Jane

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É domingo de manhã, o dia está perfeito. O céu está azul, sem nenhuma nuvem aparente e o sol está brilhando com toda a intensidade. Pela minha janela vejo o parque onde as pessoas estão se exercitando ou apenas conversando umas com as outras, vejo os animais e os pássaros brincarem, vejo a cidade que é sempre agitada descansar no domingo.

Meu celular de tanto tocar e receber mensagens ficou sem bateria e desligou, foi a melhor coisa que aconteceu. Estou cansado demais para tentar conversar com alguém, para me explicar ou pensar em algo.

Eu sei que Jane não morreu, é claro que ela continua viva e nesse exato momento deve estar me esperando em casa, provavelmente preocupada por não ter dado nenhuma noticia. Mas, morta? Devem ter confundido ela com alguém parecido. Li em algum lugar que existe pessoas muito parecidas com nós andando por aí. Deve ter acontecido isso.

Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Ela não está morta. Minha mente não para de me dizer isso.

Por alguma razão eu não quero voltar para casa, por mais que eu sei que ela não está morta. Eu tenho medo… Eu estou com medo de tudo isso acabar se tornando realidade. Não consigo nem imaginar a minha vida sem ela.

Minha mente não para de mostrar a lembrança de ontem, quando saí de casa, ela me olhando da soleira da porta e se despedindo de mim com um sorriso no rosto. É incrível como temos essa ligação fantástica, nunca precisei dizer a ela quando estava triste. Quando estava feliz ela mesma me ligava no dia e perguntava o que tinha acontecido porque ela tinha sentido que eu estava feliz. Esse é o tipo de ligação que duas almas que se amam sentem.