Is he a Ken guy?
12 Epílogo
Notas iniciais
7 anos depois...
POV Bruna Leite
— Feliz aniversário, senhor. — beijei a pele atrás da orelha de meu marido, tentando acorda-lo de um jeito gostoso
— Hum, senhor não, Bru. — ele fez manha me fazendo rir
— Já ta nos quarentão, querido. Pode ser chamado de senhor, sim.
Ele gemeu e se revirou na cama, ficando por cima de mim, atacando minha barriga com cócegas. Gritei, gargalhei e tentei me desvencilhar de seus braços, mas nada adiantou.
Ouvimos a porta de nosso quarto abrir e viramos ao mesmo tempo para ver o que tinha acontecido. Nosso pequeno Rodrigo estava nos olhando com um sorriso no rosto.
— Bom dia, filho. — o cumprimentei e fiz um gesto com a mão para que ele se aproximasse
O garotinho de apenas 5 anos veio correndo e pulou em cima de nossa cama, se jogando nos braços do pai, que o abraçou fortemente.
— Feliz aniversário, papai!
— Obrigado, garotão. — vi os olhos de Victor brilharem, como sempre acontecia, pelo nosso pequeno tê-lo chamado de papai
Minha gravidez não havia sido planejada, mas não era nada que não pudéssemos amar, ou que não amássemos. Rodrigo era nosso maior presente.
A campainha tocou, fazendo nosso filho pular da cama e ir correndo atender.
— Rodrigo! — chamei sua atenção, indo atrás dele — Já falei pra esperar a mamãe ou o papai pra abrir a porta!
— Ih, cunhadinha, deixa de ser tão rígida com o menino. — Mariana falou assim que meu filho abriu a porta
— Ah, oi, Mari. Não é isso, ele só não pode ficar abrindo a porta sem nem saber quem está do outro lado.
— Sossega. Outro dia você ensina seu filho sobre isso. — bufei, mas deixei passar
— Cadê o Rafa e as crianças? — perguntei, vendo minha cunhada pegar Rodrigo no colo e encher seu rosto de beijos
— Estão no carro. Vim na frente pra encher o saco do meu irmão favorito.
— Você fala isso como se tivesse outro. — Victor apareceu atrás de mim, plantando um beijo em minha têmpora logo antes de ser atacado pela irmã mais nova, que havia pulado em seu colo
— Parabéns, vovô!
— É, vai tirando com a minha cara! Daqui a pouco você também vai estar na casa dos quarenta! — ele respondeu rindo e apertando a cintura de Mari
— Falta muito, hein. To na flor da idade. — ela piscou e ele a colocou no chão
Rafael apareceu na porta logo em seguida, de mãos dadas com Sofia e Enzo. Rodrigo sorriu e foi correndo abraçar os primos.
— Feliz aniversário, cara. — Rafael abraçou Victor e depois veio me cumprimentar — Oi, Bru.
— Oi. — sorri, beijando sua bochecha
— Vai, aniversariante, vai trocar de roupa que a gente tem uma festa pra organizar. Go, go, go! — Mari encheu o saco de meu marido que bufou, mas foi para nosso quarto — Você também, cunhadinha.
Bati continência, fingindo ser um soldado e fui atrás de meu marido, ouvindo a risada de Mari e Rafa atrás de mim.
POV Rafael Gutenberg
Meus filhos estavam correndo e brincando com meu afilhado pelo quintal da casa de Victor e Bruna. Os gêmeos, de apenas seis anos, eram a razão da minha felicidade, juntamente com minha linda esposa.
Senti braços finos me abraçando por trás e sorri, me virando para dar de cara com Mariana.
— Eles estão tão grandes. — ela comentou, olhando para Sofia e Enzo
— Cresceram muito rápido. — ela assentiu, concordando comigo — Mas, sabe... Sempre podemos ter mais... — joguei verde para ver se ela caía
— Claro, querido. Se você carregá-los por nove meses e depois parí-los, podemos ter um time de basquete inteiro.
— Você sendo sarcástica me dá tanto tesão. — mordi o lóbulo de sua orelha, passando os lábios por seu pescoço
— Não começa algo que não podemos terminar agora. — eu ri, mas concordei
— Ta bom, parei. Que horas seus pais chegam?
— O voo da minha mãe deve estar pousando agora, e meu pai foi buscá-la no aeroporto. Em duas horas eles devem estar aqui. Seus pais vêm?
— Aham.
— A Sheila também?
— Provavelmente.
Não tinha nada contra a Sheila, exatamente. Mas não podia deixar de pensar que ela só estava gastando o dinheiro do meu pai. Está bem, talvez eu tivesse algo contra ela.
Ouvi um choro ao longe. No mesmo segundo o reconheci como sendo de minha princesinha. Eu e Mari saímos ao quintal, encontrando a pequena Sofia sentada no chão com o joelho sangrando.
— Ô, meu amor, fez dodói? — a mãe perguntou, se abaixando ao seu lado
Minha filha só assentiu e esticou os bracinhos em minha direção. A peguei no colo e levei-a para dentro de casa, colocando-a sentada na pia do banheiro enquanto pegava o kit de primeiros-socorros.
Sofia era muito mais apegada à mim, enquanto Enzo era grudado na mãe. Principalmente quando choravam.
— O que aconteceu, princesinha? — perguntei, limpando seu machucado
— A gente tava brincando de pega-pega, e — pausa para fungar — o bobo do Enzo me empurrou.
— Não fala assim do seu irmão, Sofi. Você sabe que a mamãe e o papai não gostam disso.
— Desculpa. — ela abaixou a cabeça, corando lindamente
— E ele vai te pedir desculpas, ok? — ela assentiu
Seus olhos verdes ainda estavam brilhantes pelas lágrimas recentes, seu rosto estava corado e os longos cabelos castanhos estavam bagunçados. Coloquei um band-aid em seu joelho, sorri e tirei algumas mechas de cabelo de seu rosto, pegando-a no colo logo em seguida.
Chegamos na sala e vi Mari sentada no sofá com Enzo ao seu lado. O garoto estava com a cabeça abaixada, ouvindo o que a mãe tinha para falar.
— Olha quem chegou, filho. — Mari falou, vendo-me chegar com Sofia no colo — Você tem algo para falar pra Sofi?
— Desculpa, Sofi. Foi sem querer.
Minha filha se contorceu no meu colo e eu a coloquei no chão. Ela foi correndo abraçar o irmão. Sorri. Esses dois viviam brigando, mas se amavam demais. Mari se levantou e veio para o meu lado, encostando a cabeça em meu ombro, enquanto eu passava o braço pela sua cintura.
A campainha tocando nos tirou de nossa bolha particular. Minha esposa secou uma lágrima que havia escorrido em sua bochecha, beijou minha bochecha e foi abrir a porta.
— Oi, tia. — ouvi uma voz forte vindo da porta — Essa é minha namorada, Andressa.
— É um prazer, querida. Meu nome é Mariana, mas me chame de Mari. — pelo seu tom de voz, sabia que ela estava sorrindo — Entrem, entrem.
Ouvi passos vindo em minha direção e me virei, encontrando minha mulher, minha irmã e o marido, Marcos e uma garota muito bonita que nunca havia visto antes.
— Oi, Rafa. — Miranda veio me cumprimentar
— Oi, Mi. Ta linda.
— Lógico que to. — eu ri e cumprimentei Douglas e Marcos
— Tio, essa é Andressa, minha namorada. — Marcos me apresentou a garota ruiva ao seu lado
— Bem-vinda a família, Andressa. Eu sou o Rafael.
— Obrigada, senhor Gutenberg. — ela estava corada, evidenciando suas sardas
— Senhor Gutenberg é o meu pai, me chame de Rafa. — sorri e ela assentiu
O aniversariante e a esposa desceram e cumprimentaram os convidados. Todos adoraram Andressa. Ela era adorável, apesar da timidez. Lembrou-me de Mari, na primeira vez que foi à minha casa.
As crianças apareceram correndo pela sala poucos segundos depois, pulando todos ao mesmo tempo em cima de Marcos. Os menores tinham uma certa adoração pelo mais velho. Sofia adorou Andressa, que também pareceu ter gostado da minha princesinha.
Enquanto eu, Mari, Victor, Bruna, Miranda e Douglas conversávamos na sala, meus sobrinhos e filhos foram para o quintal, brincar um pouco. Marcos corria atrás dos meninos e Sofia e Andressa ficaram sentadas na grama, brincando de Barbie.
Algum tempo depois, a campainha tocou novamente, avisando que meus pais e minha madrasta haviam chegado. Novamente, cumprimentaram a todos, mimaram as crianças com presentes, parabenizaram Victor e se juntaram a nós, nós sofás da sala.
Sabe aquele pensamento clichê de como minha vida não podia ser melhor? Então, era o que eu estava tendo. Estava casado com a mulher que amava, tinha dois filhos lindos, uma família enorme, trabalhava no que amava ao lado da minha alma gêmea... Realmente, não podia pedir mais nada.
POV Mariana Gutenberg
A festa corria muito bem. Minha família inteira estava lá, assim como alguns antigos amigos e conhecidos. Meus filhos brincavam com Rodrigo, Marcos e Andressa estavam em algum canto, namorando. Meus pais conversavam com meus sogros, Victor e Bruna rodavam pela festa cumprimentando e agradecendo a presença de todos. Rafa conversava com Miranda e Douglas, com um copo de refrigerante na mão. Cintia amamentava sua pequena Joana, de apenas seis meses, com Gabriel ao seu lado, babando pela filha.
Sorri e me juntei ao meu marido. É, eu não podia pedir nada melhor do que o que eu já tinha.
— Com licença, peço a atenção de todos, por favor. — ouvi a voz de Bruna mais alta, fazendo todos prestarem atenção — Obrigada. Bom, primeiramente, agradeço a presença de todos. Principalmente da família que me acolheu como uma filha e irmã. — ela olhou para nós, sorrindo — A vida é engraçada e nos prega peças. Mas, no fim, sempre estamos onde devemos estar. E eu agradeço imensamente por estar aqui hoje, ao lado de todos que amo. Então, meus parabéns, meu amor. Por seus quarenta anos e por reunir e cultivar tantas pessoas importantes em sua vida. — todos batemos palmas e Victor foi até Bruna, a puxando pela cintura e grudando seus lábios
Senti as mãos de meu marido em meus quadris, me puxando de frente para si. Seus olhos demonstravam todo o amor que ele sentia por mim e que era recíproco. Nossos lábios se encontraram em um beijo apaixonado e urgente, apesar de lento.
— Eu te amo, princesa.
— Eu te amo, príncipe.
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