It Will Rain
2 Two.
Notas iniciais
Mas, a postagem para o terceiro vai demorar uns três dias, sorry, é por culpa das provas,e eu tenho 9 leitores mas apenas 5 comentam, como assim? ouch.
P.O.V Annabeth
Digamos que eu fiquei cerca de quatro horas esperando seja lá quem for vir me buscar.
O relógio no alto da parede já marcavam 22 horas e a atendente me encarava entediada.
– Que horas eles vêm?
– Não sei.
– Desculpe, mas daqui a vinte minutos o aeroporto fecha – ela então deu um sorrisinho – e você não poderá ficar aqui.
– Não me importo – suspirei – posso dormir na rua.
– Mas isso não é acei...
Seja lá o que ela iria dizer, foi interrompida por um casal de adolescente entrando no aeroporto. A garota com estilo punk e o garoto branco igual um fantasma. Eles discutiam, e era tão alto que suas vozes escoavam por todos os lados.
– Aaah, então quer dizer que a culpa é minha? – gritou a punk – eu não sabia que ela iria vim hoje.
O garoto já iria contra argumentar quando a atendente parou a sua frente.
– Desculpem, mas já estamos fechando, os vôos foram cancelados por culpa do tempo.
– Não iremos viajar – ele suspirou – viemos buscar uma tal de Annabeth Chase.
Alevantei-me da cadeira e fui em direção a eles.
– Eu já estou a quatro horas esperando vocês – aumentei o tom de voz no “quatro” e os encarei.
– Uiii Thalia – ele olhou para a garota – você não disse que ela era tão gata e irritada assim.
Ele me lançou um tipo de piscadela que mais pareceu um ataque epilético.
– Cale a boca Nico – ela parecia irritada – Olhe, acabamos perdendo a hora, desculpem-nos. Meu nome é Thalia e esse imbecil aqui é o Nico. Sou sua prima e pelos meus conceitos, nem sabia que você existia.
– Digo o mesmo.
A atendente que havia ficado tanto tempo quieta resolveu abrir o verbo.
– Vocês poderiam, por favor, irem embora?
Coisinha mal educada né? Acho que vou reclamar na próxima vez que for viajar.
Peguei minha bagagem e joguei com tudo em Nico.
– Já que você me acha gata e irritante – eu adorava brincar de flertar – leve minha bagagem.
– A todo dispor. – Ele deu outra piscadela e eu juro, ele precisa visitar um médico de epiléticos, sério.
Pegamos um taxi e em vinte minutos chegamos há um prédio alto.
Tinha cerca de 27 andares. Quando Thalia apertou no numero 4 do elevador, olhei de esguelha para ela.
– O quê? – ela disse encarando o chão – não me dou muito bem, só vou para os andares lá de cima quando é para visitar o Nico ou o Percy.
– Ahn, você não parece ter medo de altura.
– Não é medo, é só que...
– Essa é a minha garota – brincou Nico – Dura como manteiga derretida. *
– Cala a boca.
– Há quanto tempo vocês dois estão juntos?
Eles se entreolharam com uma cara de poker face e depois gargalharam.
– Eu e o Nico? – Thalia riu ainda mais – Nunca, só somos amigos.
A porta do elevador se abriu, revelando uma ruiva com sardas.
– Rachel?
– Oi Nico. Oi Thalia. Oi Loirinha.
Ela me chamou de “loirinha” ? Que intimidade é essa? What?
– O que você está fazendo aqui? – Thalia perguntou. – Não ia embora?
– Eu vou viajar. Só estava me despedindo do Percy.
– Se despedindo – Nico e Thalia falaram e uníssimo – que interessante.
Rachel corou e então olhou para mim.
– Prazer, Rachel.
– Annabeth.
Ela me deu um abracinho e beijou o meu rosto. Não sei se já citei antes, mas essas coisas não se dão comigo.
– Bom, eu já vou, beijos. – Então ela saiu rebolando os quadris.
Entramos no elevador, em instantes ele abriu e parou no quarto 72.
Nico jogou minha bagagem, deu meia volta, entrou no elevador e se foi sem dizer nada.
– Ele é sempre assim?
– Às vezes pior – comentou Thalia tirando as chaves do bolso – mas você se acostuma.
O apartamento era simples, mas chamativo e a arquitetura era antiga, eu gosto de arquitetura, por isso me senti bem assim que entrei.
– Onde está sua mãe?
– Viajando, ela não para em casa, vai ser raridade você vê-la.
– Você mora sozinha?
– Não, assim como você, eu tenho só 16 anos – sua voz ficou amarga – moro com a Angelina, a empregada e meu irmão. Mas a Angie se mudou hoje de manhã, meu irmão está viajando, então fico nas mãos da Anastácia.
– Ah.
Não tinha nada a comentar e eu odiava quando ficava assim.
– Bom, você vai ter que ficar no meu quarto – ela suspirou – tem duas camas, a preta é minha. Tenha uma boa sorte procurando espaço no guarda-roupa.
Eu já estava subindo as escadas quando ela gritou:
– As aulas começam em duas semanas, somos da mesma escola. Vai ser legal, acho.
Entrei no quarto. Ele estava tão bagunçado que me deu medo de ter algum bicho morto lá dentro.
Me joguei na cama, dane-se escola, guarda-roupa, dane-se tudo, eu só quero dormir.
Notas finais
***** eu amo essa parte de Divergent em que o Will fala isso com a Christina, não pude resistir de colocar.
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