It Happens

3 Todos gostam de flores


Notas iniciais
Oi galera! Mais um capítulo pra vcs. Espero q gostem. Se quiserem deixar críticas ou sugestões os comentários estão ai pra isso.

Pov Atena

Ontem tinha sido um dia estranho na vida de Atena, primeiro Afrodite chama ela pra tomar chá e logo depois desmarca, e pra finalizar com chave de ouro: Apolo se declara pra ela, o que foi no mínimo estranho, pois os dois mal se falam. Mas Atena logo dispensou ele, afinal o que ela menos quer fazer agora é entrar num relacionento com um deus galinha e com personalidade narcisista.

Atena estava indo para uma reunião com Zeus, mas ao sair de seu templo se depara com um buquê de rosas brancas. O buquê em si era lindo, e vinha com um cartão de dizia:

São as flores mais belas do mundo, mas não possuem um terço de sua beleza.”

Apolo.

Atena podia não sentir nada por Apolo, mas tinha que admitir que gostou de receber flores, porém nunca falaria isso em voz alta. Porque ela era a fria e insensível deusa da sabedoria e da guerra, e não tinha tempo pra sentimentalismo barato e sem objetivo. Então ela se direcionou ao templo de Apolo, quando ela bateu na porta ele imediatamente atendeu como se tivesse esperando por isso.

— Eu pensei que tinha sido clara com você ontem — começou Atena — Mas pelo jeito você não entendeu que eu nunca vou me interessar por um deus que nem você, então para de me procurar ou me mandar coisas — Atena disse, e percebeu que talvez tenha sido rude demais, mas já estava feito

— Uau! Eu realmente pensei que você fosse diferente, mas pelo visto eu me enganei. Não se preocupe Lady Atena, não vou te incomodar mais com o meu amor — OK, Atena tinha que admitir que ouvir o Apolo dizer isso doeu um pouco, mas ela fez a fina e simplesmente se virou e continuou com sua rotina como se nada tivesse acontecido.

Ela foi a primeira a chegar à sala dos tronos, mas logo depois Ares e Zeus chegaram para dar início a reunião.

— Bem, estamos nós três aqui hoje para decidirmos o futuro da guerra civil da Síria — começou Zeus — e eu sei que vocês tem opiniões divergentes sobre esse assunto.

— Sim, porque ele — disse Atena, apontando pra Ares — quer continuar com essa guerra inútil, mesmo sabendo que isso não traz vantagens pra nenhuma das partes. Por esse motivo eu desejo que Ares pare de interfirir nessa guerra e deixe que eu sozinha resolva isso por meios diplomáticos — finalizou ela.

— Bobagem, todo mundo sabe que os próprios humanos preferem uma batalha sangrenta invés de soluções diplomáticas que só adiam o inevitável — disse Ares desdenhoso.

— E o que seria esse “inevitável”? Mais guerra, mais mortes, mais sofrimento, mais prejuízo? Não sou contra guerras desde que elas tenha um propósito, o que não é o caso dessa — falou Atena, já começando a se irritar.

— OK, já que vocês não entram num consenso, não vejo outra saída a não ser proibir os dois de interfirir nessa guerra humana até segunda ordem — Zeus falou com toda a sua autoridade.

— Mas Zeus, isso não é justo! — Ares grita, muito irritado com a decisão do rei dos deuses.

— Dessa vez tenho que concordar com Ares, isso é completamente inapropriado, onde já se viu deixar os humanos sem auxílio em guerras — argumentou Atena.

— Já tomei minha decisão. A reunião esta encerrada — e assim que disse essa frase Zeus sumiu como num passe de mágica.

Atena estava irritada, ela não conseguiu fazer com que Zeus ficasse do lado dela, o que era frustrante. Então ela decidiu sair um pouco do Olimpo e ir ao mundo mortal. Atena resolvel ir à Moscou, pois gostava de frio e a cidade era linda.

Depois de andar pela cidade vendo o que tinha mudado desde a última vez que ela tinha estado lá (1917), Atena se sentou em um banco na Praça Vermelha e observou o sol se pôr atrás do belo Kremlin. Um homem de no máximo 26 anos se sentou ao seu lado e começou a puxar assunto com ela:

— Bonito né? Eu gosto de vir aqui sempre que posso, até mesmo em dias frios como esse — disse o homem.

— É realmente uma bela vista. Mostra como a natureza pode se conectar com as construções humanas — disse Atena apreciando a paisagem.

— Verdade, a propósito meu nome é Alexei.

— Sofia — mentiu Atena.

— É um nome bonito. Mas, você não é daqui, é? — perguntou ele

— Não, eu nasci na Grécia e agora vivo em Nova York — isso não era totalmente verdade, mas também não era mentira.

Eles continuaram conversando por horas, sobre coisas como arte, cultura e até esporte. Atena tinha gostado de conhecer Alexei, porque além de ser bonito com seus olhos castanho esverdeado e cabelo loiro, ele também parecia ser muito inteligente e sensível.

— Nassa, já tá tarde! Eu tenho que voltar pra casa — disse Atena

— Tudo bem, mas antes tenho que perguntar uma coisa — Atena fez sinal para que ele continuasse — Sofia, eu sei que a gente acabou de se conhecer, mas eu gostaria de saber se você quer sair comigo na sexta? — perguntou ele meio sem jeito. Atena não sabia o que responder, ela não costumava ter encontros com pessoas que tinha acabado de conhecer, mas ela tinha se identificado tanto com Alexei que disse:

— Claro, que mal tem afinal? A gente pode se encontrar aqui as 20:30? — perguntou ela.

— Por mim ok — então ele pegou a mão dela e depositou um beijo ali — Até sexta. — e assim ele se despediu, virou as costas e foi embora.

No caminho de volta ao Olimpo Atena pensava em como seu dia tinha sido intenso. Ao chegar em seu templo ela tomou um banho muito relaxante, antes de dormir ela leu um pouco do livro "Mayombe". Ela adorava esse livro, pois tratava de política, coisas que ela não necessariamente amava, mas que conseguia enxergar algo construtivo. Mas antes de dormir seus últimos pensamentos não foram sobre o livro e sim sobre Alexei e seu encontro com ele sexta-feira.



Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.