto — repousei a cabeça sobre suas pernas.
Um suspiro deixou seus lábios, e logo sua mão acarinhava meus cabelos.
- Odeio não conseguir sentir raiva de você.
Sorri, esperançoso.
- Isso é um sim?
Meu queixo foi erguido e um selo longo foi depositado sobre meus lábios.
- Isso é um vamos tentar de novo. Sem mentiras e sem joguinhos, entendeu? Eu quero o Kouyou verdadeiro. Sem máscaras, sem medo de ser quem é, ok?
- Hai.
Sua mão acariciou meu rosto lentamente, e eu me permiti fechar os olhos, totalmente entregue.
- Kou-chan, vem pra cama — o pedido foi feito em um tom baixo, quase inexistente.
Obedeci sem hesitar, ajeitando-me no meio da cama, deixando as mãos largadas ao lado do corpo. Eu o desejava profundamente, e queria de uma vez por todas ter meu pedido atendido.
- Yuu, me faz seu?
Ele se encaixou entre minhas pernas, erguendo uma das minhas mãos à altura da cabeça, entrelaçando nossos dedos.
- Sempre que você quiser.
Suspirei, apaixonado,e embrenhei a mão livre entre seus cabelos, puxando-o para mim, finalmente podendo sentir o toque dos seus lábios sobre os meus, a língua morna juntando-se à minha em uma dança exclusivamente nossa, meu coração acelerando rapidamente... Eu me sentia completo.
Nos separamos quando o ar se fez necessário, mas sua boca desceu para meu queixo, mordendo de leve e depois seguindo para meu pescoço, deixando uma trilha de beijos molhados sobre a pele sensível, me fazendo ofegar.
- Sentiu saudades, Kou-chan? — sussurrou ao meu ouvido.
- Muitas.
- Eu também senti, amor.
Gemi baixinho, mais uma vez requisitando um beijo necessitado, afogando-me na sensação de felicidade que me invadia.
Suas mãos correram pelas laterais do meu corpo, parando em minha cintura e erguendo a barra da camiseta, revelando uma boa parte da minha barriga. Logo pude sentir seus lábios ali, sugando pequenas porções de pele, causando arrepios em todo o meu corpo. Mas nada foi melhor que sentir sua língua brincando com meu umbigo, invadindo o orifício com a ponta, me obrigando a morder a falange do indicador para evitar gemidos mais altos.
- Yuu... Devagar.
Eu me sentia tão quente, tão sensível, tão necessitado dele! Chegava a ser agonizante.
Ele foi condescendente, retirando de uma vez aquele pedaço de pano, continuando sua tarefa de me enlouquecer lentamente ao depositar beijos estalados sobre meu abdomên, circulando um dos meus mamilos com o polegar.
Mordi meu lábio inferior, respirando com dificuldade, tentando me controlar.
- Uru, não me prive dos seus gemidos indecentes — pediu, manhoso.
- Nós estamos em um hotel!
- É só controlar o volume, meu lindo.
- Difícil!
Aoi riu, acariciando meu mamilo com a língua, prendendo-o entre os dentes em seguida.
E eu gemi em um tom moderado, fechando os olhos, me deixando levar pelo momento único que compartilhávamos.
De repente senti seu peso me abandonar e abri os olhos, vendo-o parado em frente ao móvel, ostentando um sorriso maroto.
- O que...
- Quieto! Apenas observe e desfrute.
Engoli em seco, tentando imaginar o que ele iria fazer.
E qual não foi minha surpresa ao vê-lo mover os quadris de um lado para o outro, seguindo o ritmo da música que só tocava em sua cabeça, correndo as mãos pelo próprio corpo em uma carícia sensual.
Apoiei-me nos cotovelos, ainda não conseguindo acreditar que aquilo era um streap-tease.
Yuu virou de costas, abraçando o próprio corpo, subindo a regata preta lentamente, desnudando seu torso aos poucos.
Eu ofegava, me remexendo inquieto, louco para tocar aquela pele macia, apertá-la entre meus dedos e gemer contra sua boca.
Quando eu finalmente pude ver seu rosto de novo um sorriso debochado adornava seus lábios.
- Quer um babador, Kou?
- Quero você!
- Já?
Suspirei pesadamente.
- Amor, nós teremos tempo de sobra para novas brincadeiras, mas no momento eu preciso de você dentro de mim, o mais rápido possível.
É. Eu estava subindo pelas paredes.
- Apressado — murmurou, retirando a calça de moletom, levando junto a peça íntima.
Afastei bem as pernas, deixando evidente a ereção sob o fino tecido do short.
- Vem.
E ele veio, puxando-me com força, fazendo nosos quadris se chocarem com violência.
Gemi sem pudor algum, exigindo mais um beijo daquela boca pecaminosa, arranhando suas costas com força o suficiente para deixar marcas.
Meu pescoço mais uma vez foi alvo de seus beijos, uma de suas mãos tocando meu membro totalmente rijo sob o pano.
- Kou-chan, sabe o que eu estou com vontade de fazer agora?
- N- Não.
- Bom, eu quero te chupar bem gostoso, te fazer gritar de prazer enquanto eu te preparo pra me receber bem fundo. O que você acha?
Senti um espasmo forte tomar conta de cada célula do meu corpo, se dissipando em meu baixo-ventre. E eu jurei que iria me desfazer ali mesmo.
- Lubrificante? — questionei.
Ele se esticou até o criado-mudo, pegando um vidro de óleo para as mãos.
- Isso daqui vai ter que servir.
- Serve.
Yuu depositou um selo longo sobre meus lábios e retirou aquela peça tão incômoda, me fazendo suspirar de alívio.
Flexionei as pernas e fiquei observando o líquido viscoso se espalhar por suas mãos, deixando seus dedos completamente melados.
Sem ao menos avisar seu dedo médio penetrou minha entrada, causando um incômodo leve, mas eu não tive tempo para reclamar, pois logo sua boca envolvia meu membro até a metade, a língua prendendo-o no céu da boca durante alguns segundos.
Minha única opção foi gemer, fazendo o possível para não gritar, me focando apenas naquela sucção lenta e obscena que me fazia ver estrelas.
Um segundo dedo se juntou ao primeiro, coisa que eu só notei por conta da pressão, já que minha mente se concentrava apenas no movimento de vai-e-vem que era executado com maestria em meu membro.
Kami! Eu não aguentava mais. Já estava esperando aquele momento há tempo suficiente.
- Yuu, chega. Eu preciso de você agora.
Ele se afastou devagar, um fio de saliva escorrendo por seu queixo quando seus lábios abandonaram minha glande.
Peguei o vidro de óleo e derramei uma generosa quantidade sobre minha mão, levando-a até seu sexo, deslizando por toda a extensão com uma calma atípica. Quando achei que fosse o suficiente voltei a me deitar, expondo-me completamente aos seus olhos atentos.
- Sou todo seu, Yuu.
Seus olhos brilharam, sinceros.
- Aishiteru.
- Aishiteru mo.
Nossos lábios se uniram mais uma vez, em um beijo calmo, contrastando com toda aquela aura de luxúria que nos rodeava.
Senti seu membro contra minha entrada, forçando passagem sem pressa. Pouco a pouco, centímetro por centímetro, mantendo um controle invejável.
Apertei seus ombros com força, fechando os olhos e prendendo a respiração, soltando-a apenas quando o senti totalmente dentro.
O lóbulo da minha orelha foi mordido sensualmente.
- Você é tão apertado, Kou! Dá vontade de ficar assim pra sempre.
Acabei relaxando com aquelas palavras, movendo o quadril de leve.
Yuu entendeu o recado e deu uma estocada curta, testando meu nível de dor.
- Tudo bem — sussurrei.
Houve mais uma estocada, dessa vez funda, precisa. Ainda doía, mas aos poucos aquele prazer inexplicável ia surgindo, mascarando qualquer desconforto. Finquei as unhas em seus ombros e joguei o quadril pra frente, querendo ajudá-lo, ambos gemendo com o ato.
Minha cintura foi segurada com violência e ele investiu com força, chegando a machucar, mas eu não reclamarria. Yuu tinha todo o direito de se vingar de mim.
O que eu não esperava é que minha próstata fosse acertada em cheio segundos depois, me fazendo gemer sem nenhum controle.
E de repente não havia mais ritmo ou qualquer tipo de cuidado. Nossos quadris se chocavam tão violentamente que o barulho podia ser ouvido sem esforço.
Eu me agarrava a suas costas, arranhando-a, me movendo do jeito que dava, tentando — em vão — controlar os quase gritos que escapavam dos meus lábios a cada vez que meu ponto mais sensível era tocado, lançando ondas de prazer por meu corpo.
Yuu mordia meu pescoço, minha clavícula, abafando os gemidos contra minha pele, investindo com tanta força que a cama chegava a balançar algumas vezes.
Apertei ainda mais minhas pernas ao redor de sua cintura, tornando as estocadas mais fundas e curtas, a manipulação indireta do meu membro entre nossos corpos sendo mais do que o suficiente para me levar ao céu.
Joguei a cabeça para trás, sentindo meu limite exageradamente próximo. Tentei avisar, mas minha garganta seca não permitia. E com mais uma estocada certeira em minha próstata eu me desfiz, minha entrada se contraindo automaticamente ao redor de seu membro, prolongando meu estado de êxtase.
Pouco tempo depois eu sentia seu sêmen preencher todo o meu interior. Era quente, e dava uma sensação gostosa.
Ele se retirou lentamente, observando o líquido esbranquiçado escorrer entre minhas pernas.
- É legal de ver — comentou.
Franzi o cenho e puxei-o para se deitar ao meu lado, repousando a cabeça em seu peito.
- Banho? — perguntei.
Meu namorado riu.
- Não tenho forças.
Joguei o grosso edredom para fora da cama e nos cobri com o lençol de baixo.
- Problema resolvido.
Recebi um beijo na testa.
- Eu te machuquei?
- Só um pouco.
- Me desculpe, Kou. Acho que eu perdi o controle.
Olhei em seus olhos, sabendo que ele estava arrependido.
- Tudo bem. Eu estou feliz por ter você ao meu lado de novo.
- E eu estou feliz por você ter sido sincero.
Selei seus lábios carinhosamente.
- Prometo que nunca mais vou mentir pra você. Não suportaria te perder mais uma vez.
- E eu vou fazer de tudo pra te ver feliz. Quero ver esse sorriso nos seus lábios sempre.
Acariciei seu rosto, gravando cada traço.
- Eu te amo — dissemos ao mesmo tempo.
Sorri. Não seria fácil reconquistar sua confiança, mas eu sabia que com calma e esforço poderia conseguir.
Porque eu o amava de todo o coração, e tinha a sorte de ser correspondido.
É. Eu estava completo.
Notas finais
E aí está a explicação pro surto do Aoi no ano passado. Eu tinha que colocar isso.
Reviews e chocolate me fazem feliz *-*
Até segunda amores!
Fale com o autor