Its Not What It Looks Like
2 Capítulo 2
Notas iniciais
enjoy
POV Frank
Depois de uns 3 quilos de maquiagem, ela conseguiu disfarçar as olheiras. Faltavam apenas 2 horas pra festa, e ela não tinha nem escolhido o vestido ainda.
-Então, venho te buscar daqui à uma hora e meia. – avisei, enquanto descia as escadas, indo em direção à porta da frente.
[...]
Quando deu exatamente 20h30min, saí pra buscar a Liz. Ela já estava me esperando do lado de fora da casa. Usava um vestido preto (é, o fim do mundo está chegando mesmo), segurava uma bolsa pequena na mão, e estava usando salto preto também. Resumindo, ela estava... linda.
-Vamos? – perguntei.
-Anda logo, antes que eu perca a coragem. – ela disse, abrindo um meio sorriso. Andamos até chegarmos à casa da Amber. Bem, não era uma casa, era uma mansão. As paredes eram brancas e havia um pequeno jardim ao lado esquerdo, e uma piscina do lado direito. Era possível ver luzes piscando pelas janelas, e o som da música eletrônica era ensurdecedor. Toquei a campainha, mas ninguém veio abrir a porta.
-Frank, fala sério. É uma festa. É só entrar! – Liz disse.
POV Liz
Entramos na festa. A casa estava tão cheia que era quase impossível andar por lá sem ter que se espremer entre as pessoas dançando. Em menos de 10 segundos, perdi o Frank de vista. Mesmo que ele estivesse parado ao meu lado, eu não saberia, porque ele é tão baixinho que provavelmente acabaria sendo pisoteado. Andei até achar um lugar mais calmo pra ficar, e fiquei ali, encostada numa parede, que ficava perto do bar. Devo ter ficado em pé por bastante tempo, porque senti minhas pernas começarem a doer. Sentados nos banquinhos em frente ao balcão, reconheci alguns garotos da minha escola, que provavelmente só estavam ali pra encher a cara. Até que eu bati os olhos em um que era bem baixinho, e que estava usando... maquiagem?
Me aproximei do bar, e sentei do lado dele.
-Frank? O que você tá fazendo aqui? – perguntei.
-Cara, você acredita que eles estão vendendo bebida, tipo, pra menores de idade? – ele disse, com uma suspeita voz arrastada.
-Maravilhoso. Não acredito que você ficou bêbado menos de uma hora. – respondi. – Anda, vamos pra casa. Acho que por hoje chega, né?
-Do que você está falando? A gente tem que curtiiiiiir. Então, cadê a aniversariante? – antes que eu pudesse fazer alguma coisa, ele se levantou no banco, e saiu trombando em tudo que encontrava pela frente. Corri atrás dele, mas era muita gente em um lugar só. O perdi de vista umas cinco vezes, e quando finalmente o encontrei, já era tarde demais. Ele segurava a cabeça da Amber entre as mãos, e ele... ele estava beijando ela. A expressão de Amber era uma mistura de nojo e surpresa. Então, Sean apareceu.
-Seu... seu... seu... seu alcoólatra desgraçado! – Sean gritou. – O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?!
-Meu irmãããão, falaí. – ele disse, largando a Amber, e colocando um dos braços em volta do pescoço do Sean, com muito esforço, pois Sean era da altura de um jogador de basquete. Corri para impedir que Sean batesse no Frank, mas cheguei tarde demais. Então, muitas coisas aconteceram ao mesmo tempo. Sean deu um soco no Frank, que ficou estirado no chão, com um sorriso bobo no rosto; Amber corria desesperadamente atrás de um copo d’água para limpar sua boca; e as pessoas em volta dos dois formaram um círculo e começaram a gritar “Briga! Briga! Briga! Briga!”.
-Você vai se arrepender disso pelo resto da sua vida, Iero. – Sean disse, chutando Frank que ainda estava deitado no chão. Depois que a platéia percebeu que não haveria briga, voltaram a dançar, e Frank continuou no chão. Corri até lá, antes que alguém pisasse nele.
-Vem. Vamos pra casa, tá? – eu disse, com a voz mais suave e calma possível. Conseguimos sair daquele inferno, e eu tive que arrastar ele até a chegarmos na frente da casa dos Iero.
-Liz, ei, Liz, eu não posso ir pra casa. Minha mãe vai me esfolar. – ele disse, ainda bêbado.
-Primeiro, você merece coisa pior, e segundo, não tem nada que possa fazer. – respondi.
-Eu podia dormir na sua casa hoje. Por favooooor. – ele pediu, como uma criança mimada de 5 anos de idade.
-Mas...
-Por favor, por favor, por favor, por favor...
-OK! Mas você vai dormir no sofá.
-Tá.
-E prometa, escute aqui, prometa que não vai contar a ninguém sobre isso.
-Tá. – ele respondeu, sorrindo inocentemente. Demos meia-volta e fomos em direção a minha casa – Merda, Liz, não vamos chegar nunca. Vamos ficar andando por essa rua até o fim da humanidade e então os alienígenas irão transformar o planeta Terra em algodão doce. Mas que merda, Liz, eu odeio algodão doce. – Frank continuou a dizer coisas que não faziam o menor sentido, e tenho que admitir que ele até que era engraçado quando estava bêbado. Caminhamos pelo que pareceu durar uma eternidade, até chegarmos em “casa”. Sentei Frank no pequeno banco de madeira que ficava na varanda da frente, porque ele não conseguia nem ficar em pé, e fui abrir a porta.
-Então... – comecei a falar, enquanto o colocava no sofá. – Você dorme aqui, ok? Tem algumas almofadas ali se quiser usar como travesseiro. Se precisar de alguma coisa durante a noite, vou estar no meu quarto. – ele assentiu, enquanto brincava com o controle da televisão. – E, por favor, não quebre nada.
Estava me virando para subir as escadas, quando ouvi a voz de Frank:
-Liz?
-Sim?
-Foi legal o que você fez hoje. Você é uma boa amiga. – ele disse. Supus que estava falando a verdade, já que estava bêbado. Sorri no escuro.
-Você é um bom amigo também. – respondi. – Boa noite.
Subi as escadas bem vagarosamente, pois estava no escuro. Fui tateando as paredes com a mão até sentir a abertura da porta do meu quarto. Acendi a luz enquanto já estava tirando o vestido, o joguei em qualquer lugar e coloquei uma blusa de uma banda qualquer e uma calça de pijama. Estava cansada demais para ir tirar a maquiagem ou até mesmo ir tomar um banho. Apenas encostei a porta, desliguei as luzes e me joguei na cama. Adormeci no mesmo instante.
[...]
POV Frank
Depois que Liz subiu as escadas, fiquei pensando no que aconteceu. É claro que eu não estava pensando direito, ia demorar um pouco mais até que o efeito daquela cerveja barata misturada com whisky passasse. Minha cabeça girava, e eu mal conseguia abrir os olhos. Aquilo que Sean disse na festa ficou zunindo na minha cabeça.
Você vai se arrepender disso pelo resto da sua vida, Iero.
Depois que ele disse isso, e me chutou, tudo ficou embaçado. Eu não lembro direito como saímos daquela festa, nem como ou porque eu estava na casa da Liz. A última coisa que lembro era ela me pedindo que eu não quebrasse nada. Foi aí que eu me lembrei.
-Merda. Liz se esqueceu de trancar a porta da frente, de novo. – pensei em voz alta. Me apoiei com as mãos no sofá, e fiz um enorme esforço pra tentar me sentar, o que foi uma péssima idéia. Acho que o chute que Sean havia me dado havia sido “amortecido” pela bebida, e agora que o efeito estava passando, meu estômago começou a doer. Muito. Fiz mais um esforço e me coloquei em pé. Já estivera na casa de Liz muitas vezes, eu sabia exatamente onde tudo ficava, então não foi muito difícil encontrar o caminho até a porta da frente. Girei as chaves duas vezes. Já estava refazendo o caminho até o sofá quando tropecei em alguma coisa meio pontuda e dei com a cara no chão. Não fiz muito barulho ao cair, mas estava doendo tanto que achei que iria começar a chorar. Então minha visão começou a escurecer, e só tive tempo de gritar “Liz!” antes de desmaiar.
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