Notas iniciais
Oi gente, tudo bom? To muito chateada! Nenhum comentário no último capitulo! Não vou ter que começar a movimentar a fic por reviews né?! Realmente, não quero fazer isso, mas eu queria muito que vocês comentassem, só pra me dizer se gostaram ou não... Enfim, espero que gostem

Pela primeira vez, fiquei ansioso para ir à escola. Fiquei ansioso para ver Mariana, por mais que não quisesse admitir. O que está acontecendo comigo? Por que a loira não sai da minha cabeça?!

Acho que é só desejo. Nunca tive o desejo de pegar alguém tão forte e por tanto tempo, mas assim que eu beijar aqueles lábios vermelhos, tudo vai voltar ao normal.

– Bom dia, querido. — minha mãe me cumprimentou assim que eu pisei na cozinha

– Bom dia, mãe. Está de bom humor?

– Estou sempre de ótimo humor, Rafael.

– Ah, sim, com certeza. Me desculpe. — falei, sarcástico

– Não se engrace comigo, hein moleque? Ta achando que eu sou quem?!

– Minha mãe?! — respondi, sarcasticamente

– Ainda bem que me reconhece como autoridade, pelo menos.

– Mãe, nem vem. Relaxa. Você é minha mãe, te amo e reconheço. Mas não exagera.

– Ai meu Deus. Criei um pequeno monstro. — ela riu e me puxou para dar um beijo na testa

Ri dela e me sentei à mesa para tomar café. Minha irmã apareceu cinco minutos depois, parecendo um palhaço de tanta maquiagem que tinha na cara.

– Já vai pro circo, Miranda? — perguntei

– Vai à merda, Rafael. — ela me mostrou o dedo do meio

– Menina, o que é isso?! — minha mãe perguntou, chocada

– É, pirralha, o que é isso? — ri da cara da minha irmã

– Ai mãe, manda o Rafael parar. Ele me enche o saco.

– Vai, senta aí e para de reclamar, garota. — falei

– Besta.

– Pirralha.

– Idiota.

– Patricinha.

– Obrigada pelo elogio, querido irmão.

– Chega, vocês dois. Sentem-se e comam. — minha mãe brigou e nós obedecemos

Comemos em silêncio por um tempo até que eu decidi sair mais cedo de casa e dar uma "carona" à Mariana.

– Mãe, já to indo, ta?

– Já? Mas não é cedo?

– Eu vou passar na casa de alguém antes.

– Jéssica? — minha irmã me encheu

– Que mané Jéssica, menina. Ta louca?! Por que você acha que é a Jéssica?

– Não é ela a peguete da vez?

– E desde quando eu acompanho alguma peguete até a escola?

– Sei lá. Vai que você mudou?!

– Não, pirralha. Não é a Jéssica, e não é minha peguete. Ela é minha amiga.

– Quem? Jéssica ou a garota que você vai acompanhar pra escola?

– A garota.

– Então a Jéssica é mesmo sua peguete da vez?

– Velho, não enche.

– É ou não?

– Caralho, Miranda. Ela foi a ultima que eu peguei. Ta feliz?

– To. — ela sorriu, demoníaca

– Pirralha.

– Já mandei parar, vocês dois! — minha mãe falou mais alto

– Desculpa mãe. Fui.

Saí correndo da cozinha, antes que eu escutasse mais alguma besteira da minha irmã ou mais algum sermão da minha mãe. Peguei minha jaqueta, minha mochila e saí pela porta de casa. Passei uma mensagem para o celular da Mariana.

"Bom dia, princesa. Ainda está em casa?"

Ela respondeu logo em seguida.

"Princesa? Que palhaçada é essa?! Estou abrindo a porta de casa pra sair agora."

"O quê? Não gostou do apelido? Espera dois minutos e olha pra esquina."

Ela não teve tempo de me responder, porque eu já estava na esquina de sua rua. Assobiei para chamar sua atenção e ela se virou para mim. Veio em minha direção.

– Não entendi seu apelido íntimo comigo. — ela falou

– Ué, não posso?

– "Princesa"?! Sério mesmo?

– Qual é o seu problema com "princesa"?

– Que coisa de pedreiro.

– Eita, o que você tem contra os pedreiros agora?! — perguntei, sarcástico

– Não, seu idiota. Modo de falar.

– Eu sei, princesa.

– Mania?

– De te irritar? Com certeza.

– Babaca.

– Princesa.

– Idiota. — a esse ponto, ela já ria

– Princesa.

– Para, Rafa!

– Ta bom. Mas só porque você implorou. Princesa.

Ela riu mais alto e eu a acompanhei. Chegamos juntos à nossa sala e nossos amigos já estavam lá. Mariana sentou-se em seu lugar e eu fui para o fim da fileira, me sentando entre meus amigos.

– Ta pegando? — Gabriel se virou e me perguntou

– Ainda não. Mas logo vou.

– Só pegar? Ta com uma cara meio estranha...

– Estranha como?

– Olhos brilhantes demais. Sorriso demais. Apaixonado demais.

– Não seja idiota. Você sabe que eu não me apaixono.

– Aham, sei. Cara, todo mundo se apaixona. Não adianta.

– Você já se apaixonou?

– Ainda não cheguei à essa conclusão.

– O que quer dizer? Ta apaixonadinho, é?

– Talvez, Rafael. Talvez.

– A Cintia te pegou de jeito, hein cara?

– Pegou mesmo. Vish... — ele estava com uma expressão maliciosa

Eu ri da sua cara e olhei para Mariana. Ela estava olhando para mim e corou quando foi pega no flagra. Virou o rosto para frente, com as bochechas coradas. Sorri. Passei uma mensagem para ela.

"Ficou vermelhinha, princesa?"

Assim que ela recebeu a mensagem, se virou para me olhar e me mostrou o dedo do meio. Ri e mandei outra mensagem.

"Ui, menina má."

"Babaca!"

Ri novamente, um pouco mais alto dessa vez, o que fez a classe toda me olhar. Inclusive o professor.

– Quer compartilhar a piada, Rafael?

– Não faço questão, professor.

Ele me olhou com uma expressão de quem quer me matar. Não duvido que queira mesmo.

– Senhor Gutenberg. A coordenadora te aguarda ansiosamente. — meu professor respondeu, irônico

– Professor, não é culpa dele. — ouvi a Mariana falar

– E como não? Não foi ele quem riu?

– Eu mandei uma mensagem pra ele no celular, e... Bom, a culpa é minha.

– Tem desejo de visitar a coordenação, senhorita Leite?

– Professor, eu só estou dizendo que se alguém tem que ir pra coordenação, esse alguém sou eu.

Fiquei em choque. Por que ela estava me protegendo? Tudo bem que se eu aparecesse mais uma vez na sala da coordenadora, eu provavelmente seria suspenso. Mas como ela saberia disso?!

– Pode ir então, senhorita Leite. Senhor Gutenberg, se livrou dessa vez. Mas desligue o celular e o guarde na mochila.

Assenti enquanto Mariana levantava da cadeira e ia decidida até a sala da coordenação. Mesmo indo a caminho da encrenca, a garota não abaixou a cabeça. Ainda estava em surpreso. Não entendi o motivo dela me proteger. Lógico que estou agradecido. Não seria fácil chegar em casa com uma suspensão.

Passei o resto da aula pensando no ocorrido. Finalmente, o sinal bateu e eu saí correndo para a sala da coordenação. Mariana está saindo de lá no mesmo momento que eu ia entrar. Quase nos esbarramos, mas eu parei em cima da hora.

– Posso te ajudar, senhor Gutenberg? — ouvi a voz da coordenadora atrás de Mariana

– Ãhn, não. Tudo bem. — dei um sorrisinho e um passo ao lado, deixando Mariana passar — Ei. Por que fez isso? — a segurei pelo braço quando a sala da coordenação já estava fechada

– De nada, Gutenberg. Foi um prazer salvar o teu cu de ser comido pela coordenadora. — ela falou, rude, se soltando do meu aperto e indo para sua casa

– Obrigado, Mari. De verdade. Muito obrigado. — falei, indo atrás dela — Mas, como você sabia?

– Acha que eu não percebo que praticamente todos os professores te mandam para a coordenação?! Não foi difícil chegar à conclusão de que você se ferraria se descesse mais uma vez.

– Nossa, ãhn... Não sabia que você prestava atenção em mim.

– Não seja esnobe, Gutenberg. Só é difícil não perceber que uma pessoa vive saindo da sala a mando do professor.

Fiquei sem fala. E sem reação. Ainda não acredito que Mariana foi para a sala da coordenação para me salvar de uma suspensão.

– A coordenadora brigou com você? — perguntei, recuperando a voz

– Ela perguntou o que aconteceu porque nenhum professor nunca tinha me mandado para a sala dela. Eu disse que foi um mal entendido e me desculpei. Também disse que não voltaria a acontecer.

– E ela te liberou, fácil assim?

– Rafael, eu sou uma aluna nota 10. Claro que ela me liberou fácil assim.

– Ui, desculpa aí, aluna exemplar. — ela riu e me deu um soco no braço — Ai, sem agressões!

Ela riu novamente e eu a acompanhei. Fomos andando lado a lado, novamente em silêncio. Mas eu quero ouvir sua voz. Não posso deixá-la ficar quieta.

– Mari, se eu te perguntar uma coisa, jura que não fica brava?

– Depende...

– Não era a resposta que eu esperava, mas serve. Você está namorando?

– Por que o interesse?

– Só pra saber. — menti

– Não. Não estou namorando.

– Então por que nunca ficou com ninguém do colégio?

– Porque ninguém me interessou o suficiente. Ou, se interessou, não pediu.

– Se eu pedisse, você ficaria comigo?

– Rafa, você é muito bonito e tudo mais, mas não gosto da sua atitude.

– Como assim?

– Não gosto de caras que ficam e transam com todas e se acham os pegadores.

– E quem disse que eu sou assim?

– Já disse que sou observadora.

– Ah, Mari. Qual é. Fica comigo? — decidi experimentar

– Não. — ela sorriu, se divertindo com a situação

– Vai, Mari! — segurei seus braços, fazendo ela ficar de frente para mim e olhar em meus olhos

Ela não respondeu. Aproximei meu rosto do seu, ainda segurando seus braços. Ela não se afastou e eu continuei me aproximando. Quando meus lábios estavam a um centímetro do seu, ela me beijou. Na bochecha. E saiu correndo, rindo da minha cara de idiota.

– Vou te matar! — gritei para ela, mas continuava estático

A ouvi rir ainda mais alto.

– Achou que eu seria fácil assim, Gutenberg?

– Você vai cair por mim! Vai ver! — gritei de volta

– Vai sonhando!

Depois dessa, ela ficou muito longe para eu ouvir alguma coisa. Voltei a andar para minha casa, ainda em choque.

Como ela me recusou? Me iludiu e fugiu de mim! Ah, mas agora é guerra. Não vou deixá-la sair imune dessa.

Notas finais
Comentem gente, por favor! Beijos, até a próxima