Isabella e o Duque
21 Capítulo 21 ABRINDO O CORAÇÃO
Notas iniciais
Problemas na 9° potência.
Nada que não possa ser superado com FÉ.
Obrigada :)
Isabella
Após um banho revigorante, devidamente vestida, desci para o jantar.
Lady Alice estava entusiasmadíssima com suas aulas de música, ministradas pelo senhor Black. Já estava pensando em organizar um sarau e convidar diversas damas da cidade. Pediu-me que ajudasse na preparação do evento. É claro que estaria disponível para ajudá-la... apesar do senhor Black, do qual realmente não apreciava. Percebi que Edward olhou-me a contragosto, como não aprovando as idéias da irmã.
Quando já estávamos no quarto, preparei-me para a conversa sincera que teríamos. Obviamente não forçaria Edward à tomar partido de Annie e forçar Lorde Holmes a casar-se com ela... é claro que ficaria imensamente feliz com a idéia. Queria apenas que ela não fosse rechaçada por Holmes, que ele como homem integro, fosse ao menos honesto e dissesse-lhe seus sentimentos. Nada pior, que ter uma relação mal resolvida.
- Sei que está aborrecida com os últimos acontecimentos envolvendo sua prima Isabella. E creia-me, eu não estou nada feliz. Quando Holmes contou-me, fiquei muito surpreso. Não imaginei que ele teria tal comportamento. Uma atitude impensada, que pode trazer conseqüências sérias tanto para ele, como para a senhorita Swan.
- Quais conseqüências refere-se?
- Gravidez, discriminação, indiferença.
Olhei para o duque demoradamente... a palavra que ecoava em minha mente era “indiferença”. Pois gravidez, sim era a mais obvia. Mas, como havia acontecido apenas uma vez, esperava que Annie não estivesse grávida. Teríamos que aguardar para saber. Quanto a discriminação... sem dúvida, caso eles não cassassem, e Annie fosse futuramente esposa de algum homem da cidade, poderia vir a tona, o fato de não ser mais virgem, pois sinceramente, não imaginaria que Lordes Holmes comentasse com alguém sobre o ocorrido, difamando assim Annie. Agora indiferença? Existia a possibilidade de Lorde Holmes, simplesmente ignorá-la, como se nada tivesse acontecido. Não conseguiria imaginar o sofrimento de Annie.
- Indiferença? O que quer dizer exatamente senhor Duque?
- Temo que Holmes afaste-se de sua prima devido ao ocorrido.
- Explique-se melhor senhor?
- Por favor Isabella, não seja formal comigo. Estamos entre quatro paredes, em nosso quarto, apenas nós dois. Sei... que o assunto é extremamente delicado, que você está sofrendo por sua prima, mas por favor, quero ajudá-la, mas preciso ser sincero. Sabemos muito bem a sociedade que vivemos. Uma dama que entrega-se antes do casamento, será mal falada sempre. Não existe meio termo, ou uma dama nasceu para casar-se ou nasceu para servir em casas de tolerância. Imagine se sua prima houvesse envolvido-se com um homem da cidade, nesse momento, já estaria completamente difamada, todos saberiam.
- Pare Edward. Sei que ela foi precipitada, e sei muito bem que a sociedade que vivemos é hipócrita e machista, mas ela não tomou a atitude sozinha... ele é tão responsável quanto ela.
- Quero saber porque o senhor falou em indiferença? Lorde Holmes não gosta de Annie, é isso?
Ele estava sério, com o olhar duro, rígido.
- Tive uma conversa com Holmes. Ele surpreendeu-me. Acredite Isabella, o conheço há muitos anos. É um grande estudioso, honesto nos negócios e acreditei, que ele estava realmente envolvido emocionalmente com sua prima. Mas, ele pareceu-me frio e distante em relação ao futuro... ele tem planos políticos em Londres e creio, que não ache sua prima adequada para ser sua esposa, diante dos desafios que terá pela frente.
- Antes que você diga algo, quero que saiba que insisti com ele, que ao menos pensasse com clareza e tivesse uma conversa franca com Lady Swan. Deixei claro para ele, que seria o mínimo a ser esperado de um homem integro. E ele, prometeu-me, que tão logo retornasse, conversaria com sua prima.
Nessa altura, meus olhos já estavam repletos de lágrimas. As palavras que ecoavam em minha mente eram: “não ache sua prima adequada”. Meu Deus, como Annie reagiria quando soubesse... como ele poderia ser tão cruel... por ser uma moça do interior, seria rechaçada, preterida por outra mais bem relacionada.
- Ah Edward... como minha prima era sofrer...
Quando percebi já estava em seus braços, com o rosto de encontro ao seu tórax, e lágrimas corriam abundantes...
- Calma Isabella... tenhamos esperanças. Talvez Holmes coloque as idéias em ordem e veja o quanto pode ser feliz ao lado de Lady Swan...
Edward falava comigo, tentado acalmar-me, ouvia sua voz, seus braços ao redor do meu corpo... estava tão cansada, tão triste... que cabei dormindo em seus braços.
...
Edward
Minha linda e adorável Isabella, agora dormia com seu corpo junto ao meu.
Consegui deitá-la na cama e retirar seu vestido, deixando-a apenas com sua roupa intima. Linda minha Isabella... tão linda e tão minha...
Pude ver todas as emoções passarem por seu lindo rosto. Raiva, decepção, tristeza. Eu mesmo estava decepcionado com Holmes... afinal, mesmo Lady Swan sendo uma dama provinciana e de família simples, poderia aprender a ser uma grande companheira para Holmes. Mas pelo visto, meu amigo estava envolvido demais com suas ambições.
Ainda refletia, olhando para as sombras que formavam-se no quarto... a lua cheia transpassava pelas janelas...
- Edward... não deixe-me sozinha... Edward...
Isabella estava dormindo, sua mão em meu peito, sua perna subia delicadamente pela minha, causando-me todas as sensações inebriantes que somente ela causava... seu rosto em meu ombro... podia sentir o hálito quente em minha pele, o perfume dos seus cabelos... meus sentidos todos despertos.
- Senhor Duque?
Virei-me para ela... e para minha surpresa, estava acordada.
- Bella?
Ela sorriu lindamente.
- O senhor Duque chamou-me de Bella? Não posso acreditar.
Não resisti e puxei-a para sobre o meu corpo, sentindo toda a sua maciez.
- Eu a chamarei de Bella sempre, a partir de agora, com uma condição... se parar de chamar-me de senhor Duque e chamar-me de Edward.
Ela, para minha total perdição, passou a língua por seus lábios e eu, sem resistir, pressionei minha ereção contra seu sexo. Bella sorriu, lentamente ajoelhou-se ao meu lado na cama, e tirou suas roupas ficando nua... sem tirar os olhos dela, ainda deitado, fiz o mesmo.
- Muito bem... Edward. Sente-se e encoste na cabeceira da cama...
Com os batimentos cardíacos completamente acelerados fiz o que ela pediu... e sem desviar o olhar do meu... minha bruxa, sim ela era minha bruxa... sentou-se sobre o meu colo, sentindo meu sexo preenchendo o dela... completamente quente... molhado... esmagando-me numa tortura sem fim.
Ela colocou suas mãos na cabeceira, sem tocar-me... subindo e descendo sensualmente... seus seios próximos ao meu rosto... sem conter-me, segurei-os com minhas mãos... linda... toda linda... com o rosto corado, os olhos fechados, os lábios entre abertos, os cabelos soltos roçando minhas pernas... quando já estávamos próximos, minha mão subiu a sua nuca, forçando-a a olhar para mim... seus olhos verdes olharam os meus e seus lábios pronunciaram as palavras mais linda que sequer poderia imaginar ouvir...
- Eu te amo Edward.
Uma emoção devastadora explodiu em meio peito, rasgando-o.
- Bella eu te amo meu amor.
Explodimos em cores e luzes... ela era
meu caminho,
meu futuro,
minha vida.
Fale com o autor