Is real
2 Acontecimentos estranhos
Não, não podia ser o som que ela mais odiava na vida, que estava martelando sua cabeça como um pedreiro martela um prego, agora...
— PARA RARRA RARA RARARA RARARA ARARA RARAR ARA RARRAH na na na nah – Ela se vira, e joga um travesseiro em Couty.
— Você tem que me acordar assim, todos os dias?
— Você tem que fazer essa pergunta todos os dias? A resposta sempre é a mesma: sim. – ele abre um sorriso, o sorriso Couty, que derruba qualquer garota no chão. Ele tem olhos castanhos e é loiro, assim como quase todos os Stewersons. Alex e Louis (o irmão gêmeo de Lana, que devia ser loiro como ela, era moreno como Alex.)
Ela esfrega os olhos, afastando toda a dor que os invadia pela janela iluminada como uma estrela, enquanto o loiro a sua frente o puxa pra cima com força.
— Vamos molenga. – ele começa a fazer cócegas em Lana, que se contorce até chorar de rir, enquanto grita.
Um palavrão alto vindo do leito da porta os faz parar.
— Todo dia assim, por que eu ainda me dou o trabalho de ficar curioso, imaginando quem está gritando sete horas da manhã? – Alex resmunga, de braços cruzados.

— Desculpa. Coelhino. – Couty provoca, e ela começa a rir. Alex tem uma reação diferente, ele fecha os punhos com força, e entra no quarto. Era a deixa dela pegar suas roupas, e ir correndo pro banheiro, deixando os dois brigando.
Vestida pra escola, ela desce as escadas correndo, e tropeça no ultimo degrau, como costumava fazer de propósito, para cair nos braços de Ethan, que sempre pontual, a esperava.
— Bom dia doçura.
— Bom dia Ethanzinho.
— Dormiu bem, princesa?
— Bem. – ela sorri, o acompanhando até a cozinha.
— LANA EU QUEIMEI A PANQUECA, MANDA SEU IRMÃO ALEX-INÚTIL COMPRAR OVOS! – A voz grave de Cal berra da cozinha.
— Faz isso pra mim? Couty e Alex estão brigagando... – Ela pede a Ethan, fazendo biquinho.
— Pode deixar, eu vou lá botar moral neles. – Cal vai até os dois e dá um beijo na bochecha dela.
— Cal, as... – Ethan começa.
— Você cresceu? – ele sorri, bagunçando o cabelo dela.
— Cal... – Ethan coloca as mãos na cintura, sorrindo.
— Você cresce um dia Lan, não se preocupe.
— Cal, as... – Ethan é ignorado novamente.
— Sentiu alguma coisa anormal, querida? – ele a faz essa pergunta todos os dias.
— Cal, as panquecas. – ela diz, com um sorriso divertido nos lábios.
— AI DROGA. Ethan, vai lá em cima e manda Alex buscar ovos! – ele berra, correndo de volta pra cozinha. Ela se senta na mesa, e assiste Cal agarrar o extintor de incêndio e lançar toda a fumaça na panela pegando fogo. – Eu resolvo. – ele piscou pra ela, que riu.
— Isso é cheiro de... Panqueca queimada? – Louis entra na cozinha, e beija a testa dela.
— Cal quase incendiou a cozinha... – resmungo.
— Beleza, vamos comer torta de micro ondas com suco de laranja de posinho. Alex não foi buscar os ovos... – ele esfrega os olhos. – Onde está Ethan? Louis, acorda o Allen? Só eu e a Lana somos responsáveis nessa casa. – ele sai andando, mas volta, colocando a cabeça na porta. – Pode descongelar a torta, querida? – Ela assente, e se levanta pra ir até a geladeira, mas Louis entra na frente.
— Quer trocar de tarefa comigo? Tenho certeza que ele nunca vai tacar uma bola de meleca em você... – ele pisca pra ela.
— Claro. – ela ri, derrotada. – Me deve uma, irmãozinho. – Lana sorri, e segue escada a cima, até o quarto de Allen e Louis.
O irmão roncava, todo esparramado na cama, curtindo o calor de junho sem camisa.
— Allen? Allen, acorda. – ela o cutuca várias vezes, mas ele só geme em resposta. Ela bufa, sem paciência. – Cal fez bacon com...
Ela não precisa continuar, ele voa da cama, gritando a palavra “BACOOOON”
Ela sorri, por ter se livrado da bola de meleca.
— Por que o Louis está descongelando torta, se o Cal fez Bacon? – ele aparece na porta cruzando os braços.
— Desculpa – ela resmunga, sem conseguir deixar de sorrir. – É que.. Eu não queria levar uma bola de meleca na cara... – ele sorri.
— O que te faz achar que eu tenho uma pronta pra lançar?
— A catapulta de caquinha de nariz do lado do seu armário. – Lana cruza os braços, sorrindo.
— Me pegou. – Allen passa os braços pelos ombros dela, e os dois descem pra cozinha barulhenta.
— Essa torta tem gosto dos pelos do Alex. – Couty reclamou.
— Você já provou os pelos do Alex? – Ethan pergunta, sorrindo.
— Não, mas eu imagino que seja esse, já que ele sua como um porc... – Alex levanta, com raiva.
— Ei, sentem aí, agora! – Cal grita.
— Sou maior de idade, não tenho que te responder. – Alex retruca, esquecendo da raiva repentinamente.
— Então pode ser preso. – Cal responde. Louis abre um sorriso discreto, e Alex se senta, aparentando não ligar pra isso.
— BOM DIA MEUS IRMÃOS QUERIDOS. – Allen grita, se sentando ao lado de Cal.
— Bom dia. – Louis responde, devorando outro pedaço de torta. Lana faz uma cara de nojo, olhando pra torta branca com calda de morango em cima. Ela se senta, e Cal coloca um pedaço enorme diante dela, sorrindo. Discretamente, ela passa seu prato pra Louis, que sorri e pisca pra ela.
— Allen, você não vai pra escola? – Pergunto.
— Escola? Hoje não era sábado?
— Hoje é quinta. – Couty diz, indignado.
— EITA! Louis fez meu dever? – pergunta, subindo as escadas correndo.
— Não. – ele resmunga, enfiando uma colher enorme na boca.
— Obrigado, mesmo! – ele grita do quarto.
— Não sou escravo. – reclama.
— É sim, nerd. – Alex provoca, mas Louis dá de ombros.
O celular de Lana notifica uma mensagem, e ela visualiza.
A conversa com James Barton fluiu mais ainda do que ontem, quando ele, o garoto mais lindo da escola, mandou um “Oi”. Depois de surtar, ela respondeu “Oi” também.
“Tudo bem?”
“Sim, e você?”
“Sim também. Então, vai ter uma festa lá em casa hoje a noite. Estou chamando o pessoal da escola, e seus 4 namorados estão convidados. Se quiser vir, pode.”
4 namorados? Ela? Ah, claro que sim. Mas isso significava que ele estava com ciúmes? Ou que todos... Pensavam que seus amigos eram...?
“Claro, eu apareço. E eles não são meus namorados.”
Ela deu um sorriso pequeno, e quando estava pronta para apagar a tela, uma mensagem brilha na tela.
“Então não tem namorado?”
Um sorriso de orelha a orelha apareceu nos lábios dela, enquanto ela se segurava para não pular de alegria. NÃO, ELA NÃO TINHA NAMORADO.
“Não.”
E apagou a tela, ainda sorrindo.
Mas quando levantou os olhos, seus 6 irmãos a olhavam, de cara amarrada.
— Que foi? – ela piscou, confusa.
— Estão pensando na mesma coisa que eu? – Cal pergunta, sem tirar os olhos dela. Todos assentem.
— Esse é o sorrisinho: “Alerta de garoto”. – Alex cruza os braços.
— O que?! Sorrisinho o que?
— Não se faz de boba. – Couty diz, emburrado. – Você não sabe mentir.
— Era um garoto? – Louis pergunta.
— Ah... Não... – ela olha pra baixo, sem conter um sorriso.
— É um garoto. – Todos concordam juntos, e ela bate a cabeça na mesa.
— Por favor, não... – resmunga.
— Louis, identificação. – Cal grune.
— Hm... – ele roda os olhos pelo celular. – James Barton vai dar uma festa.
— Aquele cara que parece o cara do High School Music? – Ethan pergunta.
— Ele não parece o... Certo, ele parece o Zac Efron... Posso ir, Cal? Por favor!
— NÃO MESMO. – Todos respondem em coro.
— Por que? – Ela faz beicinho.
— Por que terão garotos. – Cal diz, curto e grosso.
— Vocês são garotos.
— Nenhum de nós nunca pensou em agarrar você. – Louis cruza os braços.
Ela desmancha a pose fofa, e fecha a cara como um dia de sol se fecha repentinamente, dando lugar a uma forte tempestade de verão.
— Ah Lana, tente entender, você é nossa garotinha e... – Couty começa.
— É? Eu não sou mais o bebezinho de vocês. – ela se levanta, e sai correndo pelas escadas, mas volta, dando falta do celular. – Deixe eu levar isso comigo, porque daqui a pouco vocês vão querer revistar meu telefone. – ela retruca, e some pelas escadas.
— A Lana pediu pra ir numa festa – Allen começa, ao descer as escadas. — , e vocês negaram? Qual é, ela tem 16 anos. A mesma idade que Louis.
— Você sabe que não é a mesma coisa. – Louis diz, baixinho. – Meus poderes apareceram quando eu tinha 12.
— Se os meus não tivessem aparecido, e vocês me prendessem em casa, eu preferiria morrer que passar a vida inteira trancado aqui, até meus poderes aparecerem. – ele dá de ombros. – Então, temos o que pro café? – ele sorri.
Mas nenhum deles responde.
— Eu vou de ônibus escolar mesmo. – ela aparece voando da escada, pegando a mochila e caminhando até a porta.
— Lana... – Couty começa, mas para, sem saber como dizer “É perigoso, e você não vai de ônibus também.”
— Relaxa, eu encontro Logan na rua de baixo. Ou vai me proibir de ver eles também? – ela bate a porta, os deixando sozinhos.
— Eu ia dizer que ela só arranja homem problemático... Se pudéssemos deixava ela longe deles também. – Couty abaixa os olhos. – Somos péssimos nisso.
— Nisso o que? – Cal bate na mesa, irritado. — Eu tenho 23 anos, não sou pai, mas eu tento. Tenho a guarda de 6 crianças problemáticas.
— Não somos crianças.. – Alex resmunga, baixo.
— Você tem que deixar ela ir. – Allen diz.
— Eu vou estar lá. – Louis dá de ombros. – Deixo ela em segurança.
—Haãm. – Allen reclama. – Serviço completo. Deixa ela ficar com o cara um pouquinho.
Todos ficam quietos por um instante, mas as vozes explodiram novamente na cozinha.
— O que você quer dizer com “ficar”? – a voz de Ethan sobressai aos protestos raivosos.
(...)
Eles sempre, sempre, seeempre interferem em sua vida, e ela estava cansada disso.
Ela repassou o plano na cabeça:
*pular a janela do quarto.
* pisar no telhado com cuidado.
* descer a árvore.
* cair no chão.
* Pegar carona com Logan.
* Chegar na festa e encontrar Louis...
Ah, ela estava sem saída.
Acabou trombando com Logan que estava parado diante do poste, ouvindo música alta em seus fones.
— Eeei. – ele para, quando vê que era ela. – O que está fazendo aqui pequena?
Ela dá um sorriso pequeno, e o abraça com força.
— Meus irmãos. Briguei com eles. – o ônibus deu as caras nas esquina, e avançou rápido na direção deles. Logan a deixou ir na frente, cavalheiro, e cumprimentou o motorista.
Tinham poucas pessoas no ônibus, e as garotas ali, lançaram o olhar feio que ela já estava acostumada.
— Então, o que aconteceu? – ele pergunta, se sentando ao seu lado.
— James Barton me chamou pra festa.
— E? – ele sorriu. – O que tem de ruim nisso?
— Eles não deixaram.
— Ah. Que coisa... Que horas eu te pego em casa? – ela ri, e ele sorri.
— Acho que não vai rolar. Ele chamou o Louis também.
— Allen também concordou de você não ir?
— Eu ouvi ele me defender, mas ninguém leva Allen a sério. – ela deu de ombros. – Eu nunca fui a festas assim antes, porque não queria. Agora, eles não deixam. Qual é.
— Tente ver pelo lado deles. Eles são 6 marmanjos enormes, que sentem que tem que proteger a única garotinha fofa da família.
— Tá defendendo eles?
— Não, mas olhando pelo lado deles.
Lana observa o ônibus parar em um ponto enfrente a casa de Christopher. Desde que se mudou pra essa escola, no começo desse ano, nunca tinha ido pra escola de ônibus, mas ela sabia onde ficava a casa de Chris.
Christopher entrou no ônibus, e fez uma careta confusa ao ver a amiga ali.
— Ta fazendo o que tia? – ele sorri, e beija a bochecha dela, e dá um soquinho amigável no punho de Logan.
— Ela brigou com os irmãos, surtou, e fugiu de casa. – Logan resume.
— Que isso. – ele comenta, levantando os óculos escuros.
— Eu não fugi. – Chris se senta no banco ao lado deles, e abre um pacote de amendoins.
— Querem? – os dois negaram. Christopher estava sempre comendo amendoins.
Eles seguiram conversando, até Jaden subir no ônibus também.
— Ai ai, reunião dos viados. – comenta, sentando ao lado de Chris. – Eai.
Os dois acenam pra ele, e Christopher oferece o saquinho de amendois pra ele, que aceita e enfia os amendoins na boca.
— Vocês vão na festa? – Jaden pergunta, colocando o pé no banco da frente. Lana bufa, e fecha a cara. – Hm... Que foi garota?
— Os irmãos dela não deixaram. – Logan simplifica.
— Que barra. – o moreno de olhos azuis coloca mais amendoins na boca, e passa a observar a janela.
O ônibus começa a encher, e em fim, chegam na escola. Eles descem do veículo, e entram direto nos corredores lotados da escola. Max revirava o armário, que era ao lado do dela.
— Oi Max. – o garoto sorri, e aperta sua mão. – Procurando o que?
Ele responde, tirando o livro de história do armário.
— Oi Max. – Chris se coloca do lado dele. Ele acena do mesmo jeito, e sorri.
Até que James Barton aparece na entrada, acenando pras pessoas. Todos os sentidos dela disparam, e seu coração bate como um tambor. Ele acena pra Max, Chris e Lana, que quase desmaia pra responder o aceno.
— Deixa eu adivinhar. Você passou a noite inteira pensando nele. – Chris cruza os braços, com um sorriso.
— A noite inteira não. O dia inteiro também. – ele ri, e ela abre seu armário, tirando de lá sua bolsa de educação física, e o livro de história. – É pior que eu pensei.
Ela olha para as mãos de Christopher. Ela era simplesmente apaixonada pelos vários anéis nos dedos de Chris. Ela os achava estilosos demais, mas ela nunca conseguiria ter o mesmo estilo que Christopher.
Ele gentilmente pega o livro da mão dela, e o carrega, como toda manhã.
— Então, como vamos fazer você falar com James? – Chris diz.
— Você pode ajuda-la a se vestir igual gente – Jaden. — , porque vamos combinar, que vestido é esse Lana?
— O que tem de errado? – ela deu de ombros.
— Se você fizer certo na festa, quem sabe você fale, ou até dance com ele? – Max diz, o que faz Lana, Chris e Jaden olharem pra ele.
Max falava uma frase por dia, então sabiam que o garoto ficaria quieto pro resto do dia.
— Suponho que você não vai explicar como. – Lana cruzou os braços. Max negou com a cabeça. – Ótimo.
O sinal tocou. A primeira aula seria educação física, e ela odiava educação física.
Os 4 se despediram, e seguiram para seus vestiários. As garotas sempre trocavam de roupas juntas, falando de garotos e maquiagem. Mas todas as garotas odiavam ela, e ela odiava garotas, sabia que podiam ser muito cruéis e talvez transmitiam raiva pela mordida.
Ela se trancou numa cabine de chuveiro, e se trocou lá dentro, já indo pra área de educação física. As garotas teriam ginástiva olímpica na quadra coberta por telhas de ferro, e os meninos futsal na quadra ao lado. O treinador dos meninos agarrava o celular, e os mandava correr atrás da bola preta e branca. Já a treinadora Janett Benves, pegava pesado com elas.
— VAMOS GAROTAS, CINCO VOLTAS NA PISTA! – Ela berrou.
Correr era uma coisa que ela sabia fazer. Ela imaginava que as outras meninas exercitavam apenas os dedos para enviar mensagens, e os olhos pra flertar com garotos. Ah, e garotas, ela sabia que tinha muita lésbica naquele lugar.
Ela era a melhor atleta entre as meninas, mas não se gabava disso de jeito algum. Lana terminou de correr primeiro, e se sentou com uma garrafa, ofegante na arquibancada da quadra, observando seus amigos.
Chris, Jaden e Max estavam sentados no banco, conversando. Nenhum deles gostava de futebol. Já Louis e Logan corriam animadamente atrás da bola.
— VAMOS MENINAS!
Todas elas, menos Lana, se jogaram no chão, exaustas.
— LEVANTEM! — ninguém se mexeu. – AGORA!
Todas, assustadas, se levantaram falando.
Lana fez uma careta. Ela realmente não entendia as outras garotas.
— Hoje, — a treinadora continuou. – vamos fazer corda bamba!!
Murmúrios tomaram conta novamente da quadra feminina. Corda bamba? Realmente, a escola estava ficando sem modalidades.
— Lana? – Janett disse alto. Todo o sangue dela foi pro pé. – Quer ir primeiro? – ela apontou pos dois pilares que deviam ter só 2 metros de altura, e uma corda grossa e firma bem esticada entre elas.
— Ah... N-Não...
— Ah, você é uma boa atleta, Laninha! Via lá e mostra pra elas como faz! Vai ter um colchão muito macio no chão, caso você caia!
Ela suspirou, e foi andando com passos pequenos e rápidos pra escada dos pilares grossos. Ela ficou parada no topo dele, enquanto esperava os homens estenderem o colchão azul no lugar certo.
Na opinião dela, estavam colocando no lugar errado, mas não importava, ela não cairia, era boa em andar com equilíbrio numa corda de só um metro.
Até que uma força bateu contra ela, a fazendo perder o equilíbrio. Ela rodou os braços, tentando se segurar, mas não tinha nada.
Algo a avia empurrado, isso ela tinha certeza.
Lana gritou, caindo pra fora da plataforma.
Louis largou a bola no mesmo instante que ouviu o grito feminino mais familiar a ele.
O momento passou em câmera lenta. O mundo ficou devagar.
Ela ouviu os lábios de Louis formarem a palavra “LANA!”, enquanto a bola caiu lentamente de sua mão, e quicou várias vezes, e o garoto corria até ela.
Todos olhavam pra ela. Logan perdeu completamente o ar, e começou a vir com passos lçargos até a garota, que quando bateu no chão, perdeu todos os sentidos, fazendo o momento voltar a sua velocidade normal.
— Lana! – ele se ajoelhou ao lado dela, com água despontando nos cantos dos olhos.
— Ninguém toca nela! – a treinadora se abaixou ao lado de Lana também. – Alguém chama uma ambulância, aí suas imprestáveis?!
Lana continuou caída imóvel, rodeada por pessoas. Jaden se ofereceu para avisar os outros irmãos, e Logan ligou para os que não estavam na escola.
Ele bate na porta do laboratório de biologia com força, e a professora atende num segundo.
— Possi ajud... — Ele passa por baixo do braço dela.
— Lana sofreu um acidente.
Couty foi o primeiro a levantar da cadeira num pulo, fazendo Allen ao seu lado despertar de transe.
Os três correram de volta pra lá, e a ambulância a colocava-a na maca.
Louis se manteve tremendo, encarando a cena.
— O que aconteceu?! – Allen perguntou. Couty abraçou o irmão, sem tirar os olhos de Lana.
— Ela... Ela... – Louis gaguejou, sem conseguir falar.
— Ela caiu da corda bamba, direto no chão. Tem 3 metros de altura. – Logan cruza os braços, suspirando, e Jaden esfregou os olhos.
— Como ela caiu assim, do nada? Ela é uma boa atleta... – Max refletiu alto. Nessas situação, ele não se importou com sua timidez.
— Não sei, vamos descobrir. – Logan. – Cal, Alex e Ethan estão vindo.
— Alguém acompanhará ela? – o paramédico loiro perguntou.
— Eu vou. – Couty se prontificou, e em um segundo já estava no banco ao lado de Lana. – Aguenta Laninha.
(...)
— Onde ela está? – Cal, nervoso, invadiu a recepção.
— Ela está bem? – Ethan se colocou ao lado de Louis. Alex apenas se sentou, afim de ouvir uma resposta. Pra um cara focado, ele estava com hábitos bem nervosos naquele instante. Todos eles estavam.
— Não temos notícias.- Logan passou a mão pelos cabelos. Couty encarava a chuva lá fora, impassível.
— Couty. – Ethan o chamou. Ele não respondeu. Ethan se levantou e foi até o irmão. – Couty. Você está bem?
— Max estava certo. Ele acha que não foi um acidente culpa de Lana. – Ethan suspirou.
— Vocês acham que foi Zod? Qual é. Estamos escondidos aqui há 10 anos. Foi o maior tempo que ficamos escondidos, além dos boatos que ele morreu.
— Não importa, Lana ai saber o que foi. – Jaden disse, surgindo atrás dele.
— Você estava ouvindo? – Couty disse, se irritando.
— Esqueceu do meu ouvido bom? – ele piscou pra Couty, que revirou os olhos. – Também acho improvável que ele tenha algo a ver com isso.
— Dá pra parar de falar do Zod no meio dos humanos? – Cal os repreendeu.
— Quem é o responsável por Lana Stewerson? – a voz de um médico grisalho os chama atenção. Todos os 10 caras levantaram ao mesmo tempo, fazendo o médico fazer uma cara assustada.
— Sou eu. – Cal deu um passo a frente.
— Ela está bem. – todos suspiraram aliviados. – Apenas perdeu a consciência com o impacto, e ela precisa dês cansar. Podem entrar para ve-la.
Eles não sabiam ao certo se todos podiam entrar juntos, mas foram mesmo assim.
Lana estava com um galo roxo na esta, e um saco de gelo no ombro. Ela estava pálida, com os cabelos ondulados e louros caídos perfeitamente sobre os ombros, e os olhos azuis fechados.
Couty sentou do seu lado na maca, acariciando seu cabelo, Jaden, Max e Allen estavam sentados nos dois sofás brancos na sala, Logan estava em pé no pé da cama, Ethan andava de um lado ao outro, e Louis traçava círculos no peito da mão de Lana.
— Cogitaram a possibilidade disso ter algo a ver com Zod? – Couty quebrou o silêncio, fazendo Cal lançar um olhar reprovador a ele.
— Aqui não. – pediu.
— Não, Cal, eu realmente pensei nisso. – Louis respirou fundo, aquietando sua mão. – El nunca demorou tanto para nos achar.
— E depois que vocês quatro deixaram o ciclo, demorou menos tempo ainda. – Ethan disse.
— Não, Zod só tem melhorado suas técnicas, não tem a ver com eles. – Cal fechou os olhos.
— Quem é Zod? – a voz fraca de Lana os fez pular do lugar. Todos olharam pra Cal.
— N-Ninguém, meu amor... Ah... Como você se sente?
Ela fez uma careta, e tocou a testa.
— Dói. – Lana olha pra cima, tentando ver quem era a pessoa que acariciava seus cabelos. Couty sorriu.
— Você assustou a gente.
— Não foi culpa minha. Juro que alguma coisa me empurrou.
Todos fizeram uma cara assustada, e se olharam em silêncio.
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