It's You

37 I won't give up on us.


Notas iniciais
Desculpem a demora, eu tive que sair hoje de manhã e meu pc travou então não consegui postar mais cedo... enfim, boa leitura lindinhas :*

Uma semana havia se passado e Maura ainda não atendia as ligações de Jane, que não desistia de tentar, ela precisava falar com a loira, precisava saber se ela estava bem, onde estava e se iria voltar, mas não ouvia uma palavra de Maura desde o dia em que encontrara aquele bilhete que destruíra seu coração. Durante essa uma semana que parecia um mês para Rizzoli, poucas coisas aconteceram, Angela não ousara se mudar para a casa de Maura com a certeza de que no dia que a loira voltasse pra casa ela estaria do jeito que ela deixou, o caso do bar LGBT foi solucionado, Cloe afinal não era a assassina, a verdadeira culpada era a melhor amiga dela que trabalhava no bar, o por quê dela ter feito isso? Ciúmes. Frost estava saindo com uma nova garota, assim como Frankie, e Jane... Jane continuava na mesma, continuava pensando em Maura e tentando descobrir onde a loira estava, nessa uma semana todos perceberam o quanto Jane havia ficado extremamente mal com a partida repentina da legista, incluindo Angela, que já suspeitava do amor demasiado entre as duas mulheres.

— Você deveria comer algo – Angela disse para Jane quando a viu sentada na lanchonete tomando um forte café.

— Estou sem fome ma.

— Quando foi a última vez que você comeu direito?

Jane não deu resposta, a mais velha suspirou e bufou, lhe entregando um prato de panquecas, essas sem formatos de animais, apenas panquecas normais, nada que fizesse Jane reclamar.

— Coma!

— Obrigada, ma... – Jane respondeu sem muito ânimo, comendo as panquecas.

Partia o coração de Angela ver o como sua filha estava mal.

— Filha, ela vai voltar.

— Quem te disse isso? Ela? Porque ela parece não atender ninguém.

— Não, eu apenas sei, é uma coisa de mãe.

— Ela não é sua filha, ma.

— Não, mas é minha futura nora. – Jane se engasgou e começou a tossir desesperadamente.

— Do que você está falando? – Ela perguntou com lágrimas nos olhos devido à crise de tosses.

— Jane, eu não sou burra, qualquer um desse precinto sabia que havia algo entre vocês... – a morena abaixou a cabeça envergonhada e triste – Você não tem que esconder essas coisas de mim Jane, você achou o que? Que eu iria te punir por amar? Eu só quero que você seja feliz, e se sua felicidade está em uma mulher, ótimo, o que me importa é que você a encontre, a felicidade.

Jane aos poucos levantava o rosto com seus olhos marejados, estava emocionada com as palavras da mãe, não pôde deixar de levantar e abraçar sua mãe atrás do balcão.

— Obrigada mamãe.

Angela aceitou o abraço prontamente, seu coração encheu de alegria com o contato.

— Essa é a função dos pais, aceitar e amar os filhos como eles são – Angela diz segurando o rosto da filha.

— Pop não pensa assim.

— Como assim?

— Ér... é uma longa história.

— Tenho tempo, e você não tem nenhum caso por enquanto.

Jane guiou sua mãe até uma sala vazia da BPD, não sabia como começar a longa história da bagunça que seu pai criou, mas com muita dificuldade ela conseguiu, contou tudo o que sabia, não mencionou o nome de Boucher pra não criar confusões para o lado do rapaz. Angela ouvia a história atentamente, não acreditando que seu ex-marido Frank faria uma coisa dessas, sua raiva estava aumentando a cada palavra. Quando entendeu que Maura havia ido embora por culpa do homem, ela havia chegado no limite, levantou-se abruptamente e em passos largos e duros ela caminhou para fora da sala.

— Ma! Ma, onde a senhora está indo? Ma?! – Jane gritava correndo atrás da mais velha.

— Vou concertar isso que seu pai criou. Ele acha que pode mandar em sua vida assim? Pois se ele acha isso ele está bem errado.

— Do que vai adiantar? Ele já conseguiu o que queria, Maura agora está bem longe de mim.

— Mesmo assim Jane! É a sua vida e seu pai não deveria te falar como viver! Você mesma deveria saber disso.

— Eu sei me defender sozinha ma.

— Não parece.

Jane calou-se e viu sua mãe sair da lanchonete decidida. As palavras da mais velha grudadas em sua cabeça, ela queria poder ver Maura uma ultima vez, pegou seu celular, a tela de bloqueio era uma foto dela e de Maura, passou o dedo no rosto de Maura como se pudesse sentir que estivesse realmente acariciando o rosto de sua linda loira. Desbloqueou o celular e pensou se ligava ou não para a mulher, e ligou.

Esperou e esperou, e aconteceu o que já imaginava que aconteceria, caixa postal. Ela tentava entender o porque de Maura desistir tão facilmente da relação das duas, mas tudo que vinha era raiva. Por que nada está dando certo? Jane se perguntou caminhando até a sala dos detetives, cumprimentou brevemente os rapazes na sala, apenas largou seu celular na gaveta de sua mesa e disse:

— Se houver algum homicídio me chamem.

— Onde você vai? — Frost perguntou.

— Socar alguma coisa.

Os rapazes olharam uns aos outros não ousando tocar no assunto com Jane por perto, mas quando eles viram que a morena já estava distante, começaram a chegar a um acordo de como ajuda-la.

— Vocês conseguiram falar com a Maura? — Korsak perguntou.

— Eu nem tentei contata-la — respondeu Boucher.

— Só consegui falar com ela uma vez, e foi uns dias depois dela viajar, ela só pediu pra que eu cuidasse da Jane e não deixasse ela fazer nenhuma besteira.

— A gente precisa fazer algo pra animá-la.

— Hoje à noite, Dirty Robber.

***

— Ta todo mundo preocupado com você – Frost disse.

Jane estava socando um saco de pancadas quando ouviu o moreno lhe dirigindo a palavra, olhou pra trás e encontrou o rapaz encostado na moldura do portal da academia da BPD. Voltou a socar o saco de areia, e disse com a voz dura:

— Não tem com o que se preocupar, eu estou bem.

— Se você estivesse bem, não estaria descontando nesse saco.

— Se importa? – ela disse parando com os socos e apontando para o objeto.

Ele sorriu como resposta e segurou o saco de pancadas para que a morena pudesse voltar a socar o objeto.

— Ela ainda não atendeu?

— Nop – ela disse, cada vez socando mais forte.

— Você vai sair com a gente hoje à noite.

— Vou?

— Vai. A gente vai do Dirty.

— Não to afim.

— Ah mas você vai sim, você precisa se divertir Jane.

— Eu me divirto no meu sofá.

— A gente só quer te ver bem, e se isso significa eu ter que te arrastar pro Dirty, por mim tudo bem.

Jane nada disse, apenas socava o saco de pancadas.

— E ai? Você vem? – Frost perguntou.

— Vou sim – ela sorriu pro amigo insistente.

— Posso te fazer uma pergunta?

— Já fez tantas, o que te impede de fazer outra?

Ele sorriu e continuou.

— Se ela não te atende, por que você continua tentando?

A detetive parou de socar de súbito, ela suspirou cansada e deu a volta pra poder olhar o amigo.

— Não é porque ela desistiu de nós que eu tenho que desistir também.

Notas finais
O que estão achando?