Notas iniciais
Podem me matar, eu deixo... Sei que mereço! Hahahaha Ai gente, me desculpem!!! Tava realmente difícil de escrever! Esse é o último, talvez penúltimo capítulo dessa temporada, ok? Não garanto que eu consiga postar no sábado, mas vou tentar! Espero que gostem

– Manhê! — gritei da porta do quarto de Miranda

Dois segundos depois, dona Camila aparece desesperada, com a cara amassada devido ao sono, colocando o robe por cima do pijama.

– Vamos, vamos, vamos. Meu sobrinho decidiu nascer mais cedo.

– Puta que pariu, hein Miranda. — ela foi reclamando, correndo de volta para o seu quarto — Sempre escolhe as melhores horas.

Menos de cinco minutos depois, já estávamos no carro. Sentei atrás com minha irmã, enquanto minha mãe dirigia loucamente pelas ruas sempre cheias de São Paulo. Não importava se eram plenas duas da manhã, o trânsito estava lá, nos atrasando e estressando, enquanto Miranda não parava de gritar, choramingar e apertar – vulgo quebrar – minha mão.

– Cacete Miranda, de onde você arranjou tanta força?! — reclamei enquanto sentia meus dedos serem esmagados pelos seus

– Cala a boca, Rafael! Cala a porra da boca! — ela gritou de volta

Mordi o lábio enquanto a circulação parava nos meus dedos. Felizmente, chegamos ao hospital e minha mãe ajudou Miranda a descer do carro. Desci pelo outro lado e fiquei com minha irmã, enquanto dona Camila estacionava.

– Moça, ela está tendo um bebê! — falei para a recepcionista que levantou correndo e voltou com uma enfermeira e uma cadeira de rodas

Coloquei Miranda sentada e segui a enfermeira para o quarto. Minha mãe nos encontrou cinco minutos depois.

– Rafa, liga pro teu pai e pro Douglas. Manda eles virem pra cá.

– To indo, mãe. Fica aqui com a Miranda apertando seus dedos.

Ela fez uma careta, mas assentiu, tomando meu lugar. Meus dedos latejaram quando Miranda os soltou e pude sentir o sangue voltando a fluir. Saí do quarto já pegando meu celular e discando o número de Douglas. Querendo ou não, ele é o pai dessa criança e ele tem que estar aqui o mais rápido possível. Tive que ligar umas duas vezes até que ele atendesse no quinto toque.

– Alô? — sua voz estava rouca de sono

– Teu filho ta nascendo. Corre pro hospital.

– O quê? Que hospital? — sua voz ficou alarmada e pude ouvir a cama rangendo do outro lado, denunciando sua movimentação

– Albert Einstein. Quero você aqui em meia hora, no máximo.

– Chego em dez minutos. — depois disso, o telefone ficou mudo

Ainda não gosto dele. Douglas pode até ser um pai presente e um namorado atencioso, mas não supero o fato de que ele engravidou minha irmã mais nova.

– Puta que pariu, Rafael, o que você quer? — meu pai me atendeu carinhosamente

– Vai xingar tua filha que resolveu ter teu neto a essa hora da madrugada. Hospital Albert Einstein. — encerrei a ligação

Incrível. A Miranda faz merda e ainda eu que levo bronca. Parece que todo mundo resolveu esquecer que ela só tem 14 anos e já vai ter um filho. Amo minha irmã como sempre amei e confesso que estou ansioso para ser tio, mas ela fez uma grande merda que vai afetar a vida de todo mundo. Inclusive a minha.

Preciso me acalmar antes de voltar àquele quarto com Miranda. Além do que, preciso de mais uma pessoa aqui.

– Rafa? Algum problema? — como sempre, ela me atendeu com uma voz doce, porém preocupada

– Mari, você pode vir ao hospital?

– Hospital? O que aconteceu? Qual hospital?

– A Miranda ta tendo filho e eu queria muito que você viesse. Albert Einstein.

– To indo, amor. Chego aí daqui a pouco.

– Tem certeza que pode vir?

– Claro. Não se preocupa. Peço pro Vitor me levar e chego em 20 minutos, ok?

– Ta bom. Obrigado.

– Imagina, meu amor. Beijos. Te amo.

– Beijos, princesa. Também te amo.

O telefone ficou mudo e eu respirei fundo. Quem eu tinha que avisar, já avisei. Voltei para o quarto onde Miranda estava e pude ouvir seus gritos do corredor.

– Calma, filha. — minha mãe tentava acalmar minha irmã, enquanto ela esperneava na cama

– Ei, ei, ei, qual é o problema? — perguntei chegando perto da cama

– Ta doendo, Rafa! — Miranda choramingou

– Filha, se acalma, daqui a pouco passa.

– Pode deixar que eu fico com ela, mãe.

Ela me lançou um olhar de agradecimento e vi que seus dedos já estavam roxos. Prendi uma risada e me sentei ao lado de minha irmã, dando – lê-se sacrificando – minha mão para que ela segurasse.

– Pronta pra ser mãe, Mi? — perguntei, tentando acalma-la

– O quê? — ela deve ter se surpreendido pela pergunta, porque parou de espernear

– Eu acho que você será uma ótima mãe.

– Por que isso agora, Rafa?

– Porque você é minha irmã e precisa de mim agora. E aí? Pronta pra ter seu filho?

– Eu to com medo.

– Medo de que, pequena?

– Medo de não ser boa. Medo de ter sido mesmo um erro.

– A gente sempre fica meio inseguro em relação ao que não planejamos. Mas você vai ver que será uma ótima mãe. Não se preocupa. Tem muita gente pra te ajudar nessa.

– Não ta bravo comigo?

– Não, Mi, claro que não. Você é minha irmãzinha, não tem como ficar bravo com você.

– Mas-

– Eu sei que não aceito bem a situação. Mas vou te apoiar sempre.

– Obrigada, Rafa.

– Que isso.

– Eu te amo.

– Também te amo, pequena.

– Mi? — ouvi uma voz grossa atrás de mim e me virei, dando de cara com um Douglas descabelado entrando pela porta do quarto

– Oi... Ai, porra! — ela deve ter tido outra contração, porque apertou minha mão novamente

– Calma, Mi, to aqui. — ele chegou mais perto e eu me levantei, deixando-o sentar ao lado dela, para que ela pudesse apertar sua mão

– Eu vou ficar ali na sala de espera, ok? — avisei, saindo de fininho para não estragar o momento

Miranda me olhou e assentiu. Sentei ao lado de minha mãe e passei o braço por seus ombros.

– Relaxa, mãe. Vai dar tudo certo.

– Minha caçula já te tendo filho. — ela parecia em choque, como se a ficha finalmente caísse

– Eu sei que é assustador, mas vai ficar tudo bem.

– Onde foi que eu errei? — ela falou mais para si mesma e escondeu o rosto entre as mãos

– Você não errou, mãe. A Mi aprendeu tudo o que você tinha pra ensinar, mas todo mundo erra. Não que a criança seja um erro, só não foi planejado.

– Eu sou a pior mãe do mundo.

– Claro que não! Você ta super de boa com essa história toda. Não expulsou minha irmã de casa, não ficou tão brava com ela... Vai até ajudá-la a cuidar do bebê! Assim como eu.

– E eu. — ouvi minha voz favorita soar atrás de mim

Me virei e dei de cara com uma Mari com a cara amassada e olheiras. Sorri e me levantei, envolvendo-a em meus braços. Senti seu aperto em minha cintura e seu cheiro de laranja me invadiu.

– Obrigado por vir. — sussurrei

– Imagina. — ela beijou meu pescoço e se desgrudou de mim, indo abraçar minha mãe — Não se preocupa, dona Camila, vamos todos ajudar Miranda. É só uma fase que chegou um pouco mais cedo que o normal.

– Ai Mari, eu to me sentindo tão mal! Como eu deixei isso acontecer?!

– Não foi culpa sua! A Miranda fez uma escolha e sabia das possíveis consequências. Ela vai assumir o filho e cuidar dele, assim como Douglas.

– Você é um anjo em nossas vidas, Mari! — elas se afastaram e Mari abaixou a cabeça, envergonhada

– Que isso... Ãhn, eu vou lá ver como a Mi está. Com licença.

– Eu te acompanho. — me pronunciei, passando meu braço por sua cintura

– Puta que pariu, Douglas. Vai tomar no cu, seu filho da puta! — ouvimos Miranda gritando, quando estávamos na porta de seu quarto

– Porra, Miranda. O que você quer que eu faça?! — ele parecia desesperado e eu tive que segurar uma risada

– Já mandei você ir tomar no cu, desgraçado!

– Oi, Mi. — Mari se intrometeu, entrando no quarto

– Ai, Mari, graças a Deus você ta aqui. Eu quero ir pra casa! Me tira daqui! — ela choramingou

– Miranda, nem começa, hein. Ta parecendo criança. — fiquei boquiaberto

Se eu ousasse falar desse jeito com minha irmã, levaria um toco. Mas Mari não. Miranda simplesmente assentiu, respirou fundo e assumiu uma expressão impassiva.

– Isso. Fica calma. — Mari expulsou Douglas e se sentou em seu lugar, acariciando os cabelos de minha irmã

– Cadê minha filha favorita? — ouvi a voz de meu pai soar atrás de mim

– Porra, valeu, pai. — comentei sarcástico

– Deixa de viadagem, hein moleque. — ele passou por mim, me dando um soco de brincadeira no ombro, beijou a testa de minha irmã e deu um abraço em Mari

– Fala aê, sogrão! — Douglas o cumprimentou

– "Sogrão" o caralho. Você engravidou minha filhinha. Não tenho papo contigo. — eu e Mari rimos com a cara de magoado do Douglas

– Ai porra! — Miranda gritou, agarrando os lençóis da cama

– Por favor, esperem na sala de espera. Somente o pai da criança pode ficar aqui. — a enfermeira pediu gentilmente

Assentimos e saímos do quarto. Meu pai cumprimentou minha mãe e sentou ao seu lado, enquanto eu sentava do outro lado, com Mari acariciando minha nuca. Escondi meu rosto na curva de seu pescoço e aproveitei seu carinho, tentando me acalmar.

– Relaxa, amor. Daqui a pouco você conhece seu sobrinho.

Meu sobrinho. Sorri com o pensamento.

Podíamos ter ficado ali por minutos, ou talvez horas, quando o Douglas apareceu com um sorriso enorme no rosto. Levantei na hora, com Mari segurando minha mão.

– Meu garotão nasceu! — ele avisou

Fomos direto para o quarto em que Miranda estava com meu sobrinho no colo. Ela estava admirando o garoto, com um sorriso bobo no rosto. Minha mãe já se debulhava em lágrimas. Meu pai se fazia de forte, mas pude vê-lo secar uma lágrima que tinha escorrido por sua bochecha. Mari também tinha os olhos vermelhos e algumas lágrimas lhe escorriam pelo rosto. Eu mesmo estava com os olhos marejados.

– Olha que lindo que é o meu neto! — minha mãe se pronunciou, indo para o lado de Miranda

– Que nome vocês vão dar? — Mari perguntou

– Marcos. — Miranda me olhou e abriu um sorriso, que retribuí

Notas finais
E aí, povo? To meio perdoada? Hahahaha ME AJUDEM NUMA COISA: tem alguma coisa que eu ainda tenho que colocar nessa temporada? Alguma coisa que ficou mal explicada, algum mistério, alguma ponta sem nó? Twitter: @le_prior Facebook: https://www.facebook.com/groups/923925350956442/ Grupo no WhatsApp: só passar seu número (com DDD) por MP Espero que vocês tenham gostado! Não se esqueçam de comentar e recomendar!! Mais uma recomendaçãozinha antes de acabar a temporada me faria muuuuuuuito feliz... Hehehehe Beijos, até a próxima