Jar Of Hearts(Game Of Love)
21 Capítulo 21- Insanidade Parte II
Notas iniciais
Melissa: ON
Cheguei em casa e subi para o quarto de Carol. Preciso dar outra dose de loucura nela para ver se ela pira logo.
-Carol? –Quando abri a porta eu me assustei com o que eu vi. –Ai meu Deus! Carol! –Ela estava totalmente fora de si. Sentada no chão colocando fogo em uma flor e com o quarto todo destruído.
-Mamãe! Eu sou uma assassina! –Eu sabia que ela ia enlouquecer, mas não assim tão rápido e dessa maneira ela estava me assustando.
-Porque você está falando assim? –Ela se levantou e com a flor em chamas veio até perto de mim.
-Porque eu matei Henry e vou matar você! –Imediatamente eu saí correndo do quarto e a tranquei lá dentro ela gritava e esmurrava a porta. Peguei o celular e liguei para Emma.
Ligação: ON
-O que foi dessa vez Melissa?
-Carol enlouqueceu de vez ela quer me matar! Ela destruiu o quarto e agora tá dizendo que é uma assassina e que matou Henry!
-Meu Deus! Eu vou ligar para o Dr. Whale e para minha mãe e Regina para providenciarmos uma internação para ela. Enquanto isso saía de dentro de casa Melissa.
-Tá.
Ligação: OFF
Emma: ON
O que será que aconteceu com essa menina? Tudo bem que é coisa demais para cabeça dela. Mas ela não tava surtada na delegacia e agora está assim. Coitada dela. Entrei dentro do carro e fui até a prefeitura.
-Mãe preciso falar com você e Regina.
-Diga. –Minha mãe disse atenta e Regina acenou com a cabeça me dando sinal para prosseguir.
-Preciso de uma autorização para levar uma garota para uma clínica especializada em pessoas com distúrbios mentais.
-Porque você não diz hospício? É mais fácil.
-Ela tentou matar a mãe, a mim e a Hook! E sem contar que ela destruiu o quarto dela e explodiu os vidros de vários carros.
-Como ela fez isso? –Minha perguntou curiosa.
-Magia. –Eu respondi e vi o assombro tomar os rostos delas.
-Eu tenho um lugar para levar ela. –Regina disse séria.
-Que lugar?
-É um lugar... Digamos no hospital da cidade. Sem perguntas apenas espere eu chamar os enfermeiros e nos leve até essa menina.
Depois de alguns minutos fomos em direção a casa de Carol.
-Você está bem Melissa?
-Ela tá destruindo a casa! Ela usou... Você sabe o que e saiu de dentro do quarto!
-Tudo bem! Eu dou um jeito na magia dela. –Regina disse e entrou na casa e logo deu um sinal para que entrássemos. Ela estava desmaiada no chão.
-O que você fez Regina?
-A desmaiei. Será mais fácil assim! Acredite! Agora vamos.
Fomos até onde Regina nos guiou. Os enfermeiros a levaram para dentro do quarto trocaram a roupa dela e a deitaram, ela continuava desacordada. Melissa pediu para entrar e sentou do lado dela. E eu saio e me deparei com...
Melissa: ON
Pobre Carol. Pena que chegamos a esse ponto. Mas me pergunto como Regina conseguiu desacordar ela tão rápido?! A magia dela é bem maior do que eu pensava.
Henry: ON
Estava em casa deitado na cama, quando o telefone de casa toca.
Ligação: ON
-Henry o que aconteceu com a menina de cabelo verde?
-Como assim?
-Minha mãe veio em casa e falou com meu pai, e eu ouvi apenas um pedacinho da conversa.
-E o que eles falaram?
-Alguma coisa tipo assim “Ela está desequilibrada, ela tentou matar Emma e Hook e até mesmo a própria. Ela está destruindo a casa, eu vou levar ela para um lugar seguro” Ai depois ouvi dizer baixo “Ela tem magia” e depois meu pai disse “Leva para o hospital e depois eu passo lá” e quando ele perguntou o nome dessa pessoa minha mãe respondeu “Carol”. Daí eu pensei que a Carol que a minha mãe estava falando seria a sua namorada!
-Thau Amanda!
-Henry? Henry?
Nem ao menos desliguei a ligação apenas saí correndo e subi na moto e fui para o hospital. Ao chegar lá minha mãe estava saindo com a cabeça baixa.
-Mãe?
-Henry! O que faz aqui?
-Me disseram que trouxeram Carol para cá.
-Henry nós precisamos conversar. –Ela me levou até o canto do hospital que não tinha ninguém. – Henry nós descobrimos uma coisa e eu não queria que você soubesse dessa maneira.
-Diga o que é mãe! De uma vez.
-Carol é filha de Hook.
-Como assim?
-Ela é filha de Milah e Hook.
-Mas Milah não estava morta?! Espera ai... Se ela filha de Milah e Milah é mãe do meu pai... Isso quer dizer que Carol e meu pai são meio irmãos e isso quer dizer que Carol... Carol... –Perdi meu chão no momento em que raciocinei e vi o que estava acontecendo. –É minha tia. –Minha mãe nem conseguiu olhar para mim apenas me abraçou.
-Sinto muito Henry.
-Onde ela está?
-Ela não aceitou isso muito bem, na verdade ela enlouqueceu!
-Enlouqueceu? Não é possível! Carol é forte!
-Mas aconteceu Henry! Ela está mal.
-Eu quero vê-la.
-É melhor não.
-Mãe eu preciso disso.
-Venha.
Minha mãe me levou até um quarto e quando ela abriu uma pequena brecha numa espécie de janelinha na porta do quarto eu vi uma mulher sentada em uma cadeira e Carol deitada.
-Quer entrar Henry? –Regina falou e colocou a mão em meu ombro e eu assenti. –Abram! –E os enfermeiros abriram.
-Henry não é mesmo? –A mulher que estava sentada se levantou e veio até mim. –Lembro do dia que foi até a minha casa.
-A senhora é a mãe dela não é?
-Sou e acho que você já sabe quem eu realmente sou, eu sinto muito!Eu vou deixar você com ela.
Não falei nada e ela saiu com a cabeça baixa. Puxei a cadeira para mais perto da cama, quem sabe se quando ela me olhar ela não se lembra! Ela estava sem maquiagem e com o cabelo solto com uma espécie de vestido esbranquiçado dormindo profundamente. Mesmo assim ela consegue ser linda! Henry! Ela é sua tia agora!
Fiquei por minutos ali olhando para ela, até que ela com muito esforço abriu os olhos e olhou para mim, então comelou a gritar.
-Saí! Você tá morto! Você morreu! Saí! –Colocou as mãos nos ouvidos e fechou os olhos e as lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto.
-Carol... Eu tô vivo! Deixa eu tocar em você para você ver que eu tô vivo! –Quando eu me aproximei ela se encolheu.
-Saí! Socorro! –Repeliu qualquer tentativa que eu tivesse de tocar ela. Ela começou a se debater.
-Henry é melhor você sair. –Minha mãe me disse me tirando de lá então alguns enfermeiros entraram e enquanto alguns a seguravam uma enfermeira aplicou uma injeção fazendo com que ela se acalmasse.
Fiquei observando do lado de fora e ela agora estava sentada com o olhar parado.
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Me dava medo a ver daquela maneira.
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