Isabella e o Duque

18 Capítulo 18 NOVA CASA


- Calma, vamos pensar juntos. Explique-me, como aconteceu?

Enquanto Lorde Holmes preparava-se para explicar, meus pensamentos voaram para Isabella. Qual seria sua reação? Afinal, a senhorita Annie Swan era sua prima mais próxima.

- Com autorização dos pais da senhorita Swan, fomos até a cidade, pois ela queria comprar um livro para presentear sua esposa quando retornasse, quando voltamos, não contive-me, estávamos sozinhos, eu conduzia a charrete.

- Holmes por Deus, você usou de força? Foi contra a vontade dela?

- Não Edward, claro que não. Foi consensual, mas... senti-me péssimo, não era para ter acontecido. Fazem três dias e desde então, não fui mais visitá-la. Estou num dilema sem fim.

- Seja honesto comigo Holmes. Você não quer casar como ela, porque meu amigo?

- Oh meu amigo, a senhorita Swan é uma moça doce, educada e delicada, porém, não tem o menor preparo para ser minha companheira... você melhor do que ninguém sabe dos meus planos políticos, almejo muito uma carreira política, preciso de uma esposa bem relacionada na sociedade londrina, de preferência uma dama que pertença a uma família do meio político.

- Permita-me a pergunta Holmes? O que sente realmente por Lady Swan?

- De fato, gosto muito dela, é linda, é gentil, é muito agradável sua presença.

- Quando você diz que a senhorita Swan não tem o menor preparo para tornar-se a esposa de um político promissor, creio eu, pelo fato de ela ser uma moça do interior, de vir de uma família simples, está ao meu ver, sendo preconceituoso, logo você meu amigo? Um homem que julgo tão moderno para os padrões atuais. Talvez, se houver paciência da sua parte, ela pode tornar-se uma excelente companheira, ajudá-lo inclusive em sua carreira política. Sinceramente não vejo realizando um casamento de conveniência Holmes.

Eu mesmo, poderia ter optado em casar com uma dama que pertencesse a uma família nobre, com um título, e cá estou, casado com Isabella.

- Não julgue-me por favor Edward. Sei que pareço arrogante e frio, mas a senhorita Swan não pode ser comparada a sua esposa. Se permite a ousadia, a senhora Isabella Cullen, futura Duquesa de Sheffield, tem luz própria. Independente de ser órfã, é uma dama articulada, que recebeu uma educação bem mais acima, das moças de Sheffield, além de ter uma beleza incomum, única...

Tive que interrompê-lo, não agradava-me nada ver outro homem elogiando Isabella, mesmo sendo um amigo de longa data. E para ser sincero, estava desapontado com Holmes. Se não tinha interesse na senhorita Swan, porque então cortejá-la, visitá-la em sua casa e pior, ter intimidades com ela. Logo pensei em Isabella e em como seria sua reação ao saber sobre o envolvimento dos dois.

- Holmes meu amigo, não vou dar conselhos, afinal todos nós cometemos enganos, mas tenho certeza que a senhorita Swan merece, no mínimo, de sua parte, uma conversa sincera. Não procurá-la ou evitá-la não condiz com sua postura de homem integro, que tenho certeza ser.

- Você tem razão Edward. Preciso procurá-la e conversar, porém preciso de alguns dias para colocar meus pensamentos em ordem. Como você está de volta, irei à Londres resolver assuntos pessoais e no máximo em dez dias retorno. Mandarei um mensageiro levar uma carta a senhorita Swan, explicando minha ausência e meu retorno em breve.

Após nos despedirmos, fiquei ainda alguns minutos refletindo sobre minha conversa com Holmes. Eu realmente esperava uma postura decente de Lorde Holmes e temia pela reação de Isabella. Sabia muito bem da preferência de minha esposa por sua prima Annie e tinha certeza, que ficaria muito magoada pelo ocorrido.

Conversaria com Isabella sobre esse assunto depois. Hoje eu queria que ela se sentisse bem vinda. Afinal essa seria sua nova residência.

E por incrível que pareça, já estava com saudades dela. Sabia que minha irmã iria monopolizá-la, então fui aferir os assuntos pendentes. Passei toda manhã envolvido com os negócios...

Próximo ao meio dia, não resistindo mais, fui procurá-la e encontrei-a em nosso quarto... estava colocando em ordem alguns objetos seus.

- Porque não pede a uma criada para ajudá-la a arrumar isso?

- São poucos objetos, eu mesma organizo, além do mais, acabei de chegar ao quarto.

- Então, Alice tomou muito seu tempo?

Surgiu em seus lábios um lindo sorriso e suas faces ficaram ruborizadas.

- Ela é um doce, mas como faz perguntas.

- Tenho que concordar com você minha esposa. Como está sentindo-se em sua nova casa?

- São todos simpáticos, mas vai demorar um pouco até acostumar-me.

- Porque? O que está faltando? Posso providenciar?

- A casa é imensa, e você estará sempre muito ocupado, gostaria de fazer algo útil.

Ela estava sempre surpreendendo-me... mas talvez ela pudesse ajudar-me em alguns assuntos

- Vou pensar em algo, eu prometo. Logo será servido o almoço, mas temos algum tempo, para talvez, eu roubar-lhe beijos, minha linda Duquesa.

Ela ficou ainda mais ruborizada, mas tomou a iniciativa e veio até mim. Colocou suas mãos pequenas sobre o meu peito, e somente de sentir o seu calor e o seu perfume, fiquei excitado. Peguei-a no colo, beijando-lhes os lábios e pressionando seu corpo junto a parede... eu a queria e seria agora... ainda beijando-me, ela abriu os botões de minha camisa... não resistindo mais, levei-a até a cama.

- Eu preciso descobrir, onde minha doce esposa, comprou essas lingerie que tem usado? Não parece que tenha sido no comércio familiar da cidade de Sheffield.

- Posso interpretar esse comentário, senhor Duque, como uma critica? Caso o senhor Duque deseje, posso usar lingerie mais comportadas, de cor bege, talvez lhe agrade?

O que eu adorava nela, eram suas respostas, ora irônicas, ora sérias, ora sensuais... e somente olhá-la vestindo rendas azul marinho, cor que aliás, ficava magnífica nela, perdi o compasso e arremeti para dentro de seu corpo, fazendo que ela gritasse, pedindo mais... minha bruxa.

- Edward... mais forte.

- Assim... minha Duquesa?

- Exatamente assim... Duque... meu Duque.

Ela simplesmente enlouquecia-me... não houveram preliminares, ou momentos luxuriantes em nosso ato, o sexo sem rodeios, direto e objetivo... mas agora... agora ela, sim minha feiticeira, provocava-me lenta e insinuantemente. Estávamos nus, de lado, frente à frente, ela traçava com os lábios, com a língua o meu queixo, meu pescoço, meu tórax e descia sinuosa, sem pressa, sem tocar-me com as mãos até minha virilha... o quarto rescindia ao perfume dela, do seu corpo, do seu sexo... fechei meus olhos e mordi meu lábio inferior, jogando a cabeça para trás, quando ela, beijou meu sexo... sua boca quente, recebendo-o... e eu perdendo-me nela... a... melhor...sensação...de...todas. Minha mão exigente, pegou-a pela nuca, forçando-a ainda mais, a receber-me... conseguia apenas escutar as batidas do meu coração e meus gemidos... eu estava próximo... quando ia acabar, tentei retirar-me de sua boca voraz, mas ela, foi mais rápida, pela primeira vez, levou sua mão até minha coxa segurando-me, senti Isabella relaxar sua garganta, abocanhando-me ainda mais, e eu... não resistindo, fui ao céu...

Minhas mãos voaram ao seu rosto, numa carícia sem fim... ela delicadamente, após beber-me por completo, soltou-me... ajudei-a a subir, ficamos, mais uma vez, frente a frente.

- Isabella, minha bela... se você soubesse o que significa para mim...

- Diga-me Edward, preciso saber. O que significo para você?

Notas finais
Lindas... todas lindas, Obrigada. Leio com muito carinho o comentário de cada uma de vocês. :)