Jasiper - Uma história diferente
11 Capitulo 11
Notas iniciais
Depois de um tempo, eu que estava prestando atenção no movimento fora do ônibus e avistei um parque totalmente iluminado, parecia que era natal, pois tinha luzes pisca-pisca nas árvores. Na verdade, algumas árvores tinham até uma folhagem colorida, e o parque era bem grande, a parte central parecia um bosque, e no centro do bosque, havia um laguinho com uma ponte, nem sei se era isso mesmo, porque tinha árvores no meio então não conseguia ver direito.
O motorista parou em frente ao parque e Jason e eu descemos, era 19:10
Paramos em frente ao bosque, que havia uma placa dizendo “Trilha do parque da luz – funcionamento das 08 AM até 19 PM”
—Que droga, chegamos atrasados – lamentei.
Mas tive uma ideia. Pulei a cerca e dei a mão para Jason para que ele viesse também.
— Você conhece aqui não é mesmo? Por favor diga que sabe direito como é essa trilha -
Jason sorriu, pulou a cerca e me deu a mão correndo entrando no bosque, para que ninguém de fora nos visse ali entrando.
— Claro que sei! Vinha quase todos os fins de semana quando era criança – ele falou rindo e correndo, me puxando pela mão.
Era bem iluminado, por causa das luzes nas árvores, e ainda tinha a lua, então nem precisávamos de lanterna. Ver um bosque todo iluminado e colorido, ficou na lista das coisas mais lindas que já vi!
Paramos e ficamos só andando olhando para o bosque, e estávamos com as mãos dadas, e quando percebi, fiquei corada e soltei a mão dele
— Esse parque fica com as luzes acesas o ano inteiro, só de madrugada que as luzes são apagadas, e quem cuida de acender, apagar, ver se as lâmpadas estão queimadas, cuidar das árvores, porque com certeza você percebeu que algumas árvores aqui têm folhagem colorida, tem umas que tem até o caule colorido, e elas são árvores bem especiais que precisam de cuidados especiais, e elas são cuidadas por cidadãos eleitos, que fazem esse parque ser o brilho da cidade, por isso se chama parque da luz. – Jason explicou
— E uma 1 vez a cada semestre, eles escolhem um sábado para soltarem fogos, com certeza no desse semestre iremos, não é? – Ele se virou me perguntando com um sorriso
— Mas é claro! Faço questão – Dei um sorriso
Chegamos então no lago. O lago refletia as luzes das árvores e dos postes, e ficava a coisa mais linda! Comecei a correr para ir para o meio da ponte ver melhor
— Ei Piper! Me espere – Jason falou rindo correndo atrás de mim.
Quando cheguei no meio da ponte, olhei para o lago e vi o meu reflexo com o reflexo das luzes em volta do meu. Quando Jason chegou e se aproximou, o nosso reflexo ficou rodeado de luzes. Olhei para o lago, para as árvores, com um sorriso enorme, pois tudo estava brilhando, colorido, era uma imagem tão alegre!
Jason se aproximou de mim segurando o meu rosto
— Seus olhos já mudaram de cor? – Perguntou Jason me fitando e sorrindo. Parece que ele gosta da ideia dos meus olhos mudarem de cor – Agora eles estão castanho claro! Quer dizer, estão brilhando, com essas luzes coloridas... – Jason se aproximou mais do meu rosto – Agora eles estão coloridos... – Jason sorriu
Eu também fitei os seus olhos brilhantes, um azul sem igual, que refletia a sua alegria. E logo olhei a sua boca, que tinha uma cicatriz no canto. Toquei em seu rosto, até chegar na cicatriz e toca-la, para depois o olhar novamente. Jason se aproximou ainda mais, fechei meus olhos e me deixei levar, não que eu quisesse beija-lo, porque isso é ainda muito confuso, mas toda vez que isso acontecia, eu não conseguia dizer não. Quando nossos lábios estavam quase se encostando, uma luz de lanterna foi apontada na nossa cara e um homem que parecia um segurança que estava na ponta da ponte gritou:
— Ei!! O que vocês estão fazendo aqui?? – Ele falou se aproximando – É proibida a entrada na trilha depois das 19 horas!!
— Vem Jason! – Peguei a mão dele e sai correndo para o outro lado da ponte enquanto o segurança começava a correr. Entramos na trilha do outro lado da ponte e continuamos correndo pelo bosque. Ao chegarmos na saída, pulamos a cerca e corremos para longe da trilha. Paramos pra pegar um ar
Então comecei a gargalhar
— Isso foi demais – falei ainda rindo e Jason rindo junto comigo.
Compramos uma água e ficamos andando pela praça, admirando as luzes dos postes e as cores das árvores ao redor.
— Bom... sobre aquilo... – Fiquei super vermelha na hora, achei que ele iria falar sobre o que iria acontecer la na ponte se o guarda não tivesse chegado, Jason olhou pra mim e sorriu, achando graça da minha vermelhidão — ...de você ir visitar minha mãe, quando quer ir? –
Olhei no celular, eram 19:50
— Bom, vamos agora. Pode ser? – Falei
— Okay, vamos só para mais um canto – Fomos para a parada de ônibus.
Ficamos uns 15 minutos no ônibus e paramos em frente a uma cafeteria.
— Uou, como adivinhou que eu estava com frio e queria um café? – Falei
— Ah sei la, intuição — Jason falou se dirigindo ao balcão
E ele pediu 2 cappucino e falou algo no ouvido da atendente, o que me deixou curiosa.
Fui ao banheiro rapidez enquanto Jason escolheu um lugar para sentar.
Me olhei no espelho e viajei para uma certa ponte, repleta de luzes, onde havia um garoto e uma garota que estavam prestes a se beijar...
Então um sorriso automaticamente brotou em meus lábios.
Ate que uma mulher que estava em um dos boxes deu descarga e fez um barulhão, o que me fez acordar.
Devo ter demorado, pois quando cheguei, os cafés já estavam na mesa. Me sentei e peguei a minha xícara, e percebi algo na espuma. Era um emoji! Dei um sorriso pois era um emoji de sorriso que estava “desenhado” na espuma.
—Então era isso que você falava com a balconista? – Comecei a rir – Não quero nem beber pra não estragar –
Depois de um tempinho admirando o meu lindo copo de café com espuma de emoji hahaha, resolvi beber, e era uma DELICIA
—É bom ne? – Jason falou observando a minha cara de satisfação
—DEMAIS! Será que tem alguma lanchonete por aqui que a comida não seja boa? – Falei bebendo mais uns goles – É... realmente gostei daqui – Comecei a olhar em volta, o ambiente era muito bem decorado, tinham alguma paredes pretas que eram preenchidas de desenhos feitos de giz pelos clientes que ali passavam. Depois que terminamos, me levantei e peguei um giz do pote que havia na bancada e fui em direção á parede negra.
Quando terminei, Jason foi ver o que eu estava fazendo, e começou a rir com o que eu escrevi
“Superman loiro e Piper estiveram aqui”
Ele pegou o apagador e apagou o meu nome pegou o giz da minha mão e mudou o que eu havia escritos para
“Superman loiro e Rainha da beleza estiveram aqui e adoraram o café ”
Ri lembrando do apelido tosco que o Leo me deu.
Pegamos mais um ônibus, descemos numa parada e fomos andando em silêncio até a casa de Jason, eram 20:35
Chegamos até a casa de Jason, e pude ver que era bem perto da minha casa, e era um duplex ENORME, parecia uma mansão, e era bem parecido com a minha. Entramos e pude ver a linda e grande sala de estar, logo após havia cozinha que era muito grande também e tinha muitas coisas, e Thalia estava la.
— Hey Thalia! – Jason falou chamando a atenção de sua irmã – Essa aqui é a Piper, e Piper, essa é a Thalia.
Thalia sorriu pra mim estendendo a mão, e fiz o mesmo
—Prazer Piper! Lembro de você do dia do refeitório – Thalia trocou olhares com Jason, esse que ficou um pouco vermelho – Você é novata na sala de Jason ne?
— Sou sim. Nova na cidade também – Falei – E não precisa se preocupar com Jason ter chegado essa hora em casa, prometo que ele não estava fumando drogas ou vandalizando monumentos da prefeitura – Ela riu
— Okay, então o que vocês estavam fazendo? – Thalia perguntou rindo
— Ah... entrando escondido em prédios do seu pai e talvez... fugindo de seguranças de parque? – Falei
— Não se esqueça de dizer que entramos no mato sem permissão – Jason completou fazendo Thalia rir
— Mas então, Thalia, mamãe esta no quarto ne? – Jason perguntou quando Thalia terminou de rir
— Esta sim, ela não esta dormindo –
— Ótimo, vem Piper – Jason me chamou subindo as escadas
Passamos depois por um enorme corredor e chegamos a uma porta, esta que Jason abriu devagar. E la estava ela, a mãe de Jason, a famosa engenheira Beryl Grace.
Mas em seu pulso havia uma agulha que estava ligada ao soro do lado da cama, e ela estava bem pálida e visivelmente fraca.
— Ola Sra. Grace – Falei dando um enorme sorriso
— Ola mãe... essa é a Piper, uma amiga da minha classe. Estavamos passeando e ela insistiu para vê-la.
Ela estendeu a mão para Jason que se aproximou e se abaixou. Ela beijou a cabeça do filho, que sorriu e ela sorriu junto, e eu sorri também porque aquilo era super lindo de ver.
Então ela olhou para mim e deu um sorriso fraquíssimo, e eu me aproximei.
— Ola Sra. Grace! Espero que não me culpe por Jason estar em casa só agora, prometo que a culpa da demora é só dele – Falei, o que arrancou umas boas risadas da sra. Grace
— Mas o que ele fez para vocês demorarem assim? – Ela perguntou com a voz rouca e fraca.
— Ahh... – me pus de joelhos do lado de sua cama e olhei para o alto fingindo pensar – A gente foi numa sorveteria MARAVILHOSA!!!! Com certeza Jason deve tê-la levado la, senão, COM CERTEZA iremos. Se o problema for andar aqui pra lá, eu a levo nas costas, não tem problema!
A sra. Grace e Jason riram muito.
— Não, Jason nunca me levou a essa sorveteria. Infelizmente querida, eu tenho uma dieta muito rigorosa para manter as forças do meu corpo, já que eu mal saio da cama. – Ela falou um pouco triste dando um sorriso consolador.
— Ahh que pena... — Falei – Mas não é por isso que a senhora deve se privar das coisas gostosas do mundo. Um dia venho ver a sua dieta e faço um sorvete conforme a sua dieta! – Falei despertando um brilho no olhar da sra. Grace.
Continuei conversando com ela com bastante empolgação para anima-la, e eu não parava de falar um minuto, para não ter tempo dela voltar com a cara apática e pálida. Vi que a sra. Grace, precisava de conversa e se mexer um pouco. Apenas nesse momento, eu já havia marcado um monte de encontros legais com ela. E foi muito bom, por que ela estava bem diferente de quando eu havia chegado, ela conseguiu mostrar o seu maravilhoso sorriso e a sua animação que estava guardada e murcha presa naquela cama. Teve um momento que virei para trás e vi Jason encostado na porta apenas observando e com um sorriso estampado de orelha a orelha, ele realmente estava feliz com aquilo.
— Perdão sra. Grace, mas eu já tenho que ir – Falei com uma voz triste – Mas foi otimoooo conversar com a senhora e um prazer conhece-la, a senhora é um doce! – Peguei em suas mãos – Sempre que puder, se não for incômodo, eu venho aqui passar um tempinho com a senhora. Quem sabe a senhora não sai dessa cama e vem cozinhar uns cookies integrais comigo não é?
A Sra. Grace deu um enorme sorriso e apertou as minhas mãos falando:
— Com certeza Piper! Faço questão que venha me visitar. Foi um prazer enorme conhece-la –
Me despedi dela e saí do quarto
Desci as escadas com Jason, que deu boa noite para a mãe e lhe deu alguns remédios que estavam na mesinha do quarto.
Thalia já não estava mais na cozinha. Jason foi me deixar em casa, já que era perto, eram 21:45.
Andamos o caminho em silêncio, mas ambos felizes, dava para sentir.
Chegamos na minha casa e não havia ninguém no andar de baixo.
Entrei rapidamente, já que a porta estava destrancada, peguei as malas de Jason que ainda estavam na sala de jogos.
Quando paramos em frente a minha casa, Jason se virou para mim
— Piper muito obrigado, mesmo!! Faz tempo que eu não via minha mãe animada assim... você conseguiu fazê-la sorrir após quase um ano de apatia!! – Ele deu um enorme sorriso – Você é mesmo demais!! Muito obrigada! – Jason me abraçou forte, e assim ficamos um tempo. Quando nos soltamos, eu falei:
— Na verdade, agradeço a você por me levar a este passeio, eu realmente gostei muitoooooo, de tudo mesmo!! E sobre a sua mãe... Eu não fiz nada, ela apenas precisava de um papinho, e ela é um amor, sério.
Fiquei nas pontas dos pés dando um beijinho na bochecha de Jason
— Boa noite Jason, até amanhã! – Falei abrindo a porta.
Corri para o meu quarto levando minhas coisas e fui para o chuveiro, tomando um banho demorado. Quando me deitei na minha cama, cenas de vários momentos que tive hoje vieram de caravana na minha mente! Os ônibus que pegamos, a sorveteria, o parque das luzes, a cafeteria, a mãe de Jason...
Até que a cena do que aconteceu na ponte do parque me veio a mente, e um sorriso brotou nos meus lábios. Sorriso esse que permaneceu até eu dormir, não sei porque.
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