It’s Immortality, My Darlings!

7 Capítulo 7- (The Cape May Thing 2)


Notas iniciais
Espero que estejam gostando!
Essa Alison que aparece logo no começo, é a Alison verdadeira.

Capitulo 7

Alison havia acabado de chegar em Cape May. Os pais dela estavam no quarto, abrindo os notebooks para começarem a trabalhar. Era sempre assim. Jason só sabia que eles iriam viajar quando as malas estavam sendo postas no carro.
Alison adorava viajar com os pais, era como viajar sozinha, ela podia fazer o que quisesse, alias... ela SEMPRE fazia o que queria, independente do lugar. Os pais não se preocupavam, afinal... o Delinquente estava em casa e a “louca” no hospício. Alison era a filha preferida e então ao ver deles, ela era perfeita.
Jenna Marshall havia ficado a semana inteira e só iria embora segunda-feira.
Alison bateu na porta do quarto de seus pais, disse que ia ter passeio de navio e que ela iria. Mas a verdade é que ela tinha visto o comandante e ia pedir para que ele deixasse ela comandar o navio ou até ele mesmo. Ela estava na rampa para entrar no navio e ouviu:

– Todos a bordo? – Perguntou o comandante.
– Será que ele acha que é um maquinista? – Perguntou Alison (verdadeira), antipaticamente para a garota ao lado. Mesmo achando ele uma graça, não podia perder qualquer situação para fazer uma piada de mau gosto.
– Com esse físico todo, ele pode ser até açougueiro, querida! – Comentou Jenna.
– Ai, que mau gosto. – Exclamou, querendo dizer o oposto.
– Não subestime as pessoas, elas podem ser muito útil às vezes. – Sorriu, como se tivesse certeza do que dizia.
Essa era uma das coisas que Alison adorava falar, então chamou sua atenção e ficou observando-a caminhar para entrar no navio. Ela sabia que essa viagem ia lhe render no mínimo uma boa história. Mas Alison não queria parecer desesperada para ser amiga dela, então tentou fazer parecer que era coincidência o segundo encontro, caso nada acontecesse antes.
O passeio ia ter 4h de duração, então ela teria muito tempo para fingir um encontro casual.
Só que Ali percebeu que estava sozinha. Os pais de Riley tinham ido para Denver e Naomi foi com eles. Elas eram melhores amigas de Alison, mas ela não ia fazer os pais desmarcarem a viagem, que tanto insistiu, ela tinha que passar confiança e não bipolaridade.

Era estranho estar sozinha, preferia até que Jason estivesse com ela, mesmo que fosse para destratá-lo. Próxima vez ela ia lembrar-se de chamá-lo.
Depois de perceber que estava imersa em seus pensamentos, Alison sorriu para o nada, engolindo seus verdadeiros sentimentos e começou a andar em direção a sala de comando.
– Oi linda! – Disse o comandante, Alison sorriu- Quer segurar? – Apontou para o timão.
– Posso? – Perguntou animada.
– Claro! – Sorriu, se afastando da roda do leme.

Comandante era um homem beirando os 30 anos e sorriso de comercial de pasta de dente.
Alison chegou perto do leme e o comandante se aproximou dela. Ela corou. Ele disse:
– Coloque as duas mãos separadas e segura firme. Pois não é direção hidráulica, estamos lidando com milhões de litros d’agua e não com ar.
– Assim? – Alison colocou as mãos quase juntas, só para continuar ouvindo as orientações dele.
– Afasta mais um pouco, ai você terá total controle. – Esperou ela separar as mãos. – Está sentindo o controle da situação?
– Quase. – Alison o encarou, sem soltar o leme.
Ele a olhou de volta. Sorrindo sem mostrar os dentes, deixando sua covinha a mostra. Ela abriu um pouco a boca, deixando o ar passar com mais facilidade.

– Quantos anos você tem? – Perguntou o comandante, Alison emitiu um som de irritação.
– Ai, por que vocês homens adoram estragar tudo? Ninguém vai ficar sabendo disso, Humbert!
– Meu nome não é Humbert. – Após ouvir isso, Alison riu rapidamente, pois para ela não interessava o nome dele. Embora essa tenha sido uma referência ao livro que ela estava lendo e ele não percebeu. Lolita. E o prof Humbert era uma referência ao que ele iria fazer.
– Não importa, a mesma coisa a minha idade. São só dados. Mas aqui eu dou as cartas. – Segurou o cabelo dele com força, puxando-o para ela e o beijou, com vontade, vontade que ia além da idade dela. Como tudo. Ele pressionou-a contra a estante, subindo-a um pouco, para que ela ficasse da altura dele. Ela colocou as pernas envolta da cintura dele e com as unhas arranhava a nuca dele.

Pouco depois, eles ouviram risadas e vozes, como se tivesse chegando alguém. Alison se sentou na cadeira dele e ele voltou para o timão.
– Comandante?
– Boa tarde! – Disse, um pouco constrangido.
– A gente pode visitar a cabine? – O encarou e percebeu que a boca dele estava “brilhando”. – Isso é gloss, na sua boca? – O comandante arregalou os olhos e passou as mãos apressadamente nos lábios para tirar a marca. Alison percebendo que era a mesma garota da entrada, começou a rir, com as pernas em cima da mesa dele, para que ela percebesse que ela tinha chegado primeiro e que aquela marca de gloss na boca dele, era dela. – Você está com visita, a gente volta depois.
– Não! Por favor! Eu mostro para vocês cada botão do painel e suas funções. – Disse um pouco nervoso. Tendo certeza que logo de cara iam saber o que aconteceu. Mas o que ele não sabia era que todas ali presentes eram ótimas em guardar segredos.

O interfone do comandante tocou.
– Capitão, a família Rockenbach quer tirar foto com você no casino.
– Rockenbach? – Se surpreendeu. – Meninas, preciso que vocês saiam, eu já volto. – Andou até a porta e esperou que elas saíssem.
Alison se levantou de má vontade e enquanto passava pela porta, permaneceu encarando Jenna e a amiga dela, até chegar no final do corredor.
– Está olhando o que? – Comandante fechou a porta e saiu.
Alison revirou os olhos e saiu do campo de visão de Jenna e sua amiga.
– Ai, vamos ver o que tem para fazer aqui.
– Acho que a gente podia segui-lo. – Sugeriu.
– Boa ideia!
As duas saíram correndo atrás do comandante. Após descerem alguns lances de escada, descobriram que tinha um casino lá. Elas foram se aproximando eufóricas.
– Identidades. – Pediu o segurança
– Esquecemos em Cape May.
– Sinto muito, mas não podem entrar.
– Digamos que por 50 dólares você muda de ideia?
– Digamos que não.
– E por 100?
– Digamos que eu vou pensar no assunto.
– 150?
– Sejam bem-vindas ao casino MotorDealer 2000. – Disse com um belo sorriso amarelo no rosto.

Jenna abriu a carteira e pagou o segurança e elas entraram.
Um velhote com cheiro de whiskey e naftalina, olhava as duas, como se fossem um pedaço de pizza suculenta. Jenna fez uma careta de desdém que o fez mudar de campo de visão, completamente sem graça. Quem diria que garotinhas menores de 12 anos fariam tanto sucesso num mini cruzeiro...
Alison estava entediada, começou a mandar mensagens de texto para suas amigas e tirava fotos dela, próxima ao salva-vidas, que estava próximo à piscina e mandava para elas como se estivesse se divertindo muito.
“Ali, depois a gente conversa, a gente vai ver a apresentação de um ilusionista. Xo. Riley.”

Ela odiava ser dispensada, a deixava muito menos fabulosa, sozinha. Ela teve uma ideia. Se ela tinha conseguido ficar com o comandante, não seria difícil que alguém olhasse para ela no bar. Ela adorava chamar a atenção e criar tendências.
Alison vestia a parte de cima do biquíni, com um shorts e saída de banho branca-transparente e tênis sem meia. Foi até o banheiro arrumar a maquiagem e foi para o bar. Sentou-se nos banquinhos próximos ao balcão. O barman riu, achando engraçado uma garotinha ir até ali, acreditando que era sexy. Mas na verdade, mesmo com a pouca idade ela poderia ser o que ela quisesse. Se ela acreditava que estava sexy, então de fato ela estava.

– O que vai ser hoje? Leite com chocolate ou refrigerante?
– Depende, você consegue fazer um coquetel usando essas coisas? – Sorrindo, se inclinando, demonstrando interesse.
– Chocolate com conhaque fica ótimo, mas não é coquetel. E eu não estou permitido a vender bebida alcoólica para menores de 18 anos.
– Ninguém aqui se importa com a minha idade, se você não percebeu. Alias, eles adorariam que eu me embebedasse.
– Um motivo a mais para não vender.
– Você sabe que se eu pedir, qualquer um deles comprará para mim, né? – Se inclinou novamente e apoiou o queixo em uma das mãos.
– Acho que você não deveria fazer isso. – Sorriu e virou de costas, secando um dos copos do escorredor.
– Por que se importa? – Perguntou séria.
– Isso não é coisa de criança.- Apontou para o rosto maquiado dela.
– E quem disse que eu ainda sou criança?
– Você é. E mesmo que não queira, deveria fazer coisas da sua idade. Fazer isso, — apontou novamente para o rosto dela – pode ser muito perigoso.
– Dispenso seus comentários, eu sei muito bem o que eu estou fazendo. – Disse mexendo no cabelo.
– Esse é o problema maior. Você ACHA que sabe, mas está vendo aquele homem ali? Aquele que mais te olha? Ele já foi preso por abusar de garotinhas como você. Então tome cuidado.

Alison arregalou os olhos, dessa vez realmente ficou assustada e se importou com o conselho dele. Ficou com medo de sair dali. Não queria se seguida por nenhum tarado.
Um casal se aproximou do deck e pediu um coquetel de frutas sem álcool, para ver a diferença.
Alison percebeu que mesmo sem querer o barman estava cuidando dela. Ela sorriu e olhou o broche com o nome dele. Kyle Davis.
– Ei, Kyle. Me ensina a fazer um desses? – Perguntou apontando para o coquetel já pronto e entregue ao casal.
– Claro. – Deu 3 passos e abriu a portinha, para que ela pudesse entrar. – Mas você vai ter que usar toca. – Entregou uma a ela.
– Vou ficar horrível. – pegou a toca e colocou. Ele apenas fez cara de deboche.
– Abre a vasilha de morango. Já lavei todos eles, mas normalmente não fica lavado, ai você teria que lavar, deu sorte hoje.- Começou a dar as instruções.

Enquanto isso, Jenna apostava na roleta Russa.
– Menina, você está com sorte hoje! Terceira vez que você ganha! – Comentou um competidor.

O comandante havia subido logo depois que tirou a foto e Jenna não foi atrás dele.
Anunciaram que fariam uma parada em Little Island Road em 5 minutos, que eles teriam 40 minutos para descer, comprar alguma coisa e voltar, pois o almoço seria servido à bordo.
A maioria parou de jogar e foi para Terra firme.
Alison saiu do deck e foi ver o que podia levar para o pai, só para permanecer com a ideia da filha perfeita.

O final de semana acabou e Alison ficou feliz de não ter que ver mais a cara da menina, que ela não sabia o nome.



No final de semana seguinte, Courtney teve uma visita de Cece no Radley. Ficou muito animada em ver alguém diferente, ainda mais sendo ela.
– Quero que você me conte de novo essa história da sua irmã. Tem foto das duas juntas?
– Claro. – Tirou da gaveta uma foto da família DiLaurentes. Jessica, Jason, Kenneth, Alison e ela.
– Nossa! Oh Meu Deus. Vocês são iguais!
– Eu te disse. – Exclamou, cansada.
– Vou te ajudar, mas você vai ter que fazer algo por mim. – Disse Cece.
– Faço qualquer coisa para sair daqui.
– Não vai ser difícil.
– Eu te ajudar ou você me ajudar?
– Bom, eu vou te dar uma ideia para sair daqui, mas cabe a você fazer. Agora, eu quero ajuda com esse seu irmão.
– Calma, você está afim do Jason? – Riu
– Podemos dizer que ele é interessante. – Sorriu, irônica.
– Você me disse em Cape May que morava em Rosewood, né? Você estuda em Rosewood Day, também?
– Estudo, tenho algumas aulas com alguns amigos dele. Mas nunca vi sua irmã, pois ela ainda fica em outra ala.
– Isso fica até mais fácil. Mas primeiro me ajuda a voltar para casa. Depois eu te ajudo. Morando com o Jason, você pode me ver e “Acidentalmente” vê-lo, ou... ah, depois a gente vê isso.
– Se você não cumprir, sabe o que eu posso fazer com você, né?
– Me fazer volta pra cá, é... com certeza eu vou te ajudar.
– Além do mais, você me deve uma. – Se referiu ao garoto do luau.
Courtney riu e concordou. Ela não havia desmentido a troca de nomes. Era melhor Cece achar que ela era Alison mesmo. Pois se ela contasse alguma coisa para seus pais, com a troca de nomes, a troca faria ficar teoricamente certo (A gêmea certa, no lugar certo) e a favor de Courtney.



Notas finais
Dessa vez não vai ter trecho o cap 8, pois eu ainda não digitei.
Segunda-feira eu posto o capitulo 8.
Até mais e MUITO obrigada a todos que comentaram.

A parte da Ali e do comandante é a melhor!
Concordam?

Até segunda!