It's a friendship. No. Whait.
1 Prólogo
Notas iniciais
Adoraria receber críticas, elogios e até sugestões nos comentários.
Já que sou novata, ainda sou meio insegura nesse esquema (KKKK).
Assim que me pedirem, postarei o primeiro capítulo!
Espero que gostem!
Chorava tanto que não conseguia mais enxergar um palmo a sua frente.
Estava sentada em uma das várias privadas do banheiro feminino, na posição mais humilhante que podia existir: os braços abraçavam as duas pernas, levando-as de encontro ao corpo.
Lydia não conseguia parar de chorar. Era inevitável. Precisava liberar toda a dor que estava sentindo.
"Por quê? Por quê ele fez isso comigo?". Seus pensamentos gritavam. "O que tem de errado comigo?".
A porta do banheiro se abriu. Pela força que a pessoa fez, parecia que ela sairia de suas dobradiças enferrujadas. Ouviu uma respiração pesada. Era um garoto.
— Lydia? — A voz familiar, soava desesperada.
— Stiles! — Ela conseguiu dizer em meio aos soluços.
— Lydia, abra essa porta. — O moreno de pintinhas no rosto, pediu.
Tremendo, ela destrancou a porta e o garoto abriu-a. Ficou parado por alguns instantes, analisando o estado da melhor amiga. Sua maquiagem estava toda borrada e seu cabelo ruivo, encharcado de lágrimas e totalmente desgrenhado. Stiles correu até ela, e a abraçou. Forte.
— Tudo vai ficar bem. — Disse ele
— Vo-Vo-Você não entende. — Soluçou ela. — Acabou tu-tu-tudo! — Lydia voltou a chorar, descontroladamente.
O garoto, delicadamente, colocou a cabeça dela em seu ombro e a envolveu em seus braços. Os cabelos ruivos, ficaram bem abaixo de seu nariz. Cheiravam a baunilha.
— Ei, pare com isso. — Ele tentou animá-la — Você não tem culpa de nada. Quem fez coisa errada, foi aquele merda policial de nariz em pé.
— Eu sei que foi o Parrish que estragou tudo — Ela estava mais calma. — Mas, Stiles, eu o amava tanto. Não sabia que ele seria capaz de me trair com aquela cachorra sarnenta.
— Ãã.. coiote. — Ele a corrigiu.
— Ah, é tudo a mesma coisa. — Ela respondeu, indiferente. — Enfim, mesmo ela sendo sua ex-namorada, você não consegue ter um pouco de raiva dela?
— Na época em que nós terminamos, eu não conseguia simplesmente, não gostar da Malia. Era muito recente, sabe? Mas agora, depois do que ela fez com você, é meio difícil eu não estar com raiva.
— Stiles? — Lydia interviu.
— Sim? — Ele respondeu.
— Você é o melhor amigo do mundo, sabia?
— Sim, eu sei. — Ambos riram. Ela deu um leve soco no ombro dele (o qual ela não estava deitada, claro.)
Um silêncio estranho dominou o banheiro.
— Lydia, você ainda vai hoje né? — Ele perguntou.
— Na noite do boliche? Com você, Scott, Allison, Isaac e a Kira? Não sei bem. Eu até estava querendo ir, mas depois do que aconteceu hoje...
— Ah, vamos! Sei que está sendo difícil, mas você precisa se distrair um pouco. Eu passei por essa fase e posso garantir que, por mais demorada que ela seja, passa. — Stiles sorriu. Aquele sorriso típico, que não mostra os dentes. — Olha, depois do meu término com a Malia, eu só queria ficar em casa, no escuro, pensando e chorando. Doeu, muito. Eu pensava que seria pra sempre, entende? E aí, de uma hora pra outra, ela decidiu terminar. Foi realmente, muito difícil.
— É, términos de relacionamentos são sempre complicados. — Ela respondeu. — Eu sou prova disso. — Os dois riram, nervosamente e mais um silêncio constrangedor se iniciou.
— Quer saber? — Stiles decidiu falar, enfim. — Acho que tô exigindo muito de você. Seu ex-namorado e minha ex acabaram de te trair, e eu tentando te empurrar pra uma noitada no boliche, onde só vai ter casal. — Fez uma pausa. — Pensando bem, acho que eu também não vou. Se a gente for, vamos ficar segurando vela a noite inteira.
— Então, já que não vamos, que tal uma pizza em casa? — Lydia sugeriu.
— Não quer ir na minha? Você quase nunca vai lá.
— Também! — Ela se afastou dele e levantou os braços — Seu quarto é uma bagunça, Stiles! Aquela montoeira de notícias de jornais, desenhos, códigos, objetos/pistas, livros...Tudo isso se encontra no chão do seu quarto, esqueceu?
— Não mais, minha querida — Ele brincou. — Fiz um mural enorme em uma das minhas paredes. Tá tudo organizado. Agora, se não quiser ir mais em casa, as suas desculpas terão que ser mais convincentes!
A garota arregalou os olhos verdes, brincando, e começou a rir.
— Tudo bem, tudo bem, Sr. Stilinski, você venceu. — Ela continuou. — Chego na sua casa ás 19, ok?
— Combinado! — Ele sorriu. — Já que estamos conversados, acho melhor a gente sair desse banheiro, porque se não, a Allison e o Scott vão me matar. Deixei os dois do lado de fora. Disse que eu tinha melhor experiência na situação que você está passando, e que se entrassem, sua cabeça ficaria mais confusa do que já tá e... — Lydia o abraçou, interrompendo-o.
— Obrigada. Obrigada por tudo. — Ela sussurrou no ouvido dele. O garoto sentiu um leve frio na espinha.
— Você é minha melhor amiga. Eu tenho o dever de te fazer feliz, e de te ajudar quando você mais precisa. — Ele retribuiu o abraço. Um pouco mais forte.
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