It's The End Of The World

9 Nem Tudo é O Que Queremos


Notas iniciais
Heeey povo!! Tudo bem?? Então, esse capítulo demorou um pouco pra sair porque eu definitivamente não sou boa com romances kkkk Eu começava a rir do que eu escrevia sem nenhuma razão entããão desculpa por esse capítulo de bosta! Novamente eu tive ajuda daqueles seres Lindsay, Laura e Camila que me deram umas ideias muito fodas e me ajudaram com o ramance... Bom, eu espero que vocês gostem do capítulo!! Boa Leitura!!

Nervosismo e ansiedade me resumiam. Depois que falei com Thalia e Luke, fui terminar de preparar as coisas. Peguei a cesta de piquenique, uma toalha, lanterna, velas, fósforos, uma venda e as chaves do meu carro. E então, finalmente posso ir contar para Annabeth dos nossos planos para essa noite.

Saio do compartimento que deixaram só para mim, o número 18, e vou até o dela, que pelo que Thalia me informou, é o 12º. Antes, paro apenas no meu carro, deixando tudo no porta-malas. No caminho, vou observando o acampamento. Era um lugar altamente protegido, com grandes muros com torres de vigias e guardas rondando todas as saídas constantemente. Algo que não era realmente necessário, já que todos os dias, patrulhas saem limpando as áreas mais próximas. Pelo que meu pai me contou, parece que os três quarteirões mais próximos daqui, estão totalmente livres dos walkers. Fato que apenas facilitou para que minha surpresa funcionasse sem problemas.

Agora aqui estou eu, parado em frente a “casa” de Annabeth. A única coisa que preciso fazer é bater na porta, mas o nervosismo e a ideia de que tudo irá dar errado só me aterroriza ainda mais e me impossibilita de fazer esse simples ato.

– Vai Percy. Você não vai desistir agora. É só bater na porta. – digo a mim mesmo. E então quando eu finalmente o faço, ouço o barulho de alguns passos. E quanto mais próximos eles parecem estar, mais forte e rápido meu coração parece bater.

E quando eu ouço o clique da porta se abrindo, minhas mãos começam a soar e parecem estar tremendo um pouco. Então eu a vejo. Annabeth está com uma cara de quem acabou de acordar e pelo jeito, se vestiu às pressas já que sua blusa estava do avesso.

– Percy! Oi. Nossa, pensei que era outra pessoa. – Annabeth respondeu parecendo aliviada.

– Tava esperando alguém? Por que se tiver pode falar que eu volto outra hora... – comecei a dar alguns passos para trás para ir embora. Eu sabia que não ia dar certo. Com certeza Annabeth deve ter alguém já.

– Não! Não, Percy. Eu não tô esperando ninguém. Bom, na verdade estava, mas não tinha certeza... Ah, deixa eu te explicar – ela riu – é que todas as noites, aparece algum guarda aqui me chamando para ajudar com uns problemas que uma garotada tá arranjando. Ficam fazendo bagunça, não deixam as pessoas dormirem... Você sabe como é essa idade né?!

– Sei sim. – ri – Então, eu vim aqui pra te chamar pra ir num lugar comigo... Topa?

– Um lugar? Que lugar?

– Surpresa – dei um meio sorriso.

– Sério Percy? Sério mesmo?

– Ah, vai Annabeth. Vai ser legal! – ri – E mais, eu tenho certeza que você vai gostar. Então entra aí e arruma essa roupa, porque se você não percebeu tá do avesso. E vou te dizer, se alguém te ver nesse estado, coisa boa é que não vão pensar.

– Ha ha, muito engraçado você né, Percy?! – ela bufou – Tudo bem, vai. Espera aí que eu já volto. – Fiquei esperando encostado na batente da porta, revendo cada pequeno pedaço do meu “plano”, até que alguns minutos depois, Annabeth voltou arrumada e então seguimos em direção ao meu carro.

O caminho todo, Annabeth ficou me perguntando aonde iríamos e eu sempre desviava do assunto dizendo que era surpresa e como resposta o que eu recebia? Isso mesmo, uma bufada. É, ela sempre foi assim, curiosa e impaciente. Mas isso era uma das coisas que eu mais gostava nela...

POV Annabeth Chase

Perseu ficou me enrolando o caminho todo, e quando entramos no carro, ele cismou que eu tinha que usar uma venda. “É surpresa, Annie” ele disse. E eu caí nessa. Mas eu não deixei por isso. Tentei de todas as formas tirar alguma informação dele, tentar adivinhar onde estávamos indo mas ele simplesmente não abria a boca. Mentira! Ele abria sim, mas só para soltar sua risada, que eu tanto amava, mas que, pra falar a verdade, já estava me irritando.

Depois de algum tempo, senti o carro parando e Percy desceu dele e abriu a minha porta, me ajudando a descer.

– Percy, não é meio perigoso a gente sair à noite fora do acampamento? Ainda mais comigo usando uma venda? – perguntei receosa.

– Ah Annie, nem vem. Não vai acontecer nada. E mais, nenhum walker vai aparecer, nós nem saímos da área limpa, então não tem com o que você se preocupar. E não, você não vai tirar a venda... Eu já disse que é surpresa. – bufei – Então Annabeth, prepare-se para a melhor noite de sua vida.

– Claro! – falei irônica – Ainda mais que não consigo enxergar nada e que provavelmente vou acabar caindo e me quebrando toda.

– Annabeth, Annabeth... Você tem que parar de ser tão negativa. – Percy riu – Pode deixar que eu não vou permitir que você se machuque.

– Que ótimo! Me sinto muito melhor agora, sabe? – Percy apenas riu mais uma vez. Ouvi o som do porta malas fechando e então ele colocou sua mão na base da minha coluna para me guiar, fazendo com que correntes elétricas percorressem todo o meu corpo. Então seguimos adentrando seja lá o quê era aquele lugar.

Depois dele me fazer subir e descer inúmeras escadas e caminhar por um longo tempo, Percy finalmente parou.

– Pronto, agora você espera aqui que eu já volto. Cinco minutinhos. – Percy disse todo animado.

– Tudo bem... – fiquei esperando algum tempo até que Percy voltou e me fez andar mais um pouco.

– Chegamos! – ele anunciou todo contente. – Só me deixa tirar essa sua venda agora... – senti Percy se aproximando de minhas costas até que sua respiração batia em minha nuca, fazendo com que eu me arrepiasse.

Quando Percy finalmente tirou a venda, pude ver o lugar em que estávamos... E era completamente fantástico! Tudo o que ele tinha feito...

– Eu meio que perdi o seu aniversário... e o meu nós não passamos da melhor forma né? – ele riu, me fazendo lembrar o meu 24º aniversário. Eu estava desesperada e sem meu melhor amigo. E em seu aniversário, Percy ainda estava preso a uma maca e acabamos brigando mais uma vez por causa da Rachel vadia Dare – Eu tentei achar algum parque e tal pra um piquenique mas não tinha nenhum disponível... Então eu pensei: por que não um estádio de futebol? Tem até grama! – ri da sua bobeira.

Eu ainda olhava tudo abismada. A toalha estendida na grama com uma cesta sobre ela. O campo de futebol ao fundo, as arquibancadas vazias, a Lua e as estrelas nos iluminando... E por fim as duas velas que davam um toque ainda mais especial a tudo aquilo que estava acontecendo. Perseu Jackson simplesmente havia me preparado um piquenique a luz de velas no meio de um campo de futebol americano!

Então, com lágrimas nos olhos, me virei para ele. E Percy me encarava com uma cara meio amedrontada, como se a qualquer momento eu fosse começar a gritar com ele. E como ele estava errado. Acabei com o espaço que nos separava e lhe dei um abraço apertado.

– Obrigada, Percy! Por tudo! – sussurrei e senti Percy sorrindo.

– Não tem o que agradecer Annie. Tudo bem vai, chega de drama. Vamos comer que eu tô morto de fome! – ele me puxou para a toalha, onde nos sentamos.

Percy e eu conversamos a noite toda. E ele fazia questão de fazer uma piada a cada cinco minutos. Não que eu não gostasse, na verdade era uma das coisas que eu mais admirava nele. Sua capacidade de se importar com o quão ruim a situação pode estar, sempre tentar ver um lado bom e fazer as pessoas rirem, tentarem se descontrair.

Quando ficou muito tarde, nós resolvemos que deveríamos voltar. Melhor não se aproveitar demais da sorte.

O caminho de volta foi rápido, mas muito silencioso. Percy parecia incomodado com alguma coisa e com certeza, estava muito nervoso. E então chegamos no acampamento...

– Obrigada de novo, Percy. – falei ainda dentro do carro – Essa, realmente, foi a melhor noite da minha vida. Foi simplesmente incrível.

Percy estava calado, mas quando eu falei, ele abriu um sorriso enorme e rapidamente saiu do carro, deu a volta e abriu a porta para mim.

– Senhorita. – ele falou brincando – Este mísero camponês poderia ter a honra de levar tão formosa mulher até seus aposentos? – e eu caí na risada.

– Com toda certeza, meu caro camponês. – Percy ofereceu seu braço, ao qual eu entrelacei junto ao meu e assim, seguimos até minha “casa”.

POV Percy Jackson

Eu posso dizer que eu estou surtando. Muito mais do que mais cedo, isso é certo. Até o momento, tudo tinha saído como eu havia planejado. Um piquenique num campo de futebol à noite, sem preocupações. Pelo menos era até agora.

Cada vez mais que nos aproximamos do 12, mais eu fico nervoso. Lembra aquele lance de eu suar pelas mãos?! Então, não se compara a agora. Eu estou parecendo um porco de tanto que estou suando. Sério, tá horrível isso aqui.

E agora, durante o caminho todo, repasso o que vou falar umas trezentas vezes em minha cabeça. Tudo o que treinei com a Thalia e fiquei repetindo em frente ao espelho por todos esses anos... Essa era a hora da verdade. E dessa vez eu não posso amarelar. Eu não vou amarelar.

Quando dou por mim, estamos parados em frente a sua porta, Annabeth está rindo e balançando a mão na minha frente.

– É Percy, pelo jeito você não perdeu essa mania de dormir acordado.

– Eu... Eu tava pensando em umas coisas – sorri sem graça.

– Ah! Então agora você também pensa! Nossa, isso tem que ficar registrado! Perseu Jackson, o cara mais lerdo de todos os tempos, pensando! A maior evolução da espécie Percyana!

– Nossa Annie. Como você é engraçada! – forcei um riso de mentira. Annabeth sorriu de lado.

– Bom Percy, eu já vou entrar. Estou muito cansada, amanhã nos falamos, tudo bem? – ela falou abraçando-me.

– Não! Espera Annie. Antes eu tenho que te falar uma coisa... – falei apreensivo.

– Pode falar Percy. – Ela se afastou, sorriu e ficou me encarando.

– Então. É... Tipo, eu meio que perdi as contas de quantas vezes eu já tentei falar pra você isso e tipo meio que não deu muito certo. – sorri sem graça – Então, é assim... – Annabeth riu. Eu estava muito sem graça e não tinha ideia de como falar para a minha melhor amiga que eu estava completamente apaixonado por ela.

– Vamos, Percy. Diz logo vai. Desse jeito vamos passar o resto da vida aqui.

– Ok. Tudo bem. Vamos lá Percy. – sussurrei pra mim mesmo.

– Respira Percy – Annie riu de novo.

– Beleza. Agora vai. – respirei fundo – Annie olha, já faz um bom tempo que nos conhecemos né?! E você sempre foi minha melhor amiga e tal. Mas sei lá. – bufei – Olha, eu não sei como e nem sei quando mas eu... Eu, eu meio que acabei me apaixonando por você. – Annabeth me olhou espantada, confusa e surpresa. – Sério Annabeth. Olha pra você! Simplesmente não tem como não se apaixonar por você! Você é incrível! Qualquer cara daria tudo pra ter alguém como você. Você é inteligente, engraçada, linda, e pode ser teimosa e muito cabeça dura às vezes, mas é o que faz você ser você. E eu me culpo todos os dias por ter me apaixonado por você porque eu simplesmente não deveria, certo? Nós somos amigos! Mas eu também não aguentava mais guardar isso dentro de mim. Então eu estou aqui, na sua frente, completamente rendido, dizendo que eu estou completamente apaixonado por você. E a única coisa que eu quero, é te pedir uma chance.

– Percy. Eu... – Annabeth parecia muito confusa, mas mesmo assim me aproximei dela e levantei minha mão afastando uma mecha de seu cabelo e colocando-a atrás de sua orelha. Annie finalmente levantou seu rosto e me olhou nos olhos. E naquele momento eu decidi arriscar tudo, mesmo sabendo que eu poderia estragar tudo. Hesitantemente, fui me aproximando dela até que nossos lábios roçaram. Meu coração estava disparado, cada vez batendo mais rápido e quando eu finalmente a beijei, foi como se não existisse mais gravidade e quem me segurava e me mantinha no chão era Annabeth.

O beijo foi calmo, porém muito intenso. Annabeth estava com as mãos apoiadas em meu peito, no momento em que minha mão foi para sua nuca num ato desesperado de aprofundar o beijo quando Annie me empurrou. Ela me olhava e eu podia ver em seus olhos o quanto ela estava confusa.

– Percy... – ela falou assustada – Eu... Eu tô muito confusa... Eu não posso fazer isso, me desculpa. – Annie se afastou de mim e entrou em seu quarto batendo a porta.

Notas finais
Então, eu espero que vocês tenham gostado! Comentem, favoritem, deixem recomendações, vocês que sabem. O próximo capítulo tá quase pronto, de verdade, então eu vou ver se termino até sexta-feira. Não me matem e até a próxima!! Beijos.