Notas iniciais
Demorei? Hahaha, me desculpe. Essa semana não foi fácil pra ninguém, né?! Tão menos pra minha criatividade, ou a falta dela. Me desculpem se o cap não estiver do agrado de vocês. Bom é isso. Nos vendo nas nora finais. BOA LEITURA!

Capitulo 35

POV Karina

– Que lindo! Os dois amantes já vão se agarrar em algum lugar? — Jade perguntou. Senti meu sangue ferver. O Cobra que me segure, se não eu não respondo por mim.

– Jade, deixa de delírio. Já lhe disse que eu e a K somos como irmãos. — Disse Cobra, já me segurando pelo braço. Jade riu sem humor.

– Irmãos, sei. Você acha que sou burra, Cobra?!

– Ele não, mas eu acho. — Me intrometi.

– K, deixe-a. — Pediu Cobra.

– Não, Cobreloa, agora ela vai me ouvir! — Puxei meu braço e Cobra me soltou. Fiquei cara a cara com Jade. — Você é muito burra! Burra, por achar que eu e Cobra temos algo, burra de brigar com o cara que te ama por bobagem, burra por sentir ciúmes, burra por ver coisas onde não tem, burra por deixar que sua insegurança não te deixe enxergar o quanto você é querida por ele, burra por não acreditar no Cobra, e principalmente, burra por deixar que ele desista de você! Ele te ama, sua cega! E eu só não te dou uns tapas agora, pra ver se você acorda pro mundo, por que Cobra iria se chatear comigo.

– Chega, K. Vamos sair daqui. — Cobra me puxou pelo braço até sua carro, do outro lado da rua. Entramos e quando Cobra acelerou pude ver Jade sentar na calçada. Cheguei a ter pena, sei como é ser insegura, espero que eu tenha a ajudado a enxergar a verdade.

Ficamos calados o caminho todo, Cobra me levara para um parque, bonito, na minha opinião, não havia muitas pessoas ali, descemos do carro e andamos até a área de piquenique, onde tem mesas e bancos, me sentei de um lado e Cobra de outro.

– Vocês brigaram depois de sábado? — Perguntei quebrando o silencio insuportável.

– Sim, quando sai de sua casa naquele dia, Jade estava me esperando no QG. Ela me viu sair da sua casa e arrumou o maior barraco, dizendo que eu a traí, essas coisas.

– Cara, eu não sou de defender ninguém, mas ela é só insegura. Eu sei que tenho vontade de dar umas voadoras nela, mas sei lá, fiquei meio com pena dela depois que nós saímos.

– Também fiquei, mas fazer o quê? Ela não acredita em mim.

– É...

– Mas não viemos aqui falar dos meus problemas com a Jade, né?! Desembucha, o que o Marcos te fez? — Perguntou Cobra.

– Vocêestavacertoelegostademim. — Falei rápido. Cobra riu.

– Respira e recomeça. — Suspirei.

– Você estava certo, o Marcos gosta de mim, quer dizer, gostar não é bem a palavra, ele quer ficar comigo.

– Eu sempre estou certo. — Ele falou piscando. Eu ri. — Mas não entendi o motivo da raiva.

– Ele se aproveitou que estávamos treinando juntos pra me agarrar! E o Pedro viu.

– Ele brigou com você?

– Sim, tipo não gritou e tal, mas ficou triste.

– Sinto m...

– E a culpa foi sua! — O interrompi.

– Minha? Por quê?

– Você faltou ao treino hoje! Era pra eu ter treinado com você, não com o Marcos. — Expliquei.

– Calma, baixinha. Eu faltei por que o Thawik não foi trabalhar hoje.

– Então a culpa é dele!

– Mas diz aí: o guitarrista já te perdoou? — Cobreloa me perguntou.

– Já, claro. Mas eu nunca mais vou conversar com aquele Marcos.

– Eu ainda o acho legal, mas vou ter uma conversa com ele.

– Sei que é contra a política da academia, mas bem que você podia dar uns murros nele, não? — Sorri pidona.

– Esta com muita raiva dele, né. — Assenti. — Por quê não bate nele você mesma?

– Você deixaria? — Sorri. — Aí, Deus amanha mesmo resolvo isso.

– K, eu 'tô brincando. — Ele riu.

– Idiota! Cheguei a ficar animada.

– E mesmo se eu tivesse deixado, seu pai não deixou.

– Ele não precisaria saber, oras. O trancamos no QG, o Marcos, não meu pai, e o espancamos.

– Estou com medo de você. — Cobra fez uma cara engraçada.

– É brincadeira. Mas eu fiquei com muita raiva dele na hora.

– Imagino.

(...)

Eu e Cobra ficamos conversando por mais um tempinho, mas logo começou a anoitecer e resolvemos voltar pra casa.
Entramos no carro, ele acelerou e eu liguei o som, começou a tocar uma música desconhecida, porém boa, deixei-a tocar.
Não falamos mais sobre Jade durante o trajeto, mas por ironia do destino, quando estacionamos em frete a praça, Jade estava de pé na porta do QG, presumo que nos esperando. Ou só a Cobra.
Nos entreolhamos e descemos do carro, fomos caminhando até onde ela estava.

– O que quer aqui? — Cobra perguntou. — Se veio brigar, volta amanha, hoje estou cansado.

– Não! Não vim brigar.

– Não? — Pensei alto e ela me olhou.

– Não. Eu vim pedir desculpas. Pra você Karina e principalmente pra você Vagabundo. — Cobra sorriu. — Eu não devia ter brigado por bobagens, como a Karina disse, fui burra sim, burra por não acreditar em você. — Jade encarou meu amigo. — Você me perdoa?

– Claro que sim. — Cobra sorriu feito bobo. Eu ri. Jade o abraçou e os dois se beijaram.

– É, estou vendo que sobrei. — Falei. Eles se separaram e riram. — Bom, vou indo. Tenho um jantar com meu guitarrista maluco.

– Vai lá. — Disse Cobra. Ele veio até mim e me deu um beijo na testa. — Amanha conversamos?

– Claro. — Sorri. — Tchau Jade. — Acenei.

– Tchau, Karina.

(...)

Subi em casa correndo, não queria chegar tarde no Perfeitão, entrei no meu quarto já me despindo e correndo pro banheiro.
Tomei una ducha morna e fui me trocar, optei por uma calça jeans clara bem colada no corpo e uma regata preta com escritas em branco, calcei meu vans preto, penteei o cabelo e sai do quarto.
Dei tchau para minha família e desci rumo ao restaurante dos pais do meu namorado.
Cheguei e Pedro estava atendendo uma mesa, ele sorriu pra mim e me indicou a mesa qual eu devia sentar, assenti agradecendo e me sentei.
Delma e Tomtom de cumprimentarem de longe e eu sorri para elas. Logo Pedro veio se sentar comigo, fizemos nossos pedidos e aguardamos, não demorou muito os pedidos já estavam a mesa.
Comemos calados, só aproveitando o momento e a comida, as vezes trocávamos sorrisos e olhares.
Depois que jantamos, Pedro e eu fomos para a praça, caminhamos um pouco de mãos dadas mas logo nos sentamos.

– A noite esta linda, não? — Perguntei olhando para a lua, estava cheia [a lua não a K] e cercada de estrelas. Eu estava sentada no banco um as penas em cima do mesmo e meu tronco estava recostando em Pedro, que acariciava meus cabelos.

– Não tão linda quanto você, mas esta linda. — Disse Pedro.

– Bobo. — Sorri. — Eu amei a noite que tivemos. Devíamos ter mais como essa.

– Seu pedido é uma ordem, madame. Podemos jantar no Perfeitão quando você quiser.

– Assim vou ficar mimada. — Sorri novamente e me virei pra ele.

– Você merece. — Falou. Pedro sorriu e passou a mão em meu rosto, correspondi o sorriso e juntei nossos lábios para um beijo carinho. — Eu te adoro. — Pedro sussurrou em meu ouvido depois do beijo.

– Eu também te adoro. — Sussurrei de volta.

(...)

Alguns dias depois...

POV Pedro

As coisas estão indo bem, obrigado. Meu namoro com K esta cada dia melhor e nos estamos cada vez mais apaixonados. Na ribalta Luara sempre tenta conversar comigo mas nem lhe deu bola, dessa garota eu quero distancia, nem sei como pude ser apaixonado por ela um dia. Minha banda esta ótima! Nos fizemos dois shows só essa semana, não foi um showzaço mais já vale, pra quem nunca tinha se apresentado fora da Ribalta nos estamos feito Pinto no lixo!
Já na academia do meu sogrão o clima não esta nada bom, depois que Marcos tentou agarrar minha namorada, ela não quer mais nem olhar para a cara dele, mas como Gael não sabe disso, e K não quer contar, os dois tem que treinar juntos todos os dias. Varias vezes K acertava Marcos com um golpe nos países baixos e era repreendida por Gael, Cobra até tentou convencer Gael que seria melhor a K treinar com ele, mas seu Gael é cabeça dura. Então o clima continua assim, e como eu seu disso? Digamos que eu e Cobra estamos conversando bastante, e rindo também. Cobra me disse que teve uma conversa com Marcos sobre K, e o lutador metido disse que não iria desistir tão fácil da MINHA namorada, fiquei meio puto por ouvir isso, mas Cobra também que disse que Karina esta com tanta raiva de Marcos que seria capaz de mata-lo se ele tentasse algo. Fiquei feliz um ouvir isso, agora sei que se Marcos aparecer de olho roxo foi a minha esquentadinha quem bateu nele.

Estamos na semana do "saco cheio" e eu não poderia esta mais feliz! Nove dias sem aulas, só podia ser um sonho. Semana passada os professores que estavam de greve retomaram a escola e pegaram bem pesado. Não acho justo, foi escolha deles entrar de greve, não nossa.
Mas vamos falar de coisa boa?
Jade, a namorada de Cobra, vai dar uma HIPER festa hoje e é obvio que vou né?! Na companhia da minha linda, maravilhosa e gostosa namorada. Essa festa promete!

(...)

POV Karina

Eu não queria ir a festa de Jade, algo me dizia que não iria acabar nada bem, mas como Cobra e Pedro me obrigaram, eu vou né?! Por livre e espontânea pressão.
Bianca não ia, obvio, ela e Jade não se dão, mas minha irmã fez questão de me ajudar a escolher uma roupa.
Fui tomar banho, e logo voltei para o quarto, Bianca estava sentada na minha cama com alguma peças de roupas em mãos.

– Escolhe uma dessas. — Ela me entregou as peças. Havia uma saia preta com um leve babado na barra, minha cara (sentiu a ironia?), uma calça preta com rasgos em toda a extensão da perna e alfinetes os fechando, e um shorts jeans claro com a barra desfiada. Qual será que vou escolher? Haha. Bi ja devia saber, por que quando peguei a calça ela sorriu e me entregou uma blusa, quer dizer, um pedaço de uma blusa.

– Cade as outras opções? — Perguntei.

– Não tem. Você já escolheu a calça, a blusa eu escolho!

– Af. — Revirei os olhos e experimentei a blusa. Era curta, deixa meu umbigo desnudo, uma mini blusa branca, com escritas em preto, ela caia em um dos braços deixando descoberto um de meus ombros, na barra havia duas fitas para amarrar, deu um laço e me olhei no espelho, não ficou de todo mal, mas não gosto de mostrar a barriga. Calcei meu all star preto, e penteei o cabelo para o lado.

– Tá, linda! — Disse Bi.

– Obrigada. — Sorri. Ouvi meu celular apitar e fui olhar. Era uma mensagem de Pedro, dizendo que estava lá em baixo com Cobra. Respondi um simples "ok" e desci.

– Olá, amores. — Falei entrando no carro. Dei um selinho em Pedro e um tapinha nas costas de Cobra que sorriu.

– Uau, como minha namorada esta gata. — Disse Pedro me deixando sem graça.

– Para, Pedro. — Sorri.

– Chega de mimimi aí atras — Disse Cobra.

– Let's go party? — Perguntou Pedro.

– LET'S GO! — Gritou Cobra. — Só falta você K. — Ele me olhou.

– Let's go. — Falei desanimada.

– Vamos amor, anime-se. A festa vai ser ótima. — Falou Pedro.

– Se você diz... LET'S GO! — Todos rimos. Cobra acelerou o carro rumo a casa da Jade.

Só espero que eu não me arrependa de ir nessa festa.

Notas finais
O que será que vai rolar nessa festa? Só digo uma coisa: vocês vão querer me matar hahhahaha. Espero que tenham gostado e que comentem. PERGUNTINHA... Quem aí chorou essa semana? Eu chorei feito louca. Chorei, chorei e chorei mais. E segunda o sofrimento continua.. É isso. Cometem. AMO VOCÊS, AMORZITOOOOS