Is she a Barbie girl?
26 Capítulo 26
Notas iniciais
POV Mariana Leite
Ah, olá Nova Iorque! Olá Times Square, olá Estátua da Liberdade, olá mãe, até logo Rafa... Essa última parte me chateava. Mas eu confiava no meu namorado, e sabia que quando eu voltasse, estaríamos bem.
– Mari! — ouvi o sotaque carregado da minha mãe
– Oi mãe! — pulei em seus braços e a abracei apertado
– Senti sua falta, filha.
– Eu também.
Fomos andando, abraçadas, para fora do aeroporto, em direção a rua para pegarmos um taxi.
Horas depois, já estávamos na casa dela, jantando. Meu quarto temporário já estava arrumado.
– Então, sweety, como está sua love life?
– Está ótima, mãe. — abri um sorriso enorme
– Hum, suponho que tenha um boy no meio...
– Na verdade, sim.
– E ele gosta de você?
– Ele me ama.
– E não estão namorando?! — ela perguntou, surpresa
– Estamos. — mostrei minha aliança pra ela
– Ah, sweety, que linda! E como ele pediu?
Contei toda a nossa história para ela. Ela sorria e comentava de vez em quando, parecendo estar feliz por mim.
Conversamos de tudo um pouco. Eu falei da minha vida, enquanto ela me respondia com o sotaque americano e algumas palavras em inglês. Ela me contou sobre sua empresa, sobre como tem dado certo o seu sonho de ser estilista. Até me perguntou se eu queria trabalhar com ela, por esse mês. Claro que aceitei.
Comecei logo no dia seguinte. Estava cansada por causa do fuso horário e porque passei a maior parte da madrugada conversando com Rafa. A empresa era enorme e ficava na Wall Street. Perguntei à minha mãe se aquele não era o lugar errado para uma empresa de estilismo, mas ela disse que se fosse o lugar errado, ela não estaria dando tão certo.
– Pessoal, essa é minha filha, Mariana. Ela passará um mês aqui, me ajudando. — minha mãe me apresentou, falando em inglês com seus funcionários
Todos assentiram, alguns acenaram e outros vieram me cumprimentar. Mais tarde tenho que agradecer ao meu pai, por ter me colocado nas aulas de inglês desde pequena.
– Oi Mariana. — uma garota veio me cumprimentar — Meu nome é Annabelle.
– Oi. Prazer te conhecer.
– O prazer é meu. Então, você é brasileira?
– Sou sim. — sorri e vi um garoto se aproximar de nós
– Olha, Peter. Ela é brasileira.
– Ui, diga-me, como são os homens brasileiros? — esse, com certeza, é gay
– São bonitos, até.
– Tem namorado? — ele me perguntou, na maior cara de pau
– Tenho. — sorri
– E ele é bonito?
– Sem querer me exibir, é sim. Muito. — ri, sendo seguida por eles
– Tem foto dele aí?
– Claro. — peguei meu celular e os mostrei meu papel de parede
– Gato. Com todo o respeito.
Eu ri de seu comentário e Annabelle me acompanhou.
– Me desculpe por ele. — ela falou
– Imagina! — respondi, rindo
– Bom, precisamos voltar ao trabalho. Nos vemos mais tarde.
– Até.
Mandei uma mensagem para Rafa.
"Você já tem um admirador daqui."
"Um admirador? Homem?"
"Só na certidão de nascimento. Ele te achou gato."
"Hum, pelo menos eu fico tranquilo com ele do teu lado."
"Hahahaha, engraçadinho. O que eu posso fazer se meu namorado é lindo, né?"
"Realmente, não é sua culpa. Assim como não é minha culpa se minha garota é perfeita."
"E essa 'sua garota', seria eu?"
"Quem mais poderia ser?"
"Eu te amo."
"Também te amo."
Guardei o celular no bolso, com um sorriso bobo no rosto, e fui para a sala da minha mãe, ajudá-la no que pudesse.
A semana passou voando. Ia todos os dias com a minha mãe para sua empresa. Eu não fazia nada de mais, ficava olhando o pessoal trabalhando, pegava café para a minha mãe, conversava com Peter e Annabelle...
– Mari, você pode ir buscar meu almoço? — Annabelle me pediu
– Claro. Quer o quê?
– Só um cheeseburguer e um suco de uva pequeno.
– Ok. Quer alguma coisa, Peter?
– Já que perguntou... — ele riu — Uma caixinha com dez nuggets de frango e uma Coca-Cola.
– Está bem. Volto logo.
– Obrigada.
– Imagina.
Saí do prédio e fui em direção ao McDonalds mais perto, que ficava a um quarteirão de distância. Pedi o almoço dos dois, além do meu. Enquanto esperava na fila, meu celular começou a vibrar no bolso. Reconheci o número de Victor.
– Oi! — atendi
– Fala, maninha.
– Tudo bom?
– To ótimo, e você? Como ta a mãe?
– Eu to bem também. Ela ta bem. To trabalhando com ela, sabia?
– Sério?! Que massa! E ta gostando da cidade?
– Ah, Nova Iorque é linda! Muito foda mesmo! Apesar que eu sinto falta de vocês.
– "Vocês" né? "Vocês" é o caralho, Mariana. Você sente falta é do Rafael. — ele riu
– Touché. — ri também — Mas sinto mesmo sua falta, Vic.
– Eu também, Mari. Mas fico feliz que você esteja se divertindo.
– Bastante. — sorri
– Tem alguém aqui que quer falar com você...
– Quem é? — perguntei, curiosa
– Oi, princesa.
– Rafa! — gritei, chamando a atenção de todos ao meu redor — Sorry! — me desculpei — Oi, amor! — falei mais baixo e ele riu
– Ta tudo bem?
– Melhor agora! E você? — ele suspirou
– Também estou melhor agora. Sinto sua falta, princesa.
– E eu, a sua, príncipe. — sorri ao perceber que tínhamos voltado com aquele apelido de antes do namoro
– Como está Nova Iorque?
– Grande e quente. E linda. — ri
– É? E conheceu muita gente?
– Mais o pessoal que trabalha com a minha mãe...
– Que bom.
– Por quê?
– Porque eu sei que homem que trabalha com a tua mãe, gosta da mesma coisa que você. — eu tive que rir
– Idiota.
– Sou. Um idiota que você ama.
– Demais.
– Eu também te amo muito.
Ouvi a atendente da lanchonete me chamar e fui pegar o pacote com os lanches. Agradeci e saí do McDonalds, voltando à empresa da minha mãe.
– Amor, vou ter que desligar. To voltando pra empresa.
– Ta bom. Eu te amo. Beijos.
– Beijos. Também te amo.
Finalizei a ligação e guardei o celular no bolso. Fui andando com um sorriso bobo no rosto, olhando para baixo. Por isso não vi a pessoa na minha frente, só percebi quando trombei com ela. Ele, na verdade.
– Me desculpe! — pedi, olhando em seus olhos castanhos
– Mari? — ele parecia surpreso em me ver
Puta que pariu, ele?
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