Notas iniciais
Juro que tentei me segurar, e postar só no sábado, mas não consegui!!! HAHAHAHAHAHA Esse cap ta tão... Ah. Sabe?! Hahahahah Enfim, espero que gostem

Dia da viagem. Minha mala já está pronta, esperando por mim na sala. Acabo de me vestir, coloco a caixinha com as alianças no bolso da calça, dou mais uma bagunçada no cabelo e desço quando ouço uma buzina.

– Já vou indo, mãe. Até domingo.

– Tchau, filho. Cuide-se. Não se esqueça do protetor solar. — ela me fez abaixar e beijou minha testa, me sujando de batom

– Mãe, mãe. — chamei sua atenção, dando uma risada — Está tudo bem. Sei me virar. — limpei sua marca de minha testa, beijei seus cabelos, gritei um "tchau, Miranda" por cima do ombro e saí de casa, dando de cara com um jipe preto

Mari desceu do carro e acenou para minha mãe, que acenou de volta da porta.

– Oi. — ela me cumprimentou

– Oi. — sorri e me inclinei para lhe dar um selinho

Senti seus lábios se abrirem em um sorriso debaixo dos meus. Me afastei e a encontrei de olhos fechados, com um sorriso angelical. Sorri com essa cena e beijei sua testa.

Victor buzinou novamente, parecendo impaciente. Mari riu e me puxou para o jipe. Coloquei minha mochila no porta-malas e subi no banco traseiro do carro.

– E aí, Victor.

– Fala, Rafael. De boa?

– Tranquilo, e você?

– Suave.

– Vamos? — Mari perguntou do banco do passageiro

– Bora, maninha. — ela deu um soco em seu braço e riu em seguida

Victor deu a partida e fomos em direção ao litoral. Mari ligou o rádio e deixou tocando, ao fundo. Conversamos sobre banalidades no caminho. A estrada está tranquila, mas Victor se mantinha na esquerda, com o pé no acelerador.

– Pra que tanta pressa, mano? — Mari perguntou

– Não sei se você lembra, mas tem a festa na praia hoje a noite. Não quero perder.

– Puta, é verdade! Já estamos chegando?

– Mais meia hora.

– Que festa? — perguntei, curioso

– Ah, é tipo uma balada que o pessoal faz na praia mesmo. Uma vez a cada semestre. Sempre que o Vic ta aqui, nós vamos.

Assenti. Já vi que hoje não ficaria a sós com ela. Apesar disso, ainda temos dois dias inteiros.

Realmente, chegamos ao litoral meia hora depois. Victor entrou em um condomínio fechado e parou em frente a uma das primeiras casas. Era grande e bem cuidada, com a fachada branca. Mari desceu do carro, sendo seguida por mim e Victor. Peguei minha mochila no porta-malas e a mala dela. Mas que tanto ela tinha que trazer para passar três dias?! Sua mala é enorme e está cheia!

Entramos na casa e vi que era enorme, como o exterior mostrava.

– Vem, Rafa. Os quartos são lá em cima. — Mari me chamou e eu a segui

Subi (com muita dificuldade) levando sua mala e fui até o seu quarto. Para minha surpresa, as paredes são rosas. Um rosa bem clarinho, quase branco, mas ainda assim, rosa. O quarto pode ser definido em uma palavra: Barbie. Tudo muito rosa, muito delicado, muito... Infantil.

Arqueei as sobrancelhas confuso, porque eu sabia que esse não é o estilo dela. Mari deu de ombro e começou a puxar sua mala para cima da cama de casal, localizada no meio do quarto.

– Nunca realmente reformei meu quarto. Desde que minha mãe foi embora, o mantive assim. Porque ela gostava. — percebi a saudade em sua voz e fui até ela, abraçando-lhe por trás

– Eu gostei. — falei em seu ouvido e a senti se arrepiar

Ouvimos um pigarro vindo da porta e me afastei rapidamente da Mari. Victor está parado na porta, me encarando com as sobrancelhas arqueadas.

– Relaxa, Vic. — Mari riu — Não é como se fossemos transar enquanto você está por perto.

– Bom mesmo. — ele falou e saiu para o seu quarto, provavelmente

Meus ombros ficaram tensos, mesmo depois de sua saída. Senti mãos macias em minhas costas e ombros, massageando.

– Fica tranquilo. Ele finge que é durão, mas gostou de você. — ela diz, deixando um beijo nas minhas costas — Agora, vai. Vai lá pro teu quarto porque eu tenho que me arrumar. A festa começa em uma hora. Qualquer dúvida, pode vir me perguntar.

Mari foi me empurrando para fora de seu quarto, enquanto eu ainda não me recuperava do choque.

O quarto de hóspedes (meu, temporariamente) é ao lado do de Mari. Coloquei minha mochila em cima da cama e procurei por uma roupa para usar na festa. Acabei escolhendo uma bermuda cáqui e uma camisa de manga curta, azul marinho.

Ela já havia me mostrado a casa toda e eu sabia onde ficava o banheiro. Só não sabia onde as toalhas estavam. Decidi ir perguntar para Mari. Bati na porta de seu quarto e ouvi um "entre".

– Mari, posso usar o banheiro para tomar banho? — pergunta estúpida, eu sei

Olhei para cima e vi que ela se trocava. Já está sem o shorts e sua regata, por mais comprida que fosse, não cobre nem sua bunda inteira. Pisquei tentando desviar o olhar das suas pernas torneadas e olhei para seu rosto. Ela não pareceu perceber meu olhar furtivo.

– Claro. Aqui, deixe eu te dar uma toalha.

Ela me entregou e encostou no batente da porta, me olhando de baixo.

– O que? — perguntei, querendo saber o motivo dela me encarar

Ela não me respondeu. Ao invés, me beijou. Senti sua língua dentro da minha boca e agarrei sua cintura, a grudando em mim. Senti suas mãos em meu peito e em meus cabelos. Quase pude ouvir o pigarro estressado de Victor no fundo da minha mente. Separei nossas bocas, mas apoiei minha testa na sua.

– Quer que seu irmão me mate, né?!

Ela não respondeu, só riu. Me deu um selinho e me empurrou para fora do quarto, jogando a toalha em meu peito antes de fechar a porta. Sorri, bobo novamente e segui em direção ao banheiro.

Tomei um banho gelado, devido ao calor que fazia. Não sabia se estava quente por causa do tempo fora de casa, ou se o meu momento com a Mari me fez esquentar.

O banho me relaxou e saí do banheiro já vestido para a tal festa. Encontrei Victor no corredor e ele andou até mim.

– Cara, deixa eu te falar uma coisa. — ele falou e eu gelei

Achei que ele fosse me castrar por encostar em sua irmã.

– Olha, não deixa a Mari chegar em casa bêbada, ok?

– Oi? Ela bebe? — ele bufou como se fosse óbvio

– Conhece bem minha irmã, hein?! Sim, ela bebe. E perde o controle bem rápido. Ela está sob sua responsabilidade hoje, viu? E, se ela perguntar sobre mim, diz que não sabe se eu venho pra casa hoje. Quero curtir. — ele piscou e voltou ao seu quarto

Fiquei estático por mais alguns segundos. É claro que eu bebo, meus amigos bebem e todas as garotas com quem eu saio, bebem. Mas não imaginava que Mari bebia. Ela tem a maior cara de santa e eu nunca desconfiaria que ela já experimentou álcool.

– E aí? Pronto? — ouvi sua voz angelical atrás de mim

Me virei e a encontrei sorrindo. Puta merda, ela está lindíssima. Caralho! Senti meu maxilar cair, literalmente, fazendo minha boca se abrir. Gaguejei algumas coisas sem sentido, fazendo-a rir.

– Vou considerar isso como um sim. Vamos! A festa já vai começar!

Mari me puxou pela mão. Saímos do condomínio e andamos umas duas quadras, até chegarmos na praia. A música já tocava alta. Não é exatamente o tipo de música que eu curto, mas tudo bem. Sendo uma festa na praia, eu aceito um funk leve.

Sem querer

Roubei seu coração

Desculpa, meu amor

Não tive a intenção

Mari já chegou pulando, dançando e gritando. Deve ter reconhecido algum rosto naquele mar de gente, porque soltou minha mão e foi correndo pro meio de um grupinho de garotas e garotos (que a olhavam furtivamente, me fazendo borbulhar de ciúmes). Fui atrás dela.

– Galera, que saudades! — ela praticamente gritava para ser ouvida

– A gente também sentiu tua falta, gata. — um dos garotos respondeu e deu sinais de que puxaria ela pela cintura, mas eu fui mais rápido e passei meu braço ao seu redor

– Ah, que mal educada que eu sou! Galera, esse é o Rafael, meu... Amigo. — meu coração se despedaçou com essa apresentação — Rafa, essa é a galera.

Assenti, os cumprimentando. Alguns acenaram, outros assentiram, outros só me encaravam, e ainda tinham algumas meninas que vieram beijar minha bochecha.

– Mari, podemos conversar? — aquele mesmo garoto pediu e ela assentiu, se desvencilhando dos meus braços e o seguindo para um local menos movimentado

Fiquei de longe, prestando atenção na conversa deles, com o sangue fervendo. Olhei ao redor e achei um quiosque aberto, vendendo bebidas. Fui até lá e pedi um copo de vodka. Sentei no banquinho e tomei um gole. A bebida desceu queimando pela minha garganta e ardeu ao chegar no meu estômago. Essa sempre era a primeira sensação, depois amenizava.

– Fala, Marcelo! — Mari chegou correndo atrás de mim e cumprimentou o barman de um modo bem amigável

– E aí, sumida! — eles riram e eu só observei

– Me vê uma daquelas shots deliciosas de tequila?

– Já tem 18 anos?

– Ah pára! Não pega no meu pé! — ela riu novamente e virou o copinho quando ele o entregou

– Só não exagera na bebida, ta Mari?

– Virou meu pai agora, Gutenberg?

– Não, mas tu ta sob a minha responsabilidade hoje. Então, nada de beber até cair. — eu sei que estou soando injusto, mas deve ser o ciúmes ainda presente

– Rafael, você é poucos meses mais velho do que eu. Não enche. — ela virou para o tal Marcelo — Manda mais uma!

– É pra já.

Ela virou o shot, largou o copinho na bancada e se enfiou naquele mar de gente, indo dançar.

Nunca imaginei que ela bebesse. Nem que ela tivesse tantos amigos. Nem que ela dançasse funk, aliás. Descendo até o chão. Que é essa a minha visão do momento.

Vou rebolar só porque você não gosta

Se não quiser me olhar, vira de costas

Você vai ter que aturar

Porque eu vim pra te provocar

E pára de falar

Blá blá blá

Mari está bem no meio da "pista de dança" improvisada. Várias garotas dançavam ao seu redor. Vários caras a observavam de longe. Até que um deles teve a coragem de se aproximar da minha garota.

A pegou por trás, pelo quadril e começaram a se remexer juntos. Eu me comia de raiva e a gota d'água foi quando ele beijou aquele pescoço, que pertencia a mim! Tudo nela é meu! Ela é minha!

Levantei com as mãos tremendo devido ao ódio que sentia. Desviei das garotas que tentaram me agarrar no meio do caminho. Arranquei o cara da cola da Mari e a puxei para fora daquela multidão. Paramos perto do bar.

– O que é isso?! — perguntei, gritando

– O quê? — ela perguntou, sorrindo

Já percebi que ela começava a ficar alta. Nada de mais, mas não deixaria ela beber mais nada.

– Você ta se agarrando com outro, caralho!

– E daí?

– Você é minha, porra!

Parece que agora eu despertei o monstro adormecido dentro dela. Seus olhos, antes um pouco desfocados, vidraram em mim e seu rosto ficou vermelho de raiva.

– Sua?! Desde quando eu sou sua?! — ela começou a gritar — Me comprou numa vendinha de garagem, foi? Tem nota fiscal paulista?! Não? Então não enche a porra do meu saco. Canalha.

Ela saiu de perto de mim, batendo o pé. Bosta, já vi que eu teria muito trabalho pela frente.

Notas finais
Eu precisava postar logo esse cap!!!! Não sei vocês, mas eu AMEI ela falando "tem nota fiscal paulista?" HAHAHAHAHAHA Não se esqueçam de comentar! Beijos, até a próxima