Jar of secrets

1 Graças a ele!


Notas iniciais
Olá.
Em primeiro lugar, obrigado por sequer dar uma vista de olhos na minha história.
Este capítulo é só uma pequena introdução para a historia por isso ela é bem curta.
Não tenho o costume de deixar muitas notas por isso não haverá muitas ao longo da história.

Boa leitura.

Mais um dia nesta prisão infernal!

Esse foi o primeiro pensamento que apareceu na minha mente após abrir os olhos e constatar que o efeito do sedativa tinha desaparecido.

Mais um dia sem entender o que aconteceu!

Embora o efeito do sedativo se foi, eu ainda me sentia tonta e confusa por causa da cor da parede. Olhei ao meu redor e memórias dos tempos, que passei neste cômodo, voltaram com força total à minha mente.

Eu pensei que nunca mais iria voltar aqui, o lugar onde eu permaneci fechada por sete longos anos, mas aqui estou eu de novo completamente imóvel com os pulsos presos às barras da cama. Eu nem sequer tentava tirar as algemas que me prendiam. Eu sabia que era um esforço inútil e eu também não queria me preocupar com elas. A minha preocupação agora é o facto de eu ter acordado no quarto que era o meu inferno particular, mas também o meu paraíso.

A última vez que estive aqui, o hospital estava em chamas e eu fui salva por ele. Eu admito que, apesar das mortes que houve, eu não senti tristeza pelo lugar onde eu passei a minha adolescência ter desaparecido.

Como é que eu posso sentir um tal sentimento se quando este incêndio ocorreu, eu pude ficar finalmente livre dos médicos e das suas teses sobre o meu estado emocional que eles consideram instável só porque não conseguiam definir a minha doença!

Durante os dias que eu estive aqui, eu tenho sido observada e examinada cuidadosamente pelos médicos por causa da minha suposta mudança de comportamento que os incentivou a fazer um monte de exames que não levaram a lado nenhum.

O que mais me incomodava era estar à ser considerada louca de novo.

Só de pensar que eu fui trancada aqui por puro capricho da Gisele que não suportava ter que dividir o meu pai com a Annick e comigo e arranjou uma maneira de o convencer que eu tinha um problema psicológico. Ela decidiu atacar à mim, a mais nova, só por que atacar a Annick era mais complicado já que ela já pensava por si só e é sempre mais fácil manipular uma criança de oito quase nove anos.

—Só vão ser algumas semanas para sabermos o que tu tens!- O meu pai disse-me antes de me abandonar aqui.

Se eu meti os pés fora deste inferno, não foi graças ao meu pai, mas graças à ele.

Fazia mais de um ano que eu não me sentia como uma aberração ou como se eu fosse diferente dos outros como os médicos e os enfermeiros gostavam de dizer para não nos chamarem diretamente de loucos. Custou-me muito, mas com a ajuda deles, eu finalmente aceitei que era como qualquer outro ser humano apesar da minha maneira diferente de pensar e que eu fazia parte deste mundo.

Agora que estou novamente aqui, eu tenho estado a lutar cada segundo contra o lado obscuro da minha mente para que eu não voltasse a afundar-me no mar de problemas que era a minha vida.