Notas iniciais
Heey, olha só o que eu fui inventar, uma fanfic original. Talvez vocês achem boa, talvez achem uma perfeita bosta, mas aí é da parte de vocês.
Deem uma olhada.

GRITOS. Foi só o que eu ouvi, vindos de um dos becos estreitos e sujos. Eu mal tinha me aquecido perto do latão em chamas, mas não me importei. Gritos agudos e femininos faziam as janelas quebradas dos prédios abandonados vibrar, era uma voz extremamente estridente.

Corri o quarteirão que me separava do beco, e me apertei contra a parede. Espiei o mais invisível possível, rezando para que meu rosto ficasse escondido nas sombras.

Consegui ver uma garota, pequena e de longos cabelos negros, estatelada no chão com sangue escorrendo de diversos cortes espalhados pelo seu corpo.

Na sua frente, de pé, havia uma figura muito alta, a luz do poste só permitia que eu visse sua silhueta, que por sinal era musculosa e muito forte. Assustadora.

Coloquei a mão sobre a boca, me impedindo de gritar. Procurei por qualquer coisa que pudesse ser usada como arma. Eu precisava ajudar a garota. Minha moral gritava, me obrigando a fazer o que é certo.

Eu não podia simplesmente ignorar.

Encontrei enfimum cabo de vassoura partido ao meio, jogado entre as latas de lixo. Com o máximo de silêncio possível, caminhei agachada até ele e o segurei como se fosse um taco de beisebol.

Fiquei de pé e me aproximei do homem alto, sorrateira.

Bati com toda a minha força em sua cabeça, o cabo chegou a se partir.

Esperei que ele desmaiasse.

Porém o homem só se virou, e seus olhos perfuraram os meus.

Não consegui conter o grito de terror dessa vez, e ele estrangulou pela minha garganta, irregular e estridente.

O homem, ou fosse lá o que era, tinha um rosto comprido e queixo quadrado, e dele escorria um grosso líquido escuro, que manchava sua camisa.

Olhei para a garota jogada no chão. De todos os seus ferimentos, o maior e mais sangrento estava na curva de seu ombro, próximo ao pescoço.

Ela estava pálida como um fantasma; e seus olhos, abertos e vidrados. Eu duvidava que ainda estivesse viva.

Voltei meus olhos para o homem. Aquele sangue não pertencia a ele.

— Sinto muito, garota. — Ele disse. Sua voz era grave e, pude perceber, mesmo com todo o meu pânico, com um tom terrivelmente sensual. — Iniuriam loco, tempore calumniam. Lugar errado, hora errada.

Eu vi que ele partiu para cima de mim, e vi que ele aplicou algum golpe com força. O problema foi os próximos segundos.

Minha visão escureceu lentamente, acompanhando meu tombo em câmera lenta até o chão.

Murmurei uma prece rápida, pedindo proteção a qualquer um que quisesse oferecê-la.

Então o mundo ficou escuro.

Notas finais
Postei aqui o prólogo, mas só continuo se vocês quiserem. Comentem o que acharam - com muito carinho, please ♥