It's just a play
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Como sempre gratidão por ler, faz diferença!!!
Eu sonhei com esse plot enquanto jogava RPG de twitter então espero que gostem dessa fanfic levinha que passa no ultimo ano de ensino medio deles
enfim boa leitura ♥
Hoje será um bom dia. Pelo menos precisa ser. Hugo não pode descobrir e nem meus pais. Mas tem tudo para ser um bom dia não? Lilu adora aquele lugar, todos os meus primos gostam, então talvez eu vá gostar também e eu posso dar um outro jeito de conseguir a bolsa, eu sei disso.
— Espero que sim — digo para mim mesma enquanto encaro meu reflexo.
— Falando sozinha, Roseta? — escuto a voz de Hugo. Quando encaro ele vejo que já está pronto e com uma aparencia animada — Pensei que o esquisito era eu.
— Primeiro, Tampinha, ninguém aqui é esquisito ok? E eu só estava pensando alto, só isso — dou de ombros e me volto a olhar para o espelho — o que acha dessa roupa?
— Acho que a Tia Muriel tem que parar de te emprestar roupas — fecho minha expressão e taco a primeira coisa que vejo nele.
— Ha-ha engraçado ein.
— Isso quase me acertou — ele fala indignado e se senta na minha cama.
— Preciso melhorar minha mira então.
— Mimimi — ele revira os olhos e me olha — mas Rose, por que não está aproveitando esse momento incrível e inédito das nossas vidas que é não ter uniforme para escola?
— Eu gosto de uniformes — falo frustrada e sento na cadeira virada para ele — não sou a Lys.
— Sei disso, você é a Rose — ele sorri para mim e eu retribuo o sorriso — se você se sente confortável com essa roupa então vá assim ok? Isso que é importante, você bem.
Lá estava ele de novo, se preocupando com a minha escolha. Essa fase da minha vida estava sendo o momento de treino, queria ser atriz não é? E estava dando certo com todos, mesmo minha mãe que achei que seria a mais difícil de enganar comprou a ideia. Claro, Hugo sempre se certificava, mas nada além disso. A única que sabia que eu estava fingindo era Lysander, minha melhor amiga. Reviro os olhos para ele e mudo para a cama.
— Eu estou bem — disse — e você? Feliz?
— Ansioso, animado, com um pouco de medo e gases — nós rimos.
— É bom que você não solte eles aqui no meu quarto, ein?
— Rose? — escutamos uma pequena batida na porta antes de ver meu pai sorrindo, ele definitivamente estava feliz que íamos estudar em Hogwarts — Ah Huguinho que bom está aqui também! — solto uma risadinha quando Hugo franze o rosto com o apelido — Vamos tomar o café! Albus logo vai estar aqui para sua mãe levar vocês.
Descemos as escadas e realmente parecia mais uma manhã comum, rotineira, como todas as outras, mas não era. Iriamos começar em uma escola nova e eu não fazia ideia como me encaixar, nunca soube, apenas acontecia. Só que agora estamos já na metade do último semestre do ensino médio, quer dizer, eu estou porque Hugo ainda tem 2 anos e meio pela frente.
— Rosinha! — chama meu pai — o que deu em você? — acho que ele estava tentando falar comigo, então abro um sorriso pedindo desculpas — Atenda a porta, por favor.
Coloquei uma torrada na boca e fui abrir a porta para o meu primo e para a minha infelicidade ele não estava sozinho.
— Rose você sabe que já tá tarde né? E você ainda nem tá vestida — diz o loiro, a primeira coisa que ele fala para mim é um julgamento, nem um bom dia eu recebo!
— Nossa, Malfoy, sabia que você tinha alguns problemas, mas não imaginava que visão era um deles — respondo segurando a torrada com uma mão e com a outra gesticulo mostrando meu corpo — isso são roupas.
— Você vai assim? — diz surpreso.
— Já chega vocês dois — Albus intervém antes de eu responder, mas não deixaria o metidinho ter a última palavra.
— Vou — respondo e desvio o olhar dele para Albus — foi ele que começou, nem um bom dia me deu — encaro Scorpius novamente — Isso é falta de educação, sabe?
— Não — Albus fala para o irritante antes que ele responda e suspira — o que eu fiz em outra vida para merecer isso? — ele diz balançando a cabeça negativamente.
— Algo ruim, muito ruim — responde meu irmão atrás de mim — e eu pior para ser irmão dela.
— Vai começar, Hugo Weasley? — falo ríspida, mais grossa do que gostaria, mas eu to irritada.
— Não, ele não vai — responde Albus pelo meu irmão — bom dia rose — ele diz suavizando a voz e me dá um beijo na testa, realmente não consigo evitar de abrir um sorriso.
— Bom dia, Albie — digo e finalizo minha torrada.
— Então é só fazer isso para amansar a fera? — pergunta o insuportável e assim, minha raiva volta.
— Mas que raios você tá fazendo aqui, Malfoy? — cruzo os braços e o encaro.
— Eu sempre pego carona com o Albus, ué.
— Ah! Meninos que demora — escuto a voz de minha mãe se aproximando — Olá Albus e Scorpius! — reviro os olhos sem me controlar, como alguém fala o nome dele com tanta alegria em vê-lo? — Vamos, entrem e tomem café conosco.
— Com certeza, senhora Weasley — e aí o insuportável se aproxima me forçando a encostar no batente para dar espaço para ele passar, ridículo.
— Será um longo semestre — comenta Albus parado ao meu lado.
— Você acha? — meu tom é bravo, mas ele ri e me abraça.
— Tenho certeza que você vai gostar, Rose, certeza.
“Espero” é o que quero dizer, mas meu pai nos chama. Albus está me puxando para encontrar minha família quando a campainha toca novamente e tento sair do abraço apertado do meu primo na hora enquanto ele ri do meu esforço antes de finalmente me soltar. Corro até a campainha que toca novamente e ao abrir a porta sou atacada.
—Ah que saudade de você — escuto a voz da minha melhor amiga em minha orelha.
— Lys calma, assim fico sufocada — sorrio quando ela me solta e vejo que seu irmão está junto — oi Lorcan, podem entrar.
— Eae Rose — ele diz e entra na minha casa indo direto para Hugo.
— Eu shippo tanto — Lys sussurra para mim.
— Eu também — estar com ela me fez sorrir de verdade pela primeira vez naquela manhã.
— Ola Weasleys — diz ela animada — Oi Scorp, Albus.
— Você conhece o insuportável então? — cruzo os braços para ela
— Ora não fale assim, Albus até que tem seu charme — ela pisca para meu primo que revira os olhos pra ela
— Ela tá falando do Malfoy — esclarece meu irmão
— Ah conheço, graças ao Scorpius eu to na equipe de teatro, ele é tipo o chefe de lá.
— Eu não sou o chefe — revirei os olhos no mesmo instante que ele sorriu para mim fingindo modéstia.
— Só fez todas as peças possíveis — diz Lorcan enquanto pegava um pão.
— Ator hein? — comenta meu pai com um sorriso estranho. Não entendo o motivo, mas minha mãe sim já que está encarando ele — Pretende seguir carreira?
— Sim senhor — ok, isso era novo — essa semana tem testes para o último musical, tô ansioso.
— Ai filha você vai fazer um teste não é? -pergunta minha mãe animada.
— Talvez
— Seria uma honra pra você contracenar comigo, mas acho que a Prim que vai ficar com o papel — ele me encara com desafio.
— Veremos — devolvo o olhar até que desvio para minha mãe que está sorrindo de um jeito estranho para mim — Mãe eu posso ir com a Lys para hogwarts? É aqui perto mesmo, dá pra ir andando.
— Não quer terminar seu café? ou a Lysander comer algo?
— Não, nós já vamos — digo antes que minha amiga possa falar algo. Saio pegando minha mochila e puxando Lys pela porta.
— Aí, meu pulso — ela reclama e solto ela — pra que correr? Tão ansiosa assim?
— Lys — chamo baixinho enquanto ando com ela — você gosta de lá? As pessoas são legais?
— Você vai adorar — sinto sua mão apertar a minha — o grupo de teatro é realmente incrível e os jogos também são emocionantes, a maior parte dos professores são legais e os alunos também.
— Eles respeitam seu nome? — pergunto — seus pronomes? Respeitam você?
— Sim furacão ruivo, não há ninguém para chegar já matando — ela ri — mudar foi realmente o melhor sabe? Um recomeço porque naquela escola — vejo ela fechar os olhos e eu aperto a mão dela — talvez a transição seria bem mais difícil.
— Lá era bem difícil para todos vocês né?
— Não se sinta mal por gostar de lá. Aquela escola te ensinou a sonhar, te deu muitos momentos bons e a todos nós também — ela para e aperta minha mão de leve — e me deu a nossa amizade incrível — não consigo mais segurar então os braços de Lysander me envolve e eu começo a chorar muito.
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