It’s really love?

1 Capítulo 1 — Plataforma 9 3/4


Notas iniciais
Capítulo reescrito!!! Estou reescrevendo essa fanfic, por motivos de... minha escrita está diferente agora (a antiga versão tinha sido a minha primeira vez escrevendo em terceira pessoa) e agora vai ter um conflito muiiito bom, e antes não tinha. Sem mais enrolação Boa leitura ❤️

Era uma vez uma menina que tinha o paraíso em suas mãos, mas ela realmente desejava o infinito. Aquele imensurável lugar onde tudo era possível, mas Alyssa não compreendia o sentimento inominável que vivia; ela só esquecia dessa dor, todas as vezes que ficava diante da locomotiva vermelha a vapor.

No meio da multidão Alyssa tentava convencer sua mãe de que não tinha deixado nada para trás, pelo menos dessa vez ela realmente se orgulhava disso, já que era tão desastrada a ponto de esquecer a sua pequena coruja parda.

— Mãe, tenho certeza de que está tudo comigo! — ela falou animada, enquanto colocava o distintivo da cor azul com a letra M em sua veste.

— É sempre bom ter certeza. — Eliza terminava de fechar a mala da sua filha, e assim que viu dois ruivos vindo, ela sorriu — Olá garotos!

— Tia Eliza, que saudades de você! — os garotos disseram em uníssono som e Alyssa franziu a testa ao escutar o apelido — Querida Aly.

— Achamos que você tinha ido para Noruega… — Fred brincou

— Ou para o Brasil…

— Ei, quem deveria ficar chateada seria eu, vocês foram para o Egito e não mandaram nenhuma carta para mim — ela cruzou os braços mordendo o interior da sua bochecha para não rir — e da mesma forma posso provar que eu não saí de Londres.

— Escrevemos várias cartas para você…

— ...uma maior do que a outra, acredite!

Alyssa olhava para os amigos, tentando acreditar na bobagem que diziam, mas ela se lembrou da vez que uma coruja entrou em seu quarto, com um envelope tão pesado quanto os livros que ela teve que comprar para esse novo ano, e ao ver o nome dos gêmeos ela já sabia que não deveria confiar pois era mais uma pegadinha contra ela, mas Alyssa nunca pensou que fossem cartas escritas por eles mesmo.

— Eu posso compensar vocês por isso, que tal doces, vocês aceitam? — Alyssa propôs enquanto ajeitava a alça da sua mochila.

— É aceitável, mas não vá se acostumando com isso Alyssa — Fred pegou a mala da menina.

Alyssa no mesmo instante se virou para a sua mãe e a abraçou, como muitos familiares ali fizeram. Ela nunca tinha derramado uma lágrima sequer, mas isso não a tornava insensível e essa era a parte que mais amava em ir para hogwarts, sua mãe era professora de história da magia, mesmo com as provocações recentes, ela tinha aprendido a lidar com isso.

— Nós nos vemos mais tarde — Alyssa disse.

A menina entrou no vagão e foi surpreendida pelos alunos espalhados no pequeno corredor da locomotiva. Ela suspirou fundo, aquela era uma parte complicada da viagem já que os novos estudantes estavam em êxtase. Alyssa estava conseguindo passar despercebida até então, porém à frente da porta da cabine dos monitores alguém já a esperava.

Francamente ela não conseguiu evitar de sorrir e correr para os braços do belo garoto. Aquele era o equilíbrio exato entre a perfeição, a menina dos olhos estrelados e o menino que completava o brilho dela.

Nem as palavras seriam capazes de eternizar aquele momento, pois no fundo eles sabiam que pertenciam um ao outro.

Alyssa mostrou a ele o amor e ele ensinou a ela uma forma diferente de amar, e mesmo havendo promessas imperfeitas, eles desejam viver o incondicional.

— Eu sabia que você ia voltar — Alyssa entrelaçou sua mão com a de Cedrico — você sempre volta!

— Eu sempre volto — ele beijou delicadamente a bochecha de Alyssa.

Ela se lembrava do dia em que se conheceram, e o odiava por isso, tinha sido tão meigo que a lembrança avançava por sua mente e a fazia querer estar lá por mais uma vez.

Alyssa adoraria ficar observando Cedrico por mais tempo, mas então ela se lembrou da reunião. Aquela bendita reunião dos monitores. Por Merlin, como Alyssa tinha se esquecido? Percy lhe daria um belo discurso por ter chego minutos atrasada, talvez aquilo resultasse até em sua expulsão, mas ela tentou não pensar daquele modo assim que bateu delicadamente na porta.

Os demais monitores já estavam divididos em suas respectivas cadeiras, e para a sorte de Alyssa tinha um lugar perto da janela, perto o suficiente para que ela pudesse se esconder atrás da cortina e esperar que sua vergonha por chegar atrasada e com Cedrico ao seu entrelaço passasse. Francamente, se isso chegasse aos ouvidos do seu pai, com certeza terminaria em um verdadeiro desastre.

Sem Fred e Jorge, aquele seu ato de rebeldia parecia vazio e sem objetivo, mas se eles soubessem disso, ririam disso até que não pudessem respirar, e pensar nisso fez com que aquele momento se tornasse mais leve, e por isso mais uma vez ela segurou o riso. Os gêmeos sempre estariam trazendo alegria a ela onde quer que eles estivessem.

— … Sirius Black está a solta — a monitora chefe da corvinal disse, e Alyssa arregalou os olhos assustada com a notícia — e por isso não podemos deixar com que os alunos saiam do castelo, haverá dementador sobre as ordens do ministério...

Ela lutou em manter a expressão preocupada, mas por dentro Alyssa não sabia lidar com a felicidade em saber que ele tinha conseguido. Finalmente. O Sirius Black que vivia entregando doces para ela e Melissa escondido dos seus pais. Mas seria capaz que outro prisioneiro seguisse os passos de Black e fugisse da prisão? Aquele pensamento foi capaz de fazer com que Alyssa erigisse com medo. Ela tentou disfarçar, mas sabia que o gesto tinha sido notado por alguém.

Os olhos de Alyssa deixaram de ter o brilho das estrelas e passaram a refletir o temor, e mesmo com o sorriso discreto, Cedrico começava a perceber a inconstância dos segredos da jovem e temia por isso.

—… e Harry Potter precisa ser o aluno mais vigiado, pois vocês sabem muito bem da história — Percy levantou e completou o que a monitora chefe dizia — No demais, vamos fazer o possível para que esse ano seja inesquecível para os alunos. Dispensados.

A porta da mente da Alyssa, que era sempre fechada, tornava-se a abrir e pensar em Ian e Daniel a deixava enjoada, desejando que eles vivessem o pior. E ao olhar para Cedrico, ela trancou a porta, não iria passar por aquilo novamente.

— Vou ganhar a taça de quadribol esse ano Ced, acho melhor você preparar melhor a sua equipe — ela cruzou os braços e parou em sua frente.

— Aly, eu estudei a sua tática durante o ano passado, e se eu fosse você, não estaria tão confiante agora.

— A Corvinal está na liderança por dois anos — ela falou, orgulhosa — e esse é meu terceiro ano sendo capita, ou seja, mais um ano de vitória garantida — ela se aproximou de cedrico, roubando o espaço que existia entre eles — sem contar que você é muito sem criatividade, meu bem.

Alyssa saiu daquele corredor, deixando para trás Cedrico que ainda ria. Ela andava sem rumo, cumprindo com seu papel de monitora, ajudava os alunos do primeiro ano e repreendia aqueles que por algum motivo viviam atentando as outras pessoas.

Ela parou na frente de uma porta, onde era possível ver duas maletas abertas e dentro delas tinham de tudo. Alyssa abriu a porta e colocou as mãos no quadril, Fred e Jorge a amavam quando ela fazia isso, pois sabiam que ela tentava ser autoritária, mas nunca conseguia.

— O que vocês estão aprontando?

— Nada demais, só alguns testes antes de chegar a Hogwarts.

— Eu posso confiscar tudo isso, sabia?

— Sim. Mas você também sabe que é nossa melhor amiga e a consideramos como a nossa irmãzinha, sabia? — Jorge a imitou e a menina sorriu timidamente.

— Como vocês dois são bobinhos… — ela foi interrompida pelo trem que tinha parado bruscamente.

Jorge segurou Alyssa evitando com que ela caísse no chão, mas Fred não teve a mesma sorte, já que escorregou nos experimentos e bateu o seu rosto na janela, ele xingou baixinho fazendo a menina rir com escárnio. Não demorou muito para que a luz se apagasse e a escuridão reinasse.

— Ai! Alguém pisou no meu pé — gritou Fred

— Não precisa gritar!

Alyssa tinha uma sensação horrível, a felicidade de ir para Hogwarts não existia mais, e novamente aquela porta insistia a ser aberta, permitindo com que a memória mais aterrorizante escapasse.

Não, ela não poderia reviver aquilo novamente.

Mas já estava acontecendo, quando percebeu o céu azul demais para ser o mês de setembro, e ao seu lado estava Ian, se anos atrás Alyssa tivesse decifrado aquela bendita marca no braço do garoto, ela nunca chegaria perto dele novamente. Tão ingênua.

— Está animada? — ele perguntou ficando na frente da Alyssa e ela por sua vez franziu a testa confusa, Ian riu — Para Hogwarts oras, é seu primeiro ano.

— Quem não estaria?

— Você não parece muito, achei que ficaria satisfeita em estar comigo todos os dias.

— Deixe de ser convencido Ian — ela começou a andar em direção à floresta.

Onde estaria Melissa? Ela realmente gostava de se exibir a ponto de mostrar todos os feitiços que Alyssa tinha ensinado a ela mesmo sabendo era proibido. Alyssa já tinha falado ao país, sobre o comportamento de Melissa, mas era repreendida todas as vezes e estava cansada disso.

— Onde está o David?

— Junto com a Melissa não se preocupe — Ian segurou o braço dela para impedir que ela se aproximasse mais da floresta.

Ela até confiaria em David, mas o que quer que Alyssa tinha visto nos olhos de Ian fez com que seus ombros cederem. Ela percebeu o modo estranho em que ele segurava o seu braço que já doía, sua respiração parecia irregular, mas nada disso justificava o que veio a seguir.

O grito doloroso de Melissa escoava pelo o lugar.

— Alyssa — Ian a chamou.

Melissa não estava bem, disso Alyssa tinha certeza.

O laço estava cedendo.

Ian soltou uma risada baixa e desagradável assim que uma lágrima escorreu pelo rosto de Alyssa, era como se a dor que Melissa sentia fosse para ela. Quanto tempo será que aguentaria? Ela se soltou de Ian, e correu inutilmente. Não queria saber o que aconteceria. Mas ela precisava segurar a mão de Melissa.

O tempo era o que ela precisava.

Precisava estar com ela quando as primeiras provas chegassem, quando o primeiro jogo de quadribol acontecesse, quando o sonho de viajar o mundo fosse realizado.

Alyssa começava a sentir uma dor de cabeça insuportável.

Precisava fazer alguma coisa.

Alguma coisa.

Qualquer coisa.

Como era possível viver em um mundo sem Melissa? Sem ela, Alyssa nunca estaria completa. Como ela desejaria o infinito sem a sua estrela cadente?

Melissa precisava viver, pois era o que ela tinha prometido para todo sempre.

Desde quando o sempre tinha se tornado tão vazio e insignificante?

Foi então que o laço se partiu.

Alyssa caiu no chão, à procura de algum consolo.

Não fazia mais sentido.

Aquele sentimento era inominável

Então Alyssa chorou, enquanto seu mundo se desfazia por completo.

As luzes do vagão voltaram uma de cada vez, e em seguida o trem já voltava a seguir seu caminho, mas Alyssa continuava com o olhar vazio, Fred e Jorge a abraçaram, e não disseram nada.

O que não sabia Alyssa, era de que seu pior pesadelo não seria reviver as memórias escondido no seu mais profundo abismo, mas ter que encarar Ian e David novamente.

Notas finais
VOLTEI YEYYY!!! Amados, tenho algo a dizer sobre esse capítulo... Laço de parceria remete a vocês o que?? Acotar (sim?) mas esse laço que eu citei não é bem assim, e nos próximos capítulos vocês vão entender melhor ok?? Eu só escolhi essa palavra por motivos de... era o que combinava mais com o que eu quis passar kkkkk Eu demorei muito para reescrever esse capítulo, mas francamente, valeu a pena... semana que vem temos mais. XoXo ❤️❤️