Notas iniciais
Eu sumi, eu sei. Digamos que eu estava estudando muito para não ficar em recuperação, e adivinhem. Eu fiquei em matemática. Estudei muito na recuperação e tirei uma nota X; nota vergonha alheia. Comecei a estudar para a final; são duas recuperações uma dos bimestres 3 e 4, ou seja, a do segundo semestre, e a final, que são dos 4 bimestres. Fui para o colégio pegar a prova para estudar, e corrigiram a coitadinha errada, e a nota ficou Y e eu passei. Tive um certo bloqueio de criatividade e estou de volta. "AQUI ESTOU EU, E VOU FICAR" Só avisando, leiam as notas finais.

“Coisas vem e vão, umas ficam como lembranças, e outras se vão como o vento.” – Jackson.

Meu nome é Kristoff Bjorgman, tenho 17 anos. Junto com Jackson e meus amigos moro no acampamento meio-sangue. Como sempre tudo aqui sempre está muito parado. Sem nenhuma novidade, sempre a mesma rotina, café da manhã, treino, treino, almoço, treino, treino, treino e treino. Estamos treinando para algo que nem sabemos se vai acontecer. Tudo bem eu estou sendo meio negativo, só um pouco. Acreditar em uma Anja-principalmente que ela vai cair do céu- é loucura, qual a probabilidade de alguém cair do céu?

–Estranha àquela nevasca, não? –perguntou Jack enquanto mordia sua maçã.

–Nevasca? Que nevasca? –questionei-o.

–A de ontem à noite, e ao sair de minha casa eu vi uma menina perto do lago.

Ri um pouco dele, ele está louco. Ou eu estou louco, meio que questionei as regras hoje. Ah, tudo é tão confuso. Vivemos em, praticamente, cativeiro. Eu só queria ser livre, fazer coisas como pessoas normais, como humanos. Eu só queria ser 100% humano.

Minha maldição sempre me impede de fazer coisas que gosto, como por exemplo, abraçar Anna, tem que sempre me preocupar em não esmaga-la. Ah, e quando eu estou perto da mesa de frutas e me dizem: “Joga uma laranja para mim.”, e se eu acabar arrancando a cabeça da pessoa imagina a cabeça de uma pessoa voando porque foi acertada com uma laranja. Tá bom, talvez eu esteja exagerando, assim, só um pouquinho. Mas isso não quer dizer que minha força não seja fatal, se eu quisesse matar alguém daqui era só dar um peteleco, tá certo, exagerei de novo, tenho que parar de drama. Seja macho, cara.

Abri minha boca para falar algo para Jack, mas ele foi chamado à diretoria. O que será que ele aprontou dessa vez? Ele está sempre se metendo em confusão.

Jack

O que eu fiz dessa vez? É bem provável que o diretor North me deixe de castigo, limpando os banheiros, ou até mesmo ficar de babá de crianças que vieram antes da hora, ai que horrível.

–Sabe por que eu lhe chamei aqui? –ele perguntou calmo.

–Fiz algo de errado, de nevo. –respondi enquanto passava a mão em minha nuca.

–Não. –isso me deixou perplexo — Ontem, recebemos mais uma pessoa, ou melhor, um guardião, seu nome é Bunny, e seu cerne e transmitir a esperança para as crianças. E de acordo com ele, a Tothianna, o Sandman e eu, decidimos que você também é um guardião, é seu destino, por isso que você é o único com poder de neve.

Tá legal, agora eu estou confuso. Há dois anos eu era um Zé ninguém, um zero a esquerda, mais inútil que feriado no sábado, e agora eu sou um guardião, não estou compreendendo, tudo muda tão rápido, meu destino mudou tão rápido.

–Isso pertence a você. –falou ele me entregando um cajado-Seu destino é Paris, saberá a quem atender. E também saberá seu cerne.

–Espera aí, eu sou um guardião, que pode voar com um cajado. Vou voando para Paris, onde ajudarei uma criança e acabarei descobrindo o meu cerne.

–Isso. –falou ele como se isso fosse à coisa mais normal do mundo — Eu sinto, na minha pança. –falou ele pondo a mão sobre a sua barriga.

Minha vida está de cabeça para baixo, isso não pode estar acontecendo, o que está acontecendo. É coisa de mais para a minha cabeça. E tudo isso pela intuição da pança do meu diretor, ou guardião, ou Papai Noel, o que você quiser chamar.

Ele me explicou como usar meu cajado, é só ordenar ao vento e voar, simples. Fui andando para a área onde ele guarda seu trenó.

O que esse simples cajado pode fazer? Por acidente encostei o cajado no chão, ele ao simples toque no piso soltou pequenas faíscas de neve, me deixando um pouco mais animado com essa coisa de ser guardião. Animado e alegre com tudo isso, e com a sensação de poder congelar e fazer pequenas nevascas, eu comecei a congelar todo o local, juntamente com árvores, onde encostei minha mão, e congelei a sua superfície, meu poder é mais forte assim. Comecei a correr, congelando todo o piso e acidentalmente comecei a voar, era incrível. Até que eu comecei a cair, mas por sorte me segurei em um galho, onde pude ver uma ampla visão das cidades. Comecei a voar até lá, é tudo tão novo, tão magico.

Mas sem querer errei na hora da aterrissagem e fui de encontro ao chão, limpei toda a sujeira de minha blusa rapidamente e voltei a andar.

Tentei me cumprimentar a todos ao meu redor, mas ninguém me respondia, nunca imaginei que humanos fossem tão ignorantes. Indignado perguntei a uma criança, uma criança jamais me ignoraria, é um ser puro, não vê a maldade do mundo.

–Ah, olá garoto, será que você poderia me dizer onde eu estou?

Mas ele não me respondeu, ele atravessou meu corpo, me dando uma sensação estranha, eu senti meu corpo mais frio, vazio, incompleto.

Após esse ato estranho varias pessoas me atravessou, o que me fez por a mão em meu coração, será que ainda estou vivo? Ou morri na hora da aterrissagem?

Tudo que eu sei sobre esse mundo é que tenho que procurar uma criança. Seu nome: Elizabeth. E como sei disso? A lua me contou. Foi à única coisa que ela me contou sobre esse lugar estranho que chamam de lar.

Continuei minha caminhada, me sentindo vazio e só. Até que escutei um choro vindo de uma casa, a janela estava aberta, já que ninguém me pode ver entrei no quarto e comecei a conversar com a jovem que aparentava ter 15 anos.

–Eu sei como se sente, vazia, só.

Mas acho que ela escutou, antes estava sentada em sua cama abraçada em seus joelhos, mas ao ouvir minha voz se jogou para o lado, deixando somente a cabeça amostra, como se tentasse me ver e se esconder ao mesmo tempo. Dei uma leve risada, o que a fez sorrir de lado, mas ainda assustada.

–Quem é você? –ela perguntou em um baixo sussurro.

–Jack Frost. –respondi.

–Elizabeth. –disse ela saindo de trás de sua cama.

–Por que apareceu na minha janela, invadiu o meu quarto. Por quê?

–Eu sou um guardião, e você é a única pessoa que me vê.

–Eu sei como é triste.

Não sei a história dela, mas pelo fato de estar trancada em um quarto, sozinha e no escuro já sei bem como ela se sente. Já que eu vivi uma mentira, um dia um ninguém outro dia um guardião. Não entendo mais nada. Por impulso fiz uma bola de neve e joguei em seu rosto, que ficou com uma cara de espanto, mas depois começou a rir.

Eu nunca tinha visto alguém sorrir desse jeito, nem mesmo Anna. Acho que já entendi o meu cerne. Levar a diversão para as crianças. Mas ela não é uma criança, e é a única pessoa que me ver nesse mundo estranho.

Como ela não possui poderes, então pegou uma almofada e jogou em meu rosto.

–Ei, isso é injusto. –falei.

–Então faz nevar. –disse ela. –Faz a magia, faz a magia.

...

Após uma infantil guerra de bolas de neve, Elsa se deitou em sua cama e novamente voltou a chorar. Disse-me ela que era a primeira vez que ela se divertia com alguém, disse-me também que todos os seus amigos morreram.

–Eu não tive um amor reciproco de família, todos eles têm medo de mim, principalmente depois que minhas amigas, Branca, Jasmine e Mulan, e meu psicólogo morreram.

–Jasmine e Mulan? –ri um pouco- Suas amigas?

–Sim, e a culpa foi minha.

–Conte-me, por que pelo que sei Jasmine, Mulan e Branca são as mais malvadas.

–Não são, deixe-me contar uma história.

Flash Back ON:

Estávamos no carro, haviam se passado duas semanas desde o acidente com Snow, estávamos indo para o cinema, mas ele era um pouco afastado da cidade e passava por uma ponte deserta. A mãe de Jasmine estava dirigindo, e eu ao seu lado, ou seja, Mulas e Jasmine estavam no banco de trás. Todas nós distraídas, cantando, brincando e conversando. Estávamos todas felizes, até que, quando virei meu rosto para estrada, vi uma menina, com o rosto coberto pelos seus cabelos, dei um grito e pus a mão no volante, onde mudei a direção. Mas, o carro ao fazer a curva, capotou para fora da ponte, onde caiu com força em um rio, o carro ia afundando cada vez mais e mais. A porta de meu lado havia emperrado, depois de um tempo tentando sair eu desmaiei.

...

Acordei no hospital, deitada em uma maca, não consegui mexer meu corpo. E meus pais estavam lá me observando, com uma expressão meio que de raiva. Não estavam felizes por eu ter sobrevivido. Pelo visto a mãe de Jasmine contou tudo. Mas ela não viu? Eu vi, por que ninguem acredita em mim?

Flash Back Off

Nossa que horrível, agora eu entendo o porquê delas serem tão más na sua segunda vida. Tudo faz sentido, o que acontece com você no passado acarreta no seu futuro, e isso é incrível, ou não, talvez seja apenas o destino e suas consequências.

E agora percebo, essa é a Elizabeth de meu sonho, não acredito que finalmente estou com ela, isso é incrível.

–Já vi você antes, lembra? Na minha terra. –falei animado.

Ela somente concordou com um sorriso. Mas esse sorriso se desfez quando sua mãe abriu a porta com força. Deixando-nos assustados, muito, muito assustados. Fazendo também com que eu segurasse sua mão.

Mas ela somente deu a sua filha uma carta e lhe disse:

–Antes de sua irmã morrer, ela lhe deixou uma carta, estou pronta para lhe dá-la.

Ela a entregou a carta e trancou a porta do quarto.

–Você tinha uma irmã? –perguntei.

–Anna. –falou ela e me entregou a carta que eu pudesse lê-la.

“Querida Elsa, essa letra não é minha, mas as palavras sim. Só gostaria de lhe dizer que acima de tudo, acima do que todos me dizem, eu lhe digo amo-te. Você é a melhor irmã que alguém poria ter e...”.

E ela morreu antes mesmo de terminar a carta. Abracei Elsa fortemente, com certa cautela, e a encarei nos olhos, ela realmente perdeu coisa demais nessa vida, seu eu pudesse, eu a levava comigo.

E talvez essa Anna seja a Anna, a nossa Anna. Já que, quase todos que morrem vão para o nosso acampamento.

Estávamos nos aproximando mais e mais, até que nossos lábios se encontraram, resultando em um beijo calmo e suave. Mas de repente, senti todo o ar se esvair de meus pulmões, e não era por conta do beijo, suas mãos em meu cabelo forçava-me a continuar beijando-a, até que eu desmaiei.

...

Acordei ofegante, mas não estava mais em seu quarto, eu estava na sala do diretor North, não estava mais com meu cajado e nem aquela blusa. Era como se nada daquilo tivesse acontecido, o que me deixou um pouco confuso.

–O que aconteceu? –perguntei pondo a mão em minha cabeça que doía como se eu tivesse levado uma pancada.

–Ao entrar em minha sala –começou o diretor North –Um dos meus Yets bateu com a porta em sua cabeça. Eu disse para ele tomar cuidado, mas ele nunca toma.

E então um dos Yets resmungou algo, com que quisesse me pedir desculpas, ou se desculpar por derrubar um copo de leite no chão.

–Você está bem, Jack? –perguntou Rapunzel pondo uma bolsa de gelo em minha testa. –Estávamos todos preocupados com você.

–Não, não estou bem, o que aconteceu aqui? Eu fui para outro lugar, outra terra. Eu fui para o outro lado do muro. –respondi finalizando.

Todos ali presentes, os Yets, North, Bunny e Punzie me olharam como se eu fosse o louco da história. Até que Punzie virou seus olhos para o lado e falou calmamente, como que falasse com um louco em um hospício.

–Jack, -começou a falar Punzie- É apenas um sonho, seja livre.

Notas finais
Pensam que eu esqueci? Esqueci mesmo, só lembrei depois. Obrigada as DYWOHZAS que comentaram capítulo passado, só vi hoje, e me motivou para terminar esse. Minhas expectativas é fazer o capítulo 4; é o quatro? Não lembro. Como um especial de natal, o que vocês acham? Sim, ou um capítulo normal?