Eu sou uma guardiã há muito tempo, mas, em todo o tempo dessa minha nova vida, eu nunca tinha presenciado tantas coisas ruins acontecendo. Meu nome é Kali Heather, e eu sou Guardiã dos Animais.

Um dia, eu estava em NY, onde um dos meus ajudantes (que são animais) tinha detectado que um animal estava correndo perigo no Central Park. Fui voando até lá para ajudá-lo e descobri que era um filhote de gato preso em uma árvore. O parque quase não tinha ninguém pelo fato de serem 4 horas da manhã.

- O que aconteceu? – perguntei para a mãe do gatinho, que estava no chão com os outros filhotes.

- Eu não sei! – disse ela desesperada. – Nós estávamos dormindo quando, de repente, no meio da noite, ele gritou por ajuda e vimos ele estava lá em cima, no alto da árvore. Eu já tentei escalar a árvore várias vezes, mas não consegui!

Olhei para cima e voei até o galho onde o filhote se encontrava.

- Olá. – eu disse. Ele estava com o olhar assustado. – Não tenha medo, eu vou lhe ajudar.

- Minha pata está machucada. – disse ele.

- Tudo bem, venha comigo. – eu disse pegando-lhe cuidadosamente com as mãos e voando de volta para o solo.

- Vamos ver isso. – eu disse pegando a pata machucada do filhote e fechando os olhos por um tempo. Quando os abri, minha magia tinha funcionado e a pata dele estava bem melhor.

- Agora, só uma pergunta. – eu disse colocando-o no chão, próximo á mãe, e sentando-me para ficar mais perto deles. – Como você foi parar lá em cima?

- Eu não me lembro muito bem. Só lembro de sombras me puxando e aí, quando vi, eu já estava lá em cima e, quando fui tentar descer, caí em outro galho e torci minha pata. – contou o filhote.

- Estranho... – comentei. – Mas... tenham mais cuidado da próxima vez. – eu disse esboçando um sorriso sereno no rosto.

- Muito obrigada! – disse a mãe dos filhotes com ternura no olhar, e eles foram embora.

Achei aquilo muito estranho mesmo! Sombras que puxaram o filhote para o alto da árvore? Desde quando isso era normal? E quem poderia ser?

Mas, de repente, senti um gelo em meu nariz, dispersando meus pensamentos. Quando percebi, estava nevando no parque inteiro.

- Jack Frost. – pensei em voz alta, cruzando os braços.

- Sentiu minha falta? – disse uma voz masculina atrás de mim. Virei-me e lá estava ele, encostado ao lado de uma estátua. Uma das mãos enfiada no bolso da jaqueta azul escuro, a outra segurando um cajado de madeira e um sorriso travesso estampado no rosto.