Notas iniciais
OI QUERIDOS! ❤ Como vocês estão?? Prontos para sofrer? KKKKKKKKK Brincadeira (ou não) ❤ kkkkkk Deixei vocês ansiosos né?? Mas a espera acabou, vejo vocês lá embaixo tá?? ❤

O dia do primeiro treino da Sonserina finalmente havia chegado e durante o café todos estavam animados. Ou pelo menos tentando. Há três dias ninguém no castelo via Lily Evans ou ao menos sabia aonde ela estava. James estava preocupado, mas tentou guardar aquilo para si, afinal procurar por ela não o ajudaria em nada a esquecê-la, embora todos soubessem que ele daria tudo por qualquer informação.

Para piorar as coisas, Marlene McKinnon estava muito irritada com ele e ninguém sabia dizer o motivo. Começou a questionar o motivo do sumiço de Lily e agora até os professores começaram a se preocupar com a aluna mais inteligente da turma, fazendo perguntas sobre ela em todas as aulas para as garotas com quem dividia o quarto. Aparentemente nenhuma delas sabia o que dizer quando isso acontecia. Mas decidiu não pensar mais nela e focar no que fariam após o café da manhã.

Quando acabaram de comer eles se reuniram em uma sala vazia para pegar a mochila com o que precisariam e Peter tocou o mapa com a varinha, pronunciando alto e claro “Juro solenemente não fazer nada de bom”. Acompanharam o momento em que o time deixou o salão comunal e esperaram até que cruzassem o corredor para descer em direção ás masmorras. Era o horário vago, então teriam o caminho livre para ir até o quarto de Malfoy.

Olharam no mapa mais uma vez e, com a certeza de que não havia ninguém para interrompê-los, os quatro pararam diante do quadro, que não pareceu nem um pouco feliz em vê-los lá.

—O que estão fazendo tão longe da toca, leões? –Questionou.

Altiorem. —Remus disse e ele revirou os olhos, lhes dando passagem.

—Estes alunos insolentes continuam dando a senha para idiotas de outras casas... –Resmungou, logo fechando a passagem e impedindo-os de ouvir o resto.

Os quatro riram e subiram as escadas em busca do quarto do capitão do time da Sonserina. Não demorou muito tempo até que finalmente o encontrassem e entrassem. A decoração em tons de verde e prata não eram a única coisa diferente do dormitório da Grifinória. As camas eram maiores e mais luxuosas e o lugar era muito mais escuro, eles repararam.

Sirius colocou a mochila no chão e tirou os pacotes com pó de mico trouxa, entregando um para cada dos amigos. Cada um deles se posicionou ao lado de uma cama e jogaram sobre o colchão.

—Aposto que está se divertindo, Moony.

—Você não imagina o quanto, Padfoot. –Respondeu, rindo.

—Não se esqueçam dos feitiços ilusórios ou eles vão perceber e vai perder toda a graça. –Prongs avisou.

Depois que Remus ajudou Peter com os feitiços era hora das bombas de bosta. Haviam perdido a conta de quantas haviam colocado lá e elas seriam ativadas no exato momento em que os quatro sonserinos passassem pela porta e a fechassem, criando uma explosão enorme.

Infelizmente não poderiam assistir o que aconteceria a seguir, mas sabiam que ficariam sabendo o desfecho da história. Quando cruzaram o corredor, eles gargalharam tanto imaginado que ficaram com lágrimas nos olhos. E continuaram rindo, até que McGonagall ameaçou transfigurá-los em alguma coisa durante a aula.

James, Remus e Lupin se sentaram na grande mesa dos leões durante o almoço e o sorriso de Sirius ao entrar no salão foi o suficiente para que todos começassem a rir. Nenhum deles havia aparecido ainda, então Black havia ido conseguir informações com Eleonora Yaxley.

—Parece que exageramos no número de bombas e a coisa se espalhou por alguns quartos. -Contou, fazendo-os gargalhar da mesma forma que todos os alunos das outras casas fizeram quando ficaram sabendo, enquanto as serpentes apenas estavam irritadas com o cheiro insuportável no salão. –Ela disse que o professor Slughorn ainda está lá tentando melhorar a situação para que os alunos possam dormir e que ele não demorou muito a descobrir que aquilo vinha do quarto do Malfoy. Acabou culpando o Fisher quando encontrou algumas bombas dentro da mala dele, mas disse que o cheiro seria punição suficiente.

—Já chega! –McKinnon gritou, fuzilando James com o olhar e se levantando, indo até ele. –Você vem comigo agora, Potter. –Mandou. Todo o salão a encarava em silêncio enquanto a garota parecia prestes a explodir.

—Hey, Lene, está tudo bem? –Sirius perguntou.

—Não, não está nada bem e eu estou cansada de aguentar isso calada, então eu acho bom você vir comigo, Potter, ou eu juro que vou pra Azkaban depois do que eu estou planejando fazer com você! –Ameaçou.

—Algum problema? –A professora Minerva disse parando ao lado dos alunos. –Qual o motivo da gritaria, senhorita McKinnon?

Mas nem a presença da diretora da Grifinória pareceu amenizar a situação. Os olhos dela faiscavam em sua direção, era como se a única coisa que ela quisesse fosse sua cabeça numa bandeja.

—Não, nenhum. –James respondeu. –Ela está furiosa porque estraguei nosso trabalho de poções, mas tudo bem, Lene, podemos concertar agora.

—Não fiquei sabendo a respeito de nenhum trabalho de poções para o sexto ano.

—Pois é, professora, mas nós ficamos e se não concertarmos vamos ficar com uma nota péssima, não é mesmo? Mas não se preocupe, tenho certeza de que vamos conseguir. –Disse enquanto empurrava a loira para fora do salão principal, ignorando os protestos de McGonagall.

Ele a conduziu em direção a primeira sala vazia que encontrou e ela não disse nada durante todo o caminho. Quando o garoto fechou a porta, dando a eles privacidade ela logo se dirigiu para o centro, andando de um lado para o outro de forma preocupada. Respirou fundo algumas vezes tentando se acalmar e ele se sentou em uma das mesas, apenas a acompanhando com os olhos.

—O que você fez com a Lily? –Ela perguntou, tentando se controlar dessa vez.

—O quê?

—Olha, eu sei que você acha divertido pregar peças nos outros e que adora irritar a Evans, mas... Eu estou preocupada, Potter, e não sei o que você fez com ela, mas mesmo que ela tenha me implorado para não falar com você eu não aguento mais ver a minha amiga daquele jeito!

—Espera, Marlene, do que você está falando? O que aconteceu com a Lily? –Ele se levantou, a preocupação tomando todo o seu peito de um jeito que ele achou que nem seria capaz de respirar antes de ver com seus próprios olhos como a garota que estava tentando banir de seus pensamentos estava.

—Não foi você? –McKinnon questionou.

—Sabe que eu nunca faria nada para magoá-la, Lene.

—É, mas ela não está apenas magoada, James. Ela está assustada, preocupada, eu nunca a vi tão impotente! Não quer saber das aulas, não come quase nada, quando consegue dormir ela acorda chorando e chamando por um tal de Harry e só fala comigo quando necessário, como quando eu disse que iria te matar.

—Há quanto tempo ela está assim?

—Três dias. Eu não sei o que fazer! –Ele passou os dedos nervosos pelo cabelo bagunçado.

—E como isso começou? Droga, aonde ela está?

—No quarto. Uma garota apareceu na biblioteca e começou a chamá-la de Lilían Potter e a repetir coisas sem sentido, por isso pensei que fosse alguma brincadeira sua. A próxima coisa que eu sei é que ela saiu correndo desesperada e me deixou lá sozinha. Por isso cheguei atrasada aquele dia, fiquei perdida naquela droga de biblioteca!

—O que ela estava murmurando? Era algum feitiço? Marlene, por favor, precisamos levá-la para a enfermaria agora.

—Não, ela só ficou dizendo “o menino que sobreviveu” e depois agiu como se nada tivesse acontecido, me pedindo para ajudá-la a encontrar alguma sessão de livros.

—Vou falar com ela. –E ele deu as costas.

—James? –Ele se virou. –Me desculpa por duvidar de você, eu só não sabia o que fazer.

Ele balançou a cabeça e começou a correr o mais rápido possível, seu coração quase saindo pela boca. Não pode evitar pensar que se Lily estivera assim nos últimos três dias então ela não havia se encontrado com ninguém. Por que Dorcas havia mentido? Não importava, agora precisava descobrir o que estava acontecendo com sua garota.

Bateu na porta do quarto após passar na cozinha e preparar uma bandeja lotada com as coisas favoritas da ruiva. Não houve resposta. James então abriu e entrou, encontrando o quarto vazio. Colocou a comida na cama – logo soube qual era a da garota devido à grande quantidade de livros ao lado e as fotos que não se moviam como as outras — e resolveu esperar quando ouviu um barulho vindo do banheiro.

A porta se abriu, revelando uma Lily Evans usando um pijama branco e cabelos bagunçados. Ela estava pálida, com olheiras e um olhar perdido e esgotado que não demorou para encontrar o dele, repleto de agonia por vê-la assim. Até seu cabelo ruivo parecia sem vida!

—Oi. –Ele começou quando ela pareceu congelar no lugar. –Eu vim... Eu estava preocupado com você e como não apareceu para o almoço pensei em trazer algo pra você comer e se quiser pode gritar comigo, mas não vou sair daqui até que coma.

—Eu não estou com fome. –Respondeu baixinho, tentando não olhar para ele.

—Você me ouviu. –Disse, se sentando na cama. –Além disso, não me importo de esperar, tenho todo o tempo do mundo.

—Não precisa, prometo que vou comer quando eu estiver, agora vai embora, por favor.

—Me desculpa, Evans, mas eu não vou a lugar nenhum.

—Potter, eu não quero você aqui! –Ela gritou, séria.

—Então eu sugiro que comece a comer. –Ele cruzou os braços e a encarou.

A ruiva bufou, se sentou na cama a uma distância segura dele e começou a comer. Ela comeu em silêncio, evitando olhá-lo, mas ele reparou que suas mãos estavam trêmulas. Não estava com tanta fome, mas comeu o máximo que conseguia, ainda deixando um pouco, mas lhe arrancando um sorriso.

—E aí? Estava gostoso? –Perguntou e ela balançou a cabeça assentindo.

Ele se levantou e os olhos dela acompanharam seus movimentos quando ele pegou tudo aquilo e colocou na bandeja novamente. A porta bateu forte quando ele se virou em direção a ela. Ela fechou os olhos e soltou o ar cansada quando James a olhou estranhando.

—Me desculpe, não estou controlando minha magia muito bem ultimamente.

Potter então chamou um pequeno elfo e lhe entregou a bandeja. Assim que ele sumiu ele se voltou para Evans, não podendo se segurar mais:

—Lily, o que houve? –Ela apenas o olhou em silêncio. –Por que você está assim? E não adianta me dizer que não é nada porque eu sei que aconteceu alguma coisa. Fala comigo, por favor? –Suplicou, mas também não obteve resposta. –Quem é Harry?

—C-como sabe sobre ele? –Perguntou olhando nos olhos dele, as lágrimas que ela se esforçava para conter desde que o havia visto em seu quarto agora caiam livremente.

—McKinnon me disse que você acorda no meio da noite chamando por ele. Quem é, Lily? O que aconteceu com você naquela biblioteca?

—Acredite em mim, você não vai querer saber. –Disse tentando inutilmente limpar seu rosto. –Vai embora, Potter, me deixe sozinha.

—O problema é que eu não consigo, Evans! –Admitiu. –Não consigo parar de pensar em você! Eu estava tão preocupado e... Merlin, quando Marlene me disse como você estava eu quase enlouqueci e agora vendo você assim... Não faz ideia do quanto está me machucando. –Um soluço escapou daqueles lábios. –Por favor, me diz o que está acontecendo?

—Você não vai acreditar em mim.

—Então tenta. –Pediu, se sentando diante dela e secando seu rosto delicado. Aquele toque arrepiou todo o corpo da garota.

—Eu vi como vamos morrer.

—O quê?

—E é tão horrível, James...

—Espera, está falando de nós dois?

—Sim. Ainda quer que eu conte?

—Mas como...? Você é algum tipo de vidente?

—Acho que a garota que estava falando comigo era e quando ela me tocou de alguma forma me levou junto para o que estava vendo e agora eu não consigo mais parar de pensar nisso! –Ela chorou.

A garota de quem Dumbledore e a professora de adivinhação falavam. Não conseguia se lembrar o nome no momento, mas com certeza era dela que Lily estava falando, só podia ser. James segurou seu rosto delicadamente fazendo-a olhar em seus olhos.

—Por favor, me fala. –Pediu, vendo a surpresa em seus olhos.

—Por quê? Porque não vai embora e nunca mais fala comigo? Eu acabei de dizer que vi você morrer e você me pergunta como? Tem alguma ideia do que está me pedindo pra te contar?

—Sei exatamente o que estou pedindo, mas sabe, eu não menti quando disse que gostava de você de verdade, então não vou deixá-la passar por isso sozinha.

—Ah, James...! –Ela deu um sorriso triste.

—Estou falando sério, Lily.

—Tudo bem... Na visão nós éramos casados. –Contou, entrelaçando suas mãos nas dele e olhando a maneira como elas se encaixavam tão bem. Suas bochechas ficaram vermelhas quando ele não conseguiu conter o sorriso. –Tínhamos um filho lindo chamado Harry e nossa, ele era tão parecido com você!

—Espera, Harry estava lá? –Questionou, preocupado e ela balançou a cabeça assentindo.

—Você estava desarmado e eu com ele no colo quando Você-Sabe-Quem chegou. Ele queria tanto pegá-lo! Você me disse para correr e ficou para ganhar tempo para nós. Eu não queria deixá-lo, mas eu precisava proteger o bebê, então eu o obedeci e ouvi quando ele o atingiu com a maldição da morte e o seu corpo caiu no chão. –Lily soluçou. –Eu corri e me escondi em um dos quartos, mas ele me alcançou e usou a maldição contra mim quando não deixei que levasse o Harry.

—Vem cá. –Chamou, puxando-a para os seus braços. Não sabia o que dizer e nem por onde começar, da mesma forma que não sabia o que fazer com essa informação.

Várias perguntas começaram a rondar sua cabeça, mas a que parecia gritar mais alto por uma resposta era: O que Você-Sabe-Quem queria com um bebê? Ele a segurou com força em seus braços até que o choro cessasse e ela levantasse os olhos verdes para ele.

—Obrigada por ficar.

—Qual é, Lily eu não poderia deixá-la enfrentar isso sozinha.

—Poderia sim. –Respondeu. –Poderia me dar as costas e me chamar de maluca se quisesse. Eu não o culparia.

—É, mas eu me culparia pra sempre. –Disse acariciando os cabelos ruivos dela. –Pelo menos sabemos que Harry vai sobreviver.

—É, mas será que ele ficará bem?

O silêncio tomou conta do quarto e os dois se deitaram na cama, processando todas aquelas informações. Lily deitou sua cabeça no peito de James ouvindo as batidas do seu coração. Queria que aquele som substituísse o baque que o corpo dele tocando o chão fazia em sua cabeça sempre que ela fechava os olhos. Enquanto isso, ele deslizava sua mão por aqueles enormes fios ruivos repassando o que ela disse mais uma vez.

—Então... Quer dizer que você vai aceitar o meu convite para sair algum dia? –Perguntou em uma tentativa de distraí-la. Ouvir sua risada pareceu contagiá-lo e logo os dois estavam rindo juntos.

—Como consegue pensar nisso agora?

—Está falando sério? Há anos a convido para sair achando que mesmo que você aceite vai se cansar de mim em uma semana por me achar infantil, imaturo e impulsivo e agora descubro que vamos nos casar e ter um filho lindo como eu (suas palavras, não minhas) e você quer que eu não pense nisso? –Ela gargalhou tanto que mandou embora todo o clima ruim que parecia ter vindo para ficar. Quando finalmente parou, seus olhos verdes estavam brilhando e as bochechas coradas, dando um pouco de vida aquele lindo rosto.

—Na verdade, eu ia dizer sim da última vez que você me convidou. –Admitiu e ele a olhou surpreso, mas com um sorriso enorme nos lábios.

—E por que não disse? –Perguntou, se lembrando daquele dia. –Por que fugiu de mim, Lily?

—Dorcas realmente gosta de você e eu não posso simplesmente ignorar isso. Ela é minha amiga.

Ele balançou a cabeça assentindo e se lembrou do que a garota havia dito quando ele perguntou por Lily e o que aquilo quase o levou a fazer. Soltou o ar, agradecendo Pirraça e todos que o impediram de fazer tal loucura, embora tivesse certeza de que não conseguiria terminar o que havia começado mesmo que ninguém interrompesse. Provavelmente fingiria dormir como da última vez.

—Você precisava vê-lo. –Um sorriso doce surgiu em seus lábios. –Ele tinha seus cabelos...

—Coitado.

—Seu nariz... Era como se eu segurasse uma miniatura sua, porém com os meus olhos.

—Minerva vai ficar tão feliz quando souber. –Disse e ela riu mais uma vez. –Principalmente com a descrição que deu. Ela vai soltar fogos, tenho certeza!

—Espero que ele não tente destruir o castelo enquanto estudar aqui.

—Não, ele pode tentar, o problema é se ele for pego. Vou lhe passar algumas dicas quando ele fizer onze anos.

Mas então eles se calaram, se lembrando de que aquela conversa nunca iria acontecer. E doeu. Eles não o acompanhariam até a estação no seu primeiro dia, Harry não passaria horas repassando as instruções da mãe sobre como se comportar na escola e nem receberia das mãos do pai sua capa de invisibilidade, e quando o trem partisse eles não acenariam com lágrimas de orgulho nos olhos enquanto o garoto levava o coração dos pais consigo para o seu primeiro ano em Hogwarts.

Notas finais
É, eu vim para este mundo pra trazer sofrimento pros meus leitores kkkkkk DESCULPA ❤ Alguém sabe aonde eu posso conseguir um James Potter? Porque MEU DEUS QUE HOMEM ❤ Mereço favoritos? RECOMENDAÇÕES? Dicas? Críticas? DEIXEM PRA MIM ❤ TEXT!AU JILY: https://twitter.com/GetawayTT/status/1091849606277799936 TEXT!AU SCOROSE (04/05): https://twitter.com/GetawayTT/status/1119285898246610944 Personagens: https://ibb.co/album/h08QFa WhatsApp: (32)98802-5635 Grupo no Facebook: https://www.facebook.com/groups/305414173162165/ Beijinhos!!