Notas iniciais
Infelizmente, não fui muito criativa no título desse capítulo, porque ele não parece ser tão convidativo e misterioso, então se vocês têm algum título melhor para este capítulo, me digam que eu mudo! Espero que gostem! ^^

– Isso é assustador! – exclamou Toothiana, voando de um lado para o outro com preocupação, as fadinhas a seguindo para todo lado. – Quem seria capaz de uma coisa dessas?!

– Espere, espere um pouco. – disse Bunny, erguendo as mãos para que eu parasse de falar e franzindo a testa em uma expressão de desentendimento. – Você disse sombras e fogo? – perguntou ele. Eu acenei com a cabeça.

– Isso mesmo. – confirmei. Ele colocou a mão no queixo, pensativo, e então olhou para Norte.

– O que você acha? – perguntou ele. Norte estava com os olhos semicerrados, também com o pensamento longe, e captou a pergunta do coelho, mas apenas suspirou. Sandy de repente ergueu a mão.

– O que foi, Sandy? – perguntou Jack. O homenzinho de areia então tentou se explicar, formando imagens acima de sua cabeça, primeiro das chamas de um fogo crepitando e depois de Breu. Olhei instintivamente para Jack, para ver sua reação com a imagem de Breu, mas ele apenas ficou mudo de novo e desviou o olhar para o globo, observando as luzes que piscavam nele. Eu suspirei e voltei meu olhar para o Sandy de novo.

– Você acha que o Breu tem um aliado? – perguntei, e ele acenou a cabeça e formou a imagem do fogo novamente. – Que controla o fogo?

– Um aliado que controla o fogo?! – perguntou Norte, cruzando os braços e olhando para Jack. Ele inesperadamente abriu um sorriso. – HÁ! Não é muito esperto da parte, não é?!

Jack devolveu o olhar e soltou uma risada, compreendendo o que Norte quis dizer. Se Breu tivesse mesmo um aliado que controlava o fogo, então Jack já era o inimigo perfeito para ele.

– É. Mas não dá pra eu chegar lá e só congelar ele ou sei lá o quê... – disse ele, num tom despreocupado, flutuando e sentando em cima de uma mesa de madeira, encostando a cabeça em seu cajado.

– Ele está certo. – eu concordei, olhando para ele e depois para os outros. – Nem sabemos mesmo se é alguém que controla o fogo. Temos que descobrir isso primeiro, depois descobrir se ele realmente está do lado do Breu e, aí sim... vamos fazer alguma coisa a respeito disso.

– Eu tenho um plano. – disse Bunny de repente. – E vocês dois vão ser uma parte essencial dele. – disse ele, olhando para Jack e para mim. Jack ergueu uma sobrancelha e eu ergui as duas em surpresa.

– É mesmo? – perguntou Jack, um sorriso divertido no rosto aparecendo em seu rosto. Bunny sorriu para ele e bateu seu pé duas vezes no chão. Um buraco abriu do nada abaixo de nossos pés e nos puxou para baixo, fazendo todos gritarem com o susto e continuarem gritando enquanto caíam.

– É mesmo. – respondeu Bunny, entrando em um buraco que ele fez para si próprio.


***ENQUANTO ISSO***



Os dedos tamborilavam impacientemente em cima da mesa enquanto ele observava com desgosto as luzes do globo. O ambiente ao redor dele ficou mais quente de repente, e ele sentiu que não estava sozinho, sentindo a presença marcante de outra pessoa. Ele cerrou os dentes e bateu a mão na mesa.


– Mestre. – disse uma voz masculina com uma risada no final, inclinando um pouco a cabeça para o lado. O que bateu a mão na mesa se virou para ele, um olhar de ódio em seu rosto.

– Você não fez o que eu mandei. – disse ele. O outro ergueu as sobrancelhas.

– Como não fiz? É claro que fiz! Do jeito que você tinha mandado! – disse ele, também ficando um pouco nervoso.

– Você. Deixou. Rastros. – disse o homem, a areia preta se agitando e correndo em espirais em volta de seu corpo. – E, por causa disso, eles vão descobrir! TUDO POR CULPA SUA! – gritou ele, mandando um chicote de areia na cara do outro e fazendo-o cair no chão. O homem suspirou e a areia parou de agitar tanto.

– Se você quer mesmo ser meu aluno e acabar com todos eles, você precisa ser melhor do que isso! E precisa parar de ter medo! – disse ele.

– EU NÃO TENHO MEDO! – gritou o outro, erguendo a cabeça para encarar seu mestre com determinação, mas ele já tinha se virado e voltado sua atenção para o globo outra vez.

– Ah, não. Você tem medo sim, eu sei que tem. É a única coisa que eu tenho certeza nas pessoas. – disse ele, a voz um pouco mais calma, mas ainda sim com ódio. – Vá fazer a outra tarefa que lhe pedi. Temos pouco tempo agora que você quase estragou meu plano. – mandou ele. O outro se levantou e respirou profundamente. Ele então se curvou.

– Sim, mestre. – disse ele, curvando-se. Um círculo de fogo se formou em torno dele e ele de repente desapareceu de lá, deixando apenas algumas cinzas para trás.

O homem deu uma risada quando ele foi embora. Ele ergueu a mão e sua areia negra girou em torno do globo, cobrindo-o por inteiro.

– Ah, Kali. Você não têm idéia no que está se metendo... – comentou ele, fechando a mão em um punho e fazendo com que a areia se dissipasse. – Vocês não têm idéia...

Notas finais
P.S.: nesse capítulo eu resolvi deixar os nomes originais dos personagens do Coelho e da Fada do Dente como realmente são em inglês: Bunnymund e Toothiana! ^^