It's Been so Long, but I Got no Time?
1 Prólogo
Notas iniciais
Tenham uma boa leitura! ^^
Todos corriam... Não, eles não corriam para fora e sim para dentro do restaurante. Curiosos com o que havia acabado de acontecer. Um animatronic com os dentes cravados na cabeça de uma criança enquanto cinco crianças mais velhas olhavam através dos dois buracos de suas máscaras. O que haviam acabado de fazer?
Vincent o segurança com sua brilhante insignia saiu dos fundos do restaurante para averiguar o que estava acontecendo. Seus olhos se arregalaram e suas mãos tremeram, estava atrás das cinco crianças sem coragem de falar com elas. Correu para o palco desligando o animatronic, a criança continuava com a cabeça prensada entre os dentes do robô, espantou as crianças do estabelecimento e fechou as portas para que não se traumatizem com aquela cena. Ouviu o som de serene de ambulância, agradeceu mentalmente quem havia ligado pois não sabia se conseguiria dizer a emergência para a atendente que atendesse a ligação. Era seu filho mais novo, ele estaria morto? Como contaria para a mãe que havia viajado e chegaria em poucas horas?
— P-papai... –virou o menino, seu filho mais velho. — E-eu... eu não...
Já imaginava. Tinha dúvidas do que faria. Bater, gritar entre o choro? Abraçá-lo e dizer que estava tudo bem? Não, preferiu fitá-lo com um olhar profundo que não demonstrava nada.
Deu dois passos para frente se aproximando mais do filho mais velho. De repente ouviu a porta da frente ser aberta com certa brutalidade, dois enfermeiros segurando uma maca entravam as pressas.
— Precisaremos da sua ajuda para tirá-lo dali, poderia nos ajudar senhor? Senhor?
— Sim...
(3 horas mais tarde)
Lá estava ela, com uma caixa branca com um laço vermelho. Era o aniversário de seu filho mais novo, queria presenteá-lo com um bom presente. Estava tão feliz por ter conseguido chegar, as vezes precisava viajar para resolver assuntos do lugar onde trabalhava e deixava os filhos aos cuidados do pai. Dentro da caixa havia a pelúcia que faltava na coleção do filho, era um urso amarelo que a mulher não sabia o nome, porém não se importava desde que seu filho soubesse e obviamente ele deveria saber.
Antes havia ido em sua casa e não tinha ninguém, era de se esperado já que todos deveriam estar no restaurante comemorando o dia mais feliz do seu filho. Deixou as malas na sala e pegou o presente indo até o restaurante que não era tão longe.
— Beth...
Estranhou ao ver o local fechado e cercado por faixas amarelas, alguns policiais e algumas pessoas ao redor.
— Sim?
A mulher que havia chamado seu nome antes tremia.
— O que aconteceu? –perguntou Beth.
— Como foi a viagem? –mudou de assunto, era mãe, sentia a dor em si.
— O que aconteceu? –voltou a perguntar, pelo estado da mulher sabia que o acontecido deveria a envolver. — Cadê os meus filhos? E o Vincent ?
— E-eles estão no hospital, Beth... Aconteceu um acidente...
— O Vincent tá bem? –se era no restaurante onde o marido trabalhava deveria ter sido com ele. — Meu marido o que aconteceu com ele? Cadê meus filhos? –estava desesperada, quase largando a caixa de presente no chão, porém seu inconsciente sabia que era um presente muito esperado para seu filho.
— Foi com... O Vincent tá bem... você não quer ir até minha casa? –as lágrimas em seus olhos eram evidentes.
— Eu perguntei... cadê o meus filhos? EU QUERO SABER ONDE ELES ESTÃO?
— O mais novo... ele, ele... foi levado pro hospital...
— Por-por quê? Por que está lá? –sua respiração estava grossa. — Eu quero ver meu filho.
— Beth se acalme... Se acalme... Ele foi um acidente.
— MEU FILHO. –chorava, não sabia mais o que fazer.
— Senhora? –chamou um policial. — Você é Elizabeth Campbell?
— Sou eu...
— Queira me acompanhar até o hospital.
— Certo...
(Meia hora depois, no hospital)
Ela corria pelos corredores enquanto enfermeiros a perseguiam. Havia saído da viatura as pressas e não queria ter que passar pela recepcionista que demoraria para reconhecê-la como mãe. Estava indo para a sala de espera onde ficavam as pessoas reconhecidas como parentes de pessoas que estavam no hospital recebendo algum tipo de cuidado. O policial que havia a levado até lá parou os enfermeiros e explicou a situação.
— Vincent! –enxergou o marido na sala. — Vincent! –abraçou-o. — Eu quero vê-lo onde está ele? O que aconteceu? Ninguém quis me dizer nada... Por favor diga-me. –estava em prantos. Notou que o filho mais velho a olhava com um olhar baixo, não ousou a falar uma palavra, pois temia a reação da mãe quando soubesse. — Meu querido. –largou os braços do marido para falar com o garoto. — Está tudo bem. –acariciou os cabelos. — Vai ficar tudo bem! Estou aqui agora.
— Mamãe... me desculpa a culpa foi minha. Foi minha não foi?
— Não foi. –abraçou o filho, não estava ciente da situação, mas queria confortá-lo. — Vai ficar tudo bem. Eu sei que vai...
Fale com o autor