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1 Capítulo Único


Notas iniciais
Enjoy ♥ (Erros é só avisar ;3)
Além de Franada também tem um pouco de UsUk.

Terminei meu café, retirei os pratos da mesa, colocando-os dentro da pia. Escutei o celular de Alfred começar a tocar, suponho que a ligação tenha sido feita por Arthur. As últimas palavras que escutei foram algo como “Vou levar ele, até.”. Ele encerrou a ligação, colocando o aparelho sobre a mesa.

- Matt, quer ir ao parque comigo e com o Arthur?

- O que houve para você me convidar?

- O que quer dizer? Não houve nada. – Observei-o com uma expressão séria no resto, fazendo-o revirar os olho. – Está bem, o primo do Arthur, Francis, está aqui para visita-lo. Como Arthur tem que leva-lo junto, enquanto eu fico com ele você faz amizade com o Francis.

- E-eu não gostei dessa ideia.

- Por favor, pelo seu irmão.

- Está bem... –Murmurei com um ar desconfiado.

- Right! Vá se arrumar.

Saí da cozinha aos suspiros, então fui para meu quarto pegar um casaco. Voltei para sala, quando vi que Hambúrguer estava deitado sobre os meus tênis. Ele miou um pouco quando tirei-o de cima e coloquei-o em sua cama.

Peguei o par novamente e calçei-os, en seguida sentei-me no sofá. Em seguida ouvi o barulho dos passos de Alfred descendo as escadas.

- Estamos atrazados, vamos? – Disse sorridente.

- Sim.

Levantei-me e o segui até o lado de fora, lá, vi que Arthur nos esperava na entrada.

- Oi Alfie. – Abraçou meu irmão. – Oi Matthew.

- Oi Arthie.

- Bom dia Arthur.

- Arthur, onde está o seu primo?

- Foi dar uma volta pela vizinhança.

- A-Alfred... Se importa se eu for mais cedo? Gosto de caminhar de manhã.

- Tenha cuidado Matt.

----------X----------

Aquele parque realmente ficava lindo na primavera, as flores coloridas eram um belo contraste com as borboletas que pousavam pelas plantas, retirando pólen. Andei distraído observando cada coisa ao meu redor, até que esbarrei em alguém, isso me fez cair no chão pelo impacto.

Ao olhar para cima, vi um homem com cabelos loiros que caim até os ombros, eles combinavam perfeitamente com seus olhos azuis tão claros quanto o céu daquela manhã.

- Oh! Perdão, eu estava distraído. – Sorriu estendendo a mão, me ajudando a levantar.

- N-n-não foi nada.

- Então, posso saber como se chama?

- Matthew..

- Me chamo Francis.

Pensei naquela manhã, Alfred estava falando com Arthur no celular sobre o primo chamado Francis.

- Com licença, v-você é o primo de Arthur Kirkland?

- Sim. Ah, você deve ser o irmão de Alfred que o Arthur falou, prazer em conhecê-lo .

- O prazer é t-todo meu.

- Posso chama-lo de mon Matthieu?

- Fique à vontade...

Ele deu um sorriso de canto, ficamos alguns segundos em silêncio, mas felizmente ele foi quebrado pelo som de me celular tocando.

- C-com licença, tenho que atender.

- Tudo bem.

Virei-me de costas, pois na minha cabeça teria uma conversa mais privada com a pessoa do outro lado da linha.

- Alô?

- Matt, onde você está?

- Bem... Eu me encontrei com o primo do Arthur.

- Sério? Preciso te falar uma coisa... Vou jogar ‘vídeo game’ na casa do Arthur.

- Tá, mas...

- O Francis pode dormir no quarto de hóspedes, o Arthur está falando com ele.

- Mas...

Então ele desligou, sem me deixar dizer mais nada. Virei-me e continuei a observar Francis, que ainda estava falando com Arthur pelo celular, exatamente como Alfred havia dito. Pelo jeito não tinha gostado de algo que ele mencionou.

- Desculpe pela demora, não se importa se eu passar uma noite em sua casa, mon Matthieu?

- N-não tem problema.

- Se formos agora, posso preparar o almoço.

- V-vamos então?..

Após sair do parque voltamos para minha casa, ou melhor, para a casa de meu irmão. Fiquei questionando durante o caminho o motivo de poucas palavras, acho que ele entendia minha timidez. Quando paramos na frente da porta, não consegui achar minhas chaves.

- D-desculpe, não acho minhas chaves.

- Procurou no seu bolso?

Revirei mais um pouco o bolso direito até que acidentalmente o molho de chaves caiu no chão, abaixei-me para pega-lo, mas quando eu estava quase alcançando Francis encostou sua mão na minha, nos encaramos um pouco. Suas bochechas estavam coradas, mas provavelmente não mais que as minhas.

Deixei que ele pegasse, assim feito ele me entregou.

- O-obrigado.

- De nada.

Me perdi por um tempo em seu sorriso, mas em seguida abri a porta e dei passagem para que ele entrasse.

- Seja bem-vindo.

Notei que ele entrou observando cada detalhe, mas sem falar absolutamente nada.

- Posso f-fazer alguma coisa?..

- Eu estou com fome, mas não quero ser motivo para incômodo.

- Tudo bem, eu posso preparar o almoço.

- Não, pode deixar que eu o faço, mon Matthiew.

- S-se insiste, a cozinha fica dobrando à direita. Se n-não se importa eu vou arrumar s-seu quarto para que p-passe um noite confortável.

- Não precisa se preocupar com isso.

- P-preciso sim. – Por maior que fosse a tentativa, não conseguia parar de gaguejar em frente a estranhos. – E sinta-se l-livre para fazer o que quiser, a casa é sua...

- Obrigado – Disse sorrindo.

Subi as escadas e entrei no quarto de hóspedes, mas para minha surpresa ele já se encontrava arrumado. Não foi preciso fazer nada, então fui para meu quarto, peguei Kumajiro e levei-o para a sala, colocando-o sobre o sofá e abraçando-o.

Passou-se algum tempo e adormeci naquele mesmo lugar, com a cabeça sobre o urso de pelúcia.

Francis POV

Estava na cozinha preparando a refeição, reparei que havia uma pequena pilha de louça suja, então aproveitei a oportunidade lavar e secar todas as peças, colocando-as novamente no armário.

Fui para a sala se meu anfitrião estava lá. Eu havia gostado dele, seu jeito tímido, seus olhos violáceos, sua delicadeza. Enfim, tudo em seu corpo era perfeito, claro que não posso esquecer seus lindos cabelos loiros, aquele fio rebelde e enrolado que possuía lhe deixava fofo.

Para minha surpresa, encontrei-o dormindo sobre o sofá, abraçado em um urso de pelúcia. Aquilo estava me deixando louco, havia coisa mais fofa?

Fiquei um tempo observando-o enquanto dormia, cheguei mais perto do sofá, agachando-me e olhando em seu rosto, não resisti a tentação e passei a mão em sua cabeça.

- Matthieu, o almoço está pronto.

Ele abriu os olhos e levantou um pouco sua cabeça, ainda sonolento pelo o que eu consegui perceber.

- Ah?...

- Você dormiu, o almoço está pronto.

Ele levantou-se parecendo sem jeito, usando o urso para esconder o rosto.

- Desculpe-me por ter d-dormido.

- Não precisa desculpar-se, a propósito, por que você é tão tímido?

- E-eu... É que... – Ao perceber que estava sendo indelicado, decidi trocar de assunto.

- Sinto muito, foi rude de minha parte, não precisa responder.

- Vou arrumar a mesa..

- Deixe que eu faço isso, pode descansar mais se quiser.

Saí, deixando-o no sofá, ainda escondendo o rosto no urso-polar de pelúcia. Peguei os pratos e talheres, levando-os até a mesa e arrumando-os. Em seguida tirei a pizza do forno e coloquei-a sobre a mesa.

- Matthieu, o almoço está servido.

Escutei sua voz vinda do andar de cima, dizendo que já estava vindo. Ele estava descendo as escadas quando tropeçou. Sem perder tempo, corri até ele segurando-o antes que caísse, porém também cometi o erro de tropeçar. Caí para trás, logo Matthieu estava em cima de mim.

- D-desculpe Francis, vocês e-está bem?

Olhei em sus olhos, ele realmente era perfeito, estava tão apaixonado por aquela natureza tão pura e delicada que tinha calafrios.

- Mon Matthieu, pode me desculpar?

- Pelo o que?

Passei os dedos por seus cabelos, até chegar em seu rosto, segurando seu queixo.

- Por isso.

Ambos os rostos estavam próximos, suas bochechas um pouco coradas de vergonha. Fechei os olhos, aproximei meus lábios dos dele, até que ambos se tocaram e resultaram em um calmo beijo.

- O-o que você e-está fazendo?

- Desculpe, não conseguir segurar meu impulso.

Me encarou com seus olhos violáceos cintilando e suas bochechas avermelhadas.

- Tudo bem... — Levantei-me, em seguida o ajudei. – Vamos a-almoçar então?..

- Sim.

Sentamos à mesa para almoçar, deixei-o se servir primeiro.

- Você cozinha muito bem!

- Obrigado. – Respondeu sorrindo. – Pode se servir o quanto quiser, a casa é sua afinal.

Matthew POV

----------X----------

Após a refeição, retirei os pratos da mesa e lavei-os na pia. Abri o armário para ver se precisava comprar algo, mas para minha surpresa não havia nada em seu interior, provavelmente meu irmão havia comido tudo.

Fui para a sala onde Francis estava assistindo algum programa na televisão.

- T-tenho que sair p-para comprar algumas coisas.

- Posso lhe fazer companhia, mon Matthieu?

- Claro.

Peguei as chaves e minha carteira, que estavam sobre a mesa. Saímos de casa em direção ao mercado.

----------X----------

Após pagar pelas compras no caixa, peguei as sacolas e saí do estabelecimento acompanhado sempre por Francis. Ele aproximou- se de mim e me ajudou a carregar as sacolas.

- Está muito pesado para você carregar sozinho, mon Matthieu, podedeixar que eu as carrego.

-Não precisa, e-eu consigo carregar.

- Deixe-me ajudar.

Francis POV

Matthieu me olhou com o mesmo olhar encantador de antes, eu simplesmente não podia evitar minha admiração pelo brilho que aqueles olhos violáceos continham.

Quando chegamos em sua casa deixei as compras sobre a mesa, eu poderia ter arrumando, se tivesse conhecimento sobre o local certo das coisas.

- Francis, pode v-vir aqui, p-por favor?

- Não precisa pedir duas vezes. – Sentei-me no sofá ao seu lado. – O que poderia fazer por você?

Não consegui deixar de notar que um gato havia subido no sofá, fiquei surpreso quando o felino deitou-se em meu colo. Acariciei sua cabeça fazendo-o ronronar.

- Quem é este aqui?

- É o gato do meu irmão, Hambúrguer. Antes que eu esqueça o assunto, Arthur ligou convidando para jantarmos em sua casa.

- Sim, mas antes poderia me informar onde fica meu quarto para que eu possa me arrumar?

- Subindo as escadas, no fim do corredor à direita.

- Obrigado.

Subi as escadas, achei meu quarto e abri minhas malas que estavam sobre a cama que me parecia muito macia. Separei uma muda de roupas e peguei duas toalhas, pretendia aproveitar o tempo livre que tinha para tomar um banho.

Pendurei a toalha, abri a porta de correr do box e liguei o chuveiro, deixando a temperatura da água agradável. Lembro que meu banho foi bem demorado.

Matthew POV

Levantei-me do sofá e fui para a cozinha arrumar as compras. Terminado o serviço fui para meu quarto vestir roupas mais quentes. Aproveitei para arrumá-lo pois estava muito bagunçado, penteei meus cabelos também.

Bati na porta do quarto de Francis.

- Francis? Está aí? Se não se importa eu vou dormir mais um pouco, quando estiver próximo da hora você me avisa?

- Claro que não me importo, quando estiver perto eu lhe chamarei.

- Agradeço.

Fui para a sala pegar Kumajiro e voltei para meu quarto, deitei na cama abraçando-o, um tempo depois adormeci.

Francis POV

Estava quase terminando de secar meus cabelos, após terminar guardei o secador na mala. Saí do quarto e notei que a porta do quarto de Matthieu estava aberta, não resisti em dar uma olhada. Ele ficava tão fofo abraçado naquele urso, tenho que admitir que queria ser o bicho de pelúcia naquele momento.

Entrei silenciosamente para não correr o risco de acordá-lo, notei que ele se encontrava descoberto, tratei de cobri-lo pois não queria vê-l o doente. Passei a mão por seus cabelos e dei-lhe um beijo na testa.

- Durma bem Matthieu.

Saí do quarto fechando a porta atrás de mim. Desci as escadas, sentei-me no sofá ligando a televisão. Logo, Hambúrguer veio e deitou-se em meu colo novamente, acho que havia gostado de mim.

Com o passar do tempo fui ficando sonolento até que adormeci.

----------X----------

Acordei com o barulho que vinha da televisão, olhei para o relógio e notei que deveria avisar Matthieu sobre o horário. Peguei Hambúrguer no colo e retirei-o de meu colo, ele soltou um miado baixo. Subi as escadas e bati com o punho cerrado na porta de seu quarto.

- Está quase na hora.

- Ah?... Já vou!

- Estou esperando na sala.

Matthew POV

Levantei-me da cama me espreguiçando, em seguida arrumei meu cabelo novamente. Ao chegar na sala, sentei-me ao lado de Francis no sofá.

- Dormiu bem, mon Matthieu?

- Sim, só estou com um pouco de frio. – No mesmo instante ele abraçou-me.

- Agora não está mais, certo?

- S-sim.

- Mon Matthieu...

Ele começou a aproximar-se de mim. Quando estávamos bem perto, perto até demais devo admitir, meu celular começou a tocar.

- D-deixe-me atender.

- Tudo bem. – observou enquanto atendia a ligação.

- Alô?

- Oi Matt, você não vem?

- Já estou indo, eu me distraí um pouco.

- Estamos esperando.

- Entendi. – Desliguei o aparelho e coloquei-o no bolso. – Vamos?

- Sim.

----------X----------

Chegamos em frente a casa de Arthur, toquei a campainha e o mesmo atendeu.

- Oi Matthew, Francis, por que demoraram tanto?

- Eu peguei no sono...

- Pode entrar Matthew, seu irmão está na sala jogando vídeo game, já estou indo, mas antes vou conversar com Francis aqui fora um pouco.

Entrei encostando a porta atrás de mim, sentei-me ao lado de meu irmão que apertava freneticamente os botões do controle.

- Oi, onii-chan!

- Oi Matt. – Ele pausou o jogo e esticou os braços. – Vem cá. – Aproximei-me, abraçando-o e colocando a cabeça em seu ombro. – Sinto sua falta, não sei o que faria se você não fosse meu irmão.

- Também sinto sua falta, você é o melhor irmão que existe.

X-- Conversa de Francis e Arthur --X

- Francis, sabe o que pode acontecer com você?

- Não me importa o que pode acontecer, eu amo Matthieu!

- Se Alfred souber disso ele vai te matar! – Disse mostrando para Francis a cena de seu namorado abraçando o irmão mais novo. – Está vendo? Ele é super protetor, se alguém encostar um dedo ou magoar o irmão ele é capaz de destruir a pessoa.

- Não me importo de morrer por quem eu amo!

- Depois não ouse dizer que não lhe avisei. Lembre-se, eu não sei de nada.

----------X----------

Larguei meu irmão para que ele pudesse continuar jogando, fiquei apenas sentado ao seu lado. Após alguns minutos Arthur e Francis juntarem-se a nós.

- Alfred, esse é o meu primo.

Observei enquanto meu irmão pausava novamente o vídeo game, dessa vez para levantar-se e cumprimentar Francis.

- Prazer em conhecê-lo.

- O prazer é todo meu.

Todos sentaram-se em algum lugar da sala. Permanecemos em todo e completo silêncio até que Arthur decidiu quebrar o gelo.

- Então Matthew, como você conheceu Francis?

- Ah... Sobre isso... E-eu estava andando pelo parque distraído até que e-esbarrei nele.

- Sério?

- S-sim.

Francis levantou-se do sofá, indo para a cozinha.

- Vou pôr a mesa. – Disse Arthur levantando-se também.

- Q-quer ajuda?

- Não precisa, mas mesmo assim obrigado.

Francis logo voltou da cozinha com uma garrafa de vinho e quatro taças. Serviu os quatro copos em proporções iguais, entregando um para mim, aceitei por educação.

- Matthew, pode me ajudar na cozinha? – Ouvi a voz de Arthur vindo da cozinha.

- Claro. – Levantei-me e fui para o local com a taça em mãos. – Em que posso te ajudar?

- Pode arrumar a mesa para mim? E deixe-me perguntar, por algum acaso Francis fez alguma coisa com você?

- Não, por que?

- Não é nada.

Achei a pergunta um pouco estranha, mas nem pensei muito sobre o assunto. Após arrumar a mesa terminei de beber o vinho, voltei para a sala sentando-me novamente.

- Matthieu, quer mais vinho?

- Na verdade...

Não consegui terminar de fala, ele já havia servido novamente. Depois de três taças de vinho o jantar já estava pronto e servido.

Todos estavam sentados à mesa jantando, Francis estava me empurrando mais vinho. Sinceramente já estava ficando tonto, pois não tinha o costume de beber com essa frequência. Após a janta ajudei Arthur a lavar a louça.

- Ah, Matthieu, aí está você. Quer mais uma taça de vinho?

Depois de ajudar Arthur e beber o conteúdo da taça voltei para sala, então Francis novamente começou a me empurrar mais vinho, ele estava tentando me embebedar ou isso era absolutamente normal na França?

Depois de tomar a sétima dose, larguei a taça sobre a mesa e deitei minha cabeça sobre o ombro de Francis.

Francis POV

Quando Matthieu deitou a cabeça sobre meu ombro notei que havia algo errado com ele, o mesmo não parecia bem.

- Matthieu? Você está bem?

- Eu, estou bêbado e tonto.

- Quer que eu te leve para casa?

- Não precisa, eu consigo ir sozinho.

Apenas observei enquanto ele levantou-se cambaleante e caiu no chão.

- Tem certeza que consegue ir sozinho?

- A-acho que não... Pode me l-levar, por favor?

- Claro.

Após levantar ajudei-o a fazer o mesmo, passei seu braço sobre minha cabeça, apoiando-o sobre meu ombro em seguida.

- Vou levar Matthieu para casa, ele não está bem.

- Está bem, mas se cuide. – Disse meu primo enquanto me encarava seriamente.

- Então tchau, e obrigado pela janta, primo.

----------X----------

Estávamos na metade do caminho, notei que Matthieu estava com dificuldade para manter a coordenação e caminhar em linha reta.

- Não se importa se eu te carregar?

- N-não.

Peguei-o no colo, assim ficava bem mais fácil para ambos. Chegando em sua casa arrumei-o em sua cama, então fui para meu quarto, tirei as malas de cima da cama e me deitei um pouco. Percebi que Matthieu havia entrado em meu quarto, e estava sem camisa.

- Matthew o que está fazendo?

Ele começou a rebolar e balançar a camisa no alto fazendo movimentos de um jeito sexy.

- Stripptease!

Largou a camisa no chão e veio para cima de mim, levantou minha blusa e começou a tocar em minha barriga.

Matthew POV

Levantei a blusa do Francis e comecei a tocar em sua barriga que tinha um abdômen bem definido.

- Francis eu te amo!

- Matthieu, você está bêbado!

- Eu sei, mas eu realmente o amo!

- Sério?

- Sim!

Ele puxou-me para perto de seu corpo, tocou em meus cabelos e começou a brincar com meu fio rebelde. Aproximou-se mais, beijando meu abdômen, até chegar em minha boca, iniciando um longo e tranquilo beijo.

- J'aime. – Cochichou em meu ouvido

Em seguida voltou a beijar loucamente minha boca, descendo para meu pescoço.

X—Uma noite depois (Francis POV) –X

Já havia amanhecido, na verdade nem me lembrava de ter dormido. Abri os olhos e vi Matthieu dormindo no meu lado, com um lençol cobrindo seu corpo. Levantei-me e comecei a catar e vestir minhas roupas que estavam espalhadas pelo chão.

- Hmm... Francis?

- Oi, bom dia mom amur.

Voltei ao seu lado abraçando-o, dando-o um beijo em seus lábios e acariciando seus cabelos loiros.

- Eu te amo.

- Também te amo mom amur, durma mais um pouco enquanto preparo o café da manhã.

A resposta que obtive foi um sorriso carinhoso, dei um beijo em sua testa e sai do quarto. Fui para sala onde Alfred estava sentado no sofá, abraçando Arthur.

- Bom dia.

- Bom dia — disseram em coro.

- Vou fazer café da manhã, vão querer?

- Sim.

Fui para cozinha preparar o café.

Matthew POV

Levantei da cama botando minhas roupas que estavam espalhadas pelo chão, fui para o corredor. Ouvi gritos vindos do andar inferior, estavam brigando? Andei até as escadas e escutei a conversa lá de cima, Alfred estava brigando com Francis? Espiei, e era exatamente isso.

- Seu bastardo bebedor de vinho o que você fez com meu irmão?

- Nada que ele não quisesse.

- Ele estava bêbado como ia saber se ele queria ou não!

- Ele que veio para cima de mim primeiro.

- Não minta para mim!

Alfred estava fazendo feição com o punho, ele estava prestes a bater em Francis, e o faria se ninguém o segura-se. Desci as escadas correndo, metendo-me na frente do Francis, Alfred não esperava por isso, então me acertou o soco em cheio no rosto, apenas soltei uma exclamação de dor.

- Mom amur você está bem? Viu o que você fez!

- Eu? Foi por sua causa que ele se meteu na frente.

- Parem de brigar! — Disse Arthur agachando-se para me ajudar.

- Não até esse sapo dize o que fez com o Matt!

- Eu já disse, não fiz nada que ele não quisesse!

-Por favor, Matt o que ele fez com você? Ele te estuprou ou algo assim? Se for isso eu quebro a cara dele.

- Se ele gostou não é estupro.

- Não estou falando com você! Matt, responda seu irmão!

- E-ele não f-fez nada q-que eu não q-quisesse.

Após dizer isso sentei-me no sofá abraçando Kamajiro, usando-o para esconder meu rosto, que provavelmente estava vermelho.

- Matthew está falando a verdade? — Perguntou Arthur.

- S-s-sim.

- Eu disse que não havia feito nada contra sua vontade. — Francis chegou perto de mim, abraçando-me e passando a mão em minha cabeça.

- Desgraçado! Largue-o! Matt sai de perto dele!

- Onii-chan eu... E-eu... Eu realmente g-gosto d-do F-Francis. – Disse levantando a cabeça, ainda abraçado em Francis

- Isso é sério?

- S-sim.

Larguei-o, em seguida me levantei e sentei ao lado de Alfred que havia se sentado, abraçando-o e observando um leve sorriso se esboçando em seus lábios.

- Tudo bem, mas se ele te magoar ou fizer qualquer coisa contra sua vontade, eu vou arrebentar a cara dele.

- Não vou magoar Matthieu, eu o amo.

- Só quero deixar bem claro.

Levantei-me, voltando novamente para o lado de Francis, abraçando-o novamente.

- J'aime. – Susurrei em seu ouvido.

- Eu vou cuidar de você para sempre mom amur. – Respondeu sorrindo.

Notas finais
Comentários? *u*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!