It's You

58 Care to dance?


Notas iniciais
OLÁ! Esse capítulo é muito especial, trabalhei muito nele (mais ou menos), mas enfim... espero que gostem. Jackie ♥ Esse capítulo é pra você, seu presente que prometi, gata. Espero que goste :3 Boa leitura à todos.

Era hoje. Estava tudo preparado, depois de um mês de muita espera lá estávamos nós, esperando as portas se abrirem. A igreja tradicional estava decorada com fitas brancas e flores em branco e rosa. Frost esfregava suas mãos nervosamente a todo momento virando e olhando pra mim. Podia ver em seu olhar o que ele queria me dizer "e se ela desistir?". Eu apenas sorria e o dava um apertão no ombro o encorajando. O dia todo tinha sido sobre isso, inclusive não só o dia, mas o mês. Depois de muitos ensaios de casamento aqui estávamos, estava prestes a ver Frost se casar. Quando ele me pediu para que eu fosse seu padrinho de casamento não pude recusar, ele não era muito ligado à sua família, não tinha irmãos ou primos próximos, eu fui sua primeira escolha e isso me deixou mais que lisonjeada. Maura é claro foi escolhida para ser uma das madrinhas, ela estava linda no canto junto com algumas primas da Amy, as madrinhas trajavam um vestido longo de cor pêssego, mas Maura se destacava dentre elas, com seu largo sorriso animada por fazer parte do casamento. Lembro-me da excitação da loira quando foi convidada, fez questão de ajudar com todos os preparativos, e estar sempre disposta a dar sua sincera opinião.

— Ela está atrasada — Frost sussurrou nervoso.

— Ela é a noiva, estar atrasada é parte do cronograma.

— E se ela fugir.

— Ela não vai fugir.

— Mas e se fugir?

— Aí a gente dá um jeito nela e roubamos a criança.

— Por que eu sou seu amigo? Mas o mais importante: por que isso me deixou mais aliviado?

Conversávamos em cochichos, eu estava prestes a responder, mas então as portas da igreja se abriram fazendo um som alto. Todos os convidados se levantaram, Frost se endireitou, se fosse possível eu conseguiria ouvir seu coração quase explodindo do peito. Os violinistas começaram a tocar e em seguida o resto da banda os acompanhou. Logo após a florista entrar, Amélia caminhou na igreja com seu pai ao seu lado, ela usava um vestido creme que deixava seu corpo perfeitamente esculpido, sua barriga de quatro meses já podia ser bem notada, ainda assim ela conseguia continuar linda. Lancei meu olhar para Frost e vi lagrimas em seus olhos, eu estava tão feliz por ele que senti meus olhos marejarem um pouquinho. Estava tão orgulhosa por ele. Olhei Maura que permanecia olhando emocionada para a noiva. Minha Maura estava tão linda, nesses momentos de contemplação eu me perguntava o porquê de eu ainda não ter-lhe pedido em namoro, parece tolo, mas é um ato importante.

A cerimônia começou, do mesmo jeito que encerrou, com todos emocionados. Os votos dos dois eram puros e cheios de verdade, podia-se ver a honestidade nas palavras que prometiam honra, respeito, amor, fidelidade e companheirismo. Durante toda a cerimônia eu e Maura trocávamos longos e curtos olhares, esses sempre profundos.

Depois do encerramento estávamos todos reunidos no salão de festa, havia muita música e muitas risadas, que se cessaram quando chegou minha vez de fazer o discurso.

— Eu não sou muito boa em discursos, mas essa é uma ocasião mais que especial. Pra quem não me conhece eu sou Jane Rizzoli, padrinho de casamento do Frost, sim, eu também fiz essa cara quando ele me convidou – disse causando breves risadas – Mas falando sério, quando Frost me pediu para fazer parte desse casamento eu não podia estar mais feliz, não tinha como rejeitar. E isso me levou a pensar em algo... Eu e Frost quando nos conhecemos pela primeira vez não fizemos amizade na hora, afinal quem queria ser amiga da pessoa que vomitava em cenas de crime? – risos – Quando nos tornamos parceiros eu pude realmente conhece-lo e então começamos a nos aproximar, mas acho que o que realmente nos fez sermos esses melhores amigos que somos foram todas as coisas ruins que enfrentamos juntos, claro que tiveram mais que vários momentos bons e perfeitos. Mas vamos falar sobre esses dois – aceno com a cabeça para eles – Frost nunca foi muito bom em relacionamentos, pulava de um para outro, mas não querendo queimar muito a imagem dele... – mais risos – Quando Frost chegou no departamento certo dia contando animado sobre essa nova mulher que ele tinha conhecido eu soube, soube que essa mulher seria a certa pra ele, mas então apareceu a Amy. Brincadeira. Eu fiquei muito ansiosa em conhecer essa veterinária que estava fazendo feliz uma das pessoas mais importantes para mim. Então obrigada Amélia por trazer tanta felicidade pra vida desse quase irmão meu, agora somos quase irmãs também. Parabéns ao mais novo casal. – levanto a taça e o brinde é feito.

Depois de muitos outros discursos a festa começou, os convidados dançavam alegremente na pista de dança junto com o casal. Eu estava em minha mesa saboreando o champanhe, quando vi Maura vindo em minha direção, ela tinha suas mãos escondidas nas costas e um sorriso enorme no rosto

— Achei que fosse preferir isso — ela diz me mostrando as mãos, me entregando uma garrafa de cerveja.

— Você é a melhor — digo ansiosa pela cerveja.

Ela se senta ao meu lado e toma posse da minha taça anterior.

— Eles fazem um lindo casal.

— Sim — respondo olhando para eles se divertindo em meio à música.

— Seu discurso foi bastante divertido.

— Divertido agora é sinônimo pra ruim?

— O que? — ela me olhou desentendida — Não, divertido é sinônimo pra algo entusiástico...

— Maur — a interrompi sorrindo.

— Ah, entendi — ela sorriu de volta.

Um dos musicistas chamou a atenção de todos no microfone anunciando que era hora da primeira dança do noivo e da noiva, a atenção de todos agora estava focada no casal dançando lentamente no centro da pista, eles dançavam ao som de Wings de Birdy.

Eu estava hipnotizada por eles, por toda aquela cena encantadora.

— Jane? — ouço Maura me chamar, e sinto que não foi a primeira vez.

— Me desculpe, você disse algo?

— Quer dançar?

— Eu não danço.

— Comigo você vai.

— Não, Maur é sério. Eu não danço mesmo.

— Não precisa ser aqui. Vamos lá fora.

— Okay menina insistente.

Levantamos e fomos para fora do salão para o jardim iluminado com algumas luzes natalinas brancas. Amy escolheu bem o local, aqui era lindo tanto por fora quanto por dentro. Maura me olha sorrindo e tudo que posso fazer é ficar nervosa, mas parecia certo, nós éramos certo. Maura pega minhas mãos e as coloca em sua cintura, dando iniciativa para a dança, ela então envolve meu pescoço com seus braços. Lentamente começamos uma dança quase que sem sair do lugar, ela descansa sua cabeça em meu peito e a dança continua, tive medo que ela pudesse sentir o quão acelerado meu coração estava, mas ao mesmo tempo queria que pudesse senti-lo e ver o efeito que tem sobre mim e sempre terá. Ela para a dança de repente e me olha com seus olhos brilhantes.

— Que foi? Pisei no seu pé? — pergunto brincando.

— Eu quero você Jane.

— Você já me tem, querida — coloco um mecha do seu cabelo para atrás da orelha e permaneço segurando seu rosto.

— Eu estou falando sério, quero algo sério, quero uma vida inteira com você. Pelo menos o resto inteiro dela.

— Isso é você me pedindo em namoro? — sorrio meio debochada.

— Não. Essa sou eu te pedindo em casamento.

Meu sorriso morre percebendo a seriedade da conversa, mas então ela sorri para mim aquele seu sorriso cheio de honestidade. Pude ver naqueles olhos cintilantes todo o meu futuro ao seu lado, não tinha outra resposta.

— Jane Rizzoli, você aceita se casar comigo? – ela diz oficialmente.

Mordo o canto do meu lábio tentando conter um enorme sorriso, meus olhos enchem de lágrimas de felicidade.

— Aceito.