Is real

24 Cavalo de Tróia


Notas iniciais
Mil desculpas pela demora, mas agora estou de férias e vou postar mais! Prometo! Nos últimos capítulos... A equipe da P.A.A.N estava na Índia, para resgatar os reféns amigos de Grace, uma garotinha indiana com poderes elétricos. Avery os salvou de um desabamento, e ex infiltrado na base de Zod, se juntou a eles para completar o plano e salvar os reféns de Zod, junto com o veterano da segunda guerra com poderes de teletransporte. Não se esqueçam do Allen e o acidente com a bala encantada, ele voltará em breve.

— E-Eu não posso enfrentar isso de novo. — Max morde os lábios, fungando.

— Eu sei. — Lana assente, fazendo carinho em seus cabelos. — Você não precisa ir a essa missão.

— O pior é que preciso sim. — Ele dá um sorriso triste. Lana ergue a cabeça para fita-lo melhor. — Simplesmente não posso ficar parado enquanto vocês lutam. Não importa o tamanho da minha dor.

— Importa sim, Max. Você não é vital para o plano. Cal pode te substituir.

— Não, Lana. Deixar ele me substituir. Okay. Mas e se essa passoa s e ferir? Eu deveria ter sido ferido em seu lugar.

Lana nega com a cabeça, sem conseguir achar argumentos para expressar o fato de que eles queriam a cima de tudo, que ele ficasse bem.

— Max...

— Eu vou. — Ele fica sério, como se nunca tivesse chorado. Limpa as lágrimas, e ergue o corpo. — Preciso encara-lo.

(...)

— Ele está completamente, totalmente e absolutamente maluco! — Jaden diz, andando de um lado ao outro.

Todos tinham 15 anos. Estavam sentados no precipício completamente coberto de grama e árvores coloridas de primavera. Se caissem, uma movimentada estrada desprendia aos seus pés.

— Ele é nosso amigo. — Logan abraça o corpo, Max.

— Por isso é nosso dever impedi-lo. — Chris arranca pedaços de grama compulsivamente, pensando.

— Tente dizer isso a ele. Ele tem um exército de hormônios obcecados o seguindo. — Logan os encara, entediado. — E já deixou claro que mataria qualquer um de nós que entrasse em seu caminho.

Max fecha os olhos, pressionando o peito no lado esquerdo com força. Ele doía como nunca. Era como se estivesse tendo um ataque cardíaco.

Sentia seu coração rachar como se fosse uma dor física. Seus olhos não tinham mais lágrimas, mas ele queria chorar, e uma constante agonia tomava conta de seu rosto.

— Não acredito nisso. — Max nega. — Não pode ser. Ele não faria isso.

— Fez, Max. Supera. — Jaden suspira, encarando a estrada abaixo.

— Cala a boca. — Chris manda, abaixando os óculos para ameaça-lo.

— Max. — Logan tocou seu joelho, o fazendo olha-lo. — Zod está maluco. Você sabe que ele quer machucar pessoas inocentes apenas porque são diferentes. A última vez que isso aconteceu na história, houve uma guerra enorme.

— É difícil de acreditar que nosso amigo se tornou um nazistinha fanático, eu sei. — Chris diz, mordendo os lábios.

— Já sabemos. Okay. Mas o que vamos fazer? — Jaden pergunta, olhando pra Logan. Ele abaixa a cabeça.

— Vamos procurar a P.A.A.N.

— Ta brincando. Sério? — Chris ergue as sobrancelhas. — Mal sabemos usar nossos poderes. E Zod já é treinado e bem mais velho.

— Ele não vai saber. É nossa melhor opção. Não podemos apoiar isso mais.

— Sim. — Jaden levanta. — Não vou cooperar com a P.A.A.N, mas concordo que temos que sair daqui.

— Então vamos. — Logan puxa Max para ficar em pé, e eles voltam andando para a base. Era um galpão grande, cheio de salas, que antes era um abrigo militar, e agora estava reformado e funcionava como base do Ciclo.

— Entrem como se nada tivesse acontecido. Arrumem as malas, e fiquem prontos para meia noite. Nos encontramos na cozinha, e sairemos pelo duto de lixo. — Logan explica, nervoso. — O mais importante: NÃO ENCONTREM ZOD. Ele vai ler sua mente.

— Entendido. — Chris diz, e entram juntos pelo portão da frente. — Hey, Elliot.

— Chris. — Eles se cumprimentam com um soquinho.

— Cadê o Zod?

— Não tenho certeza. Está cuidado de algo com novos recrutas, vai demorar. Por que?

— Ah, nada demais. Queria falar com ele. Obrigado.

Elliot assente, e volta a focar em sua prontidão no corredor.

— Isso é maravilhoso. O universo está conspirando a nosso favor. — Jaden sorri, dando piruetas pelo corredor.

— Pare de contar vantagem. É seu turno de prontidão hoje a noite. Vai ser difícil.

(...)

Max encarava o teto com lágrimas no rosto. O que Zod planejava fazia era ruim. Ele se perguntava constantemente o que aconteceu com o coração machucado de Zod. Seu melhor amigo havia muito tempo que não era o mesmo.

Seu coração dizia que ainda havia bondade nele, nem que fosse no dedinho do pé. Eles eram como irmãos. Mas Max o amava de um jeito errado. Zod não gostava de garotos. Era maior de idade. Haviam boatos de que ele ficava cada noite com uma.

Mas ele não podia abandona-lo. Era seu dever faze-lo ver que isso é errado. Era seu dever lembra-lo de quem ele era, livrar Zod de toda essa maldade.

Seu coração apertava só de pensar em nunca mais ve-lo. Tinha que tentar.

Max enxuga as lágrimas, e salta da cama num salto. Ele continua andado até o escritório de Zod, e é barrado na porta pelos guardas.

— Eu tenho permissão para entrar quando quiser, vocês sabem. SAIAM! — Ele grita.

— O general Zod não está aí.

— Abram. — Ele ordena, e os homens obedecem.

— Sim, Major Max. — Major. Ele odiava esse título, mas foi o que Zod deu aos 4.

O escritório de Zod era organizado. As paredes tinham placas ferro liso que revestiam todas as paredes e o teto, e o chão era de cimento escuro. A mesa dr carvalho ficava atrás da enorme estante de livros, e haviam poltronas cinzas e um sofá no canto. Ele tinha bom gosto. Não haviam janelas, a luz branca iluminava todo o canto. Nenhuma flor. Ele odiava flores. Tão frágeis. Como Max.

Ele se sentou na cadeira a frente. Uma carta de papel amarelado estava aberta sobre ela. Max se inclinou para le-la.

" Zod,

Estou grávida. De gêmeos. Queria que soubesse.

Erica."

— Max? — a voz de Zod o faz virar.

— Você tem filhos? — Max pergunta, atonito. Zod suspira, indo até ele.

— Queria que você visse essa carta a muito tempo. Por um descuido, acabou acontecendo. — Ele se senta de frente para ele, com uma expressão triste. — Sim. Éramos muito, mas muito jovens. Ela sumiu, nunca deu outra notícia, mas parece que sim. Foi um acidente.

— Meu Deus. — Ele engoliu em seco.

— Não se preocupe com isso. O que o traz aqui?

— Queria conversar. Você tem tempo?

— Pra falar a verdade não tinha. Mas agora tenho. Pode falar. — Ele solta um pequeno sorriso.

— O que vamos fazer agora?

— Como assim?

— Há boatos de que vamos fazer um ataque.

— Sim. A uma vila de impuros. Não espalhe.

— O que? — Deus. Era verdade. Max nega com a cabeça, com os olhos despontando em lágrimas.

— O que foi, X? É um enorme passo para nossa causa.

— ISSO É ERRADO! — Max explode, e Zod não consegue conter a surpresa.

— O que? — Isso soa como uma ameaça, e Max tenta se controlar.

— Vamos atacar crianças impuras? Pessoas inocentes?

— Não são inocentes. São frutos de demônios. Como pode não ver?!

— Zod. Por favor. Não mate inocentes. Essa é uma culpa que vai te destruir. — Ele morde os lábios com força.

Zod fica em silêncio. Max não sabia, mas ele lia sua mente. Nunca o fazia se não fosse necessário.

— Você é meu irmão. Está traindo a causa? Está contestando nossa verdade? — ele estava magoado. Mas a mágoa ganhava raiva.

Não. Não. Zod estava maluco. Não havia bondade em seu coração. Iria matar crianças. Uma lágrima que pesava uma tonelada cai.

— Eu te amo, Zod.

— Eu sei.

— Mas não gosto mais de você. — Ele se levanta, e sai com lágrimas escorrendo a toda velocidade.

— Max. — Ele chama, mas não há nenhuma reação a ter. Apenas andar. — Maxwell. Você não vai sair daqui.

— O que? — Ele se vira. Zod ergue uma mão.

Uma dor intensa na cabeça o atinge. Seus joelhos falham. Os guardas o puxam.

— Eu fiz tudo por você. TUDO. — Zod fazia os pensamentos de Max o esmagarem. Tudo que conseguia lembrar passava de ante dos seus olhos, e doía ver o abandono de seus pais, a morte de sua irmã, seus momentos com Zod, e tudo que já viu demônios fazerem.

Mas o pensamento martelava em sua cabeça: Não grite. Não o mate.

— GRITE, MAX! Porque você não grita? TRAIDOR!

— Não sou. — Ele deixa uma lágrima de dor escorrer. — Amo você.

— Não ama. — ele o soca no rosto com força. — Se me amasse ficaria comigo. — Mais um soco. De novo. — Amor é fraqueza. Não queria ter que me livrar de você, mas nada vai me atrapalhar. Achei que conhecia você, mas na verdade é só mais um egoísta, traidor e mentiroso.

Max cospe sangue.

— Eu te amo, mas não gosto mais de você.

Ele grita, e o acerta com força com a estátua do cavalo de troia em cima da cômoda.

Max cai no chão, com um corte na testa no qual jorrava sangue."

Max balança a cabeça, afastando a dolorida memória. Seus dedos acariciavam a pesada estatua de bronze do cavalo de tróia, que agora tinha uma mancha vermelha e escura de sangue seco. Depois daquilo, acordou numa maca dos consultórios da P.A.A.N. Seus amigos não o julgaram por ter ido falar com Zod. Não explicaram como chegatam ali, apenas começaram uma nova vida.

— Tem certeza de que está pronto para essa missão? — Chris toca seu ombro.

— Parem com isso. Eu estou bem. Quero acabar logo com isso. — Max ruge, nervoso. Ele larga o cavalo dentro da bolsa, e segue Chris para fora.

Todos estavam reunidos do lado de fora, ao redor dos dois jipes. Todos de preto, combinando com a escuridão daquela noite. Coldres cheios de armas e facas, tudo que precisarão.

— Vocês não podem ter dúvidas. Espero que entendam como essa missão é séria. Vamos enfrentar Zod pessoalmente. — Cal começa a falar, e todos estão ouvindo atentos e em silêncio. Tensos. — Temos voluntários refugiados que irão compor a equipe base. Fora isso, tudo está igual. Não tirem os rádios por nada. Hodge ficará aqui, ouvindo tudo que acontece na sala onde estarão Zod e os reféns, junto com Kylan. Se conseguirmos tomar grande parte do prédio, Zod vai se retirar. Não hesitem. Suas vidas estão em jogo. O mundo está em jogo. Não quero ninguém dentro do prédio se o toque de recolher soar. Entendido?

— Sim, senhor. — Todos dizem juntos.

— Ótimo.

Kylan abraça Kyle com força.

— Cuidado, Ky.

— Eu vou voltar, querida. Amo você.

— Amo você também. — A garotinha tremia para segurar as lágrimas, e ele acariciava seus cabelos enquanto ligava para Jordan.

— Oi, querido. — Sua voz estava preocupada.

— Eu vou ficar bem. Prometo.

— Tome muito cuidado.

— Eu vou. Tudo bem. Como está o Allen?

— Igual. — Sua voz decepcionada diz. — Mas está tudo bem.

— Okay. Eu tenho que ir.

— Eu te amo, Kyle.

— Também te amo, Jordan. Até. — Ele desliga, e beija a bochecha de Kylan.

— Lana. — Cal segura seus ombros, a forçando a encara-lo. — Você vai ficar em cima de uma árvore. Quieta. Observando os movimentos das tropas que adentrarem o bosque. Libere as bombas de fumaça, e não se arrisque. Me entendeu? Qualquer coisa fale com Alex e o Sr. Jacob, eles vão aparecer.

— Okay, Cal. Eu vou ficar bem.

— Certeza?

— Sim. — Ela sorri.

— Bem... Acho que vou confiar em você. Minha garotinha... — Ele abana os olhos, fingindo estar chorando.

— Nem vem, vamos embora! — Cal ri, entrando no banco do motorista da primeira van. Lana entra atrás, e percebe Avery acomodado perto do banco da frente. A suv preta era revestuda de metal frio de carro, com bancos pretos unidos.

— Oi.

— Oi. — Ela se senta ao lado dele, deixando o lugar a seu outro lado vago.

— Você está nervosa?

— Muito. Eu estou com medo. — Ela admite, o encarando.

— Eu também. Zod não gosta de traidores.

— Ah, merda. Tinha esquecido disso. É muito perigoso.

— Já fiz coisas piores. — Ele ri, e ela dá um pequeno sorriso.

— Mas vai ficar tudo bem. Não é?

— Sim. É tudo por uma boa causa. — Ele dá de ombros, continuando a olha-la. — Vou te proteger, Lana.

— Okay. — Ela assente, abraçando o corpo. — Meu trabalho é simples. Ficar sozinha em uma árvore numa floresta escura. Tudo certo.

— Não pense assim. — Ele ri, encarando a parede da SUV.

— Só espero que ninguém morra. — Ela dá de ombros, abaixando a cabeça.

— Não no meu turno. — Ele levanta sua cabeça e a faz encara-lo. — Estamos fazendo isso pelas pessoas, para proteger quem nos amamos. Então vai ficar tudo bem.

Ela assente, apoiando a cabeça no ombro de Avery. Não se importou se era inadequado. Apenas estava cansada.

— Desculpe por ter gritado com você.

— Desculpe ter derrubado dois bancos em você.

Lana ri, se levantando para encara-lo.

— Tudo bem.