Isn't everything is what it seems
1 Novidades
Notas iniciais
Acordei com o barulho insuportável do despertador berrando meu ouvido, me fazendo dar um tapa nele para desligá-lo. Me sentei na cama com uma cara de zumbi, com o cabelo todo bagunçado, quando de repente a porta do meu closet se abriu e uma loira veio correndo em minha direção e pulou na minha cama. Por um momento esqueço que nossos quartos são ligados pelo closet.
— Spence, vamos, levanta logo! Vamos nos atrasar! – ela disse me chacoalhando.
— Me deixa em paz Ali! – reclamei emburrada. Afinal, ninguém gosta quando sua irmã pula em cima de você e fica te chacoalhando logo de manhã cedo... Pelo menos eu não gosto.
— Ih, porque todo esse mau-humor, hein? – perguntou zombando de mim indo em direção ao espelho arrumando seus longos cabelos loiros.
— Ali, todo mundo fica de mau-humor de manhã – respondo me levantando e indo em direção ao meu closet.
— Eu não.
— Você é diferente – peguei uma saia e joguei no mini-sofá do meu lado.
— Mas, somos gêmeas!
— Isso não nos torna idênticas – falei e Ali ponderou por um tempo, como se estivesse pensando em algo.
— Verdade, até porque eu sou mais bonita – falou jogando seus cabelos para trás, e indo em direção ao seu quarto.
— E eu sou mais inteligente – gritei, antes de Ali fechar a porta.
— Touché! – escutei ela gritar de seu quarto e bater à porta. Comecei a rir.
Alison e eu somos gêmeas, mas em relação à aparência, não somos nada parecidas. Ali, tem lindos e longos cabelos loiro dourados, ondulado nas pontas e seus olhos são azuis escuros. Já eu, tenho cabelos castanhos levemente ondulado e olhos da mesma cor.
Coloquei uma saia xadrez vermelha cintura alta, uma blusa preta e uma botinha, passei uma maquiagem simples e fui em direção às escadas encontrando com Alison, que também tinha acabado de sair do quarto.
Ela usava uma saia assim como eu e uma blusa cinza de manga comprida junto com um salto, seu cabelo estava solto como de costume e usava um gloss rosa com uma sombra e um blush clarinho.
— Tá gata, hein – ela disse assim que me viu.
— Tá poderosa – falei, nós duas rimos e juntas descemos as escadas para tomar café.
Chegamos na cozinha e nossos pais estavam discutindo com alguém no celular, Melissa, nossa irmã mais velha, mexia em seu Iphone 5s preto em quanto tomava seu copo de café, e Jason passava geleia em sua torrada.
— Bom dia – eu e Alison dissemos em uníssono. Mamãe e papai disseram um bom-dia rápido e voltaram e discutir, e Melissa nem se deu o trabalho de nos cumprimentar. Educação mandou lembranças!
— Bom dia – Jason nos cumprimentou. Nos sentamos em sua frente e colocamos nosso cereal matinal em uma tigela.
Assim terminamos nosso café da manhã nosso pai nos chamou antes de sairmos.
— Hoje, quero que vocês venham direto pra casa, seus tios tem uma novidade e quero vocês aqui quando eles chegarem – ele disse seco e autoritário. Assentimos e fomos para o carro de Jason.
— Qual será a novidade deles? – Jay perguntou curioso, em quanto dava a partida.
— Não tenho ideia – respondi. Ali deu de ombros e se jogou pra trás.
Assim que chegamos na escola, todos que estavam na entrada nos olharam, as meninas com inveja e os meninos com desejo. Somos as mais lindas da cidade... Não, não sou convencida, isso é o que todos falam. Jason olhava para os meninos com um olhar mortal, ele é um irmão muito ciumento e protetor. Ele quase matou Toby e Ian quando descobriu que eu e Ali estávamos namorando.
Aria, Hanna e Emily, acompanhadas de Toby e Noel vieram ao nosso encontro.
— E aí povo! Oi Spence – Toby, um lindo moreno alto, de olhos azuis, me deu um selinho e envolveu minha cintura.
— Oi magrela – Noel, meu melhor amigo, me cumprimentou. Ele, assim como meu namorado, era moreno, porém, seu corte de cabelo era em um topete e seus olhos eram mais azuis. Ele se virou para Ali com um sorriso debochado — oi mimada.
— Oi babaca – ela revirou os olhos. Ela e Noel vivem de pé em guerra, se provocando sempre que possível. Mas quando esses dois se juntam pra aprontar... Ninguém os segura. Eles são os “mentes malignas” do grupo.
Reparei que Emily, uma morena alta, e Jason se olharam de um jeito... Diferente, ela abaixou a cabeça corando de leve. Ai tem coisa.
— Ah, vocês não vão acreditar quem vai vir nos visitar hoje – falei animada em quanto andamos pelos corredores.
— Quem? – Hanna perguntou. Ah, eles nem vão tentar adivinhar? Povo chato!
— Você e a Aria vão adorar a visita dessas pessoas – Jay falou sorrindo maliciosamente para Hanna e a anã, vulgo Aria.
— Digam logo quem é! – Hanna exclamou.
— Ezra e Caleb – Alison respondeu animada. Ezra e Caleb são nosso primos que moram em New York, mas as vezes vêm nos visitar em Rosewood. Ela parou de repente e seus olhos se iluminaram. Conheço esse olhar, ela teve uma ideia – tive uma ideia! – Há, sabia – vamos dar uma festa no celeiro! Para comemorar a visita dos dois.
— Boa ideia loira – Noel disse passando um dos braços em volta do pescoço da minha irmã, que revirou os olhos e tirou o braço dele de seu ombro.
— É claro que é boa, todas as minhas ideias são – ela jogos os cabelos pra trás e Noel revirou os olhos.
— Convencida – ele resmungou baixo.
— Enfim, tudo combinado. Hoje as 19:00 todo mundo no celeiro – eu disse e logo o sinal tocou. Droga, aula de educação física.
(...)
Graças ao bom Deus, intervalo! Todos nós nos sentamos juntos e começamos a conversar sobre a visita de nossos primos. Somos amigos desde pequenos e nossa amizade está firme e forte até hoje.
— Gente, cadê a Ali? — Aria perguntou, percebendo que a loira não está com a gente.
— Ah, eu vi ela com o Ian. Ela disse que ia nos encontrar aqui – Hanna respondeu. Jason e Noel reviraram os olhos e bufaram. Eles odeiam o Ian.
Eu, Ali e Jay somos muito unidos. Como eu e minha irmã nunca tivemos o amor de nossos pais, ele tenta fazer o possível para não sentirmos tanta falta disso. Por isso ele é tão ciumento e protetor em relação a nós duas, ele não quer que sofremos igual á alguns anos atrás com nossos pais.
Jason o odeia, não só por ciúmes, mas também por o achar um galinha. E Noel o odeia por... Bem, não sei porque.
— Ali vem ela – Toby disse apontando para Alison que vinha em nossa direção.
— Ué, cadê o Ian? – perguntei vendo que ela tinha chegado sozinha.
— Ah, ele ficou com os amigos – ela me respondeu dando uma garfada em seu almoço
— E ele vai pro celeiro com a gente? – Emily perguntou.
— Não, ele vai viajar para a Califórnia com os pais, visitar os avós – ela esclareceu cabisbaixa. Jason soltou um suspiro de alívio e ela lhe lançou um olhar raivoso.
— Bem, vamos tomar um café depois da escola? – Hanna sugeriu em quanto íamos em direção á nossos armários pegar o material para a próxima aula. Sorte que nossos armários são todos próximos um do outro.
— Café? Claro que vam.... – olhei para Ali e que me lançou um olhar dizendo que não podíamos ir. Suspirei chatiada. Digamos que eu tenho um relacionamento sério com cafeína – Hoje não vai dar... Nossos pais falaram para irmos direto pra casa.
O sinal tocou.
— Então, nos vemos na sua casa – disse Aria. Toby me deu um beijo e cada um seguiu o caminho de sua sala.
(...)
As aulas demoraram uma eternidade para acabar. Deve ser pelo fato de eu estar super, mega, ultra ansiosa com a visita dos meus primos. Adoramos a Tia Helena e o Tio James, eles são como os pais que nunca tivemos.
— Ah, graças a Deus! – Ali exclamou em quanto andamos em direção ao carro, onde Jason estava escorado na porta nos esperando – eu juro que se eu tivesse que aguentar mais um horário de matemática, eu teria um treco! – ela completou e eu ri do drama dela.
— Realmente, aquela aula estava um tédio! – comentei.
Entramos no carro e seguimos para casa. Nossos pais não estavam, pra variar. Eu e Ali subimos para o meu quarto e nos jogamos na cama, e minha irmã deitou a cabeça nas minhas pernas.
— Folgada! – eu disse e ela riu.
— Ah, deixa de ser chata Spence! E além disso você adora mexer no meu cabelo – ela sorriu vitoriosa. Porém, eu olhei pra ela com uma sobrancelha arqueada. Ela me encarou por um momento sem entender, e quando finalmente se deu conta do que eu iria fazer, me lançou um olhar como se dissesse “por favor, a bochecha não!”.
— Tarde de mais maninha – sorri maléficamente puxando as bochechas dela. Pode até parecer idiotice, porque realmente é idiotice, mas Ali é muito bochechuda e a bochecha dela é muito macia e gostosa de apertar! Então eu e o pessoal apertamos suas bochechas para irritá-la.
— Hey, ‘ixo não ‘fale! Eu que ‘xou a ‘chemêa má aqui – disse ela irritada, tentando se soltar.
— Meninas... – Jay entrou no quarto, mas parou no meio do caminho ao ver a cena. Ele veio correndo em nossa direção e apertou a outra bochecha dela.
— Ai! ‘Ixo doi ‘xabia?! – ela disse mais irritada, o que deixou a situação mais engraçada.
— Okay, chega – falou o estraga prazeres largando a bochecha de Ali – eles chegaram!
— Por que não disse logo? – perguntei animada.
— E perder a oportunidade de apertar as bochechas da Ali? – ele disse apertando rapidamente as bochechas da loira que revirou os olhos.
— Isso é maldade! – ela fez uma voz e cara de coitada, massageando o local apertado, que estava vermelho, tipo, muito vermelho! Acho que exageramos...
— Oh dó – falei rindo e abraçando-a – vem, vamos descer – a puxei pelo braço e descemos a escada. Ela ainda massageava a bochecha com a outra mão.
Corremos para frente da casa e nossos tios e primos estavam terminando de retirar as malas da Range Rover.
— Loira! – Caleb gritou e correu para abraçar minha irmã.
— Johnny Depp! – ela gritou de volta. Ali correu em direção ao moreno e pulou em seu colo o abraçando em quanto ele a girava. A loira às vezes o chamava por esse apelido, pelo fato de nosso primo ser bem parecido com o ator – que saudades, moreno! – ele a colocou no chão. Ali e Caleb são melhores amigos desde pequenos, assim como eu e Noel.
— Estávamos morrendo de saudades de vocês! – falei abraçando Ezra – vocês deveriam nos visitar mais!
— Vocês não vão sentir nossa falta por um bom tempo – tio James falou. Eu e meus irmãos o encaramos confusos.
— Nos mudamos pra casa ao lado – Ezra respondeu animado. Eu e Ali nos olhamos.
— Uhuu! Agora sim o grupo tá completo – gritamos e batemos as mãos – então essa era a novidade? – perguntei abraçando minha irmã de lado.
— Sim. Agora nos ajudem a levar as malas pra dentro – falou tia Helena, pegando suas malas e entrando dentro da mansão.
Pegamos algumas malas e adentramos. A casa era estilo rústico moderno, igual a nossa e o restante das propriedades do bairro.
— Ali, o que aconteceu com suas bochechas? Estão muito vermelhas! – Ezra perguntou analisando o rosto de minha irmã. Ali olhou pra mim e Jay com raiva.
— Culpa desses dois, que as apertaram e puxaram, quase as arrancaram do meu rosto! – ela revirou os olhos quando começamos a gargalhar.
— Vocês ainda fazem isso com sua irmã? – tio James perguntou rindo da situação.
— Ah tio, é uma tentação. Olhe para essas bochechas rechonchudas e fala se não dá vontade de apertar – Jay respondeu abraçando a loira que estava do seu lado.
— Falando em irmã, onde está a mãe de vocês? – nossa tia perguntou.
— Não sabemos – respondi – quando chegamos da escola eles já não estavam aqui – dei de ombros. Tia Helena pegou seu celular e digitou alguma coisa.
— Então quando eles chegarem, saberão que estão conosco – falou ela.
— Como se eles se importassem com a gente – Ali resmungou baixo, mas audível. Nossa relação com nossos pais não é boa. Eles só se importam com a “perfeita Melissa”. E de nós três, Ali é a que tem mais magoa e raiva deles por essa preferência e por outras coisas que não vem ao caso agora.
Tia Helena suspirou e olhou para nós com um pouco de pena.
— Bem, subam com suas malas e coloquem em seus quartos – tio James quebrou o silêncio.
Depois de ajudar os garotos a subirem com suas malas, fomos para o quarto de Caleb. Me joguei em um dos puffs que tinha lá.
— Hoje, vamos fazer uma festinha lá no celeiro e vocês irão, nem que eu tenha que vir buscar vocês – Ali disse autoritária, ri e os garotos assentiram rapidamente. Ela não estava de brincadeira.
— É claro que vamos – Caleb falou animado – estamos com saudades do pessoal.
— Com “saudades do pessoal” você quer dizer “ saudades da Hanna e da Aria” – Ali zombou deles. Eu e meus irmão começamos a gargalhar quando Caleb corou violentamente. Todos nós sabemos que ele tem uma queda, ou como Ali diz “ um penhasco”, pela Hanna, que é a única que não percebe isso, mesmo ele negando sempre que dizemos.
— Ah... Er... Lo..lógico que não! – o moreno de cabelos compridos gaguejou – porque eu diria isso?
— Hum, deixa eu ver... – fingi pensar – porque você gosta dela! – disse o óbvio.
— Vamos mudar de assunto – ele falou ainda muito vermelho.
Olhei para Ezra, estranhando o fato dele estar muito calado. Ele estava escrevendo em seu caderno de couro. O moreno adora escrever e é um ótimo escritor. Ele escreve poemas, fanfics, versos que ele gostou, tudo. Sempre falamos pra ele divulgar alguma de suas histórias ou pelo menos contar para nossos amigos que ele escreve, porém apenas eu, Ali, Jay e Caleb sabemos sobre esse segredo.
— O que você tanto escreve ai? – perguntei, atraindo a atenção dos outros três para Ezra que me respondeu sem parar de escrever.
— Nada importante – ele deu de ombros – To pensando em escrever um fanfic, e tava anotando as ideias – abri a boca para perguntar sobre o que é a fic, mas ele pareceu ler meus pensamentos – não sei ainda sobre o que é Spence, quando decidir tudo aviso vocês.
(...)
Já era quase sete horas, o horário que marcamos com o pessoal de vir ao celeiro. Mamãe e papai ficaram fora o dia todo e até agora não voltaram. Melissa chegou em casa mas rapidamente saiu toda arrumada, provavelmente iria sair com seu namorado, Wren.
Eu, meus irmãos, Caleb e Ezra, estamos aqui no celeiro esperando o pessoal chegar. Os garotos estavam jogando vídeo-game, Ali estava com as pernas na cabeça de Jay e com a cabeça deitada no meu colo, essa menina é muito folgada!
Depois de alguns minutos a campainha tocou e o resto do pessoal chegou. Todos foram correndo abraçar Caleb e Ezra para matarem a saudade. Caleb ficou meio tímido quando Hanna praticamente se jogou em cima dele. Com muita dificuldade segurei a risada quando ele corou violentamente, assim que Hanna lhe deu um beijo na bochecha.
—Ta, chega de melação vocês dois, temos uma noite toda para nos divertimos, sem essa de agarração... Isso vale pra você também maninha – Ali enquanto encarava eu e Toby que dávamos um selinho e cochichávamos algo no ouvido um do outro, paramos na hora e eu mostrei a língua para ela que repetiu o gesto.
— Festa uhhh — gritou Noel indo em direção ao celeiro que ficava no nosso quintal, não era um celeiro mesmo onde ficam vacas, bois e essas coisas, é mais como uma casinha no fundo da casa, eu e Ali que ficávamos mais lá, é como um lugar sagrado para nós.
— Se gritar isso de novo eu vou quebrar você — falou a Ali sempre tão doce.
— Porque tanta violência loira? — Respondeu ele com um tom zombado, ele ama provoca-la com essa voz.
— Você ta parecendo aqueles meninos idiotas que nunca foram a nenhuma festa e ficam gritando — Todos riram quando Noel fez biquinho e Ali responde o empurrando, eles viviam brigando mas se amavam HaHaHa.
Chegamos todos no celeiro e todos se jogaram em um dos dois sofás que tínhamos lá, ou nos milhares de puffs espalhados pelo chão. O lugar era razoavelmente grande, tinha uma mini cozinha, um banheiro, Tv de 60 polegadas com aparelho de vídeo, tinha apenas quatro janelas, uma grande ao lado da porta, duas na cozinha e uma no banheiro, lá tinha aquecedor por causa do frio que ficava lá fora a noite e uma lareira, uma mesa e mais algumas coisinhas de decoração. Jason instalou o vídeo game e ficou discutindo com o Caleb os gráficos de um jogo ai. Caleb ama essas coisas de tecnologia.
— Vamos jogar Until Dawn? — Falou Jason animado.
— Você comprou? — Perguntou Noel.
— Não imbecil vamos jogar com o poder da mente. Claro que comprei – Jay revirou os olhos, colocando o jogo no vídeo-game.
— Desculpa. Ta todo mundo grosso comigo hoje – Noel disse com uma voz tristonha, cabisbaixo.
— Claro, você só faz besteira — disse minha irmã levantando e indo até a cozinha onde estava Hanna rindo de algo engraçado que Aria disse, pela cara que ela fez deduzo que foi besteira...
— Amor, vai comigo amanhã depois da aula comprar um presente para minha madrasta? -perguntou Toby me olhando com aqueles olhos.
Sua mãe morreu quando ele tinha onze anos. Foi uma tristeza pra todos nós, a gente adorava a mãe dele, Marion. Depois que ela morreu, seu pai se casou com outra mulher. E de brinde, ele ganhou uma meia irmã, Jenna Mashall, e a garota é simplesmente insuportável!
— Claro. É aniversário dela sábado né?
— Sim. Quero dar um presente legal.
— Genteeee — Veio Ali gritando. Meu Deus, o que deu nela hoje? — Não tem nada para beber, alguém vai ter que ir lá na cozinha pegar.
— Eu vou — Se ofereceu Emily.
— Eu te ajudo! — falou Jason se levanto e entregando o controle do vídeo game para Ezra que falava com Toby sobre a menina no jogo que eles reconhecerem de algum lugar... Meninos.
— Okay — Em respondeu saindo pela porta com Jason, acho que vi ela corar quando o viu segurar a porta para ela passar.
PV Jason
Eu estava caminhando pelo jardim e Emily na minha frente, ela estava linda usando um short jeans e uma blusa regata branca, era, como posso dizer sexy.
Entramos na minha casa e fomos direto para a cozinha, ela parou um instante e pareceu pensar em algo, então se virou para mim com uma velocidade impressionante que fez com que nossos olhos se cruzassem rapidamente.
— Jason, onde estão as bebidas? — perguntou me tirando dos meus pensamentos.
— Na geladeira,na parte de baixo — respondi e ela se dirigiu até lá. Abaixou e abriu o mini freezer e começou a tirar as bebidas — Me dê aqui que eu te ajudo.
— Obrigada.
E um por um ela foi tirando e me entregando, e na minha distração, me assustei quando ela deu um gemido de dor.
— O que ouve Em? — Perguntei preocupado enquanto ela vinha até mim segurando sua mão.
— A latinha estava gelada demais e queimou minha mão.
— Vem aqui, enrole a mão nisso vai esquentar — falei a entregando um pano de prato.
— Obrigada — Ela me olhou e estávamos tão próximos. Foi impossível resistir. Acariciei seu rosto e a vi fechar os olhos e suspirar, passei os dedos levemente em seus lábios rosados e finalmente a beijei. A envolvi pela cintura com uma mão e passei a outra em seus cabelos castanhos, colando ainda mais nossos corpos, enquanto suas mãos passeavam pelas minhas costas. Nossas línguas dançavam em sintonia e exploravam cada canto de nossas bocas. O beijo foi ficando mais intenso, e nos separamos apenas pela maldita falta de ar.
— Eu... Er... Me... Me desculpe Em – me afastei, não devia ter feito isso. Droga!
— Não... Tem problema. Foi bom. Quer dizer, foi... — ela se embaralhou nas palavras enquanto dava um sorriso tímido.
— Eu sei, também achei. Melhor voltarmos. – sorri.
— Tudo bem. — pegamos as bebidas e seguimos para o celeiro, o pessoal nem reparou, mas sempre que nossos olhares se cruzavam, corávamos e desviávamos o olhar.
Fale com o autor