It's Over For Us

29 Sweet Memories


Notas iniciais
gnt sei que demorei muito tipo foddaaa ficar sem cap novo mas com esse tempo eu fiz um cap de qualidade, passar o natal em familia e foda pq vc nao sabe se escreve ou cuida dos primos kkkkk mas sem demora pra ler essa nota leiam o cap e mandem reviews galerinha :p

–Percy meu filho tente manter suas pernas menos elétricas, não precisa estar tão nervoso assim – dizia Sally tentando tranquilizar o pequeno menino, ele sabia que sua tremedeira frenética nos membros inferiores era algo irritante, mas o mesmo não se segurava em sua cabeça somente se passava “Vou conhecer meu pai” somente com essa frase na mente ele já ficava eletrizado, esperava esse dia a semanas desde que sua mãe recebeu uma ligação ela havia ficado o dia todo com um semblante de preocupação o que Percy ficava ate com medo de chegar perto porem no dia seguinte ela disse que era seu pai pedindo que ele passasse alguns anos com ele já que ele havia perdido alguns anos com o Percy.

–Então mamãe como e o papai? – era a trigésima vez que Percy perguntava sobre o pai a mãe, mas Sally compreendia o seu filho ela somente sorria e dava a mesma resposta.

–Você vera querido. Você vai saber quando o vir. Eu sei que vai – e assim voltava a olhar a tabela de voos, e Percy a ficar encarando os próprios tênis tentando parar a agitação.

Ele começou a pensar nas coisas que iria fazer com o pai, como passear num grande parque ou verem TV juntos ou ate sentarem num lugar calmo e brincarem em ver formas nas nuvens o que era o jogo favorito de Percy, mesmo que Percy somente tivesse nove anos e fosse considerado uma criança que não entende nada, ele entendia bem as coisas, entendia que sua mãe e seu pai não ficam juntos por alguma causa, entendia que sua mãe ainda sofria por estar sozinha mesmo o tendo sempre a seu lado, entendia tanto que não questionava nada, mas mesmo entendendo Percy também sofria pela falta que um pai fazia a um filho era algo inexplicável, Percy se lembrava dos natais em que ele pedia ao papai Noel que seu pai viesse o encontrar mas depois de um tempo ele soube que isso era inútil porem não deixou de ter fe, nos aniversários ele sempre quando arrumava a mesa de jantar como para prestar sentimento ele colocava um prato extra como se seu pai fosse sentar com eles, sim seu pai fazia uma falta que nem Percy sabia o quanto mas ele sentia.

O pequeno menino balançando as pernas e as fitando pode sentir uma lagrima solitária lhe escapar dos olhos verdes, logo que sentiu tratou de a enxugar para que ninguém a visse, ele odiava que o vissem chorar mesmo com essa idade Percy odiava demonstrar fraqueza.

–Se prepare querido seu voo já esta perto – disse sua mãe meio nervosa, pois suas mãos se agarravam fortemente na calça jeans que a mesma estava, Percy sabia que sua mãe não queria que ele fosse, mas o mesmo não queria viver a vida sem saber quem era seu pai.

Uma curiosidade de Percy ele nunca havia viajado de avião, sua mãe nunca viajava de avião por causa do acidente dos avos de Percy em um avião o que a fez ficar medrosa com isso, Percy quando ia falar algo para acalmar a mãe a voz no megafones dizendo que o voo de Percy havia chegado e que era hora de embarcar, sua mãe levantou num pulo só e assim lhe deu um belo sorriso e o incentivando a segurar sua mão macia para o levar a seu portão de embarque, Percy sentiria falta de sua mãe demais, do jeito que ela sorria, do jeito de fazê-lo se sentir especial ele a amava demais e o mesmo se diz da mãe tanto que a mesma já chorava e fungava, Percy também lagrimava um pouco depois de perto do portão sua mãe se agachou para ficar numa altura favorável a Percy para lhe dar um abraço bem apertado, sua mãe segurou seu rostinho gordinho que caia lagrimas, sua mãe era a única pessoa que ele não se preocupava de mostrar sua fraqueza, Percy a olhava de um jeito tristonho fazendo um leve beicinho.

–Meu menino não precisa chorar a mamãe ficara bem, mas sentirei muita falta de você meu anjinho – disse dando mais um abraço em Percy e assim o largando gentilmente, mas não sem não passar os dedos no cabelo de seu menino.

–Eu também mamãe vou sentir muita falta sua – disse Percy com a voz embargada pelo choro, mas mesmo assim levantou o queixo e deu a sua mãe o seu melhor sorriso.

Depois disso veio uma comissária de bordo o levar a seu acento, passando por vários passageiros, alguns eram crianças menores que ele, essas crianças pulavam, faziam de tudo mas não ficavam quietas de jeito nenhum, vendo aquilo Percy se sentiu nervoso como nunca, ele pensava agora em seu pai de se seria agradável ou ate horrível ver ele, ele não queria acabar com a ideia que tinha de seu pai, a aeromoça o levava a um acento bem perto da ala dos pilotos e assim se sentou e ficou olhando a janela, nem sabia a quanto tempo estava no avião pois pensava em como seria a cidade de New York, ele somente via em fotos antigas de sua mãe e pelo que via era um lugar bonito, mas mesmo assim se sentia medroso por conhecer algo totalmente novo ele pensava nisso ate sentir uns solavancos e depois a aeromoça vir o chamar dizendo que já tinham chegado, logo chegando viu varias pessoas correndo para todos os lados sem parar, Percy na mesma hora se sentiu perdido naquele lugar estranho, aeromoça o levava para ver o passaporte o mesmo nem entedia o que a mesma fazia, ele somente queria encontrar seu pai e somente isso, ele olhava meio medroso e meio entediado para os lados ate ver algo que o chamou atenção “só pode ser ele” pensou e correu na direção de um homem de casaco marrom escuro.

Chegando perto do mesmo Percy ia gritar “papai” quando viu o rosto do homem, tinha pelo menos 60 anos e marcas feios no rosto e assim que o viu lhe deu um sorriso parecido com de Freddy Kruguer, Percy no mesmo minuto pulou para trás com medo e assim esbarrou em alguém.

–Desculpe me – Percy não falou nada por medo do velho que havia sorrido para si, mas assim que ouviu a voz grossa olhou para cima para assim ver um homem de olhos extremamente verdes, pareciam um mar infinito que habitava as iris do mesmo, ele tinha um rosto fino e ao mesmo tempo meio bruto, havia covinhas perto de seus lábios como se risse muito, ele vestia um terno azul marinho risca de giz, e assim que o homem colocou os lindos olhos em Percy, apareceu um grande sorriso em sua face.

–Filho- disse Poseidon olhando Percy com ternura.

–P-p-papai – e assim Percy correu e o abraçou já chorando, ele sentia o calor vindo de Poseidon e era bom Percy nunca havia sentido algo parecido, era como se seu coração desse cambalhotas dentre de seu corpo, o abraço de Poseidon era a melhor coisa que Percy poderia pedir aos céus.

Assim que os mesmos se separaram mais não por muito tempo, logo Poseidon o pegou pelo colo e bagunçou seus cabelos negros como de Poseidon.

–Poseidon já temos que ir – disse um homem que Percy viu por cima do ombro de seu pai parecia ter 30 a 40 anos, usava um grande casaco marrom claro meio surrado, tinha olhos claros que pareciam de um sábio de anos atrás, seus cabelos estavam no começo da cor grisalha, Percy se encolheu no colo de seu pai quando o homem chegou mais perto.

–Ah sim sim vamos, filho conheça Quiron um amigo de seu pai – disse Poseidon sorridente olhando para Percy – Olhe Quiron ele e igualzinho ao pai, os mesmos olhos, olha olha Quiron as mesmas covinhas, mesma beleza do papai aqui – dizia Poseidon feito criança falando de seu filho que encolhido estava mais que sorria vendo o pai agir como ele as vezes, Quiron o olhava sorridente mais logo o falou que eles deviam ir e assim foram.

Percy via todas as ruas de New York o que era bem modernas, aquilo o fazia se sentir curioso.

Assim que chegaram à mansão de Poseidon, Percy pode ver o grande jardim gigante, via o portão grande e lindo, um belo estilo juntando modernidade com antiguidade da época grega, assim os três desceram Percy correu para dentro e viu a sala gigantesca não só pelo seu tamanho pequeno, mas por ela ser realmente extensa, Poseidon o olhava alegre de ver seu pequeno filho feliz àquilo era impagável para Poseidon, era algo que ele guardaria para sempre.

–Venha Percy, venha ver seu quarto que eu mesmo mandei fazer – disse Poseidon o chamando da escada que Percy o seguiu de bom grado.

E assim viu seu quarto era todo azul com fotos de animais marinhos, tinha miniaturas de tubarões no teto presas, o que o fazia pensa que seu quarto estava cheio de água e de animais do mesmo habitat Percy olhava tudo aquilo maravilhado, sim era tudo o que ele queria, Poseidon via Percy agitado pelo quarto, ele sorria um sorriso caloroso vendo seu filho pular na cama com imagens de focas e leões marinhos.

–Gostou filho? –

–Eu amei papai – disse alegre e rindo.

Ficaram assim por um tempo Percy maravilhado com o quarto e tudo que tinha dentro do mesmo e Poseidon maravilhado com seu filho, ele pensou em deixar Percy aproveitar o próprio quarto e assim saiu e foi à cozinha preparar algo para Percy comer.

Percy olhava tudo aquilo como se fosse de outro mundo, tudo era tão perfeito muito melhor do que ele havia imaginado, havia miniaturas de barcos, navios e iates em uma estante que Percy olhava com interesse o pequeno sempre quis viajar a barco para vários lugares, o mar era sua paixão sempre que podia pedia a mãe para levá-lo na praia de Londres o que o mesmo se divertia aos montes mesmo as vezes fazendo um frio mortal, olhava tudo aquilo com muito interesse, via um mural ainda sem fotos algumas somente havia uma minúscula estabelecida que era uma dele bebe com aproximadamente 7 meses, ele tinha olhos extremamente verdes já nessa época e mesmo sendo somente um bebe ele já ria demais, ele não sabia por quantas horas encarou a sua foto somente saiu do transe quando seu pai o chamou.

–Percy desça aqui. Quero que conheça alguém –

Ele estava feliz e assim desceu as pressas para somente se deparar com uma bela mulher de cabelos cor de caramelo, parecia loiro a luz do sol, um rosto fino e gracioso, seus olhos de uma cor âmbar, mas mudando de ângulo ficavam um pouco verdes, ela vestia um belo vestido verde musgo, seu vestido era como ela gracioso mas algo nela fez Percy arrepiar-se por completo, ele não sabia se era o olhar frio e sem nenhuma amabilidade ou era a expressão que a mesma fez quando viu o menino.

–O que essa coisa faz aqui? – disse a mulher com total desprezo, Percy realmente sentiu aquilo como uma forte pontada em seu estomago, ele podia ver seu pai com uma expressão de pura raiva, seus olhos que antes pareciam calmos agora estavam agitados como nunca.

–Essa coisa e meu filho se não percebeu Anfitrite. E pelo seu bem e melhor dar-lhe o respeito que ele merece – disse Poseidon com a raiva contida ao Maximo, mas suas palavras saíram duras como pedra, ele tinha um olhar tão serio que Percy realmente se assustou.

–Como se eu fosse dar respeito a uma coisa repugnante como essa – disse Anfitrite – Você acha realmente que vou aceitar o filho daquela mulher aqui na minha casa... – mas foi interrompida.

–NUNCA MAIS FALE DO MEU FILHO ASSIM E NEM DA MAE DELE!! – gritou Poseidon, ele agora soltava fogos pela boca, mas Anfitrite não se abalou com isso.

–EU FALO COMO BEM QUERO DESSE AI E DA MAE VADIA DELE!! –

Percy não queria nem ouvir a metade da conversa, ele não queria ouvir mais nada, tudo era tão horrível, ele queria tanto sair dali. Poseidon pareceu ate ler os pensamentos deles, pois na hora parou de gritar e respirou fundo.

–Triton! – assim que seu pai disse o nome um menino de pelo menos 11 anos veio de um lugar que Percy não sabia, o garoto tinha olhos verdes, mas parecia mais puxado para algo de cor caramelo, tinha cabelos castanhos claros e curtos, vestia um jeans e uma camisa cinza com tênis, pelo que Percy via o menino chamado Triton andava com um sentimento de superioridade, em seu rosto mostrava um puro desprezo, como se ninguém fosse melhor que ele, Percy meio que sentia intimidado com isso.

–Sim pai – a voz de Triton parecia mais de um soldado.

–Leve Percy para conhecer o jardim enquanto eu e sua mãe conversamos – Triton ouviu atentamente, mas como se pergunta-se a mãe se era preciso ele obedecer as ordens dadas a ele, Anfitrite relutante balançou a cabeça afirmativamente.

–Sim pai – e assim marchou para a porta dos fundos sem nem ao menos olhar para trás e ver se Percy o seguia o que o pequeno ainda estava parado ao lado do pai.

–Pode ir filho. Não a problema – a voz de seu pai era de confiança e assim Percy deixou seu pai com a mulher assustadora que era sua madrasta e seguiu seu meio irmão.

Seguindo seu meio irmão. Ele podia ver o belo e gigante jardim havia varias flores exóticas tinha uma bela piscina, mas mesmo tudo isso não o chamou tanta atenção quanto seu meio irmão que havia parado e se virado para encarar Percy de um jeito quase assassino.

–Meus pais estão brigando – disse Triton ainda o olhando de um jeito quase mortal, mas sua expressão não mudava.

–Er... Animais também brigam – disse Percy, ele nem sabia o que falava ele somente queria que Triton o parasse de encará-lo.

–E tudo por sua causa – agora a voz de Triton havia elevado um pouco, mas o mesmo a controlou – Você causou isso com sua vinda aqui, o que você acha que e? Acha que e algo importante para o papai? Então melhor pensar direito porque você não passa de uma escoria para nos. Eu sou o herdeiro legitimo quanto a você e somente um intruso nessa casa, logo papai esquecera de você, porque você e somente um bastardo, não merece nada disso aqui, você e um bastardo e sempre será então saiba seu lugar – aquilo pegou Percy de um tal jeito, Percy não sentia seus joelhos a qualquer momento ele iria fraquejar, ele somente não queria que fosse na frente daquele garoto que o olhava com um olhar de superioridade e um sorriso de escárnio – Tenha um bom dia irmão bastardo – e assim passou por Percy como se ele não fosse nada e voltou para dentro da casa.

Percy chorava compulsivamente, ele não conseguia parar ele somente lembrava-se das palavras de Triton e de sua madrasta, ele podia ser pequeno, mas entendia bem que ele não era bem vindo naquele lugar e nunca seria.

–Mamãe queria você aqui – dizia enquanto chorava.

–Hum... Você não acha que esta meio grandinho para chamar a mamãe? – disse Quiron aparecendo do nada, ele havia ouvido o choro de Percy e se preocupou.

Percy estava escondido num arbusto então Quiron teve que se abaixar para poder ter uma visão boa do menino.

–Não to nem ai quero somente minha mãe – disse Percy com raiva mas mesmo assim chorava muito.

–Ei calma e me fala o que aconteceu –

–Hum... não –

–Vamos la criança confie em mim – disse Quiron o olhando nos olhos.

–Triton disse... Que eu não sou... Nada – disse entre soluços.

Quiron logo teve um longo suspiro de impaciência.

–Seriamente aquele garoto devia ir ao psiquiatra, ele tem uma elevada taxa de se achar demais argh – disse Quiron irritado – Não só ele, a mãe dele também dois seres que não podem viver em comunidade –

–psi... pisi... psiqutriatra? – Percy tentava ao Maximo contralar os soluços.

–Haha psiquiatra criança, mas ei não ligue para o que esses dois crápulas falarem, você não e nada do que eles falaram ok? Você e muito mais alem do que imagina –

–Sou? –

–Hehe Sim você e – disse sorridente a Percy que já não chorava mais ou soluçava e sim o olhava atentamente – E mais um conselho nunca chore a não ser por três situações –

– E quais são? -

–Quer mesmo saber? –

–Sim sim – disse com tal curiosidade.

–Hum... Ok... Primeira em funerais – disse meio pensativo – as meninas gostam de caras sensíveis ainda mais em enterros –

–Eca para que eu vou querer que as meninas gostem de mim? – Percy fazia uma cara de nojo a Quiron que ria.

–Um dia você vai entender e se for mesmo filho de Poseidon não vai demorar muito –

–Ok agora a segunda –

–Hum... No jogo dos Lakes, você sempre deve chorar nos jogos deles são lendários – disse Quiron sonhador fazendo Percy sorrir.

–E o terceiro? –

Quiron o olhou serio naquele momento, como se desejasse que o pobre menino nunca passasse por isso.

–O terceiro você torce para nunca ter que passar por isso ou torce para sair disso – Quiron o olhou com os olhos sabíeis – O terceiro e de perder algo ou... alguém importante para você, não existe jeito de segurar lagrimas nessa situação por isso torço para você nunca passar por isso criança – aquilo havia deixado Percy realmente confuso com tal comentário daquele homem que tinha um ar sábio, mas algo dentro de si dizia que ele levaria aqueles conselhos para sempre.


–Que tal nós divertirmos um pouco em?!-disse Quíron com um sorriso singelo nos lábios na mesma hora Percy respondia sim com a cabeça freneticamente e assim os dois fora ver as características bem exóticas do jardim de Poseidon.


–Hum... Qual é seu nome todo?- perguntou Percy curioso observando uma fonte oriental com carpas que pareciam bailar na água uma envolta da outra.


–Haha Quíron Brunner — disse com os olhos fixados como os do menino na bela dança dos majestosos peixes.


–Vou te chamar só de Quíron então- falou somente isso e depois saiu correndo para ver outras coisas mais no enorme jardim de seu pai.


E assim começou o tour que Quíron fez para Percy e, além disso, contava histórias antigas de seu pai e o próprio Quíron haviam vivido.


–Uau vocês fizeram mesmo aquilo? -Percy olhava maravilhado para Quíron que concordava com um sorriso meio desgastado, mas mesmo assim caloroso para Percy.

Os dois se encontravam subindo a escadaria da mansão do pai de Percy depois do belo tour de Quíron no jardim subiam os lances de escada com vagareza até finalmente chegarem a seu destino o quarto de Percy que o mesmo havia convidado Quíron a vê-lo.


–Olha!!Olha Quíron!!!-Percy gritava mostrando tudo a Quíron que ria.
–Calma criança — tentando diminuir um pouco a hiperatividade do garoto.


Depois de o quarto ser vasculhado canto por canto Quíron se virou a Percy e lhe perguntou.


–Criança você sabe porque seu nome é Perseus?-perguntou Quíron com cara de que já sabia a resposta.Muitas crianças não sabiam o por quê de seus nomes e isso era um pouco triste para Quíron pois alguns nomes tem significados lindos e outros monstruosos mas tem significado.


–Hum... Porque meu pai quis assim?- Aquilo fez Quíron rir até demais o que deixou Percy envergonhado.


–Não fique assim criança- disse passando a mão na cabeça do garoto como se para consola-lo e continuou — Mas seu pai colocou o nome de Perseus porque ele era um semideus poderoso e foi o único a viver feliz e morrer naturalmente, ele quer que você tenha a mesma sorte do herói mitológico — Percy olhava surpreso e assim abriu um sorriso gigante que nem mesmo ele sabia como fez.


–Uau!!Sou um semideus herói!!!-disse gritando o pequeno e fingindo brandir uma espada imaginária o que fez Quíron rir mais que tudo, enquanto os mesmos se divertiam com Quíron contando histórias sobre deuses, monstros e profecias.

Eles ouviram passos vindos em direção à porta, os mesmos já olhavam diretamente para a porta de madeira levemente pintada de azul marinho como o quarto.


–Posso entrar?- disse a voz de Poseidon abafada pela porta, Percy correu para seu pai no mesmo momento que Poseidon havia dito.


–Acredito que sim Poseidon haha — disse Quíron rindo de ver Percy grudado no colo de Poseidon como um macaquinho-Melhor deixa-los a sós... -


–Não precisa Quíron. Eu e Percy vamos a um lugar-disse risonho.


–Que lugar papai? -perguntou Percy com uma cara de cãozinho confuso.


–Vou lhe mostrar o meu lugar favorito eu espero que goste... -antes mesmo de terminar a frase Percy disparou na frase.


–Eu amo esse lugar — disse sorridente fazendo Poseidon franzir o cenho.


–Mas Percy você nem viu o lugar ainda. Como você já o ama?-questionou Poseidon, Quíron havia se retirado há uns minutos e somente estava no quarto pai e filho.


–Se você ama, eu também amo — disse simplesmente fazendo Poseidon gargalhar e levar seu filho ao seu conversível.


Percy se agitava no carro com se fosse uma bola quicando que não parava no lugar, Poseidon dirigia devagar para não correr risco com seu filho.


–Chegamos filho-Percy podia ver seu pai estacionando perto de uma bela árvore com aparência de antiga, ele podia ver um grande parque no meio da cidade, pois ele ouvia as buzinas de carros e via a rua movimentada ao seu lado direito, seu pai andava em passos calmos pelo parque.

No parque havia várias árvores de tamanhos diversos, um grande lago que havia tipos de peixes bem chamativos, uma ponte que pessoas passavam a toda hora, Poseidon e Percy se sentaram no grande gramado do Central Park.


–Esse e o meu lugar favorito desde pequeno meu filho — disse Poseidon com um olhar enigmático, parecia que via algo de tempos que era jovem de quando vivia naquele parque, Percy não entendia o porquê de aquele olhar, mas ele próprio não sabia de muita coisa de bastantes coisas então deixou para lá.


–Uau eu amei esse lugar- disse Percy fazendo o pai o olhar com ternura e felicidade-Papai porque seu nome e Poseidon?-


Poseidon o olhou curioso e assim falou.


–Seu avô era doido e o seu bisavô também como todos nossos antepassados por mitologia grega, seu avô deu o nome dois três grandes deuses a mim e seus tios, para mim foi o nome Poseidon, pois pelo que todos viam de mim eu tinha e tenho o temperamento parecido do mar, somos impulsivos e não gostamos de ser presos — disse Poseidon sorrindo para o filho, mas tendo um olhar sereno aquilo fez Percy imaginar que ele e seu pai tinham muitas coisas em comum mais do que sua mãe falava.


E assim os dois sentados olharam para o horizonte.


–Então o senhor é um deus?!-falou alegre pulando quando se levantou agitado — Sou um semideus!!!-


– Haha sim você é o semideus mais poderoso de todos!!-disse rindo Poseidon se levantando também, os dois começaram um pega-pega pai e filho, Percy fugia e Poseidon atrás.

–Ok ok estou acabado Percy-disse Poseidon se sentando no banco perto de uma árvore grande.


–Papai você é muito fracote -


–Que isso garoto!Eu sou forte muito e muito — disse batendo no peito estufado que depois gargalhou junto a Percy — Agora que você disse isso de seu pai não vai ganhar sorvete-


–Nãoooooo quero sorvete!-gritou Percy e fazendo Poseidon sorrir mostrando suas covinhas que Percy também tinha.


–Ok ok vamos lá — com isso foram a um carrinho que vendia sorvete e depois voltaram ao lugar em que estavam antes.


Tomando sorvete, rindo e brincando de ver formas nas nuvens, Percy se divertiam tanto que não queria que o dia acabasse ele nem se lembrava das palavras de Triton e nem da indiferença de sua madrasta, mas Morfeu não queria dar mais ou menos tempo e nos braços de seu pai ele dormiu como um anjinho.


–Não acredite no que os outros falam meu filho... Você vai ser um garoto excelente e eu vou estar sempre perto de você, quero estar perto de você quando você se torna o maior semideus de todos- sussurrou para Percy que ressoava em seu colo, vendo o filho daquele jeito o fez lembrar-se de sua infância e da adolescência, mas aquilo era algo que ele não fazia há tempos ele nunca se arrependerá de nada mais havia uma coisa que sempre fazia sua cabeça doer e sua consciência lhe dizer que se arrependia, porém Poseidon fazia de tudo para não tocar no assunto, com Percy no colo o levou para o carro e voltou para casa o deixou na cama e assim o deixou dormindo.

Percy acordou com um cheiro delicioso vindo do andar de baixo, logo correu seguindo o rastro pelo olfato até ir direto a cozinha e ver seu pai de costas para si mexendo em algo no fogão, ele podia ver o jeito desajeitado de Poseidon na cozinha, mas mesmo assim para Percy que era uma criança e ainda mais um garoto via aquilo com fascínio nos olhos.


–Papai?!-falou baixo e mesmo assim seu pai escutou.


–Ah Percy!Já ia lhe chamar estou fazendo as panquecas azuis que tanto você adora... Hum sua mãe me disse uma vez então pensei em fazer para você e experimentar também — falou um pouco vermelho por lembrar-se de ter falado com Sally, era doce a sua voz mesmo depois de alguns anos sem vê-la ou sem ouvi-la, mas tratou de voltar a sua cor normal das faces e a sorrir como sempre sorriu-Então comer filhão?-


–Claro pai-disse Percy animado.


Comendo juntos e sozinhos, Percy até estranhava o silêncio ele esperava seu meio irmão e sua madrasta, como se lê-se seus pensamentos Poseidon se manifestou enquanto colocava mais um pedaço de panqueca azul na boca.


–Triton e Anfitrite foram à casa de uma amiga dela- sua voz saia alterada, pois falava e comia ao mesmo tempo.


–Ah — murmurou Percy, ele estava aliviado de Triton e Anfitrite estarem longe, depois de tudo aquilo ele não aguentaria passar a quase noite perto ouvindo mais sobre ele sendo um intruso na casa.


–Não se preocupe com eles Percy- Poseidon dizia com uma voz mansa.


Depois de comerem todas as panquecas Poseidon se levantou e disse.

–Agora vamos nos vestir- ele ia subindo a escada em direção a seu quarto.


–Hã?-


Percy que não entendia nada então o seguiu.


–Papai o que você disse?- perguntou enquanto entrava no quarto de Poseidon que se encontrava no closet.


–Percy está na hora de ver sua família daqui, ou seja, seus tios — disse alegre vestindo uma camisa Polo vermelha.


Percy o olhava assustado, ele já havia conhecido o suficiente que era seu meio irmão e sua madrasta.


–Vamos logo filho pode ir se vestir-


Depois de colocado uma blusa azul com um surfista como imagem estampada, uma calça escura jeans e um tênis negro com detalhes vermelhos foi ao encontro de seu pai que o esperava na porta falando ao celular e que quando o viu disse algo como "Estamos indo" e assim desligou.


–Perfeito Percy agora vamos- disse Poseidon já saindo da casa e indo direto ao carro que já o esperava na frente.


Dirigindo ao meio as ruas Percy via várias pessoas andando seja em casais ou sozinhas ou até com um grupo de amigos, com isso ele pensou. Percy não tinha amigos em Londres era somente ele e sua mãe mesmo depois de passar anos lá e nunca havia ficado amigo de alguém e assim se sentiu solitário por ver pessoas com seus amigos e ele sozinho.


Percy tentava não pensar nisso, pois era deprimente demais aquilo ele tentava imaginar animais marinhos de todos os tipos aquilo o ajudava quando se sentia sozinho.

–Chegamos filho hum... Pode entrar que eu vou estacionar o carro ali perto das árvores- disse Poseidon assim Percy o fez vendo seu pai ir para longe se sentiu desamparado, mas mesmo assim foi em direção ao grande portão, a mansão era de uma cor branca com um estilo gracioso e elegante, havia colunas gregas com detalhes dourados que reluziam com a luz das luzes vindas das lâmpadas da grande varanda da mansão, Percy ia a passos lentos e audaciosos a cada degrau ele tinha mais medo de chegar perto do grande portão de vidro e hastes douradas com figuras de relâmpagos até ver o portão ser aberto ruidosamente com brutalidade, Percy deu um pulo de susto assim que viu uma menina correndo atrás de um menino que fugia da mesma.

A menina era totalmente fora do contexto de uma garota normal, Percy via meninas com cabelos longos e com tratamentos de todos os tipos para deixarem eles sedosos e lindos e se vestiam de rosa a toda hora para os garotos pareciam os mesmos cabelos umas das outras, o que mudava era a menina em si e o tipo de roupa com a cor rosa, mas a menina que via agora era exceção, pois tinha os cabelos negros curtos com umas mexas azuis e algumas violetas, suas roupas estavam longe de serem rosa a menina usava uma blusa negra com algum desenho de caveira como estampa, usava calça da mesma cor que a blusa e botas de couro, ela tinha uma cara de pura raiva em sua face.

O menino que fugia era um típico estilo surfista tinha cabelos loiros curtos vestia uma camisa verde sem mangas, uma bermuda branca e all stars da mesma cor, ele corria da menina e ria da mesma que praguejava coisas não muito bonitas a ele.


–Volta aqui seu filho de um kraken sem dente- dizia à menina o que Percy achou estranho o insulto, ele até pensou em dar meia volta, mas o menino loiro o havia avistado e assim parado de fugir e andava para perto de Percy.


–Paro Thalia!Quem e você? -perguntou o menino a Percy enquanto a menina chamada Thalia ainda xingava ele aos montes.


–Paro o cacete Luke — falou Thalia chegando perto.


Agora perto Percy podia ver os olhos impressionantes dos dois, os olhos de Thalia era de um azul elétrico parecia que um dia chuvoso e cheio de relâmpagos vivia naquelas íris, os de Luke eram azuis mas um azul claro como um céu límpido, sem nuvens, sem nada mas além disso seu olhar azul mostrava travessura o que Percy nunca tinha visto.


– Então garoto quem e você?- perguntou Thalia com um tom irritado.


–Meu nome é Percy Jackson — disse meio envergonhado.


–O que você faz aqui em Percy?- perguntou Luke curioso, Luke chegou um pouco mais perto de Percy que logo percebeu que o mesmo era mais alto que si, os dois tanto Thalia quanto Luke o encarava aquilo deixava Percy nervoso.


–Eu... — mas logo foi interrompido.


–Luke!Thalia!-umas vozes urgentes o chamavam.
Thalia encarou Percy mais uma vez antes de ir e assim correu por onde as vozes viam.

–Acho que tenho que ir-disse Luke dando as costas a Percy, mas não sem antes falar — Ah... Tchau Percy — dando um sorriso travesso para Percy e com isso correu para dentro da grande mansão que assustava Percy.


Quando Percy pensou em seguir Luke sentiu uma mão em seu ombro mas não se assustou pois sabia quem era.


– Então pronto para conhecer sua família? — perguntou Poseidon a Percy que o olhou por de cima do ombro.


–Acho que sim-e com isso seguiu seu pai para dentro da mansão.