It Cant Be Wrong.

8 New tour...new chance...


Notas iniciais
Olá leitoras, agradeço os comentários... e Pat...olá para você querida hahahahaha.
O capítulo de hoje tem uma música bem curtinha do John Mayer chamada Angel, se quiserem escutar fiquem a vontade mas não é necessário...XoAV.

Alguns dias depois, com a tour já começada...

Estava com uma revista nas mãos, Vogue, é claro que não pertencia a ela, mas tinha que ter algo para se distrair. Foi entrando devagar no enorme saguão que havia sido reservado para a banda, e, sem retirar os olhos da matéria “A inspiração francesa de Karl: Maria Antonieta ou Gabriele Chanel?”, sentou-se no primeiro sofá que encontrou.

Não desgrudava os olhos da revista e assustou-se ao ouvir alguém entrar no mesmo lugar que ela, fazendo-a abaixar o eu estava lendo.

- Ah, me desculpe, não sabia que tinha alguém...eu vou... – disse já virando-se.

- Não, relaxa cara, fica ai! Eu não me incomodo!

- É que eu vou tocar – disse levantando o violão que estava em uma de suas mãos – Pode atrapalhar sua leitura.

- Leitura?! Revista de moda você entende por leitura?! – começou a rir – Não mesmo! Fique a vontade! – sorriu.

- É, tá... – disse um pouco seco, sem querer aumentar o papo, e sentou em outro sofá, passando a dedilhar algumas notas.

Agora ela estava lendo e ele dedilhando, sem trocar nenhuma palavra, como dois estranhos que, de fato, eram. Foi então que ele começou a tocar algo que ela já conhecia de tempos atrás e o fato dele estar tocando mal a incomodou.

- Você está fazendo isso errado! – disse sem tirar os olhos da revista.

- Como?! – ele parou de tocar.

- Ah música – abaixou a revista e o encarou – Você está tocando errado, quero dizer, rápida demais...

- Por um acaso você sabe alguma coisa de música?!

- Posso?! – estendeu a mão pedindo o violão.

- A vontade! – ele, meio emburrado, praticamente jogou o instrumento para ela.

- Olha, você tem que tocar calmamente e de forma suave, é uma música romântica... – posicionou os dedos no violão e, lentamente, começou a cantar com sua voz meio fina meio rouca.

“I call you up

You pick up

You call my bluff

On the card to love

You hold too close

Your hands to your chest

I can read your eyes

But I confess

It's lonely far from you, oh “**

Parou de cantar, ele estava impressionado e a olhava de forma embestada, não conseguia evitar, a voz da mesma, embora um tanto rouca e desafinada, era maravilhosa.

- Viu?! É assim que se faz, assim que garotas gostam. – estalou os dedos a frente dele – Ei, tem alguém ai?!

- Ah! – se assustou e pegou o violão das mãos dela – Desculpe, é que estou maravilhado com sua voz, parece que já a ouvi antes.

- Hum...não mesmo! E obrigada, eu acho!

- Imagina! E como você sabia tocar, afinal, a música é um pouco difícil...

- Já vi o Bill tocá-la várias vezes, e para diversas garotas, então eu aprendi! E confesso, tenho uma queda pelo John Mayer! A sua garota vai gostar...

- Como sabe que é para uma garota?!

- Jared, nenhum homem toca John Mayer se não for pra agradar uma mulher, acredite!

- Tem razão! – sorriu lateralmente. – Obrigado! – pela primeira vez, olhou-a diretamente nos olhos. – Espere, você é a irmã do William?!

- É...bom...sim!

- Eu achei que ...

- Me encontraria bêbada, drogada ou tendo uma overdose não é!?

- Desculpe, mas é!

- Relaxa! Já estou acostumada! Mas eu resolvi mudar, pelo William, afinal, ele não meree ter uma irmã feito eu...

- Tem razão, eu digo, pelo fato de mudar! Mas não deve fazer só pelo seu irmão, faça por você também!

- É, vou tentar! — sorriu meio fraco, e ele pode notar uma mancha roxa, agora um tanto mais clara, abaixo dos olhos dela.

- O que foi isso?!

- Eu... — hesitou um pouco e teve vergonha de dizer que apanhou — ... cai!

- Sei... — percebeu a mentira mas, mesmo assim, fingiu acreditar — Pede para a Emma te passar o milagre australiano dela, vai melhorar isso rapidinho!

- Eu peço sim! – sorriu. – Obrigada! E, não esquecendo, obrigada por aquele dia, na sua casa, o Bill não perdoaria se soubesse que estive lá e ainda por cima te dei uma pancada na cabeça.

- Perai, então foi você quem...

- Não, que isso, lógico que não! Estava brincando...

- Relaxa – começou a rir – Eu também estava brincando! Não tem o que agradecer, eu sei o quão chatos irmãos mais velhos podem ser!

- É... – sorriu fraco.

- Bom, vou indo nessa, tenho uma serenata para fazer! – piscou para ela.

- Boa sorte! – ela sorriu e acenou o vendo sair.

--

Deu algumas leves batitas na porta e, poucos segundos depois, pode ouvir de lá de dentro uma voz autorizando a entrada da mesma.

- Com licença... – colocou a cabeça primeiro e depois o corpo, fechando a porta com cuidado em seguida.

- J. ?! Mas o que você está fazendo aqui?!

- Calma, Emma, eu vim em paz ok?! – se aproximou com cuidado, enquanto a outra loira a olhava um tanto desconfiada. – Na verdade eu vim para me desculpar!

- Sobre...?

- Sobre tudo! Bom, você sabe, eu nunca fui boazinha, principalmente com você, sempre aprontei demais e acabei estragando nossa amizade!

- Nem lembrava que tínhamos uma! – foi seca.

- Olha, eu entendo que esteja chateada e, no seu lugar, eu também estaria, afinal ter ficado com o Mike aquele dia não foi uma coisa legal a se fazer com uma amiga! Me desculpe...

- Isso pra mim é passado...

- Eu falo com todo o arrependimento que posso ter! Desculpe-me por isso e pelas outras coisas que fiz você passar, tá?!

- Tudo bem...

- Espero poder te recompensar tudo aquilo que fez por mim já e que possamos a ser amigas, pelo menos, você sabe, sempre foi como uma irmã para mim!

- Tá... – continuou seca e, vendo que não teria sucesso, Joss resolver sair dali, mas Emma, sempre boa e gentil, voltou atrás e chamou a garota – Ei, J...

- Sim... — ela se virou.

- O que foi isso no seu olho?!

- Você já deve ter uma ideia...

- Scott?! – Emma arriscou e a outra garota apenas balançou a cabeça – Vem, vamos cuidar disso! – fez um sinal com a cabeça para que ela se aproximasse.

- Como vai conseguir tirar isso daqui?!

- Fácil... Luca’s Papaw, sempre a solução!

- Esse é o sua mágica/segredinho australiano?!

- Como sabe?!

- O Jared me contou...

- Não, J., por favor não vá...

- Ei... – Josephine a interrompeu — ... não irei ter nada com ele ok?!

- Eu espero...eu espero...

Notas finais
** Tradução: Eu te ligo, você atende.Você pega o meu blefe na carta do amor. Você me abraça forte, suas mãos contra o peito eu posso ver nos seus olhos, mas eu confesso é tudo tão solitário sem você, oh...