Notas iniciais
LEMON, LEMON, LEMON, LEMON, LEMON!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sem mais delongas...
Enjoy!

Finalmente o grande dia. O tão delicioso e esperado sábado.


Os dois dias anteriores haviam sido longos e exaustivos, principalmente por conta do trabalho. Mas o que realmente estava me tirando o sono era a "grande noite".


A caixa que Ruki nos dera de presente estava no meu apartamento, fazendo companhia aos outros objetos que tinham a mesma finalidade: proporcionar prazer. Claro que eu usaria alguns artigos mais violentos, mas nada muito pesado, afinal, nós somos pessoas públicas.


Eu queria proporcionar a Yuu uma noite inesquecível. Admito que no meio de tudo isso há uma pontinha de vingança por tudo que ele me fez, e também por ouvi-lo dizer tantas vezes que "garotas eram mil vezes melhores". Pois essa noite eu provaria o contrário.


Estendi o lençol de cetim vermelho sobre a cama e deixei as algemas já atadas à cabeceira. Eu queria tempo para torturar meu loiro da maneira mais deliciosa possível.


Coloquei uma música sensual para tocar e me olhei no espelho. Eu estava de boxer branca, as meias 7/8 que Aoi havia pedido e cinta-liga. É. Eu realmente ficava bem com aquela cor.


Vesti uma calça justa e uma camiseta simples com gola V, ambas brancas, como eu havia prometido.


Para quebrar tanta neutralidade coloquei uma jaqueta de couro preta e coturnos da mesma cor. Por fim balanceei o visual com os típicos acessórios prateados, mas ainda faltava alguma coisa... Prendi os cabelos em um rabo-de-cavalo simples e deixei a franja caindo sobre o meu rosto, me dando um ar ainda mais andrógeno.


Pronto. Agora tudo estava perfeito.


A campainha soou e eu fui atender. Yuu estava terminantemente proibido de entrar no meu quarto antes da hora.


- O — Oi... Uru! — seus olhos arregalaram-se.


Desci os olhos por seu corpo, me concentrando na calça preta que se ajustava perfeitamente bem em suas pernas e quadris.


- Boa noite, Aoi-chan — mordi o lábio inferior. — Entre.


Assim que fechei a porta meus lábios foram tomados com urgência. Minha língua sendo massageada pela sua e estalos molhados escapando por entre o beijo.


- Kou, você está lindo! — exclamou quando nos separamos. — Não dá pra nós deixarmos essa comemoração de lado e ficarmos por aqui mesmo?


Enlacei sua cintura e comecei a beijar seu pescoço, dando mordidas leves. Eu deixaria as marcas para mais tarde.


- Acho que não, lindo. Fui eu quem os convidou, lembra?


- Lembro — fez bico.


Selei seus lábios rapidamente.


- Nós teremos a noite inteira, não precisa se preocupar.


Senti-o se arrepiar.


- Eu ainda estou nervoso... É normal? — questionou, buscando meus olhos.


Sorri e acariciei seu rosto.


- Estranho seria se você não estivesse. Mas eu deixo você tomar uma ou duas doses de tequila, só pra relaxar.


Ele riu, beijando meu rosto em seguida.


- Tenho uma surpresa pra você.


- Qual? — aspirei o perfume de seus cabelos.


Seu corpo desvencilhou-se do meu e logo a barra de sua camiseta fora erguida, expondo a pequena jóia que brilhava em seu umbigo.


Meus olhos gulosos não conseguiam se desgrudar daquele conjunto perfeito que era seu abdomên definido e o piercing todo trabalhado em strass.


Umedeci meus lábios ressecados, loucos para brincar com o pequeno acessório.


- Quando você furou?


- Ontem. Esse é o meu presente pro nosso início de namoro — sorriu safado.


Imprensei-o contra a porta, colocando uma perna entre as suas, massageando seu membro com a coxa.


- Ruki tem razão. Você está andando muito comigo — mordi sua clavícula.


- E isso é ruim? — arfou.


- De maneira nenhuma.


Beijei-o com volúpia, impondo um ritmo rápido e necessitado, sentindo-o se entregar completamente.


Mas a melodia de Cassis nos interrompeu.


Aoi grunhiu em reprovação, se afastando.


- Esse pintor-de-rodapé deve ter bola de cristal, só pode — cravou os dentes em meu pescoço, margeando a língua pelo local logo depois.


Atendi ao telefone contendo um gemido.


- F — Fala chibi.


- Aonde vocês estão, suas tartarugas?


Yuu moveu o corpo e gemeu contra minha pele.


- No meu apartamento — ergui uma de suas pernas à altura do meu quadril, aumentando o contato entre nós.


- Se vocês não estiverem aqui em vinte minutos eu juro que vou enfiar um cabo de vassoura nos dois, e sem lubrificante! — ameaçou.


Seus lábios encontraram o lóbulo da minha orelha, sugando-o sensualmente, causando um estalido molhado.


Por instinto colei ainda mais nossos lábios, roçando nossos membros.


- Ah, Uru! — Aoi gemeu alto o suficiente pra que Ruki ouvisse.


- QUE MERDA VOCÊS ESTÃO FAZENDO?! — gritou do outro lado da linha.


Fiquei completamente na dúvida entre rir, gemer ou mandar Ruki pra puta que o pariu — foi mal tia -, mas apenas desliguei o aparelho.


Yuu gargalhou deliciosamente.


- Ponto pra mim.


Estreitei os olhos.


- Você fez de propósito, não é?


- Claro!


Mordi seu lábio inferior e soltei-o lentamente.


- E eu adorei.



U&A



Música alta. Corpos se movendo sensualmente, procurando prazer de inúmeras maneiras.


A batida eletrônica me fazia ter vontade de juntar-me àquela multidão e fechar os olhos. Apenas sentir a música penetrar cada célula do meu corpo.


- Hoje você vai dançar comigo ok? — praticamente gritei ao ouvido de Aoi.


- Mas eu não sei dançar! — gritou de volta.


Não adiantava nada discutir no meio de toda aquela barulheira, então apenas puxei-o pela mão e o conduzi até onde nossos amigos estavam.


- Oh! Eles chegaram, Ru-chan. Pode descontar sua raiva nos verdadeiros culpados agora — disse Hiroto.


Eu bem sabia que Ruki estava uma fera.


Porque ele podia zuar com todo mundo.


Mas revidar as brincadeiras era quase como assinar a carta de suicídio.


- Que merda vocês estavam fazendo naquela hora? — questionou, irritado.


Aoi serviu-se de um copo de whisky. Girou o líquido lentamente entre as mãos e experimentou um gole.


- Nós temos mesmo que responder, Taka? Quer que eu desenhe? — a ironia em sua voz era vista a olhos nus.


Ruki cruzou os braços.


- Eu não precisava ter ouvido aquilo.


- A culpa é sua por sempre ligar em momentos inapropriados! E nem me venha com essa de "eu não sabia" porque você sabe muito bem que eu e Uruha estamos com os hormônios a flor da pele — continuou, convicto.


- Parabéns, Uruha. Só você mesmo pra conseguir mudar o Aoi a tal ponto dele discutir com o chibi — disse Kai.


- Ele está bem melhor assim — concordou Shou.


- Obrigado. Então já que o mérito é todo meu vou levar meu namorado pra pista de dança, antes que ele seja assassinado. Até mais.


Puxei Yuu mais uma vez, nem dando tempo pra que ele se manifestasse.


- Kou, eu não sei dançar! — reclamou quando estávamos no último lance de escada.


- Ok. Vou fingir que eu acredito.


O DJ tocava Toxic, da Britney Spears. E não dava pra negar que aquela música era sensual.


Envolvi sua cintura com uma das mãos, puxando seu corpo de encontro ao meu.


- É só fechar os olhos e se deixar levar — ditei.


Ele assentiu, obedecendo meus comandos.


No começo foi um pouco complicado, pois seu corpo estava muito tenso.


- É como sexo, Yuu. Se você não relaxar a coisa não flui. Imagine que isso seja um fanservice.


E ele pareceu compreender o que eu dizia.


Seus olhos se fecharam automaticamente e seu quadril ondulou contra o meu, seguindo o ritmo da música.


Passamos mais de duas horas dançando, com certeza.


E em nenhum momento nossos corpos reagiram de forma inadequada. Talvez porque estivéssemos em um lugar público, ou talvez porque aquele clima fosse tão gostoso que não havia necessidade de carícias eróticas.


Ali estavam apenas duas pessoas apaixonadas por música que só queriam um pouco de diversão, e não dois amantes com um apetite sexual enlouquecedor que não viam a hora de se saciar.


Mas faltava pouco, muito pouco.



U&A



- Já vão? — perguntou Saga em um tom debochado.


Como se eles não soubessem o motivo da minha pressa. De qualquer maneira, já passava das duas da manhã!


- Já. Eu tenho certos assuntos inacabados com um guitarrista muito gostoso — respondi.


Aoi rolou os olhos.


- Ignorem-o. Até segunda, pessoal.


- Até — responderam em uníssono.


Poucos minutos depois estávamos dentro do carro dele, a caminho do meu apartamento.


Seu semblante estava sério, não deixando transparecer nenhum tipo de sentimento.


Mas no primeiro semáforo que paramos fui surpreendido por sua mão em minha perna, fazendo uma carícia suave. Seus olhos buscando os meus com tanta intensidade que eu não conseguiria desviar, mesmo se quisesse.


- Obrigado — murmurou.


E antes que eu pensasse em responder qualquer coisa, fui calado por seus dedos em meus lábios, pedindo silêncio.


O farol abriu, mas sua mão não cessou a carícia em minha perna, pelo contrário. Logo eu pude senti-la na parte interna da minha coxa, subindo pela virilha e alcançando meu membro. Toques tão leves como plumas, mas o suficiente para me fazer ofegar audivelmente e desejar a privacidade do meu apartamento.


A tortura continuou durante todo o trajeto, e quando eu finalmente estacionei pude roubar-lhe um beijo tão voluptuoso que todo meu corpo se aqueceu.


- Uru, eu não quero transar aqui — lambeu toda a cartilagem da minha orelha, terminando no lóbulo.


Dei uma leve mordida em seu pomo-de-adão.


- Então vamos logo.


Quando chegamos ao apartamento — depois de longos minutos de distância forçada por conta das câmeras — fui obrigado a raptar seus lábios mais uma vez. Aquela boca era uma tentação!


Suas mãos logo trataram de se livrar da jaqueta de couro, deslizando os dedos por minha pele durante a tarefa. E em seguida eu as tinha em minhas costas, arranhando a cútis por baixo da camiseta.


Me afastei de sua boca quando o ar se fez necessário, mas meus lábios tomaram outra direção, indo para seu pescoço e fazendo a primeira marca da noite. Admirei a pele avermelhada, sabendo que no dia seguinte ela estaria roxa.


- Lindo — murmurei.


Prensei-o contra a parede mais próxima, erguendo sua perna mais uma vez e roçando nossos membros já despertos. Subi a barra de sua camiseta, no intuito de me livrar logo daquela peça.


Aoi colaborou, parecendo ter tanta pressa quanto eu. E logo eu tinha seu torso completamente desnudo.


Mordi seu ombro com força, ouvindo-o gemer dolorido. Beijei seu tórax, sempre sendo auxiliado pela língua. Alcancei um de seus mamilos e prendi-o entre os dentes, soltando-o de forma lenta e sugando sensualmente.


Yuu moveu o quadril, entregue, pedindo mudamente por mais.


Repeti o processo com o outro, eriçando os pequenos botões.


Continuei traçando uma linha de beijos e chupões até chegar ao meu objetivo: seu umbigo.


Minha língua penetrou o pequeno orifício, fazendo-o gemer languidamente. A jóia que ornamentava o local deixava tudo mais excitante e gostoso. Só de sentir o metal gelado em contato com a minha boca já fazia minha excitação atingir níveis estratosféricos.


Desci uma das mãos até seu membro, tocando-o por cima da calça.


- Ah, Kou! — agarrou meus cabelos violentamente. — Faz mais.


Sorri contra sua pele e continuei com a carícia rude, ao mesmo tempo que meus lábios trabalhavam em seu umbigo.


Observei-o fechar os olhos e afastar mais as pernas, me dando espaço. Seu corpo indo de encontro a minha mão, procurando por mais prazer, meus cabelos quase sendo arrancados pela força que ele empregava... Tudo aquilo só servia para mostrar o quanto ele estava descontrolado, totalmente suscetível.


Parei tudo que eu estava fazendo e tomei seus lábios mais uma vez em um beijo faminto.


- Quarto. Agora — ordenei.


Antes de chegarmos ao cômodo fomos esbarrando em todas as superfícies planas. Minhas costas ardiam pela força de seus arranhões, assim como meus braços. Mas aquilo só aumentava o meu tesão.


Estalei um tapa em sua nádega.


- De frente pra parede — nós ainda estávamos no corredor. — Me espere assim, exatamente nessa posição.


- H — Hai.


Entrei no quarto e peguei alguns objetos que eu precisaria.


Voltei ao corredor e beijei sua nuca.


- É assim que eu gosto.


Coloquei-lhe a coleira de couro e apertei até que ela estivesse suficientemente justa. Tapei seus olhos com uma venda de cetim vermelho, impedindo-o de prever meus movimentos.


Abri o botão de sua calça e abaixei o zíper, enfiando a mão por dentro do tecido e tocando seu membro sem impedimento.


Sua cabeça pendeu para trás, apoiando-se no meu ombro.


- Ahhhh!


- Está gostando, Yuu-chan? — roçei minha ereção contra suas nádegas, imitando estocadas lentas.


- Muito — sua voz estava rouca de desejo.


Sorri de lado e voltei minha atenção para sua nuca, beijando e mordendo o local, sem parar em nenhum momento a felação em seu membro intumescido.


Mas minha ereção estava absolutamente dolorida, implorando por um pouco de atenção.


Me livrei da calça com facilidade, chutando-a com os pés, e finalmente pude tocar meu falo sob a boxer, gemendo longamente.


Voltei a colar meu corpo ao seu e decidi livrá-lo daqueles tecidos incômodos.


Arranquei a calça e a boxer em um único movimento, deixando-o completamente nu.


Ele suspirou de alívio.


Peguei o chicote em uma das mãos e estalei-o na parte interna de sua coxa.


Aoi gritou com a dor.


Fiz isso mais cinco vezes, alternando entre as pernas.


- Pa — Pare — pediu, com a voz embargada pelo choro.


Os locais maculados estavam absurdamente vermelhos, alguns com pequenos pontos de sangue sob a pele.


Corri as mãos por seu corpo gentilmente e ajoelhei-me. Afastei ainda mais suas pernas e beijei os machucados, lambendo-os logo depois. Avancei ousadamente e cheguei aos seus testículos. Chupei uma das bolas lentamente, ouvindo-o ofegar.


- Se toca pra mim, Yuu. Bem devagar ok?


Minha resposta foi um meneio fraco, mas logo sua mão tocava o próprio sexo, iniciando um lento vai-e-vem.


Continuei o trabalho em seus testículos, alternando entre um e outro, adorando ouvir seus gemidos aumentarem gradativamente.


Movi minha boca mais para baixo e alcancei sua entrada, Circulei-a com a língua, vendo ela se contrair deliciosamente.


Yuu gemeu agoniado, quase como se eu o estivesse torturando.


- Kou... — implorou.


Estapeei sua bunda.


- Relaxa.


Embrenhei o músculo molhado por entre o canal estreito, chegando a penetrá-lo algumas vezes.


Usei o cabo do chicote para massagear seus testículos, começando uma fricção rápida.


E Aoi gritou, sendo atingido por uma onda de prazer.


- Ahhhhh! Uru, eu vou...


- Tudo bem. Pode gozar. Goza bem gostoso pra mim, Yuu-chan.


Sua mão iniciou um movimento errático, então também aumentei o ritmo em que eu manipulava o objeto. Não machucava, mas causava uma ardência gostosa.


Sua entrada se contraía violentamente a cada espasmo que cruzava seu corpo, uma tênue linha de suor se formando sobre sua tez.


Triplamente estimulado. Triplamente excitado.


E o orgasmo finalmente o arrebatou, seu sêmen espesso sujando a parede. Seus joelhos cederam, e ele escorregou até o chão.


Tirei a venda que impedia sua visão e virei-o de frente pra mim.


Seus olhos ainda meio desfocados brilharam ao ver as meias e a cinta-liga.


- Hmmm — lambeu os lábios. — Posso tocar?


Sorri maliciosamente e chamei-o com o indicador.


Ele engatinhou, cobrindo a pouca distância que nos separava, e se apoiou em minhas pernas. Beijou minha coxa de leve... E depois mordeu. Com tanta força que foi impossível não gritar, a dor se propagando por todos os meus poros.


Atingi-o com um tapa do lado esquerdo da face.


- Está aprendendo rápido, Yuu-chan — segurei seus cabelos e puxei, obrigando-o a me olhar. — Faça de novo.


Segundos depois a dor me atingia mais uma vez, colaborando para aumentar minha excitação.


- Vamos pro quarto — ditei.


Yuu me obedeceu, deitando-se na cama e erguendo os braços à altura da cabeça.


Prendi as algemas em seus pulsos e selei seus lábios.


- Eu vou te presentear com a melhor transa da sua vida, Aoi — suguei o lóbulo de sua orelha. — E em menos de duas horas você vai estar implorando pra ser fodido por mim.


- Então comece logo, Kou-chan. Eu estou louco pra gozar de novo.


Não resisti em tomar seus lábios, beijando-o do modo mais lascivo possível. Colei meu quadril ao seu, fazendo o sentir minha ereção gotejante.


- Olha o que você faz comigo, meu loiro — arqueei as costas. — Você merece ser castigado por isso.


- Que castigo? — seu membro já voltava a despertar.


Sem aviso nenhum guindei-me para trás e abocanhei seu falo semi-rígido de uma única vez, sentindo-o tocar minha garganta.


Yuu gritou e se contorceu, movendo-se por conta própria.


- Ahhh! Assim, Kou. Continua.


Minha boca trabalhava avidamente, o ar por vezes se esvaindo, quase me fazendo engasgar, mas não importava. Seu órgão estava totalmente sensível, e aquilo era o suficiente para enloquecê-lo.


- Kou, assim eu vou...


Me afastei e rapidamente deslizei o anel peniano até a base de seu membro.


- Porra, Uruha!


Mais um tapa em sua face.


- Calado!


Pinçei um de seus mamilos com os dentes e puxei-o, machucando. Fiz o mesmo com o outro, e repeti o ato várias vezes, até notá-los completamente irritados. Tateei sob o meu travesseiro até encontrar o objeto que eu queria.


Ergui a presilha à altura de seus olhos.


Ele mordeu o lábio, mas assentiu.


Prendi-as em seus mamilos, ouvindo-o grunhir em reprovação.


Beijei seu pescoço, lambendo a trilha de suor que ali se concentrava, e puxei o fio do acessório sem dó, me deliciando com seu grito dolorido.


- Tudo bem? — sussurrei ao seu ouvido.


- H — Hai. De novo.


Repeti o processo, nunca parando de beijar sua pele, marcando-a como minha. Lambi sua jugular, sentindo o coração pulsar descontroladamente sob a artéria.


E mais um grito explodiu dentro do cômodo.


Não sei quanto tempo ficamos apenas naquilo, mas quando Aoi finalmente usou sua safeword* seus mamilos estavam arroxeados, lágrimas rolando livremente por seu rosto.


E eu soube no momento em que vi sua expressão: ele não suportaria mais nenhum tipo de dor física aquela noite. Yuu havia atingido seu limite, e eu jamais ousaria desrespeitá-lo.


Enxuguei suas lágrimas e beijei-o carinhosamente.


- Chega de BDSM por hoje, meu anjo. Vamos fazer do seu jeito.


- Obrigado — murmurou.


Minha ereção fisgava dolorosamente, mas eu já havia decidido que só iria gozar quando estivesse em seu interior, pois nada me daria mais prazer. O problema é que eu estava à beira da insanidade. Queria torturar Aoi mais um pouco, só que meu corpo não parecia disposto a entrar em um acordo com o meu cérebro.


Liberei seus pulsos das algemas de couro e voltei a ficar entre suas pernas.


Suas mãos não perderam tempo e rapidamente me despiram da camiseta que eu ainda vestia. Em seguida uma delas deslizou por meu peito, abdomên, e parou sobre a umidade que a boxer exibia.


Yuu começou a fazer movimentos circulares sobre o local, e eu me permiti fechar os olhos durante alguns minutos, entregando-me ao prazer. Mas assim que os espasmos começaram fui obrigado a me afastar.


- Chega, anjo. Vira de bruços.


Um suspiro deixou os lábios carnudos antes da minha ordem ser acatada.


Peguei a caixa que Ruki nos dera e escolhi algumas coisas úteis.


Derramei uma certa quantidade de óleo de massagem sobre suas costas, vendo-o traçar uma linha reta por toda sua coluna, perdendo-se entre as curvas de suas nádegas.


Espalhei o líquido lentamente e comecei a desfazer os nós que se encontravam na junção de seu ombro. Era gostoso ver como sua pele reagia a cada mínimo toque, se arrepiando, eriçando os pêlos da nuca. Executei movimentos lentos, porém precisos, sempre de maneira circular.


Aoi gemia, manhoso.


- Hum. Isso esquenta — ronronou.


- É só o começo, anjo.


Friccionei os dedos contra sua cútis mais fortemente, mudando o ritmo da massagem, tornando tudo mais erótico.


Sua entrada contraiu-se automaticamente assim que toquei a linha de sua lombar. E foi ali que me concentrei, arrancando-lhe ofegos deliciosos, vendo seu quadril erguer-se inconscientemente, quase como se estivesse me chamando.


E meu controle estava por um fio.


Melequei três dedos com um lubrificante de morango, que também esquentava.


- Yuu, se mantenha relaxado ok?


- Hai.


Lentamente meu dedo indicador forçou passagem pela entrada virgem, penetrando seu interior com cuidado, movendo o dígito lentamente...


- A — Assim não, Uru. Tira.


Obedeci imediatamente e virei-o de frente pra mim.


- Dói? — questionei.


Ele franziu o cenho.


- Só causa um leve incômodo, mas não é isso.


- O que é então?


- Eu quero usar o vibrador que Ruki me deu.


- Mas... Vai te machucar!


- Eu vou sentir dor de qualquer jeito, Kou. Confio plenamente em você — selou meus lábios.


Suspirei e segurei o brinquedo entre as mãos.


- Tem certeza? — fitei seus olhos.


- Absoluta.


Rodeei sua entrada com o lubrificante e fiz o mesmo com o obejeto. Aoi voltou à posição anterior, expondo-se completamente.


Afastei suas nádegas e comecei a penetração, sem ligar o vibrador. Centímetro por centímetro, com calma.


Seus gritos foram abafados pelo travesseiro, os dentes se afundando ali.


Beijei sua nuca carinhosamente e chupei de leve, causando um estalido molhado. Seu corpo relaxou minimamente, então continuei a estimulá-lo durante longos minutos.


- Mexe — pediu.


Retirei o objeto quase que por completo e voltei, estocando-o com força, vendo-o trincar os dentes.


- Continua — sussurrou.


Acatei seu pedido, cada vez voltando com mais força, imaginando como seria quando eu estivesse ali dentro.


Liguei o aparelho e dei uma estocada profunda, atingindo sua próstata.


Aoi gemeu alto, tomado pelo prazer.


- F — Faz....


Repeti o movimento antes que ele terminasse a frase, me deliciando com sua voz rouca.


E de repente tudo saiu do meu controle.


O chicote que estava próximo estalou em sua nádega; a mão que controlava o vibrador iniciou um ritmo frenético, arrancando gritos de seus lábios.


Kami! Eu não aguentava mais.


Desliguei o aparelho e retirei-o lentamente de seu interior.


- Eu preciso de você agora — sussurrei ao seu ouvido.


Yuu virou-se lentamente, ajeitando-se melhor sobre o travesseiro. Seus joelhos se flexionaram e ele afastou bem as pernas, me dando uma visão privilegiada.


- Vem.


E se havia algum mísero controle, ele se perdera naquele momento.


Soltei a cinta-liga afobadamente e tirei a boxer, gemendo de alívio ao ver minha ereção finalmente liberta.


Lubrifiquei meu membro inchado, ergui suas pernas e me posicionei, roçando a glande em sua entrada.


- Posso? — busquei a confirmação em seu olhar.


- Deve.


A cabeça forçou passagem pelo canal estreito, vencendo a primeira barreira, e logo toda a extensão do meu falo adentrava o interior quente. A pressão era tão esmagadora que eu poderia gozar só com aquilo. Parei apenas quando me senti totalmente dentro, respirando descompassadamente, fazendo força para não me mexer.


Aoi enroscou a mão em minha nuca e me puxou para um beijo profundo, liberando um gemido de dor entre o ósculo, o gosto de suas lágrimas presente entre as salivas. Separamo-nos vários minutos depois.


- Forte. Fundo. Rápido. A-go-ra.


E aquela frase foi o estopim para o meu total descontrole.


Retirei-me por completo e voltei com violência, me perdendo na quentura de seu interior aveludado.


- Ahhhh! Tão apertado, Yuu!


Era perfeito. Seu corpo parecia ter sido feito para aquela posição. Tudo nele me enlouquecia. Seu cheiro, seu modo de falar, seus lábios... Yuu era um pedaço de mau caminho.


Mudei o ângulo das estocadas, louco pra que ele sentisse o mesmo prazer que me consumia.


- Kou! Hmmmm. Faz de novo.


Continuei naquele ritmo insano, acertando sua próstata na maioria das vezes. Suas pernas se cruzaram em torno da minha cintura, me incitando a ir mais fundo, aumentando nosso prazer.


Os gemidos se misturavam. Altos, implorativos, descontrolados, ambos ansiosos para a conclusão do ato.


Tirei o anel que pressionava seu membro e comecei uma felação rude, rápida, seu quadril jogando-se contra o meu, causando um barulho indecente.


Espasmos desciam como raios por minha espinha e se dissipavam em meu baixo-ventre, deixando tudo mais quente, mais urgente, mais forte.


Suor, peles, línguas, saliva sendo trocada... A deliciosa dança do sexo estava chegando ao fim.


Com uma estocada profunda em seu interior senti o orgasmo me tomando por completo, fogos explodindo por detrás das minhas pálpebras fechadas.


Continuei me movendo lentamente, prolongando a sensação, e senti o sêmen de Yuu em meu abdomên e minha mão, acompanhado de um gemido lânguido.


Despenquei sobre seu corpo, nos mantendo profundamente conectados.


Sua mão acariciou minha nuca.


- Uru, é muito bom te sentir assim, mas está machucando.


Retirei-me de seu interior delicadamente, rolando para o lado em seguida, trazendo sua cabeça para repousar em meu peito.


- Você está bem? — questionei.


- Hai. Estou com sono, mas antes eu preciso de um banho.


Foi impossível reprimir uma risada. Aoi e seu vício por banhos.


- Vamos lá — segurei sua mão e ajudei-o a se levantar.


Acabou que no final da história quem lhe deu banho fui eu, tomando cuidado com seus machucados.


Vesti-o cuidadosamente, troquei os lençóis da cama e finalmente voltei a acomodá-lo sobre meu corpo, sentindo sua respiração regular contra minha pele.


- Kou?


- Hm?


Ele afundou mais o rosto em meu pescoço e apertou minha cintura.


- Acho que eu estou gostando de você — murmurou, adormecendo logo depois.


Beijei seus cabelos e ousei esboçar um meio sorriso.


"Xeque!"

Notas finais
*safeword: palavra comumente usadas em cenas BDSM. Pode ser qulaquer coisa. Um simples "pare", ou qualquer outra palavra previamente combinada.
AEEEEEEWWWW!!!!! Eu ressuscitei o piercing do Aoi XD
E aí, gostaram? Contem-me tudo que vocês acharam ok?
Reviews e chocolate me fazem feliz *-*
Até segunda amores =*