Notas iniciais
Oi, talvez eu atrase um pouquinho as postagens, meu notebook deu um leve problema, mas espero resolver no fim de semana!

Era bom sentir a brisa fresca levantar seus cabelos, nunca fora do tipo amante de campo, mas apreciava a paz. Lilian acordou antes de todos, até mesmo dos criados, e caminhou até o lago para apreciar o nascer de um novo dia. Afundou os pés nas margens, sentindo a água fria lhe proporcionar arrepios, precisa de algo que a fizesse se sentir alerta, afinal hoje era o grande dia.

Fingia tão bem para os outros que quase acreditava quando dizia a se mesma que as palavras de Gabriel não a afetaram. Ela simplesmente não esperava que ele a tivesse em tão baixa conta. O que faria se o plano desse errado e tivesse que casar-se com ela? Como ela sobreviveria ao lado de um homem, lindo e educado e discreto que não respeitava seus pensamentos e não tinha um pingo de bom humor?

Fadada aos desmandos da sorte Lilian se sentou em uma pedra, e permaneceu em silêncio, observando a alvorada. Percebeu passos se aproximando e imaginou que fosse Daniel, ela a havia levado até ali para acalmar seus nervos a noite, dissera que o barulho da tranquilidade sempre nos guiava para o caminho certo.

— Estou esperando o barulho da tranquilidade me guiar. – Ela dissera de costas.

— Acho que não entendi.

Gabriel, o duque estava ali perturbando sua paz.

— Se veio para enumerar mais motivos para provar que eu não sou adequada, peço que pare, eu tenho um exemplar desse livro.

— Na verdade, vim pedir que me perdoe.

Lilian se assustou ao perceber que ele estava ao seu lado, usando apenas uma calça e sua blusa de linho e um roupão. Tão mundano, diferente do duque polido da noite.

— Perdoar-lhe por expressar sua sinceridade?

— Perdoar-me por expressar o que os outros pensam.

— Por que considera o que outros pensam ou dizem? Nem todos são gênios, e mesmo que fossem não significa que estão certos.

— Lady Lilian.

— Pode me chamar de Lilian, milorde.

— Lilian. – Seu nome saiu mais como um sussurro. – Não tenho destinado o melhor dos tratamentos a senhorita, apenas entenda que de um modo que não posso explicar a senhorita me perturba.

— Não devia se deixar abalar, afinal é um duque.

— Me incomoda que tenha ferido seus sentimentos.

— Sabe, pedir perdão é um ato que exige muita coragem, mas as vezes pouca sinceridade. Nunca sei ao certo os motivos que levam a isso. Está me pedindo perdão por verbalizar o que de fato pensa, ou apenas por tê-lo dito?

— Estou pedindo que perdoe tudo. Não penso mal da senhorita, muito pelo contrário, a acho admirável, seu cérebro me encanta.

Lilian que tinha permanecido todo tempo com os olhos no horizonte, virou-se para olhar o duque. Tinha que lhe dar algum crédito, o homem parecia sincero.

— Sabe vossa graça, imagino que seja melhor ver o nascer do sol de uma outra perspectiva.

Lilian desatou o nó do roupão.

— Diga-me, quantas vezes nadou nesse lago?

— Algumas.

— É como é?

— Fundo.

— Não sabe nadar, vossa graça?

— Sei... Lilian, por favor, não.

— Ora, porque não? Nada para deixar a mente mais clara do que um belo banho.

— Vamos congelar.

— Eu duvido.

— Você pode ficar doente.

— Eu duvido, tenho uma saúde de ferro. Quer ou não ser perdoado? Vamos entre logo nessa água.

Ela que estava com uma camisola grossa e que ia até os tornozelos, foi se afastando da margem, testando as águas, arrepiando-se aos poucos até se acostumar.

— Não seria correto se nos vissem aqui.

Gabriel a olhava como se quisesse saber a sensação de estar no seu lugar.

— Seremos como irmão Gabriel, além do mais, é tão cedo que ninguém está acordado. Vamos, eu sei que deseja meu perdão, vejo que não pode viver com o peso de ter magoado uma donzela.

Lilian estendeu as mãos para ele, e então andando lentamente de costas afundou no lago.

*****

Gabriel podia jurar que vira aquela cena se desdobrar lentamente diante de seus olhos. Lilian estava linda com seus cabelos soltos, o vento fazendo com que um cheiro de damasco chegasse até ele. Olhou através dela, e percebeu a mudança no céu, o primeiro sinal da luz do sol invadindo o dia. Ela estendeu as mãos para ele e então se jogou. Emergindo segundos depois com os cabelos molhados e sorridente. Ela sabia que não deveria, sabia que iria se arrepender, mas o arrependimento maior seria decepcioná-la, por isso o duque de Kahn se viu jogando o roupão a margem e caminhando pela água gelada até Lilian.

— Devo admitir que estou surpresa, não achei que viria.

— Minha maior surpresa é que não esteja batendo os dentes.

— Ainda não estou com frio.

Lilian estava apenas com a cabeça fora da água, provavelmente agachada enquanto os braços vaguejam.

— Não é maravilhoso? Sinto como se nada pudesse me perturbar aqui, não tem nenhum só pensamento que ouse extrair energia do meu corpo. Toda a energia esta destinada para me aquecer.

— Então, é para isso, não ter que viver com seus pensamentos?

— Oh, não, eu amo meus pensamentos, os valorizo muito. É apenas um modo de deixar que eles se organizem, afinal todos temos pensamentos indevidos, não é?

Ela fez uma concha com as mãos e quando Gabriel se preparada para responder ela se levantou e jogou água nele. Sua pele ouriçou, e ele sentiu um arrepio cortante. Céus, estava muito gelada! Lilian continuou a jogar água nele até que Gabriel saiu do transe e se preparou para impedi-la de continuar. Ela teve a audácia de correr, como se conseguisse ir muito longe com o tecido pesado encharcado. Ele não pode deixar de notar como o tecido havia grudado em seu corpo e marcado de modo lisonjeiro suas curvas. Algo balançou em sua mente – pensamento indevidos. Lilian ria, enquanto tentava se esquivar dele, em um momento seus olhos embaçaram com o festival de água que ela jogou para cima, e ele fez a única coisa que pensou ser eficaz para pará-la, jogou-se sobre ela.

— Como luta!

Ele disse, enquanto ela se debatia para que ele a soltasse, gargalhando em seu ouvido. Gabriel se distraiu, não com o som da sua risada, mas com a proximidade de seus corpos. Lilian estava enroscada nele, ele segurando sua cintura e em um instante de sanidade ele afrouxou, dando espaço para ela se libertar, mas ela fez o contrário. Jogou seu corpo contra o dele e o fez cair de volta da água, infelizmente ela não previu que seu vestido tivesse enroscado nas calças dele e caíram juntos. Ela sobre ele, seus quadris pressionando levemente os dele, e cada vez que ela tentava se soltar, Gabriel sentia que outra parte dele precisava ser liberada.

— Creio que está perdoado. – disse ela ofegante. – E tinha razão, estou morrendo de frio.

Diferente do que podia dizer sobre ela, a mulher diante dele não parecia tão versada nas artes da sedução, ou então ela era uma rainha naquele jogo. Lilian estava perto dele, perto até demais, o decote de sua camisola próximo ao seu rosto permitindo uma visão do paraíso. Gotas de água caiu do seu cabelo molhado diretamente no rosto de Gabriel. Ele mudou a posição de apoio do seu braço e subiu um pouco mais o tronco, quase se sentando. Tinha sido uma péssima ideia, pois deixara Lilian montada sobre ele. De repente ela já não ria mais, apenas respirava forte e movia os lábios. Ele se moveu, e soube exatamente onde sua ereção havia se encaixado. Ela arregalou os olhos e ofegou. Uma eternidade se passou com eles ali, se encarando enquanto o sol aterrissava sobre eles. Um raio parou exatamente sobre Lilian, iluminando seus olhos de uma cor surpreendente. Gabriel se ajustou novamente remexendo os quadris, dessa vez sem proposito algum, e ela soltou uma respiração trêmula, ele podia jurar que em seus olhos passara desejo, podia jurar que ela estava lutando fortemente para não se mover.

— Vossa graça. – A voz dela rouca de desejo. – Creio que não devemos nos mexer novamente.

Ele balançou a cabeça em afirmativo e isso fez com que seu corpo mexesse involuntariamente.

— Vossa graça! – Lilian o repreendeu.

Ela desceu seu olhar até onde estavam enroscados. Suas mãos finas agarraram o tecido da sua camisola. Gabriel sabia o que ela faria, mas temera que sentisse ou visse algo que a assustaria – o volume em sua calça.

— Lady Lilian...

Ela não lhe deu ouvidos. Pressionou uma mão na barra da calça de Gabriel e com a outra torceu o vestido. Um, dois, três.. Ela puxou e cambaleou para trás ao soltar-se.

Finalmente livres ele imaginou o constrangimento da cena afinal, ela era uma dama de certo modo inocente, deveria se retratar. Abriu a boca para falar, mas ela o interrompeu.

— Veja, nem sequer um fio forra do lugar. Gostaria de ajuda para se levantar milorde? O sol já esta por aqui, podem sentir nossa falta e imagine a tragédia se entrar coma prima errada na igreja.

Ela sorriu e lhe estendeu a mão. Então iriam fingir que nada aconteceu, ele poderia lidar com aquilo. Negou a ajuda dela, coma desculpa de que iria nadar um pouco, de fato ele precisava esfriar a cabeça. Observou Lilian sair do lago, vestir seu roupão e subir o pequeno morro. Foi até o meio do lado e se sentou, submerso na água gelada, seu corpo ainda queimava pela prima errada. Era apenas desejo, ele pensou. Quão errado seria ela se liberar pensando nela? Não conseguiu ter um pensamento racional para dissuadi-lo do que estava prestes a fazer.

Um botão de sua calça já estava arrebentado, ele puxou o pênis para fora, e pensou em minutos atrás, quando sentia o peso de Lilian sobre suas coxas. Imaginou o que aconteceria se fosse um homem diferente. Se fosse um homem diferente Gabriel teria segurado sua cintura com mais força, deixando-a com pouco espaço para se mover. Se fosse um homem diferente teria movido o quadril para cima, apenas para roçar o duro, onde sabia que ela macia. Gabriel teria beijado seu pescoço, beijado seus seios, chupado seus mamilos rosados, ele teria feito ela rebolar sobre ele. E finalmente se fosse um homem diferente Gabriel teria dado a ela, o que ela não sabia mais amaria receber, ele a teria feito gozar diante dele. E ela deveria ser linda no clímax, lábios separados, um gemido fraco, uma reação arrebatadora. Gabriel despertou do transe aliviado, e desesperado pensou em Claire, sua noiva loira e inocente que jamais havia sentido a pressão do desejo de um homem, era nela que ele deveria pensar quando se aliviasse, em cachos loiros e olhos azuis, não cabelos castanho e olhos âmbar. Decididamente Gabriel estava louco.

Notas finais
E nessa loucura...