Notas iniciais
Merry Christmas para todos ♥

Quinn tocou o braço de Santana, e sentiu a morena tremer. Ela estava paralisada e mal piscava, todos ali em volta começaram a olhar para a latina preocupados. Brittany continuou cabisbaixa recebendo os beijos de Sam, até o momento em que levantou os olhos e o azul se chocou com o negro. A música desapareceu, as pessoas dançando desapareceram, não havia mais nada além de Brittany, Santana, Sam e Quinn. Pois a loira sentia a dor da amiga e observou toda a cena, ela queria ajudar, mas estava de mãos atadas. Brittany se levantou e ameaçou seguir em direção a elas, mas antes de qualquer coisa, Santana saiu disparada entre as pessoas. Rachel se soltou das mãos de Quinn e fez um gesto indicando que iria atrás dela, e loira ficou com Blaine e Artie para receber Brittany.

– Oi, Quinn. — Brittany disse assim que chegou, parecia envergonhada de si mesma.

– Oi, Britt. — respondeu Quinn com a voz calma. Ela deu um abraço apertado na amiga, sentia falta dela. Quando se soltou, viu que os olhos da outra estavam encharcados.

Blaine e Artie acharam melhor ir atrás de Rachel e Santana, deixando apenas Brittany e Quinn, que olhou em direção a Sam que agora dançava.

– Me deixa explicar... — pediu Brittany segurando os braços de Quinn. — Eu estava carente, Q. Lord Tubbington arrumou um namorado chamado Pussy, nunca desconfiei que ele fosse gay... — vendo que fugira do assunto, balançou a cabeça e continuou. — Estava sendo dificil continuar sozinha sem ela...

Quinn abraçou a Cheerio solidária. Não sabia de que lado ficar, sentia-se divida com tudo aquilo.

– Ele te faz feliz?

Brittany abaixou a cabeça.

– Sammy me faz sorrir, ele conta piadas que eu consigo entender.

Quinn entendeu. Brittany precisava de alguém que a fizesse sentir especial, e sem Santana por perto, todos caçoariam dela e a fariam se sentir inferior, a loira se lembrava de como era quando eram crianças, todos na rua maltratavam Brittany por ser inocente demais.

– Eu não sei o que dizer, Britt. — disse Quinn sincera enxugando as lagrimas dos olhos da outra.

– Como ela está? — perguntou timida.

– Lembra daquele filme que assistimos uma vez, onde o personagem principal precisou ir embora e abandou a mocinha?

– O guarda-costas? — perguntou Brittany intrigada.

– Sim, agora só falta ela começar a cantar i will always love you pela casa.

Brittany sorriu acompanhada de Quinn.

– Olá, Quinn. — Sam apareceu no mesmo instante. A loira viu o sorriso de Brittany desaparecer e logo depois forçar um sorriso. — Já estava com saudades.

Quinn estendeu a mão para Sam, ela o analisou e por um momento conseguiu sentir raiva do rapaz.

– Já eu não posso dizer o mesmo. — respondeu com ironia, e virou as costas para os dois. Olhou para o relógio e viu que faltava uma hora para o natal, ela precisava agir rápido, mas primeiro, precisava encontrar Santana.

A loira percorreu todo o jardim atrás dos amigos, e os encontrou perto de uma árvore de natal, Santana estava sentada em uma dos bancos com Rachel tagarelando ao seu lado, mas ela não parecia escutar, estava com os olhos vermelhos e perdidos. Ao redor, estavam Blaine, Artie, Puck, Marley, Joe, Kurt e Tina. Blaine e Kurt de lados opostos visivelmente evitando contato visual.

– Olha só, se não é a minha Fabray! — disse Puck assim que viu Quinn chegar. Ela apenas deu um beijo em seu rosto e o ignorou, indo em direção a Quinn e Santana.

– Seja o que for, eu não quero saber! — exclamou Santana com a voz rouca. Rachel olhou para a loira pedindo ajuda.

– Você quer ir embora, San? — perguntou. Santana balançou a cabeça negativamente.

– Nós não deveriamos ter vindo. — afirmou Rachel triste olhando para o estado de Santana. — Nem mesmo Kurt está agindo assim.

Kurt se aproximou delas ao ouvir seu nome e agachou em frente a Santana. Rachel levantou e se agarrou ao braço de Quinn devido ao frio, elas ficaram em silencio por alguns minutos enquanto Kurt tentava conversar com Santana, até que o murmurio do resto do grupo encerrou e o unico som que podia ser ouvido eram das pessoas dentro de casa e a musica alta. Quinn experimentou olhar para o caminho que se abriu entre o pessoal do Glee Club, e seu coração deu um salto ao ver Sam, sozinho, se aproximar.

– Isso vai dar merda. — ela cochichou no ouvido de Rachel.

O rapaz foi em direção a Santana que continuava de cabeça baixa, Kurt fez sinal para que ela olhasse para cima, e os olhos da morena viraram pedra ao ver quem estava parado a sua frente. Ela se levantou, e pode-se ver o resto do pessoal limpando a garganta. Sam respirou fundo e começou:

– Eu sei, Santana, que nesse exato momento você quer me bater. — a morena se aproximou tanto dele, que outra pessoa poderia dizer que eles se beijaram. A expressão dela estava indecifravel. — Eu não vou discutir com você; vim aqui para dizer que não é minha culpa se eu me apaixonei por ela, e ela por mim. — Kurt abriu a boca chocado e Artie tampou os olhos. Sam parecia corajoso, não demonstrava medo. — Você a deixou, então agora apenas arque com as consequências. E eu sou obrigado a pedir que se afaste dela, porque Brittany agora é minha namorada.

Rachel e Quinn se entreolharam com os olhos totalmente arregalados. As pessoas do lado de dentro, começavam a formar uma rodinha no jardim para ver o que estava acontecendo, mas nenhum sinal de Brittany.

Santana continuou imóvel, apenas fitando o rapaz, como se nada tivesse acontecendo, as pessoas estavam começando a ficar impacientes com a calma da latina. Sam, vendo que ela não diria nada, disse:

– Só pra avisar. — e virou as costas para sair. Quinn relaxou e as outras pessoas também. Rachel se soltou dos braços da loira e sorriu um pouco.

– Pensei que...

– Hey, Sam. — chamou a latina dando a alguns passos em direção ao loiro que parou e se virou. Quinn mal teve tempo de respirar, e Santana já tinha dado o primeiro soco na face do rapaz.

Ele cambaleeou para trás sob os gritos das pessoas, Santana se aproximou mais e deu outro soco. Sam caiu no chão e ela agachou em frente a ele, e disse baixo:

– E só para avisar, é isso o que fazemos em Lima Heigths Adjacent. — depois se levantou e entrou dentro de casa seguida por várias pessoas. Quinn não conseguia se mover.

Ela realmente não esperava por aquilo, e o olhar chocado de Rachel dizia o mesmo. Finn apareceu no jardim e correu para ajudar Sam seguido de Puck, a loira viu Rachel se esconder atrás dela.

– Eu acho que é melhor nós sairmos daqui. — disse Quinn puxando Rachel para longe do pessoal, na verdade, ela puxou Rachel para a rua.

– O que está fazendo? — perguntou Rachel confusa vendo a loira abrir a porta do carro para que ela entrasse. — Não vai ajudar Santana?

– Ela sabe se cuidar sozinha, e tenho certeza de que se eu voltar lá dentro, ela me expulsa a ponta pés e socos.

A pequena franziou o cenho desconfiada, mas entrou no carro. Quinn deu a volta e entrou, ligando o carro.

– Você não vai me sequestrar, vai? Porque minha validade não é muito longa. — o humor negro de Rachel fez Quinn fechar a cara e estremecer.

– Eu tenho uma surpresa para você.

Depois disso a pequena não questionou mais, estava mais ansiosa para saber o que era a surpresa. Durante o caminho, Quinn ficou nervosa, estava prestes a realizar algo que Rachel quisesse, e ela tinha medo da pequena não gostar, ou achar abuso. Vários pensamentos negativos percorreram a mente de Quinn, e ela não queria imaginar o que aconteceria se algum deles se tornasse realidade.A loira entrou com o carro no que parecia ser uma espécie de parque abandonado. A neve cobria grande parte do lugar, então ela achou melhor estacionar ali e continuar a pé.

– Agora você está me assustando. — disse Rachel com a voz tremida. — O que estamos fazendo aqui?

– É surpresa Rach. Voce confia em mim? — perguntou se virando para a pequena no banco. As duas trocaram olhares significativos.

– Com a minha vida.

Quinn sorriu e desceu do carro, abriu o porta malas e tirou uma bolsa bege de la de dentro e pendurou no pescoço, depois pegou um cobertor e um rádio.

– Nós vamos acampar? — riu Rachel quando viu o cobertor nas mãos da loira.

– Mais ou menos isso.

Rachel enlaçou seu braço ao de Quinn e elas começaram a caminhar entre a mata coberta de neve, a loira sentia a pequena tremer e isso a preocupou no começo, mas depois ela relaxou. Precisava aproveitar a noite com Rachel.

– Eu só queria que você tivesse um natal diferente. — foi a unica coisa que Quinn disse ao parar de andar.

O brilho nos olhos de Rachel foi inevitavel, a pequena pareceu paralisar assim que viu o lago congelado a sua frente. O lugar era perfeito, e Quinn agradeceu Santana por conhecer Lima com a ponta dos dedos. O lago congelado era rodeado por árvores, e se você olhasse para cima, poderia ver o céu estrelado e a grande lua refletida no gelo. Rachel ainda parecia em transe.

– Quinn... — foi o que conseguiu dizer.

– Eu sei, é lindo.

Quinn também estava admirada com o lugar, e sentia-se mais feliz ainda por ver que Rachel tinha adorado. A pequena começou a chorar e abraçou Quinn, tão forte, como nunca antes. Quinn beijou o topo da cabeça da pequena e largou o cobertor e o rádio perto de uma árvore para envolver Rachel num abraço completo. Completo no sentido de ela mesma se sentir assim. Por incrivel que parecesse, Rachel a estava completando desde o dia que viajara para New York.

– Você é perfeita, Fabray. — a voz de Rachel saiu engasgada e a loira gargalhou.

– Eu disse que seria uma surpresa. — brincou se separando do abraço. Rachel bagunçou seu cabelo. — Vem, tem mais uma coisa.

Ela tirou a bolsa do pescoço e de la de dentro, dois pares de patins.

– Sério? Eu vou poder patinar? — agora a pequena parecia uma criança que acabara de receber um presente.

– Mas é claro, Rach. — respondeu Quinn atenciosa. Rachel sentou na neve e trocou rapidamente as botas pelos patins, Quinn a ajudou a se levantar e a caminhar até o lago. — Eu deveria ter deixado o carro mais perto caso você tente suicidio. — brincou a loira agora se sentando na neve e cruzando as pernas para observar a pequena se divertir no lago. Realmente, Rachel não parecia ter mais do que doze anos, ela corria como louca pelo gelo e deslizava como um anjo.

Com movimentos tão delicados e ao mesmo tempo desengonçados. Quinn imaginou que só havia uma pessoa no mundo que conseguiria fazer essas duas coisas, e ela se chamava Rachel Berry. Quinn abriu a bolsa ao seu lado mais uma vez e tirou a camêra que Leroy havia lhe dado. Ela parecia fascinada pelos movimentos da pequena, que ria bobamente. Começou a tirar várias fotos de Rachel, encantada com a beleza que só ela conseguia exalar. Essas fotos seriam sua recordação, a recordação do primeiro passo que ela havia dado.

Depois de várias fotos, guardou a câmera na bolsa e decidiu que era hora de entrar na brincadeira, tirou seus sapatos e colocou seus patins.

– Vem, Quinn. — chamou a pequena correndo na direção da loira assim que ela começou a patinar. Rachel perdeu o controle e bateu contra o corpo da loira que a segurou fortemente em seus braços. — Ops.

– Mais cuidado por onde patina, Berry. — alertou Quinn brincalhona empurrando Rachel e se afastando. Rachel recebeu aquilo como um desafio e começou a patinar atrás da loira.

Elas riam abertamente, por qualquer motivo. Rachel conseguiu alcançar Quinn e as duas deram as mãos para patinarem juntas. Deus, aquilo era tão divertido. Nunca pensou sentir-se tão liberta e rebelde, mas sim, ela estava feliz ao lado de Rachel. As duas pararam no meio do lago e se encararam por alguns segundos.

– Você é a melhor patinadora que eu já vi, Rach. — mentiu Quinn entre os suspiros de cansaço. Rachel abriu a boca e seus olhos cresceram.

O relógio dela apitou marcando meia noite, a loira levantou os olhos de volta para a pequena a sua frente.

– É natal... — disse com a voz baixa. — Faça um pedido.

A pequena continuou encarando Quinn como sempre fazia, maravilhada com a mudança da ex cheerio. Ela apertou as mãos da loira e respondeu:

– Eu não preciso, você já me deu tudo o que eu poderia querer.

Os olhos de Quinn brilharam e de repente algo em seu estômago de manifestou, como borboletas.

Espera, borboletas?

Isso não é bom...

– Eu quero tentar uma coisa. — disse Quinn ainda com a voz baixa.

Rachel balançou a cabeça afirmativamente, ela estava arfando.

– Canta comigo?

Os olhos da pequena cairam, e sua expressão mudou para dor. Quinn sabia porque, a pequena tinha medo de cantar, pois era o sonho que ela nunca poderia realizar da forma que desejava. A loira segurou o queixo da pequena e levantou seu rosto fazendo-a olhar em seus olhos novamente.

– Eu confio em você, ou então não teria feito nada disso. — explicou com um olhar doce. — Você é a melhor cantora que eu já conheci, e não importa se multidões de pessoas ou apenas eu irá te assistir, o seu show é perfeito, assim como você, Rach.

Rachel tocou a mão de Quinn em seu rosto e a abaixou, alguns segundos se passaram com elas ainda se olhando como sempre gostavam de fazer, até Rachel dizer:

– Eu sei que música quero cantar.

E assim, ela deslizou em direção a neve e gatinhou com cuidado ate o rádio, Quinn observou a pequena conectar um pendrive no aparelho e depois voltar até ela enquanto a melodia começava a tocar, a loira conhecia aquela musica, e algo em seu peito despertou ao descobrir qual havia sido a musica escolhida pela pequena.Rachel se afastou de Quinn sem quebrar o contato visual e começou a cantar suavemente a primeira estrofe:

The day we met

(O dia em que nos conhecemos)

Frozen, I held my breath

(Congelado, segurei minha respiração)

Right from the start

(Desde o inicio)

I knew that I found a home for my heart

(Sabia que encontrei um lar pro meu coração)

Quinn se manteve imóvel se conectando a música, e aos olhos hipnotizantes de Rachel que permanecia parada a alguns metros dela enquanto cantava.

Beats fast, colors and promises

(Bate rápido, cores e promessas)

How to be brave?

(Como ser corajoso?)

How can I love when I'm afraid to fall?

(Como posso amar quando estou com medo de cair?)

But watching you stand alone

(Mas olhando você sozinha)

All of my doubts, suddenly goes away somehow

(Todas as minhas dúvidas, subitamente se foram de alguma maneira)

Quinn estava tão conectada, que sentiu sua voz sair automaticamente ao dar três passos em direção a pequena.

One step closer

(Um passo mais perto)

Rachel sorriu e começou a patinar devagar em volta de Quinn enquanto continuava o refrão sozinha:

I have died every day waiting for you

(Tenho morrido todos os dias aguardando por você)

Darling, don't be afraid

(Querida, não tenha medo)

I have loved you for a thousand years

(Eu tenho te amado por mil anos)

I'll love you for a thousand more

(Te amarei por mais mil)

A pequena parou e Quinn não deu tempo para que ela continuasse, deslizou para perto de Rachel e segurou suas mãos quando começou a cantar:

Time stands still

(O tempo para)

Beauty in all she is

(A beleza em tudo o que ela é)

I will be brave

(Eu serei corajoso)

I will not let anything take away

(Não deixarei nada levar pra longe)

What's standing in front of me

(O que esta na minha frente)

Quinn passou a mão levemente pelo rosto de Rachel:

Every breath

(Cada respiração)

Every hour has come to this

(Todas a horas vieram pra isso)

One step closer

(Um passo mais perto)

E então a voz das duas se fundiu mais uma vez para continarem o refrão juntas, enquanto patinavam de mãos dadas sob as estrelas que as observava:

I have died every day waiting for you

(Tenho morrido todos os dias aguardando por você)

Darling, don't be afraid

(Querida, não tenha medo)

I have loved you for a thousand years

(Eu tenho te amado por mil anos)

I'll love you for a thousand more

(Te amarei por mais mil)

As duas pararam e Rachel repentinamente deitou no gelo enquanto deixava Quinn continuar sozinha a musica:

And all along I believed I would find you

(O tempo todo eu acreditei que te encontraria)

Time has brought your heart to me

(Tempo trouxe seu coração pra mim)

I have loved you for a thousand years

(Eu tenho te amado por mil anos)

Quinn sentou ao lado do corpo de Rachel e se inclinou sob o braço para finalizar a música com a pequena:

I'll love you for a thousand more

(Te amarei por mais mil)

One step closer

(Um passo mais perto)

A loira deixou-se deitar, acomodando Rachel em seu peito. E elas continuaram sem pronunciar palavras, apenas observando as estrelas. Não era preciso dialágo, a musica ja dizia por si, o toque e os olhares já diziam o que palavras não seriam o suficiente.

– Está vendo aquela estrela? — perguntou Quinn depois de um tempo apontando para uma das mais brilhantes e bonitas estrelas.

– Sim. — respondeu Rachel.

– É a sua estrela.

**

Um pouco longe dali, a maioria dos convidados tinha finalmente deixado a casa de Artie. Brittany continuava na cozinha arrumando a bagunça — ela, Sam, Tina e Blaine dormiriam na casa do amigo -, que seria arrumada no dia seguinte, mas ela sabia que ela ia dormir melhor se pelo menos algumas coisas fossem arrumadas antes disso, pois o que mais odiava era bagunça. Uma música de natal estava tocando no aparelho de som e ela cantarolou junto enquanto parava para admirar a grande árvore de natal do amigo. De repente, duas mãos deslizaram em torno de sua cintura, pegando-a desprevenida.

– Sam, eu estou tentando lim...

Ela foi interrompida quando as mãos a giraram e Brittany sentiu seu fôlego e seu coração quase pular em seu pescoço quando ela percebeu que as mãos não pertenciam a Sam.

– Eu tive um grande momento esta noite. — Santana sorriu irônica. — Exceto por uma coisa...

Brittany olhou para Santana na expectativa, a sensação das mãos da morena em sua cintura deixando-a incapaz de falar, esperou que ela continuasse.

– Eu não cheguei a dançar com você. — Santana sussurrou.

Brittany não pode deixar de rir um pouco.

– Não foi uma festa onde duas pessoas dançavam juntas, San...

– Não importa — Santana murmurou, puxando Brittany um pouco mais perto. Ela não deveria estar fazendo isso. Elas não deveriam estar fazendo isso. Mas, quando Brittany arriscou um olhar para aqueles olhos negros perigosos, ela sabia que nunca poderia dizer não.

E com um aceno de cabeça respondeu:

– Ok. — Brittany sentiu Santana começar a levá-la ao redor da sala, balançando lentamente para a batida da música.

A bochecha de Santana foi pressionado contra a de Brittany.

– Você está mais linda esta noite — ela respirou no ouvido de Brittany, que sente aquelas borboletas malditas agitar-se em seu estômago e tenta pará-las, mas sem sucesso. Elas continuaram a se mover juntas na frente da árvore de natal até Brittany ouvir sua voz.

Ah, sim...Ele...Ela tinha ficado tão presa no momento, que tinha quase esquecido que ele existia.

– Britt, onde está você? — ele chamou. — Acho melhor subirmos, todos já foram dormir e eu preciso que você me ajude com alguns curativos.

Brittany revirou os olhos irritada, tentando esquece-lo e ter Santana por apenas mais alguns minutos, mas a latina já estava se afastando.

– Eu provavelmente deveria ir... — Santana disse baixinho, incapaz de olhar para Brittany quando saiu para fora da sala. Brittany suspirou e observou-a ir embora enquanto a música de fundo continuou a tocar.

I'll be home for Christmas

(Eu estarei em casa para o Natal)

If only in my dreams

(Se apenas nos meus sonhos)

Brittany sentiu seu coração quebrar um pouco quando ela percebeu o quão verdadeira essas letras eram.

Notas finais
Gente, é o seguinte: A música que Rachel e Quinn cantam é meio que um hino Faberry e acho que todos vocês conhecem, é claro, é Thousand years part.2 da Christina Perri. E a última cena Brittana, eu adaptei de uma cena HeYa em um Tumblr, até se vocês quiserem ler está aqui http://brittanaforeverandeveramen.tumblr.com/post/37556912392/most-of-the-guests-had-finally-left-as-naya E a música que toca durante a cena Brittana é I'll be home for Christmas, que eu adoro na versão da Kelly Clarkson *-* enfim, é isso. Obrigada.