Notas iniciais
Espero não ter demorado, amei os Reviews, boa Leitura!

Terceira Pessoa POV

Isabella entrou no bar com um enorme sorriso no rosto divertindo-se com a reação de todos ao verem a família Petrova em sua primeira aparição pública.

Jasper e Kyra seguiam os três com idênticas expressões maliciosas, sem se preocuparem muito em olhar ao redor. Isabella caminhou diretamente para o balcão onde rapidamente um barman apareceu, não sem antes ter uma pequena briga com o outro barman para ver quem os serviria.

- Olá. Sejam bem vindos ao Mystic Grill. – O Rapaz disse sorrindo para Isabella enquanto Henrik e Nick bufavam e os outros dois Petrovas riam.

- Olá querido... E o prazer é todo nosso. – Responde Isabella carregando sua voz com seu sotaque sensual deslumbrando o rapaz.

- Hm... hã... – O rapaz limpou a garganta a olhando hipnotizado. Isabella inclinou a cabeça para o lado como se insinuasse esperar que ele dissesse algo embora um sorriso ‘malicioso’ e falsamente inocente em seu rosto indicava que ela sabia exatamente o que causava nele. Depois de longos segundos o outro barman se aproximou dando discretamente uma cotovelada no colega para que ele saísse do transe e o empurrou se colocando de frente a Isabella.

- Sinto muito pelo Brad. Ele anda muito distraído ultimamente, problemas com a família... Bem, o que você irá querer? – Perguntou para Isabella que riu quando os meninos bufaram e Kyra rolou os olhos por terem sidos excluídos do ponto de vista do Barman.

- Uma mesa e um cardápio está perfeitamente bem honey. – Ela sorriu ‘docemente’ para o rapaz encantando com sua beleza enquanto o outro barman bufava chateado por ter perdido sua atenção e se afastava do grupo.

- Claro, claro... – O rapaz não pode evitar soar um pouco decepcionado fazendo Isabella rir. – Por aqui. — Ele liderou o caminho para uma mesa que ficava alguns metros de onde os Mikaelson se encontravam e um pouco mais distante dos Salvatore e o resto da turma. – Vou buscar o cardápio não demoro. – Falou e se apressou em fazer o que Isabella pediu.

- Estou impressionado Isa. – Jasper disse em um tom levemente irônico e provocativo. – Nem duas horas na cidade e já tem dois caras apaixonados por você. – Isabella sorriu presunçosa para ele e disse.

- Oh Dear... É claro que tenho... Afinal sou uma Petrova... E Posso conquistar quem eu quiser... Na hora que eu quiser... – Ela sorriu maliciosamente para ele.

- Hmm... Então quer dizer que todas as Petrovas são... Fora da linha? – Kyra e Isabella riram maliciosamente em resposta.

- Não quero atrapalhar mas, sinto cheiro de vampiros... E lobos... E Bruxas... – Nick disse arqueando uma sobrancelha. Isabella tombou a cabeça para o lado encarando-o com um sorriso divertido nos lábios enquanto dizia.

Henrik se inclinou para a frente sorrindo perversamente como se a espera de um show muito bom.

- Isso vai ser divertido... –Henrik disse se recostando em sua cadeira.

Isabella jogou a cabeça para trás e gargalhou, sua risada espalhou-se pelo bar melodiosamente atraindo olhares, e era exatamente o que ela queria, tudo nela era para ser notado. Porque ela era uma Petrova e Petrovas eram naturalmente sedutoras.

- É claro que você sente sønn... (Filho). – Nick rolou os olhos prevendo a análise. – afinal, a cinco mesas de nós está Bonnie Bennet, Bruxa local, a cover da Barbie ao seu lado é Caroline Forbes, filha da Xerife da cidade, é uma vampira com pelo menos dois anos de idade sobrenatural. Ao seu lado o rapaz de topete dos Elvis Presley é Stefan Salvatore, !47 anos vampíricos, mais conhecido como Estripador de Coelhinhos, embora esteja a pelo menos um mês sem se alimentar. Ao seu lado de olhos azuis e estilo de Bad Boy... Feche a boca querido, não é elegante ter uma visão tão ampla de sua garganta... –Interrompeu-se olhando diretamente para Stefan antes de voltar seu olhar para Nick. – Continuando ao seu lado está Damon Salvatore, tem 147 anos vampíricos, e é apaixonado pela morena com cara de mosca morta ao seu lado que se chama Elena Gilbert, ex-namorada de Stefan...

- Espera aí! Salvatore? Damon Salvatore? – Jasper perguntou confuso olhando na direção de Damon. Ambos se encararam em seguida arregalaram os olhos.

- Você o conhece? – Kyra perguntou interessada.

- Sim. Quando eu era humano participei da guerra Civil da América, era o major da tropa, Damon era um dos soldados que lutavam conosco, tornamos-nos... Amigos durante a pequena convivência... Mas então ele voltou pra casa e eu fui atacado. – Jasper explicou dando de ombros.

- Interessante, mas continuando... Do outro lado do bar se encontra Tyler Lockwood, filho da prefeita da cidade, hibrido de lobisomem e vampiro. A duas mesas de nós estão quatro originais sendo um deles o hibrido de Lobisomem e Vampiro que criou Tyler. – Encerrou Isabella com um sorriso astuto.

- Uau... Estou impressionado novamente. Você mantém a cidade sob vigilância? – Perguntou Jasper curiosamente como se não se importasse de estar cercado de seres sobrenaturais.

- Talvez sim... Talvez não... Isso não importa agora... – Disse Isabella com um sorriso malicioso no rosto como se nunca tivesse mencionado os seres sobrenaturais presentes. Na verdade fizera de propósito, queria que eles estivessem cientes de que ela sabia sobre eles, principalmente os originais que ainda encaravam os cinco em choque não disfarçado.

Kol piscou confuso em seu lugar esfregando os olhos.

- É ela mesmo? – Perguntou a si mesmo meio atordoado. O que ela faria ali?

Isabella olhou para trás encontrando seu olhar ignorando totalmente os outros originais, ela piscou sorrindo maliciosamente para ele. Kol finalmente se deu conta de que ela realmente estava ali.

- Com licença irmãozinhos... – Disse recuperando seu sorriso malicioso e pegando seu copo de Wiskey se levantou antes que eles perguntassem algo, caminhando diretamente para a mesa onde Isabella estava. – Olá Isa... Ou devo dizer Belle Morte? – Falou ele sorrindo para ela.

- Kol! Quanto tempo! – Para a surpresa de Klaus, Elijah, Rebecca, Damon e o resto da turma ela levantou-se o abraçando fortemente.

- 122 anos... – Respondeu ele retribuindo o abraço. – Olá pestinhas... Irmão! – Henrik também se levantou o abraçando.

- Que porra é essa? – Damon sussurrou para Stefan enquanto os três outros originais ficavam ainda mais perplexos.

- Você nunca me disse que as pestes eram seus filhos... – Comentou ele para Isabella após ela o convidar para sentar com eles.

- Não era necessário querido... Oh, e este é Jasper. O mais novo membro da família. – Isabella diz apontando para Jasper. Os dois se cumprimentam e então Jasper se volta para Isabella.

- Só por curiosidade... Porque ele a chamou de Belle Morte? – Os vampiros na mesa sorriram maliciosamente enquanto Isabella se inclinava levemente em sua direção com um olhar meio felino.

- Jazz... Você conhece o Moulin Rouge? – Perguntou ela em uma voz suave como uma cobra persuadindo e seduzindo sua vítima para uma armadilha.

- O cabaré francês? – Perguntou ele arqueando uma sobrancelha tentando ignorar a força de seu olhar, sem muito sucesso.

- Isso responde minha pergunta agora... Tente se lembrar... Este nome... Belle Morte... Não é familiar? – Perguntou ela sorrindo ‘docemente’.

-Hm... Não... Quer dizer sim. Agora que você mencionou... Havia uma dançarina... No Moulin Rouge por volta de 1890, que se chamava assim... Eu nunca a vi mas um amigo, Peter, foi a um de seus Shows, ele disse que o apelido dela veio devido a sua dança extremamente sensual e ferina, que seduzia a todos presentes de um modo que eles passaram a concordar que morreriam felizes se continuassem a ver sua dança. Ele disse que ela tinha longos cabelos castanhos escuros levemente ondulados, curvas de matar, olhos azuis esverdeados e um sorriso extremamente malicioso e debochado.... – Ele parou de falar ao vê-la sorrir exatamente dessa forma para ele. Como se o provocasse e risse dele ao mesmo tempo. – Você? Você era a dançarina? – Perguntou de olhos arregalados.

- Bonjour douceur, comme une danse privée? – Ela sussurrou sensualmente para ele que estremeceu.

Kol riu alto passando um braço pelos ombros de Isabella.

- Você continua a mesma heim Iz? Sedutora e venenosa... Como uma serpente... Só que muito mais bonita... – Kol sussurrou para ela mesmo que todos na mesa e algumas pessoas no bar pudessem ouvir.

- E você continua o mesmo Heim Kol? Safado e galinha.... Como o Nick... Só que muito mais bonito... – Zombou Kyra.

- Hey! – Nick protestou. – Eu sou lindo e maravilhoso tá legal sua anã! “As mina pira nim mim” – Gabou-se ele.

- Nicholas! Que linguajar mais... Pobre é esse!? Passamos alguns meses separados e você me volta falando assim! – Repreendeu Isabella que odiava esse tipo de palavreado.

- Hm... O que andou fazendo porco-espinho? – Desviou-se Nick virando-se para Kol. Isabella bufou murmurando: “Só vai aprender quando eu der umas boas palmadas...” Kyra praticamente se engasgou com o riso ao ouvir o comentário.

- Quase nada. Depois que os deixei em Paris eu viajei para Madri, e o Sr. Eu Sou Todo Poderoso veio atrás de mim. – Respondeu Kol rolando os olhos.

- Mikael? – Perguntou Henrik.

- Não. Klaus. – Henrik fez uma careta involuntária.

- E o que houve? – Perguntou Nick.

- Bem, eu passei o ultimo século em um caixão com uma adaga no peito... – Murmurou Kol com raiva.

- Adaga? – rosnou Isabella. – Não me diga que ele fez... – Ela parecia furiosa.

- Calma aí Sra Estressadinha. Estamos em público, e suas presas estão quase a mostra. – Kol a segurou pela cintura puxando-a para mais perto o que para quem não escutava parecia que eles eram um casal de namorados.

- Ok, mas isso não me deixa menos furiosa. Quando criei aquelas adagas não queria que fossem usadas assim, mas não se preocupe. Você não volta pro caixão. As adagas não funcionarão mais. Não do jeito que possam esperar...

- O que vai fazer? – Perguntou Henrik baixando a voz.

- Não vou desativá-las. Seria muito fácil para Esther ativá-las com seu poder. Vou apenas acrescentar uma pequena maldição a elas. Quem usá-la, seja vampiro, humano, Duplicata, Lobo, Hibrido, Bruxa, Lobisomem ou qualquer outro ser carregará com sigo a maldição da foice. – Isabella disse em um tom mortal.

- Maldição da foice? – Kol perguntou confuso.

- A morte. Quem usar as adagas morrerá, muito lentamente, e não haverá nada que possa reverter o processo, ou acelerar a morte. – Isabella diz com um sorriso malicioso. – É um risco que ninguém irá querer correr, afinal as adagas não matam um original, apenas os ‘adormecem’. Ao contrário de quem as empunhar.

Ao escutar suas palavras não só Klaus, mas Damon, Stefan e Caroline estremeceram e congelaram. Aquelas adagas eram importantes... Para todos eles...

- Eu não sabia que você as tinha criado... – Henrik comentou.

- Eu não falei pra ninguém, nem mesmo pra você. Foi uma experiência que fracassou... Eu as deixei em um depósito no lugar onde você supostamente estava enterrado. Não sei como saíram de lá... Mas não importa, erro meu, consequências minha, eu as concertarei. – Deu de ombros Isabella.

Damon e Stefan levantaram-se saindo do bar apressados parecendo extremamente preocupados. Isabella os observou sair com um sorriso malicioso no rosto. O Barman finalmente voltou com o cardápio e ainda completamente caído por Isabella. Eles comeram conversando normalmente, falando sobre os velhos tempos, brincando e se reaproximando. Enquanto isso Klaus e Elijah sentiam-se cada vez mais ciumentos da proximidade de Kol com Isabella mil perguntas rondando suas mentes.

Como ela estava viva? Ou melhor, como se transformara em vampira? Seria ela também uma original? Ela os odiava? Como Henrik estava vivo? Seriam Nick e Kyra realmente filhos dela? Quem seria o pai dos dois? Ela os esquecera? Os odiava? Como encontrara-se com Kol? Porque ela não os procurou? Ela os perdoaria?

Ambos, assim que foram transformados, sentiram como se um peso que há muito habitava suas mentes fosse retirado de si, como... Como se estivessem sido hipnotizados a algo e tudo se clareava após a transformação. Ambos concluíram que de alguma forma Tatia os havia levado a amá-la e abandonar Isabel, ambos sabiam que ela não era mulher para se relacionar, não só pelo fato de ter um filho solteira, não só por querer os dois, não só por odiar a irmã. Não a abandonaram nem mesmo quando a encontraram com outro. Mas assim que a transformação ocorreu ambos perceberam que não sentiam nada além de antipatia pela Petrova que acabara com suas vidas. Ambos tentaram encontrar Isabel assim que tiveram controle o suficiente e foi com uma enorme dor no peito que encontraram um túmulo, duas aldeias seguintes da sua, onde os pais de Isabel e Tatia moravam, com o nome de Isabel Petrova. Ambos pensaram que ela havia sido morta, ambos sentiram como se tivessem morrido também. E Cada um lidou com sua dor de uma forma. Elijah se tornou solitário e amargurado, nunca deixando de ser um cavaleiro, apenas quando o irritavam o suficiente, deixou de se importar com suas vítimas, e nunca mais amou novamente. Já Klaus... Este atormentado pelo ódio do pai, a traição de Tatia e de Esther e a perda de Isabel o levaram a se tornar o que era hoje. Um Híbrido solitário, cruel, amargurado, sangue frio e obsecado em não passar a eternidade com a imortal solidão em seu peito que o acompanhava desde sua transição.

Rever Isabel ali, em sua frente, viva, e parecendo completamente diferente da garota amorosa, carinhosa, gentil e compreensiva que os amou dois mil anos atrás, os atormentou mais que qualquer coisa. Mesmo assim foi como se... Seus corações voltassem realmente a bater, por vontade e não por necessidade. Ambos perceberam que ela não eram mais a garota ingênua de dois mil anos atrás, ela agora era sarcástica, maliciosa, sedutora, geniosa, talvez um pouco maldosa e muito ardilosa. Essa Isabel não seria tão fácil de conquistar como fora milênios atrás, essa Isabel não cederia e os perdoaria tão facilmente. Essa Isabel tinha uma vida, uma família, a qual eles não pertenciam. E essa Isabel com certeza tinha uma aversão mortal aos dois originais que quebraram seu coração e tiraram sua inocência quando ainda existia algo assim dentro de si.

Essa Isabel, não era mais a Isabel deles. Ela era Isabella Petrova, a mulher que tinha dois filhos, que parecia perfeitamente confortável flertando com Kol, e com a maioria dos homens que passavam perto de si. E ela não parecia nem um pouco convidativa para a opção de perdoá-los.

Rebecca também se sentia culpada e com ciúmes, Isabel fora sua melhor amiga quando ainda era humana, e Rebecca foi uma das primeiras a abandoná-la para se tornar amiga de Tatia. Ela não entendia por que fizera aquilo, mas fez, e acabou perdendo a amizade de Isabel. Rebecca queria tanto poder se aproximar e abraçar a antiga amiga, mas tinha medo. Tinha medo de ser rejeitada, tinha medo de ao invés de carinho e amizade, encontrar ódio e rancor nos olhos de Isabel. Então ela não se aproximou, assim como Klaus e Elijah, os três ficaram apenas ali, os observando e revivendo novamente suas dores.

[...]

Quase uma hora depois, Isabella, Henrik, Nick, Kyra e Kol pagaram sua conta no bar, e saíram pela porta dos fundos devido a insistência de Isabella. Kol decidira aceitar o convite de Isabella de passar o resto do dia na mansão Petrova para que eles pudessem matar a saudade pelo tempo longe.

Klaus, Elijah e Rebecca saíram quase no mesmo momento, pela porta da frente, a tempo de ver os dois Salvatores caminharem para o beco em que ficava a porta dos fundos do bar. Os três Originais se encararam pressentindo que nada bom sairia daquilo e puseram-se a segui-los para ver o que os dois planejavam.

Ocultaram-se na entrada do beco, podendo ver os Petrovas e Kol posicionados casualmente pelo beco, sendo que Kol mantinha-se de braços cruzados em frente a porta dos fundos do Grill.

- Olá Salvatores... Estávamos esperando vocês... – Isabella disse com um sorriso perigoso no rosto enquanto pulava de cima de algumas caixas pousando felinamente em frente aos dois vampiros. – Sabia que se falasse sobre as adagas vocês fariam exatamente o que eu queria... – Ela confessou com uma expressão predatória enquanto o resto deles sorria, e os Salvatore ficavam tensos.

Fim do Capitulo.

Notas finais
E aí o que acharam? O que vai acontecer agora? Os Salvatores sairão ilesos? E os sentimentos de Klaus, Elijah e Rebecca? Kol saber sobre Isabella não foi planejado, mas eu amei deixar Klaus e Elijah com cara de taxo, apesar de amá-los eles fizeram a Iz sofrer e vão provar do próprio veneno porque Isa não vai desistir de sua vingança tão facilmente... Mas e ai... Vocês acham que Klaus e ELijah devem descobrir logo sobre a paternidade de Nick e Kyra? Se sim como?
Logo logo Esther fará sua primeira aparição e aí é que as coisas esquentam de verdade... Afinal nem tudo é o que parece...
Mikael? Está realmente morto? E os Cullens? Devem aparecer? Logo? Mais pra frente? Ou não devem mais aparecer?
Tantas perguntas... Em fim, espero que tenham gostado, mandem suas opiniões, e só pra constar SÓ POSTO O PRÓXIMO QUANDO ATINGIR OS 80 REVIEWS! Uma recomendação vale por dois reviews! Vou virar uma autora chantagista agora!
Beijos e até mais!