Notas iniciais
então, essa é a primeira fanfic que eu posto, vou postar esse capítulo, se eu ver que a galera gostou, eu continuo, tá? :3
por favor, se não gostarem, peguem leve, normalmente eu nunca deixo ninguém ler as fanfics que eu escrevo, então não sejam malvados comigo hahahaha
acho que é só isso, enjoy.

-Ok, se o Sean cair no seu trote, eu...

-Se ele cair no meu trote, você deixa eu te maquiar.

-Ok.

-Mas você vai ter que ir pra escola. Maquiado. – eu respondi, com um sorrisinho travesso.

-Ah, cara.

-Mas se ele cair no seu trote?

-Você vai ter que ir na festa da Amber. – Frank respondeu. – Comigo. E vai ter que ir usando um vestido.

-Frank! Nós nem fomos convidados! – retruquei. – E eu odeio vestidos.

-E eu odeio ir pra escola com maquiagem. Fala sério, ela convidou a escola inteira.

-Tá. – respondi, revirando os olhos. – Mas a gente vai ligar do seu celular.

-Ok, vou buscar ele no meu quarto. – ele respondeu, levantando do sofá. Bom, o Frank era meu melhor amigo. Quer dizer, o Frank era meu único amigo. E eu era a única amiga dele. A gente se conhece desde a primeira série, talvez até antes disso. E eu sempre fui muito tímida, fazer amigos novos era difícil. E o Frank... bem, o Frank sempre foi, digamos, diferente. E, não lembro direito como aconteceu, mas ficamos amigos. Voltei à realidade quando ouvi os passos de Frank descendo as escadas. Ele se jogou no sofá e entregou o celular pra mim.

-Tem que ser rápido, a bateria tá acabando. – ele disse. – Você primeiro.

Digitei o número do Sean, que era o capitão do time de futebol da escola. Está se perguntando como o Frank conseguiu o número dele? É, eu também. Sean também era o namorado da Amber desde o primeiro ano do colegial.

-Alô, amor? É a Amber. – eu disse, com uma voz mais aguda que o normal.

-FRANK?!

-Não, gatinho, é a Amber! – eu disse, sem entender o que estava acontecendo.

-Frank, eu sei que é você. Eu tenho seu número gravado no meu celular, esqueceu? – ele respondeu, bravo. – E, cara, que voz de mulher é essa? – então eu olhei pro Frank. Ele estava vermelho de tanto tentar segurar o riso.

-Uh, ok. – falei, enquanto cancelava a chamada. Logo depois que fiz um sinal para dizer que tinha desligado, Frank começou a gargalhar.

-Não vale! Você trapaceou! – gritei, dando um soco de leve (ou não) no braço dele.

-Claro que não. Você que se esqueceu de bloquear o número do celular. – ele disse, ainda rindo.

-Não é justo. – eu reclamei. Frank levantou os braços como se dissesse “A vida não é justa”. – Eu nem sei quando vai ser essa festa aí.

-Dia 07, às 9 horas da noite. – ele respondeu. – Na casa dela.

Meu celular começou a tocar. Era minha mãe, dizendo que era pra eu ir pra casa, almoçar.

-Vou te buscar às 8 e meia. – ele disse.

-Tanto faz.

-Liz, fala sério. As férias mal começaram, vai ser divertido.

-Sabe o que seria divertido? Você ter que ir à festa de vestido.

Ele riu, balançando a cabeça.

-Te vejo dia 07. – ele disse, enquanto me levava até a porta.

[...]

Acordei na manhã do dia 07, no meio de um pesadelo. Não lembro ao certo com o que havia sonhado, mas a primeira coisa que fiz foi agarrar meu celular, e ligar pro Frank. Ele não atendeu, o que era perfeitamente normal, levando em conta que eram 9 horas da manhã de um sábado. Enfim, liguei de novo.

-Bom dia, raio de sol. – ele disse, com uma voz sonolenta e irônica.

-Frank. É sério. Eu não posso ir nessa festa. V-você sabe. Vai ter muita gente lá.

-Liz...

-Por favor. – eu disse, e ouvi ele suspirar.

-Tudo bem, a gente pode fazer outra coisa. – ele disse, como se não fosse nada de mais. Então, comecei a me sentir mal. Quer dizer, eu tinha certeza de que se eu tivesse ganhado a aposta, ele deixaria eu o maquiar.

-Não, sério. Tudo bem. – eu disse.

-Como assim?

-Ainda quer ir na festa?

-Quero, mas, bom, eu sei que você não quer ir. Não tem problema.

-Não, eu quero. Sério.

-Tem certeza?

-Sim – não. É claro que eu não conseguia vê-lo, mas tenho certeza que ele estava sorrindo. Levantei da cama, desliguei meu celular e fui procurar uma droga de vestido para usar naquela droga de festa.

POV Frank

Depois que a Liz desligou (sem nem dar tchau), voltei a dormir. Quer dizer, voltei a deitar na cama. Fiquei me revirando por mais ou menos meia hora antes de pegar no sono. Por incrível que pareça, só consegui dormir até 11h30min. Esperei meus olhos se ajustarem a claridade, e sentei na beirada da cama. Fui para a janela e fiquei encarando a “paisagem”. O céu era tão poluído que tinha um tom doentio de cinza, e os prédios bloqueavam a maior parte da luz do sol, o que deixava a rua em frente à minha casa meio sinistra. New Jersey não é uma cidade linda?

-Filho, o almoço está na mesa! – ouvi minha mãe gritar do andar de baixo.

-Não estou com fome! – gritei de volta. Observei enquanto dois carros passavam rapidamente pela rua, e fui para o banheiro da minha suíte. Em cima da pia, havia uma gilete (mesmo que eu ainda não fosse velho o bastante pra precisar me barbear), um ou dois desodorantes, uma escova de dentes e uma pasta de dente quase vazia. Havia também uma pequena janela um pouco acima do vaso sanitário, mas que era grande o bastante para que eu conseguisse sair de casa escondido me espremendo por ela.

Tirei a cueca (sim, eu durmo só de cueca, e julgar é pecado, ok?), e fui tomar banho. Vamos apenas dizer que eu não vou ficar aqui, detalhando o meu banho pra você. Me enxuguei, e fui escolher uma roupa. Coloquei uma calça jeans skinny de lavagem escura, uma camiseta do Asking Alexandria e uma jaqueta preta. Passei a mão embaixo dos meus olhos, e senti olheiras, o que não fazia muito sentido, já que eu havia dormido umas 12 horas. De qualquer maneira, fui me olhar no espelho, e vi horríveis marcas roxas embaixo dos meus olhos. Não que eu me importasse muito com a minha aparência, mas aquelas olheiras estavam péssimas. Procurei por alguma maquiagem nas minhas coisas, mas tudo que achei foi um delineador preto, um lápis de olho, e uma caixinha com sombra das cores vermelha, preta, cinza e branco. Saí de fininho do meu quarto, passando por um gigante corredor que levava até o quarto de meus pais.

-Mãe? Pai? – chamei, apenas para me certificar de que não tinha ninguém olhando. Passei pela cama de casal que ficava no meio do quarto, e fui em direção ao banheiro da suíte deles. Abri os armários, procurando pela maquiagem de minha mãe. Achei um curvex, aquele negócio que parece instrumento de tortura que as mulheres usam pra curvar os cílios, e mais outras coisas estranhas que a mulherada adora. Finalmente achei uma caixinha de maquiagem, e presumi que a base, corretivo ou seja lá do que eu precisava para corrigir aquelas olheiras estivesse ali. Quando finalmente consegui abrir a maldita caixinha, hum, bem, tinha um negócio meio bege dentro dela que eu achei que fosse o que eu estava procurando. Saí correndo de volta pro meu quarto, e dessa vez me lembrei de trancar a porta. Fui para o banheiro, e passei rapidamente aquele treco embaixo dos meus olhos. Nem olhei como tinha ficado, e desci para almoçar. Minha mãe já estava levando os pratos para o lava-louças quando me viu.

-Bom dia, querido. – ela disse.

-Acho que você quer dizer boa tarde. – eu respondi, apontando para o relógio. Enfim, terminei de almoçar bem rápido, antes que minha mãe percebesse que eu estava usando maquiagem. Quando estava quase saindo da cozinha, ela me chamou.

-Frank, querido, você está usando... – fiz uma careta quando ouvi isso – maquiagem?

-Credo, mãe. Isso é coisa de viado. – eu disse sem nem olhar pra trás, e sai pela porta da frente. A casa da Liz era na mesma rua que a minha, então não demorei mais que uns dois minutos para chegar lá. Eu sabia que seus pais estavam viajando, então apenas abri a porta da frente, e fiquei esperando sentado no sofá vermelho da sala de estar.

-Liz? É o Frank. – ela provavelmente já sabia que era eu, mas da última vez, ela desceu as escadas segurando uma faca em uma mão, e o celular na outra, gritando “se você não for embora, eu vou ligar pra polícia, seu desgraçado!”. Ela desceu as escadas ainda vestindo pijama.

-Você esqueceu a porta da frente aberta. De novo. – eu disse. Ela assentiu, como se não fosse nada demais. – Você sabe como são as coisas em New Jersey. Não dá pra correr riscos assim.

Então ela olhou nos meus olhos, e se segurou pra não rir da minha cara.

-É uma longa história, ok?! – eu disse.

-Vem, vamos dar um jeito na sua cara. – ela debochou, apontando para as escadas.

Notas finais
reviews me deixam feliz, é.