Is real
8 Não caia

— Lana? — Ela piscou, olhando pra Ethan.
— O que?— O que foi?— Nada. Eu.. Já volto. — ela sai andando rapidamente até seu quarto. Lana abre a porta, puxa o mapa pra baixo, o que o faz enrolar, e encara novamente o mapa.Mexico, e Nepean.Ela tinha que arrumar um jeito de descobrir como isso aconteceu. E se esse fosse outro poder dela? Clarividência? Parecia loucura. Mas alguém correr como um raio e soltar fogo das mãos também era loucura.Tudo era possível.— Preciso que fale comigo, seja lá o que for isso... — ela diz, olhando pro teto, na esperança de alguma resposta. Lana suspira. — Isso é loucura. Eu estou louca.Ela ia voltar lá pra baixo, quando seu corpo involuntáriamente pegou a caneta no chão, e foi até seu criado, tirando de lá um caderno vermelho. Ela arregala os olhos. Era como se ela estivesse possuída. Lana deixa tudo acontecer naturalmente, e sua mão começa a escrever no caderno. Ela teria as respostas que queria.A ansiedade tomava conta de seu corpo, e mesmo tendo medo do que encontraria, ela queria saber."Ela" coloca a caneta no pepel, e uma letra grande e grossa começa a aparecer."Você está tão grande."Lana franze o cenho. O que isso tinha a ver?"Quem é você?" ela escreve.Uns segundos depois, sua mão escreve novamente."Não é essa sua verdadeira pergunta. Não desperdice meu tempo. Não vai ser sempre que poderei falar com você."Lana fechou os olhos."O que esse mapa significa?"— ela escreve, irritada."Só respondo com sim e não, apartir de agora."Ela bufa."Os locais no mapa são passagens para o Clã?""Sim."O Impacto a faz prender a respiração."E tem mais deles?"Nenhuma resposta.Ela espera debruçada ma mesa por algo que não vem.— Droga. — ela tinha tantas perguntas...Lana resolve descer, e esquecer aquele caderno por enquanto. Aquilo devia deixa-la completamente espantada, mas nada a surpreende mais.Todos arrumavam suas coisas na sala, conversando animadamente, e Lana parecia a única preocupada, (ou era apenas a única que deixou isso transparecer).Cal larga sua mochila, e ela vai até ele.— Cal.— Não vou demorar. — É bom mesmo. — ela sorri, o abraçando com força. — Cal... Eu acho melhor vocês não irem... — Ela não queria que os irmãos fossem direto para uma entrada para a dimensão dos demônios. — Lana... Vamos ficar bem. Sabemos o que fazemos. Era a primeira vez que eles lidariam com demônios assim depois de muito tempo, e claro que estavam nervosos. Mas tinha que ser feito. — Ache algo para te distrair, não pense muito. — ela assente, e ele beija sua bochecha.CJ se despedia de Kylan, Kyle e Jordan. Eles pareciam formar uma família unida, meio problemática. Ela gostava disso.— Lana? — Alex a chama. — Eu vi você conversando com Cal... Olha, não precisa nem se preocupar. Vai ser rápido, temos bastante gente pra isso...— Certo, certo. Mas é claro que me preocupo, eu amo vocês.— Que amor. — ele a abraça forte, quase a tirando do chão.— Vejo você quando voltar.— Sim. — ele sorri, e ela nota uma arma enfiada em sua calça. Deus.Lana tenta ignorar isso, e vai até Couty.Novamente, sua mão faz um movimento involuntário, e seus pés a levam até a janela.— Graças a Deus você voltou. Existem mais das passagens? — ela perguntou a si mssma, sussurrando.Mas, em vez de uma resposta, sua mão começou a escrever mo vapor de água da janela."Não deixe seus irmãos irem pra lá. Napean é o inferno."Seu corpo volta a seus comandos, e ela tapa a boca. Ela não podia deixar eles irem.— Couty! — ela grita ao garoto mais perto dela. Ele conversava com Kylan, que a encara, confusa. Ele vai até lá, rápido.— Couty. Me ouça. — ele franze o cenho, e a encarou.— O que aconteceu? — Couty, vocês não podem ir. — Por que?— Porque... — Oh, Deus, como ela explicaria que ela estava possuída, e descobriu onde é o Inferno na terra? — ... Couty... Droga, eu não... — Lana tapou os olhos.— Lana. — ele segurou suas mãos. — Couty... Nepean é o inferno.Ele tenta não fazer uma careta. Como assim? Uma lágrima cai do rosto de Lana, e ele entende (ou quase). Ela estava nervosa, com medo, foi isso que ele entendeu.Ele apenas a abraçou forte.— Lana. Nós vamos voltar.— Não, Couty...— Vamos ficar bem, minha linda. — ela respira fundo, enxergando tudo embaçado pelas lágrimas que segurava. Não tinha jeito de convence-los.— Tudo bem. — ela pisca, se livrando das lágrimas solitárias, e as limpa, parecendo bem novamente, e vai na direção do sofá, onde Logan está, encarando todos que se despediam, sem preocupação, mas Logan parecia tenso.— Não quero ir. — ele diz.— Não vá. — Ela responde, sem encara-lo.— Tenho que ir. É meu trabalho.
— Não, não é. — eles se olham. — Seu trabalho é ficar comigo.Ele sorri, e ela abaixa os olhos, chateada.— Vou deixar o mundo seguro pra você. Apenas isso me faz querer ir.Ela teria gostado de ouvir ele dizer isso, mas em outro momento. Agora ela estava frustrada.— Então vá. — e se levanta, indo até Louis. Ele não decepcionaria ela. Ele entenderia sua gêmea.— Você está bem? — ele pergunta, e ela nega, o abraçando. Eles ficam assim por um tempo, no canto, longe de todos. — Não fique triste com isso. Voltaremos logo.— Você não sabe disso. — ela o olhou, como se seus olhos estivessem mortos. — Você costumava ser otimista.— Costumava. — É minha primeira missão. Nunca matei nada. — Louis... Não faça isso.— Eu pareço com medo? — Ele pergunta, e Lana analiza seus olhos.— Não. — o motor dos carros se ligam ao fundo. Era hora de partirem. — Então você também não devia ser. Tenha coragem.— Você ficou com toda, não deixou nada pra mim. — ela diz, e ele começa a ir em direção aos carros, de frente pra ela.— Não. Nossa coragem, é nossa mãe. Ela está sempre com você. — e ele pisca pra ela, antes de entrar num dos jipes.Allen surge na frente dela. — Gata, eu te amo, e vou voltar rapidinho. Seus irmãos lutam bem, você gostaria de ver. — ela sorri, sem energia pra tentar convence-lo de nada.— Também de amo. — ele beija sua bochecha, e vai.Quatro jipes cor de barro estavam estacionados lá. Iam para lá umas 15 pessoas.Logan a lança um sorriso, e mergulha no carro. Pelo menos ele estava feliz de fazer isso por ela. Ethan passa um braço por suas costas, e Couty lança um olhar triste a ela. Cal acena, e Alex sorri pra eles.E assim, os jipes saem pelo grande portão, engolidos pela escuridão do túnel.(...)— Lana falou algo sobre Nepean ser o Inferno, pra vocês? — Couty cansou de olhar a escuridão lá fora, e olhou pros irmãos.— Não com essas palavras. — Louis concordou.— Comigo ela disse que me ama. — Allen dá de ombros, e todos o olham. — O que?— Acham que ela sabe de algo? — Couty engoliu em seco. Depois que Lana saiu, ele viu a mensagem na janela. Ele não levou muito a sério, mas, pensando agora, fazia sentido.— O que? Como poderia? Nem nós sabemos de nada. — Alex cruza os braços.Couty resolve ficar quieto. Não levaria a lugar nenhum. Ele não sabia de nada. Agora, eram onze horas da noite, e todos estavam dormindo, sabendo que no dia seguinte, uma grande batalha os esperava.Na base...Lana Ethan, Jaden, Max, Jordan e Kylan assistiam um documentário do History Chanel sobre vida extraterrestre, e Kylan dava uma palestra sobre como eles estavam totalmente equivocados ao dizer que existe vida em marte, ao invés de pensar em outras galáxias, onde ficava Yunix.Lana odiou aquele documentário, que a confundiu ainda mais. Ela se perdeu do que era real e do que ela inventou. Pareciam as mesmas coisas.— Não aguento mais. Boa noite, gente. — e ela sai andando com os pés descalços batendo no piso gelado.Seu quarto era o mais frio, com certeza. Ou pelo menos ela achava que era, porque era como se as paredes congelassem-na.Lana revirava na cama, experimentando todas as posições que imaginou, tentando dormir. Quando achava que conseguiria, as imagens de seu "sonho" acordado invadiam sua mente sem pedir permissão alguma.Sangue. Oh, por que tinha tanto sangue naquele sonho? Ela ODIAVA sangue.— Fale comigo. Por que não consigo dormir? — ela diz, em voz alta, sem esperança de resposta. — São três horas da manhã, pode me livrar de seus pensamentos, os que eu não pedi?Lana bufa. Quem dera funcionasse. Ethan. Ela iria falar com Ethan. Ela calça suas pantufas, e abraça o corpo, saindo pela porta abraçando a noite fria de cara. Até que ela se lembrou que Ethan estava de ronda essa noite, protegendo a base sabe-se lá onde. Max também. Chris também. Jaden não.Certo, ela iria falar com Jaden.Lana bate três vezes em sua porta.— Já falei que não fico de ronda de noite nem a pau... — sua voz irritada e sonolenta ecoa de trás da porta, e, assim que abre, seu sono some derrepente ao ve-la. — Lana?— Oi. Eu... Não consigo dormir. — ela abaixou os olhos. Foi uma péssima idéia incomodar Jaden. — Ah, esquece. Foi besteira vir aqui, desculpa. Lana faz menção de sair andando, mas ele segura seu braço.— Entra. — Lana pisca algumas vezes, atônita com seu toque, e obedece.O quarto de Jaden era parecido com o dela. Pelo visto ele também não tinha tido paciência de desfazer as malas. Ela roda algumas vezes, observando o lugar, e ele se senta na cama, parecendo bem acordado.— O que aconteceu?— Não consigo desligar meu cérebro.— Não seria uma boa idéia. — ele franziu as sobrancelhas. — Desligar seu cérebro? Provavelmente você morreria, sem batimentos cardíacos, sem funções...— Você me entendeu, senhor Young.— Esse não é meu sobrenome. — ela desmancha o sorriso.— O que?— Sim.— O do Logan não é Harryson, o do Max não é Louis...?— Sim, sim. Ninguém tem sobrenome.— Meu sobrenome não é Stwerson? — Ela arregala os olhos, desesperada.— Não, o seu é Stewerson. É que nós, que somos puros, fomos apagados da existência. Quando tiraram nossa especie do planeta, tudo ficou pra trás.— E seus pais?— Morreram, assassinados por demônios. — Ele diz, sem remorso algum, e ela tapa a boca.— Eu... Não sabia...— Ah, não ligo pra isso. Tanto faz. Tem sido só eu esse tempo todo.— Você não liga?— Não. — ele abaixa os olhos, entrelaçando seus dedos um no outro. — Não mesmo? — ela insiste, com um pequeno sorriso, já sabendo a resposta. Ele a olha.— As vezes tento me lembrar deles. Mas não consigo. Então, o que posso fazer? — Sua voz falhou. Claro que ele ficava chateado com isso, mas com certeza não gostava das pessoas se metendo.— É nossa vida. — ela deu de ombros, suspirando.— Seu pai foi assassinado por demônios, também.— Imaginava. — ela deu de ombros. Pelo menos ela tinha lembranças quentes e protegidas de seu pai. Lana se senta na cama ao lado dele, encarando a parede. — Eu não gosto dessa vida, Jaden.Ele a olha.— Que triste. Gostava da vida antiga?— Sim... Gosto dos meus irmãos, e de vocês.— Bem, continuamos aqui. Mas agora temos poderes. Vai ficar mais complicado, mas se parar de lamentar vai perceber como é legalzinho.Ele estava certo. Pode ser divertido. Quem sabe. Talvez ele não dissesse isso se tivesse visto toda aquela morte.— Vem comigo. — ele pula da cama, abrindo o armário e tirando de lá um casaco pra ele, já que Lana usava o seu confortável casaco rosa de lã.— Onde? — Só vem. — ele sorriu, a puxando pelos corredores.— Está frio! — ela reclama, num tom mais alto do que deveria.— Shhh! — ele sorri, ainda a puxando. — Não vai estar frio daqui a pouco. — Que? — ela arqueia uma sobrancelha, e ele sorriu.Os dois entram no elevador, e a porta se fecha. Eles ficam em um silêncio meio constrangedor por um tempo, até que Lana resolve falar.— Achei que você ia me agarrar. — ela riu pelo nariz, e ele a olhou.— Também achei. Ele sorri, e se aproxima do rosto dela, que arregala os olhos perdendo a respiração, o fitando, e ele fica a centímetros de seu nariz.Jaden ri, segura seu rosto, e beija sua bochecha.— Se quiser que eu te beije, é só pedir. — a porta abre, e ele sai na frente dela, que com certeza ficou completamente vermelha. Ela ignora isso, e sai também, parando na sala de treinamentos.— O que estamos fazendo aqui? — Você já voou alguma vez?Ela abre a boca e fecha várias vezes. CLARO QUE NÃO!— Jaden... Acho que isso não é uma idéia muito boa...— Todas as idéias são boas. — ele sorri de canto, e estende a mão a ela. Lana fecha os olhos, e a segura.— Vou me arrepender. — Vai nada! — ele ri, segurando seus braços.— Meu Deus, meu Deus, eu vou morrer... — devagar, seus pés saem do chão, e ela fecha os olhos, pressionado os lábios.— Por que não abre os olhos?Ela obedece, abrindo um de cada vez. Eles flutuavam, parados, perto do teto que devia ficar uns 100 metros do chão.Ela xinga um palavrão, e ele sorri, começando a voar para frente. Ela ri, abrindo os braços, com os cabelos esvoaçando enquanto voavam pelo enorme galpão.— Por que está voando tão devagar? Esse é seu máximo? — ela olha pra cima, encontrando seus olhos azuis como água.Jaden sorri, indo ainda mais rápido. Ela grita de emoção, adorando o vento batendo contra seu rosto.
— Por que nunca voei antes?! — Lana sorri, balançando os pés.— Porque você não voa. — ele riu.Você não voa. Você cai.Novamente, a voz ecoa em sua cabeça, e ela está caindo com o garoto de cabelos negros e olhos cinzas. Mais sangue escorre pela terra como um rio. Fogo, raios, sombras, luz, tudo de uma vez. Mais mortes, e dessa vez ela vê os olhos de Alex no meio de sombras enormes arrastando tudo pela frente. Gritos, dor, e o casal de olhos negros está no meio de tudo issso de novo. E tudo desmorona, deixando os rastros do planeta sem alma.E ela está caindo de novo, e atinge o chão, e morre.Lana abre os olhos.— JADEN! — Ela grita, e sente o garoto tremer de susto, e suas mãos pararem de apertar seu braço.E dessa vez ela está caindo de verdade.
Notas finais
Oh my god, oh oh my god.
Com quem vocês shippam a Lana? ○.○
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