Jasico na Copa do Mundo

1 Why not watching a game together?


Notas iniciais
Então, não sou muito boa nessas coisas de futebol e tal (Embora esteja aprendendo bastante com essa copa) e também não sei como narrar uma partida de futebol por tempo suficiente sem ficar chato. Então essa história é mais sobre Jason e Nico no Brasil do que sobre eles assistindo ao jogo. Espero que gostem.

Era 18 de junho, o dia da viagem deles para o Brasil. Jason havia passado a semana inteira preocupando-se se tudo daria certo em um país onde, ele achava, ninguém conseguiria entendê-los. Ele havia lido todas aquelas revistas que diziam que poucos brasileiros falavam inglês e que tudo na copa do mundo no Brasil seria uma total bagunça. Nico tentou fazê-lo entender que não poderia ser tão ruim, Percy havia dito a eles que os primeiros jogos foram ótimos e não desconfortavelmente desorganizados, só a bagunça normal de um jogo internacional. Nico até havia aprendido algumas palavras em espanhol (o que não foi tão difícil por causa da sua fluência em italiano), um idioma que ele assumiu que a maioria dos brasileiros podia entender bem.

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Eles já estavam no avião a horas, e Nico estava acordado a algum tempo, olhando pela janela.

“Jason, acorde.” Nico sussurrou, tentando não incomodar os outros passageiros. “Jay, você tem que ver isso.” Nico tocou o ombro dele e começou a sacudi-lo. “Jason, você vai se arrepender se não abrir os olhos, eu juro.”

Lentamente, Jason abriu os olhos. Nico apontou para a janela com um pequeno sorriso em seus lábios. De início, Jason estava muito distraído para perceber a vista, mas no momento em que ele a viu ele entendeu porque Nico havia dito que ele se arrependeria de não abrir os olhos. Não era uma vista deslumbrante ou tinha algo que era especial, mas ele finalmente estava tendo a sua primeira vista de como o Brasil se parecia. E parecia simples. Haviam algumas pessoas deixando suas casas, mas não muitas, o que o fez pensar qual seria a hora em que todo mundo começava a ir para o trabalho. Parecia que eles estavam chegando mais perto do aeroporto, porque haviam menos prédios e mais casas e vegetação.

O avião começou a pousar e Jason retornou para a sua posição original, sentando-se reto na cadeira e segurando a mão de seu namorado, ambos tinham um pouco de medo do momento em que o avião pousava porque Nico havia dito a ele uma vez que esse era uma dos momentos mais perigosos do voo, o que não era tão assustador, mas o medo que ele sentia saindo em ondas de Nico o deixava um pouco irritado e impaciente.

Felizmente, o avião pousou com segurança e eles esperaram até que a aeromoça disse que eles poderiam começar a sair do avião. Eles começaram a pegar suas bagagens e esticarem-se, os músculos de Jason estavam tensos de todas as estranhas posições que ele tentou ao dormir durante o voo, foi ideia de Nico pegar um voo sem escalas, que era cansativo, mas não tão cansativo quanto ter que parar em outra cidade e aguardar outro avião para chegar em Salvador.

O piloto finalmente disse que eles poderiam deixar o avião, e ele e Nico saíram rapidamente, ambos queriam ver como estava o clima e como eram a cidade e o hotel em que estavam hospedados.

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“Nico com certeza caminha rápido para alguém que está carregando duas mochilas pesadas sozinho” Pensou Jason, tentando lidar com as suas próprias duas mochilas enquanto eles caminhavam para a saída do aeroporto.

“Hey, idiota. Tente colocar uma em cada ombro, ok?” Nico disse, voltando para onde ele estava.

Jason fez o que Nico havia dito e isso fez carregar as mochilas uma tarefa mais fácil sem o peso puxando-o para baixo. Eles andaram até que eles estavam fora do prédio. Haviam muitos táxis que estavam sendo ocupados pelas pessoas que estavam com eles no voo, e Nico percebeu que eles tinham que escolher um rápido ou teriam que esperar muito para outros táxis aparecerem. Aparentemente, Jason notou isso também, porque a próxima coisa que Nico viu foi um táxi amarelo aproximando-se deles e um homem com uma voz muito animada começando a falar com eles em português.

Ambos entraram no táxi e Nico entregou ao homem um papel com o nome do hotel escrito nele, ele e Jason concordaram que esse era o melhor jeito de dizer aonde eles queriam ir. O homem acenou com a cabeça duas vezes e pressionou um botão no painel. Números apareceram, contabilizando quando eles teriam que pagar pela corrida. O motorista começou a apontar para vários lugares e dizer coisas como “cool” e “good”, apesar de ele não poder entendê-los, ele estava esforçando-se bastante para responder as perguntas de Nico sobre comida e restaurantes. Jason segurou a mão de Nico e lhe deu um sorriso brilhante, essas seriam as melhores férias de sempre.

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Eles chegaram ao hotel mais rápido do que eles pensaram. Nico foi até a recepcionista e entregou a ela os papéis que confirmavam suas reservas. Ela começou a dar instruções, mas Nico disse em espanhol que eles não podiam entendê-la. A recepcionista acenou para outra garota, que os ensinou o caminho até o quarto e tudo sobre a hora em que o “ônibus dos fãs” chegaria no dia seguinte para levá-los ao estádio. Ela também disse que se eles precisassem de qualquer informação eles deveriam dizer que desejavam falar com Marisa. Nico e Jason a agradeceram e foram para o quarto.

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“A cama é ótima.” Disse Nico, sentando-se nela e checando o espaço que eles tinham para organizar suas coisas no quarto.

“O banheiro é bom também.” Jason falou, sentando-se ao lado de Nico nas camas que eles juntaram para poderem dormir lado a lado.

“Então... O que nós vamos fazer agora?” Perguntou Nico, deitando-se na cama.

“Bem, são apenas nove horas, então eu acho que podemos ir lá fora, tomar café da manhã e ir para algum lugar.” Respondeu Jason, deitando-se ao lado de seu namorado.

“É uma boa ideia, mas nós não conhecemos a cidade, onde vamos tomar café da manhã? Nós não pagamos pelas refeições no hotel.”

“Nós podemos perguntar a Marisa, ela disse que iria nos ajudar.” Jason deu de ombros.

“Sim, nós podemos.” Concordou Nico, olhando para a parede branca próxima a sua cama.

“Niks,” Disse Jason, tocando a bochecha de Nico suavemente. “Eu sei que você não gosta de depender de qualquer pessoa para qualquer coisa, mas eu não acho que isso deveria importar agora, sabe?”

Nico assentiu, mas não olhou para Jason.

“Não quando estamos aqui para nos divertirmos e assistir a um jogo juntos.” Jason abraçou Nico pelas costas e beijou-o no pescoço.

“Vamos.” Disse Nico após alguns minutos, beijando Jason suavemente nos lábios e levantando-se da cama. “Vamos nos divertir.”

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No fim não foi tão difícil encontrar algum lugar para comer. Marisa contou para eles que 19 de junho é um feriado no Brasil, então alguns lugares provavelmente estariam fechados. Nico disse para Jason que procurar por um lugar aberto seria um desperdício de tempo, mas Jason tinha certeza de que eles achariam um lugar e, se não achassem, poderiam ao menos passear pela cidade. Nico relutantemente concordou e eles foram para alguns locais próximos ao hotel que pareciam interessantes.

Eles não pagaram por nenhum tour, mas ambos divertiram-se explorando a parte da cidade em que estavam e encontrando lojas e lugares que eles não teriam encontrado se estivessem fazendo o “tour do turista normal”. Eles comeram alguns pratos típicos do Brasil e experimentaram frutas que eles nunca tinham visto antes. Jason comprou para Nico um bracelete feito de pedras pretas que os donos da loja haviam encontrado na praia e polido até que estavam daquela linda cor ônix. O bracelete também brilhava um pouco, não chamando muita atenção, e Jason disse mais tarde que ele combinava com Nico perfeitamente. Nico pensou o dia inteiro sobre um presente para dar a Jason em troca, mas foi apenas quando eles estavam saindo do restaurante que haviam escolhido para noite que ele o viu. Um colar que ele tinha certeza que seria perfeito para seu namorado.

O colar também era feito de uma pedra negra, o nome da pedra não importava, o importante era que parecia resistente, então ele poderia ficar com o colar o tempo todo, e ficaria muito bonito em contraste com o cabelo loiro de Jason. Nico mal notou que, como a pedra em seu bracelete e a no colar eram muito parecidas, elas poderiam ser um conjunto que ele e Jason escolheram compartilhar. Quando Jason apontou isso enquanto eles estavam na cama conversando antes de dormir, Nico murmurou algo, mas ele estava feliz porque era como se eles estivessem mostrando que pertenciam um ao outro.

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No dia seguinte eles acordaram às nove, tomaram café e começaram a se preparar porque o ônibus chegaria logo. Nenhum deles havia decidido para que país eles torceriam, embora ambos tivessem suas preferências. No avião eles haviam decidido que torceriam pelo mesmo time que as pessoas sentadas próximas a eles no estádio estivessem torcendo.

O ônibus chegou na hora e os levou para o estádio usando um lado da estrada que havia sido reservado apenas para ele, então não haviam engarrafamentos, e Jason estava contente que ele havia convencido Nico a pagar um pouco mais nesse ônibus até o estádio, o estresse com o tráfico não teria sido uma boa experiência.

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Quando eles chegaram na Arena Fonte Nova, o jogo ainda não havia começado, então eles apenas sentaram-se e conversaram sobre os times em geral. Jason disse que o estádio parecia bem melhor do que as notícias davam a entender, e Nico olhou para ele como se dissesse “eu te disse”. Quando eles pararam de conversar, perceberam que estavam rodeados de pessoas falando em um muito entusiasmado francês.

“Então...” Disse Nico “França.”

“É o que parece.” Jason sorriu.

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O jogo começou e foi recheado de emoções até o fim. Nico gritou mais do que ele já havia gritado em sua vida inteira, e ele nem gostava da França tanto assim. Quando ela marcou seu segundo gol, ele gritou com tanta força que Jason pensou que Nico nunca mais seria capaz de falar. Não que Jason não havia gritado, ele gritou, mas muito menos que Nico, que agiu como um verdadeiro Francês, gritando quase toda vez que a França estava com a bola, dizendo “mais rápido, mais rápido” e “seu idiota” tantas vezes que estava começando a ficar estranho. Jason apenas gritava quando a bola estava em uma posição difícil ou quando ele achava que o árbitro estava sendo injusto, mas mesmo nessas horas seus gritos não eram tão altos quando os de Nico.

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Depois do jogo, eles foram para um bar com alguns dos caras franceses que estavam sentados perto deles durante o jogo. Assim que eles sentaram na mesa, duas garotas foram até eles e pegaram cadeiras de mesas próximas, falando alto com os garotos e parecendo um pouco zangadas. Mas os meninos as acalmaram e explicaram para Nico e Jason que eles eram amigos das garotas e que eles haviam esquecido que as garotas voltariam para o hotel com eles. As garotas apresentaram-se como Piper e Hazel e perguntaram o que eles haviam achado do jogo e de Salvador. Jason disse que eles haviam se divertido bastante no dia anterior e que o jogo tinha sido incrível. Algum tempo depois Nico complementou que eles tinham um voo no dia seguinte pela manhã e que eles precisavam dormir.

Todos eles trocaram números e prometeram manter contato, principalmente porque eles tinha muitas coisas em comum e a amizade deles poderia durar bastante se eles quisessem.

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No dia seguinte, Nico e Jason estavam juntos no quarto deles no hotel arrumando suas coisas e preparando-se para a longa viagem até em casa. Nico beijou Jason nos lábios antes de deixar o quarto pela última vez e, enquanto ele andava atrás de seu namorado, Jason podia definitivamente confirmar que aquelas foram as melhores férias de sempre.

Notas finais
E então, gostaram? Comentem, critiquem, deixem um review. Vejo vocês da próxima vez!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!