Isabella Marie Crouch
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem.
Terceira Pessoa POV:
— Gina! — murmurou Harry, correndo para ela e se ajoelhando. — Gina... Não esteja morta... Por favor, não esteja morta... — Ele largou a varinha de lado, segurou Gina pelos ombros e virou-a. Seu rosto estava branco e frio como o mármore, mas tinha os olhos fechados, portanto não estava petrificada. Então devia estar... — Gina, por favor, acorde — murmurou Harry desesperado, sacudindo-a. A cabeça de Gina balançou desamparada de um lado para o outro.
— Ela não vai acordar — disse uma voz indulgente. Harry se sobressaltou e se virou ainda de joelhos. Um garoto alto, de cabelos negros, o observava encostado à coluna mais próxima. Tinha os contornos estranhamente borrados, como se o estivesse vendo através de uma janela embaçada. Mas não havia como se enganar...
— Tom? Tom Riddle? – Perguntou Harry estupidamente. Riddle confirmou com a cabeça, sem tirar os olhos do rosto de Harry.
— Que é que você quer dizer com "ela não vai acordar"? — perguntou desesperado. — Ela não está... Não está...?
— Ainda está viva — disse Riddle. — Mas por um fio.
Harry arregalou os olhos para ele. Tom Riddle estivera em Hogwarts cinqüenta anos atrás, contudo achava-se ali parado, envolto por uma luz estranha e enevoada, com os seus exatos dezesseis anos.
— Você é um fantasma? — perguntou Harry incerto.
— Uma lembrança — disse Riddle com suavidade. — Conservada em um diário durante cinqüenta anos. E apontou para o chão perto dos enormes pés da estátua. Caído ali encontrava-se o pequeno livro preto que Harry encontrara no banheiro da Murta Que Geme. Por um segundo, ele se perguntou como aquilo chegara ali — mas havia assuntos mais urgentes a tratar.
— Você tem que me ajudar, Tom — disse Harry, levantando a cabeça de Gina outra vez. — Temos que tirá-la daqui. Tem um basilisco... Não sei onde está, mas pode chegar a qualquer momento... Por favor, me ajude... — Riddle não se mexeu. Harry, suando, conseguiu levantar metade do corpo de Gina do chão e se curvou para apanhar de novo sua varinha.
Mas a varinha desaparecera. Ele ergueu a cabeça. Riddle continuava a observá-lo — girava a varinha de Harry entre os dedos compridos.
— Obrigado — disse Harry, estendendo a mão para a varinha. Um sorriso encrespou os cantos da boca de Riddle. Continuava a encarar Harry, girando distraidamente a varinha. — Escute aqui — disse Harry com urgência, seus joelhos cedendo sob o peso morto de Gina. — Temos que ir embora! Se o basilisco chegar...
— Ele não virá até ser chamado — disse Riddle calmamente. Harry depositou Gina outra vez no chão, incapaz de continuar a sustentá-la.
— O Que quer dizer? Olhe me dê a minha varinha, posso precisar dela...
O sorriso de Riddle se alargou.
— Você não vai precisar dela.
Harry encarou-o.
— Que é que você quer dizer, não vou...?
— Esperei muito tempo por isto, Harry Potter. Por uma chance de vê-lo. De falar com você...
— Olhe — disse Harry perdendo a paciência. — Acho que você não está entendendo. Estamos na Câmara Secreta. Podemos conversar depois...
— Vamos conversar agora — disse Riddle, ainda sorrindo, e guardando a varinha de Harry no bolso. Harry encarou-o. Havia alguma coisa muito estranha acontecendo ali...
— Como foi que Gina ficou assim? — perguntou com a voz lenta.
— Bom, essa é uma pergunta interessante — disse Riddle em tom agradável. – É uma história bastante comprida. Suponho que a razão de Gina Weasley estar assim é porque abriu o coração e contou todos os seus segredos para um estranho invisível.
— Do que é que você está falando?
— Do diário. Do meu diário. A pequena Gina anda escrevendo nele há meses, me contou suas tristes preocupações e mágoas, como os irmãos implicavam com ela, como teve que vir para a escola com vestes e livros de segunda mão, como... — os olhos de Riddle brilharam —, como achava que o bom, o famoso, o importante Harry Potter jamais iria gostar dela... – Todo o tempo que falava, os olhos de Riddle não desgrudavam do rosto de Harry. Havia neles uma expressão quase faminta. — É muito chato ter que ouvir os probleminhas bobos de uma garota de onze anos. Mas fui paciente. Respondi. Fui simpático, gentil. Gina simplesmente me adorou. “Ninguém nunca me compreendeu como você; Tom... É uma alegria ter este diário para fazer confidências... É como ter um amigo portátil que se leva para todo lado no bolso...” – Riddle deu uma risada aguda e fria que não combinava com ele. Fez os cabelos na nuca de Harry se arrepiarem. — Ainda que seja eu a dizer, Harry, sempre fui capaz de encantar as pessoas de quem precisei. Então Gina me revelou sua alma, e por acaso essa alma era exatamente o que eu queria... Fui ficando cada vez mais forte com a dieta dos seus medos mais arraigados e segredos mais íntimos. Fiquei poderoso, muito mais poderoso do que a pequena Srta. Weasley. Suficientemente poderoso para começar a alimentá-la com alguns dos meus segredos, e começar a instilar nela um pouco da minha alma...
— Do que é que você está falando? — perguntou Harry, que sentia boca muito seca.
— Você ainda não adivinhou, Harry Potter? — disse Riddle baixinho. — Gina Weasley abriu a Câmara Secreta. Ela estrangulou os galos da escola e escreveu mensagens ameaçadoras nas paredes. Ela açulou a serpente de Slytherin contra quatro sangues-ruins e a gata daquela aberração do Filch.
— Não — sussurrou Harry.
— Sim — confirmou Riddle calmamente. — É claro que ela não sabia o que estava fazendo no inicio. Era muito divertido. Eu gostaria que você tivesse visto as anotações que a garota fez no diário depois... Ficaram muito mais interessantes... "Querido Tom" — recitou ele, observando a expressão horrorizada de Harry — "Acho que estou perdendo a memória. Tem penas de galos nas minhas vestes e não sei como foram parar lá. Querido Tom, não me lembro do que fiz na noite das Bruxas, mas um gato foi atacado e a frente da minha roupa está suja de tinta. Querido Tom, Percy me diz o tempo todo que estou pálida e que estou diferente do que era. Acho que ele suspeita de mim... Houve outro ataque hoje e não sei onde é que eu estava. Tom, que é que eu vou fazer? Acho que estou ficando maluca... Acho que sou a pessoa que está atacando todo mundo, Tom!” – Os unhos de Harry se fecharam, as unhas se enterraram nas palmas das mãos. — Levou muito tempo para a burrinha da Gina parar de confiar no diário — continuou Riddle. — Mas ela finalmente desconfiou e tentou jogá-lo fora. E foi aí que você entrou, Harry. Você o encontrou e eu não poderia ter me sentido mais satisfeito. De todas as pessoas que podiam tê-lo apanhado, foi você, exatamente a pessoa que eu estava mais ansioso para conhecer...
— E para que você queria me conhecer? — perguntou Harry. A raiva corria pelas veias dele, e precisou de muito esforço para manter a voz firme. — Bem, veja, Gina me contou tudo sobre você, Harry. Toda a sua história fascinante. — Os olhos de Riddle percorreram a cicatriz em forma de raio na testa de Harry e sua expressão se tornou mais voraz. — Senti que precisava descobrir mais a seu respeito, conversar com você, conhecer você, se pudesse. Então, decidi lhe mostrar a minha famosa captura daquele bobalhão do Hagrid para ganhar sua confiança...
— Hagrid é meu amigo — disse Harry, a voz trêmula. — E foi você que o incriminou, não foi? Pensei que você tivesse se enganado, mas... – Riddle deu aquela risada aguda outra vez.
— Foi a minha palavra contra a de Hagrid, Harry. Bem, você pode imaginar o que pareceu ao velho Armando Dippet. De um lado, Tom Riddle, pobre, mas brilhante, órfão, mas muito corajoso, monitor, aluno modelo... Do outro lado, o trapalhão do Hagrid, que vivia se metendo em encrencas, tentava criar filhotes de lobisomens debaixo da cama, fugia para a Floresta Proibida para brigar com trasgos... Mas admito que até eu mesmo fiquei surpreso que o plano tivesse funcionado tão bem. Achei que alguém devia perceber que Hagrid não poderia ser o herdeiro de Slytherin. Eu gastara cinco anos inteiros para descobrir tudo que podia sobre a Câmara Secreta e encontrar a entrada... Como se Hagrid tivesse cabeça, ou poder para tanto! Só o professor de Transfiguração, Dumbledore, pareceu pensar que Hagrid era inocente. E convenceu Dippet a conservar Hagrid aqui e treiná-lo para guarda-caça. E, acho que ele talvez tivesse adivinhado... Dumbledore nunca pareceu gostar de mim tanto quanto os outros professores...
— Aposto que Dumbledore não se deixou enganar por você — disse Harry com os dentes cerrados.
— Bem, não há dúvida de que ele ficou me vigiando de maneira incômoda depois que Hagrid foi expulso — disse Riddle indiferente. — Percebi que não seria seguro tornar a abrir a Câmara enquanto ainda estivesse na escola. Mas não ia desperdiçar os longos anos que passei procurando por ela. Resolvi deixar aqui um diário, preservando o meu eu de dezesseis anos em suas páginas, de modo que um dia, com sorte, eu pudesse conduzir alguém pelas minhas pegadas e terminar a nobre tarefa de Salazar Slytherin.
— Bem, você não a terminou — disse Harry em tom de vitória. — Desta vez ninguém morreu, nem mesmo a gata. Dentro de algumas horas a Poção de Mandrágoras estará pronta e todos que foram petrificados voltarão à normalidade outra vez...
— Acho que ainda não lhe disse — falou Riddle em voz baixa — que matar sangues ruins não me interessa mais. Há muitos meses agora, meu novo alvo tem sido... Você.
Harry encarou-o.
— Imagine a raiva que tive quando na vez seguinte que alguém abriu o meu diário, era a Gina que estava me escrevendo e não você. Ela o viu com o diário, sabe, e entrou em pânico. E se você descobrisse como usá-lo, e eu repetisse todos os segredos dela para você? E se, o que seria pior, eu contasse a você quem tinha andado estrangulando os galos? Então a boba da pirralha esperou o seu dormitório ficar deserto e roubou o diário. Mas eu sabia o que precisava fazer. Tinha ficado claro para mim que você estava na pista do herdeiro de Slytherin. Por tudo que Gina tinha me contado, eu sabia que você não mediria esforços para solucionar o mistério, principalmente se um dos seus melhores amigos fosse atacado. E Gina tinha me contado que a escola inteira estava alvoroçada porque você sabia falar a língua das cobras... Enfim, fiz Gina escrever o bilhete de adeus na parede e descer aqui para esperar. Ela resistiu, chorou e ficou muito chateada. Mas não resta nela muita vida... Ela transferiu muita força para o diário, para mim. O suficiente para eu poder finalmente deixar aquelas páginas... Estive esperando você aparecer desde que chegamos aqui. Sabia que você viria. Tenho muitas perguntas a lhe fazer, Harry Potter.
— Por exemplo? — disse Harry com rispidez, os punhos ainda fechados.
— Bem — disse Riddle, dando um sorriso agradável. – Como foi que você um garoto magricela, sem nenhum talento mágico excepcional, conseguiu derrotar o maior bruxo de todos os tempos? Como foi que você escapou apenas com uma cicatriz, enquanto os poderes do Lord Voldemort foram destruídos? – Surgia agora em seus olhos vorazes um brilho estranho e avermelhado.
— Que lhe interessa como escapei? — perguntou Harry lentamente. — Voldemort foi depois do seu tempo...
— Voldemort — disse Riddle com indulgência — é o meu passado, presente e futuro, Harry Potter... – E, tirando a varinha de Harry do bolso, ele escreveu no ar três palavras cintilantes:
TOM SERVOLO RIDDLE
Em seguida, agitou a varinha uma vez e as letras do seu nome se re-arrumaram:
EIS LORD VOLDEMORT
— Entendeu? Era um nome que eu já estava usando em Hogwarts, só para os meus amigos mais íntimos, é claro. Você acha que eu ia usar o nome nojento do meu pai trouxa para sempre? Eu, em cujas veias corre o sangue do próprio Salazar Slytherin, pelo lado de minha mãe? Eu, conservar o nome de um trouxa sujo e comum, que me abandonou mesmo antes de eu nascer, só porque descobriu que minha mãe era bruxa? Não, Harry, criei para mim um nome novo, um nome que eu sabia que os bruxos de todo o mundo um dia teriam medo de pronunciar, quando eu me tornasse o maior bruxo do mundo. – O cérebro de Harry parecia ter enguiçado. Chocado, ele fixava Riddle, o garoto órfão que crescera para assassinar seus pais e tantos outros... Finalmente forçou-se a falar.
— Não é — sua voz baixa cheia de ódio.
— Não é o quê? — perguntou Riddle com rispidez.
— Não é o maior bruxo do mundo — disse Harry, respirando depressa. — Desculpe desapontá-lo, e tudo o mais, mas o maior bruxo do mundo é Alvo Dumbledore. Todos dizem isso. Mesmo quando você era poderoso, você não se atreveu a tentar dominar Hogwarts. Dumbledore viu através de você quando freqüentou a escola e ainda o amedronta hoje, onde quer que você se esconda... – O sorriso desaparecera da cara de Riddle, substituído por um olhar muito sinistro.
— Dumbledore foi afastado do castelo meramente pela minha lembrança — sibilou.
— Ele não está tão afastado quanto você poderia pensar! — retorquiu Harry. Falava sem pensar, querendo apavorar Riddle, desejando mais, do que acreditando que o que dizia fosse verdade... Riddle abriu a boca, mas congelou. Ouviram uma música vinda de algum lugar. Riddle se virou para percorrer com os olhos a câmara vazia. A música se tornava cada vez mais alta.
Era misteriosa, de dar arrepios, sobrenatural; fez os cabelos de Harry ficarem em pé e o seu coração parecer inchar até dobrar de tamanho. Então a música atingiu tal volume que Harry a sentiu vibrar dentro do peito, e chamas irromperam no alto da coluna mais próxima.
Um pássaro vermelho do tamanho de um cisne apareceu, cantando aquela música esquisita para a abóbada do teto. Tinha uma cauda dourada e faiscante, comprida como a de um pavio e garras douradas e reluzentes que seguravam um embrulho esfarrapado. Um segundo depois, o pássaro voava direto para Harry. Deixou cair a seus pés o embrulho que carregava, depois pousou pesadamente em seu ombro. Quando fechou as asas enormes, Harry ergueu os olhos e viu que tinha um bico dourado, longo e afiado e olhos redondos e escuros. O pássaro parou de cantar. Sentou-se imóvel e cálido junto à bochecha de Harry, olhando com firmeza para Riddle.
— É uma fênix... — disse Riddle, encarando-o de volta com um olhar astuto.
— Fawkes? — sussurrou Harry, e sentiu as garras douradas do pássaro apertarem gentilmente seu ombro.
— E isso — disse Riddle, agora examinando o embrulho esfarrapado que Fawkes deixara cair — seria o velho Chapéu Seletor...
E era. Remendado, esfiapado, sujo, o chapéu jazia imóvel aos pés de Harry. Riddle começou a rir outra vez. Riu tanto que a Câmara ecoou com o seu riso, como se dez Riddles estivessem rindo ao mesmo tempo...
— Isto é o que Dumbledore manda ao seu defensor! Um pássaro canoro e um velho chapéu! Você se sente cheio de coragem, Harry Potter? Sente-se seguro agora? – Harry não respondeu. Talvez não entendesse qual era a utilidade de Fawkes ou do Chapéu Seletor, mas já não estava sozinho e esperou com crescente coragem Riddle parar de rir.
— Aos negócios, Harry — falou Riddle, ainda com um largo sorriso. — Duas vezes, no seu passado, ou no meu futuro, nós nos encontramos. E duas vezes não consegui matá-lo. Como foi que você sobreviveu? Conte-me tudo. Quanto mais tempo falar — acrescentou brandamente — mais tempo continuara vivo. – Harry começou a pensar depressa, avaliando suas chances. Riddle tinha a varinha. Ele, Harry, tinha Fawkes e o Chapéu Seletor, nenhum dos quais adiantaria muito em um duelo. A situação parecia ruim, não havia dúvida... Mas quanto mais tempo Riddle ficasse ali, mais depressa a vida de Gina se esgotava... Entrementes, Harry reparou de repente que os contornos de Riddle estavam ficando mais nítidos, mais sólidos... Se tinha que haver uma luta entre ele e Riddle, quanto mais cedo melhor.
— Ninguém sabe por que você perdeu seus poderes ao me atacar — disse Harry abruptamente. — Nem mesmo eu sei. Mas sei por que você não pôde me matar. Foi porque minha mãe morreu para me salvar. Minha mãe trouxa e comum — acrescentou, sacudindo-se de raiva reprimida. — Ela impediu você de me matar. E eu vi o seu eu verdadeiro. Vi no ano passado. Você está uma ruína. Mal se mantém vivo. Foi isso que você ganhou com todo o seu poder. Você vive escondido. Você é feio, você é nojento... – O rosto de Riddle se contorceu. Então ele deu um horrível frio.
— Então, sua mãe morreu para salvar você. É, isso é um contra-feitiço poderoso. Estou entendendo agora... Afinal de contas você não tem nada especial. Há uma estranha semelhança entre nós. Até você deve ter notado. Nós dois somos mestiços, órfãos, criados por trouxas. Provavelmente, desde o grande Slytherin, somos os dois falantes da língua das cobras a freqüentar Hogwarts. E até nos parecemos fisicamente... Mas no final, foi um simples acaso que salvou você de mim. Era só o que eu queria saber. – Harry esperou tenso que Riddle erguesse a varinha. Mas o sorriso enviesado de Riddle voltou a se alargar. — Agora, Harry, vou lhe dar uma liçãozinha. Vamos medir os poderes do Lord Voldemort, herdeiro de Slytherin, com os do famoso Harry Potter, e as melhores armas que Dumbledore pôde lhe dar... – Ele lançou um olhar divertido a Fawkes e ao Chapéu Seletor, em seguida se afastou. Harry, o medo se espalhando pelas pernas dormentes, observou Riddle parar entre as altas colunas e olhar para o rosto de pedra de Slytherin, muito acima dele na obscuridade. Riddle abriu bem a boca e sibilou — mas Harry entendeu o que ele estava dizendo... — Fale comigo, Slytberin, o maior dos Quatro de Hogwarts. – Harry se virou para olhar a estátua, Fawkes balançava em seu ombro. O gigantesco rosto de pedra de Slytherin se mexeu. Aterrorizado, Harry viu sua boca abrir, cada vez mais, e formar um enorme buraco negro.
E alguma coisa estava se mexendo dentro da boca da estátua. Alguma coisa começava a escorregar para fora de suas profundezas. Harry recuou até bater na escura parede da Câmara e, ao fechar os olhos com força, sentiu a asa de Fawkes roçar sua bochecha quando o pássaro levantou vôo. Harry queria gritar "Não me deixe!", mas que chance tinha uma fênix contra o rei das serpentes? Algo descomunal bateu no piso de pedra da Câmara. Harry sentiu-o trepidar, ele sabia o que estava acontecendo, sentia, podia quase ver a cobra gigantesca se desenrolar para fora da boca de Slytherin. Então ouviu a voz sibilante de Riddle: — Mate-o.
O basilisco estava vindo em sua direção; ele ouviu aquele corpo gigantesco deslizar pesadamente pelo chão empoeirado. Com os olhos ainda fechados, Harry começou a correr as cegas para os lados, as mãos estendidas à frente, tateando o caminho, Voldemort dava risadas...Harry tropeçou. Caiu com força no chão e sentiu gosto de sangue — a cobra estava a uma pequena distância, ele a ouviu se aproximar... Logo acima dele houve um som alto, explosivo e aquoso e então alguma coisa pesada bateu em Harry com tanto ímpeto que o esmagou contra a parede. Esperando ter o corpo atravessado por presas ele ouviu mais sibilos raivosos, alguma coisa irrompendo por entre os pilares... Ele não agüentou — abriu os olhos o suficiente para espreitar o que estava acontecendo. A enorme cobra, de um verde luzidio e venenoso, grossa como um troncode carvalho, erguia-se no ar e sua enorme cabeça chanfrada balançava bêbeda entre as colunas. Trêmulo e pronto a fechar os olhos se a cobra se virasse, Harry viu o que distraíra a cobra. Fawkes sobrevoava sua cabeça e o basilisco tentava abocanhá-la, furioso, com as presas finas como sabres... Fawkes mergulhou. Seu longo bico dourado desapareceu de vista e uma chuva repentina de sangue escuro salpicou o chão. O rabo da cobra chicoteou, errando Harry por pouco e, antes que o garoto pudesse fechar os olhos, ela se virou — o garoto olhou direto para a sua cara e viu que os olhos, os dois olhos bulbosos e amarelos, tinham sido furados pela fênix; o sangue escorria no chão e a cobra espumava de dor.
— NÃO! — Harry ouviu Riddle gritar. — DEIXE O PÁSSARO! DEIXE O PÁSSARO! O GAROTO ESTÁ ATRÁS DE VOCÊ! VOCÊ AINDA PODE FAREJÁ-LO! MATE-O! – A cobra cega balançou, confusa, ainda letal. Fawkes descrevia círculos em volta de sua cabeça, cantando aquela música estranha, atacando aqui e ali o nariz escamoso da cobra, enquanto o sangue jorrava dos seus olhos destruídos.
O rabo da cobra voltou a chicotear o chão. Harry se abaixou. Uma coisa macia bateu em seu rosto. O basilisco varrera o Chapéu Seletor para os braços de Harry. O garoto agarrou-o. Era só o que lhe restava, sua única chance. Enfiou-o na cabeça e se atirou ao comprido no chão quando o rabo do basilisco tornou a golpear passando por cima dele.
“Me ajudem, me ajudem” — pensou Harry, os olhos bem fechados sob o chapéu. – “Por favor me ajudem...”
Nenhuma voz lhe respondeu. Em lugar disso, o chapéu encolheu, como se uma mão invisível o apertasse com força. Uma coisa dura e pesada bateu na cabeça de Harry com força, deixando-o quase desacordado. Com estrelas piscando diante dos seus olhos, ele agarrou a ponta do chapéu com firmeza para tirá-lo e sentiu uma coisa comprida e dura em seu interior. Uma refulgente espada de prata aparecera dentro do chapéu, o punho cravejado de rubis rutilantes do tamanho de ovos.
— MATE O GAROTO! DEIXE O PÁSSARO! O GAROTO ESTÁ A TRÁS DE VOCÊ!FAREJE, FAREJE!
Harry estava de pé, pronto. A cabeça do basilisco foi baixando, o corpo se enroscando, batendo nas colunas ao se torcer para atacá-lo de frente. Harry viu o corpo imenso, as órbitas ensangüentadas, a boca escancarada, grande suficiente para engoli-lo inteiro, cheia de dentes compridos como a sua espada, pontiagudos, faiscantes, venenosos... A cobra atacou às cegas... Harry evitou-a e bateu na parede da Câmara. Ela atacou de novo, e sua língua bifurcada golpeou o lado de Harry. Ele ergueu a espada com as duas mãos... O basilisco tornou a atacar, e desta vez na direção certa... Harry pôs todo o seu peso na espada e enfiou-o até a bainha no céu da boca da cobra... Mas quando o sangue quente encharcou os braços de Harry, ele sentiu uma dor excruciante logo acima do cotovelo. Uma presa comprida e venenosa estava se enterrando cada vez mais fundo em seu braço e se partiu quando o basilisco tombou para o lado e caiu, estrebuchando no chão.
Harry escorregou pela parede. Agarrou a presa que espalhava veneno pelo seu corpo e arrancou-a do braço. Mas percebeu que era tarde demais. Uma dor terrível se irradiava do ferimento de modo lento e contínuo. Na hora em que deixou cair a presa e viu o próprio sangue empapar suas vestes, sua visão se embaçou. A Câmara se dissolveu num rodamoinho de cores opacas. Uma nesga de vermelho passou por ele, e Harry ouviu unhas baterem ao seu lado suavemente.
— Fawkes — disse com a voz engrolada. — Você foi fantástico, Fawkes... — Ele sentiu o pássaro deitar a bela cabeça no lugar em que a presa da serpenteo furara. Ouviu ecoarem passos e depois uma sombra escura passar à sua frente.
— Você está morto, Harry Potter — disse a voz de Riddle do alto. — Morto. Até o pássaro de Dumbledore sabe disso. Você está vendo o que ele está fazendo, Potter? Está chorando.
Harry piscou os olhos. A cabeça de Fawkes entrava e saía de foco. Lágrimas grossas e peroladas escorriam por suas penas de cetim.
— Vou me sentar aqui e apreciar você morrer, Harry Potter. Pode demorar à vontade. Não tenho pressa. – Harry se sentiu sonolento. Tudo à sua volta parecia estar girando. — Assim termina o famoso Harry Potter — disse a voz distante de Riddle — Sozinho na Câmara Secreta, abandonado pelos amigos, finalmente derrotado pelo Lord das Trevas que ele tão insensatamente desafiou. Você vai voltar para a sua querida mãe de sangue-ruim em breve, Harry... Ela comprou para você mais doze anos de vida... Mas Lord Voldemort acabou por vencê-lo, como você sabia que ele faria...
Se isto for morrer, pensou Harry, não é tão mau assim. Até mesmo a dor abandonou-o aos poucos... Mas será que isto era morrer? Em vez de escurecer a Câmara parecia estar voltando a entrar em foco. Harry fez um pequeno movimento com a cabeça e lá estava Fawkes, ainda descansando a cabeça em seu braço. Uma pocinha de lágrimas peroladas brilhava em torno do ferimento — só que não havia ferimento...
— Afaste-se dele, pássaro — disse a voz de Riddle inesperadamente. — Afaste-se dele, eu falei, afaste-se...
Harry levantou a cabeça. Riddle estava apontando a varinha de Harry para Fawkes; ouviu-se um estampido como o de um revólver e Fawkes levantou vôo outra vez num redemoinho dourado e vermelho.
— Lágrimas de fênix... — disse Riddle baixinho, olhando o braço de Harry. — É claro... Poderes curativos... Me esqueci...
Ele olhou para o rosto de Harry.
— Mas não faz diferença. Na realidade, prefiro assim. Só você e eu, Harry Potter... Você e eu...
E ergueu a varinha... Então num farfalhar de penas, Fawkes sobrevoou os dois e uma coisa caiu no colo de Harry — o diário. Por uma fração de segundo, Harry e Riddle, a varinha ainda erguida, olharam para o diário. Então, sem pensar, sem raciocinar, como se tivesse pretendido fazer isso o tempo todo, Harry agarrou a presa do basilisco no chão ao lado dele e enterrou-a direto no centro do livro. Ouviu-se um grito longo e cortante. Um rio de tinta começou a jorrar do diário, escorrendo pelas mãos de Harry.
Riddle gritou com o dano feito ao diário, portanto feito a ele mesmo, e juntamente com seu grito uma risada indulgente e desdenhosa ecoou pela câmara.
- Incarcerous. – Uma voz feminina disse calmamente fazendo cordas invisíveis prenderem os braços e tronco de Harry impedindo-o de golpear o diário uma ultima vez. – Realmente... Eu pensava que depois de tudo... Você aprenderia a não subestimar o inimigo Voldemort... – A garota disse suspirando pesarosamente em seu tom repreensivo. – Você continua a subestimar Dumbledore e Potter... E isso vem atrapalhando tanto os seus quanto os meus planos. Eu sinceramente acreditava que se Potter viesse para a câmara secreta, você ou o basilisco cuidariam dele, mas por fim eu me enganei... – Ela falou caminhando na direção dos dois que a olhavam confusos, surpresos e desconfiados. Ela parecia ter a mesma idade que Harry, tinha longos cabelos negros, olhos verdes chamativos, pele pálida, lábios rosados e uma aparência muito infantil. Ela usava o uniforme da escola com o símbolo da Sonserina embora tenha dispensado a capa.
- Quem é você? – Riddle se esforçou para perguntar de joelhos com as mãos ao redor do ferimento aberto em seu estômago devido à danificação do diário.
- Isso não é importante. – Ela Desdenhou. – Olá Harry. – Ela disse friamente para Harry que a olhava franzindo o cenho.
- Você me conhece? – Perguntou ele confuso. Ela sorriu agitando a varinha em direção a si mesma e sua aparência modificou-se. Seus cabelos se tornaram mais crespos castanhos escuros quase avermelhados. Seus olhos se tornaram castanhos chocolates, seu rosto se afinou um pouco mais, seus lábios empalideceram e sua pele se tornou quase translúcida.
- Você... Você... Eu pensava que você era boa! Você a única Sonserina que não zombava e humilhava ninguém... – Harry exclamou chocado. – Eu pensei que você fosse amiga da Hermione!
- Não fique tão surpreso querido. Não estava em meus planos chamar atenção. Eu simplesmente me aproximei da sua amiguinha Granger com o pretexto de estudo, para ficar a par de sua ‘investigação’ sobre o Herdeiro da Sonserina... Eu precisava fazer com que tudo saísse como eu queria... Granger é legal... Se não fosse uma sangue-ruim daria uma ótima Sonserina... – Comentou quase pesarosamente recebendo olhares incrédulos de Harry e desdenhosos de Riddle, ela deu de ombros acenando com a varinha e voltando sua aparencia para a forma anterior. – Mas não vim aqui para falar de mim. Fiquei impressionada que tenha conseguido matar o baslisco Harry... Embora não surpresa, creio que já esperava por isso... Agora eu terei que garantir eu mesma que as coisas saiam como o planejado.
- E como seria isso? – Riddle perguntou friamente.
- Simples. Primeiro você vai deixar Gina livre do poder do diário. – Riddle a olhou obstinadamente e ela rolou os olhos. – Você sabe muito bem que ela não tem mais energia o suficiente para trazê-lo de volta. A danificação do diário fez isso...
- E você supõe que eu apenas deixe escapar uma chance de retornar? – Zombou Riddle.
- Não seja obtuso Riddle. – Ela Repreendeu recebendo um olhar furioso. – Eu não tenho medo de você. Mas meus planos consistem na sua volta portanto seria bom de você ser agradável com quem está aqui para ajudá-lo. – Riddle a olhou perplexo assim como Harry.
- O que? Você não pode... Ele vai destruir o nosso mundo... – Harry protestou.
- Ele não vai. Bem... Talvez um pouco... Ele deve deixar de lado um pouco suas vinganças pessoais e focar objetivamente em seus planos... Mas eu acredito que isso realmente não me importa agora... Terei a certeza de que se ele se tornar louco a ponto de realmente começar uma destruição no mundo bruxo, certamente isso será corrigido... – Disse ela acenando com a mão como se fosse um assunto banal.
- Como uma garotinha como você – Cuspiu Riddle. – Poderia possivelmente me ajudar a voltar ou mesmo me parar em algum momento? – Zombou ele. Ela o olhou condescendente e sorriu friamente.
- Você continua a subestimar as pessoas pela imagem... Mas isso é uma vantagem para mim. Não vou revelar meus trunfos. Eu estou aqui por vingança, e trazer você de volta me ajudará nisso. – Disse ela.
- Por favor... Não faça isso... – Harry pediu.
- Sinto muito Potter, eu realmente gostava um pouco de você... Mas... Como uma boa Sonserina eu não devo deixar as emoções desviarem meu objetivo. Passei anos focada nisso e aqui está a minha oportunidade. Eu não vou deixá-la passar. – Ela disse quase se lamentando em seguida ela riu lançando um estupefaça nele fazendo-o cair desacordado.
- De quem você quer vingança? – Riddle perguntou. Ela o olhou intensamente, seus olhos brilhando intensamente com uma fúria que ele reconhecia ser semelhante a sua própria, ele ficou surpreso ao ver um brilho rubi passar por seus olhos antes de desaparecer.
- Alvo Dumbledore. – Ela respondeu. – O bruxo que irá se arrepender de mexer com uma das famílias das trevas mais poderosas em séculos... – Ela cuspiu com fúria fria. – Eu tenho duas condições para trazê-lo de volta. – Disse ela se recompondo e olhando para Riddle que a olhava com interesse.
- Continue. – Disse ele interessado.
- Primeiro, você vai tirar meu pai de Azkaban... – Ela disse firmemente. – E Não ouse tentar me enganar e me manipular porque entre nós, eu sou tão manipuladora e ardilosa como você, e não sou estúpida. – Ela disse o olhando bem nos olhos.
- Quem é seu pai? – Perguntou ele interessado. Ela sorriu maliciosamente.
- O nome dele não te dirá muito sobre a minha linhagem. E não se preocupe, ele não é o Black, na verdade, meu pai era um de seus seguidores, preso anos atrás após a sua derrota... – Riddle não sabia se ficava com raiva, ofendido ou curioso. – Meu pai é na verdade Bartolomeu Crouch Jr. – Ela disse com um sorriso malicioso.
- Qual a sua segunda condição? – Riddle perguntou.
- Simples. – Ela disse com frieza. – Quero Alvo Dumbledore morto.
- Porque você quer que eu faça isso? Se você é tão poderosa pode fazer isso você mesma... – Riddle perguntou.
- Eu não vou pessoalmente contra o velho porque isso seria revelar minha identidade verdadeira, e me tornar um alvo do velho ignorante. Eu prefiro me manter nas sobras, e desde que você já é reconhecido como inimigo por ele, será mais fácil tanto para mim quanto pra você destruí-lo desta forma. Então... Você está de acordo? – Perguntou ela o olhando novamente com grande intensidade antes de virar-se para Harry pegando o diário, lançando uma olhadela para Gina.
Riddle ficou quieto por um momento então disse.
- Eu aceito. — A garota sorriu.
- Muito bem... Agora deixe a Weasley ir. Eu preciso dela viva para fazer a história na mente do Potter mais crível. – Ela falou desdenhosamente.
Riddle a olhou desconfiado.
- Como você pretende me trazer de volta? Se eu deixar ir a garota eu ficarei eventualmente mais fraco... E eu também não sou estúpido. – Ela arqueou uma sobrancelha quase duvidosamente para ele em seguida disse.
- Como eu falei, ela não tem energia o suficiente. Eu vou ajudá-lo. Se a energia é dada de bom grado, é mais forte e mais poderosa. Eu estou disposta, de uma forma que a Weasleyzinha nunca esteve. – Disse ela sorrindo friamente.
- Isso iria matá-la. – Ele falou a testando. O rosto dela escureceu e ela o olhou quase ofendida.
- Não me rebaixe Riddle, eu não sou tão fraca. – Ela zombou. – Deixe a Weasley ir... – Ela ainda estava relutante. – Eu já estou segurando o diário. – Ela acrescentou rolando os olhos. Lentamente, ainda muito desconfiado ele deixou seu poder sob Gina transferindo-o para a garota misteriosa. Ele ficou surpreso ao encontrar barreiras muito fortes o impedindo, lentamente ela deixou abrir uma fresta em sua proteção dando-lhe entrada e ele engasgou como se encontrou subitamente afogando-se metafisicamente no poder incrivelmente forte dela. O poder dela se esticou até ele enrolando-se ao redor de sua forma penetrando pelo ferimento causado pelo dano do diário. Ele sentiu o poder penetrando em sua alma tornando-o mais e mais físico, ele sentia-se quase como se estivesse nadando em um mar de poder puro e primal.
Então subitamente ela fechou as paredes novamente o afastando de sua mente. Os dois se entreolharam ofegantes e ele percebeu com choque a imagem dela oscilando para a de uma garota com pelo menos 15 ou 16 anos, mas tão rapidamente como apareceu ela sumiu voltando a sua primeira aparência de 12 anos.
Ela ofegou um pouco antes de levantar-se rigidamente levantando a varinha para Harry e murmurando.
- Obliviate. – Ela tanto apagou como implantou novas memórias na mente dele, fazendo-o pensar ter destruído o diário e a memória de Tom Riddle ao danificar o diário com a presa do basilisco. Ele também não lembraria que ela tinha aparecido ali.
Ela então virou-se para Gina murmurando um feitiço que deixaria a garota dormir mais um pouco e disse para Riddle que ainda se recuperava.
- Isso não lhe deu exatamente um corpo só seu. Você está em entre o estado espiritual e o estado físico. Você não precisa mais do corpo de outras pessoas, você é físico o suficiente para usar este aí quando quiser, seus poderes estão bem fortes, mas ainda não estão em total potencial. Você terá que trabalhar em conseguir retornar totalmente sozinho, certamente isso não será tão difícil. Agora... Deixe a varinha de Harry aí. Você não pode deixá-los saber que está de volta tão cedo ainda mais ainda estando dentro dos terrenos de Hogwarts. E será estranho Harry acordar e não achar sua varinha. – Ela ordenou.
- Você não manda em mim! E sem a varinha do Potter como eu vou sair da escola sem o velho me perceber? – Rosnou ele.
- Eu não cheguei até aqui sem um plano. – Ela rosnou de volta. Pegando dentro de suas vestes um frasco com uma poção ela arrancou alguns fios de seu cabelo e jogou dentro da poção que borbulhou mudando de enlameado para uma cor negra menos consistente. – Não vá pela entrada principal, tem um professor e outro Weasley lá. Vá pelos canos que levam para a escada que leva ao banheiro. Tente não falar com ninguém, não chame atenção para si mesmo, tente passar despercebido e saia da escola o mais rápido possível. Sua varinha está no caminho para Hogsmeade dentro de uma abertura no tronco de uma arvore meio avermelhada dois passos adentro da floresta, eu coloquei um feitiço que irá alertar você assim que você estiver perto do lugar certo. Assim que pegar sua varinha modifique sua aparência para diferente de mim, e eu vou saber imediatamente que você escapou aqui de dentro e voltarei lá pra cima. – Ele a olhou impressionado que ela tenha conseguido planejar tudo isso.
- Como conseguiu minha varinha? – Perguntou.
- Não importa. Beba logo, não temos exatamente todo o tempo do mundo. – Disse empurrando a poção para ele ao mesmo tempo que tomava a varinha de Harry dele e jogava no chão perto de Harry.
Riddle tomou a poção e sua aparência começou a modificar até se transformar exatamente igual à garota que acenou a varinha para ele vestindo-o com seu uniforme.
- Vá. – Ela disse. – E não se esqueça das minhas condições. – Alertou vendo-o desaparecer pela passagem enquanto um sorriso maldoso aparecia em seus lábios delicados.
- Ah Alvo Dumbledore... Você vai aprender que não se mexe com uma Grindelwald! – Rosnou ela para si mesma passando a ponta da sua varinha distraidamente contra uma pequena cicatriz quase invisível em seu ombro... A marca deixada por Dumbledore...
Fim do Capitulo.
Notas finais
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